O melhor dos dois mundos

20.1.17

Nem por um minuto hesitei em ter outro filho. Com o nascimento do T ainda fiquei com mais força de voltar a engravidar, tinha essa necessidade de sentir o que as outras mães sentiam.

Sem medos e dúvidas fiz o que me dizia o coração e engravidei do Baby FM.

Ter dois filhos, além de ser super cansativo, é a melhor experiência do mundo. Cada vez que os vejo a "falarem" um com o outro, cada carícia, cada beijinho, enche-me o coração, mostrando-me que tomei a melhor decisão.

Hoje posso dizer que tenho dois filhos encantadores que me proporcionam todos os dias experiências diferentes.

O T é aquela criança achinesada, com um cromossoma a mais, com uma pureza, com uma alegria e com um dom de cativar quem o rodeia, que só quem priva com ele entende o que digo. Se me pedirem para descrever o T, só tenho uma palavra que o define, o T é mágico.

Quando o T nasceu lembro-me de comentar com o meu marido que não o trocaria por nada mas que trocaria a trissomia 21 por tudo, hoje não a trocaria por nada, pois é a grande causadora para o T ser uma criança única e especial.

Uma criança super independente que me fez ver a vida com outros olhos, fez-me acreditar na vida de outra forma e deu-me as forças necessárias para lutar pelo que sonhamos.

Todos os dias vivo vitórias com ele e algumas frustrações mas isso cria em nós laços que nos marcam diariamente.

O Baby FM, é o sonho de bebé, um bebé com um olhar apaixonante e de uma meiguice extrema, que me fez apaixonar naquele primeiro minuto que o vi.

Mostrou-me o lado mais simples da maternidade, o lado em que a preocupação diária é o "lamber a cria, sem preocupações inerentes ao seu desenvolvimento, mostrando-me que o tempo é o melhor amigo para o crescimento de uma criança.

Um bebé super dependente que me mostra todos os dias que sou o seu mundo. A dependência que sente por mim e pelas minhas maminhas fascina-me e isso basta para derreter o meu coração. Dá os beijinhos mais cheios de baba e melhores do mundo.

Com o Baby FM aprendi que o amor de uma mãe duplica e não têm limites.

Para responder a muitas perguntas que me chegam diariamente, ter um filho com uma condição especial é igual a ter outro que não tenha nenhuma patologia associada. A única diferença que encontro sãos as 1000 terapias, as preocupações inerentes ao seu desenvolvimento e os custos associados, de resto, as birras, as gargalhadas, os sorrisos e o amor são iguais.

Por isto e por tudo tenho o melhor dos dois mundos.








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