Vamos de férias

19.4.19
Com a Páscoa mesmo à porta vamos de férias.

Vamos deixar Lisboa e toda a correria louca do dia a dia e só regressamos a 28 de Abril.

Confesso que estamos todos a precisar, principalmente o T que já começa a acusar o cansaço com todo o seu ritmo alucinante.

Não vamos para muito longe, vamos para a nossa casa da Aroeira. Mas aquela paz e o cheiro dos pinheiros só por si fazem com que vivamos a vida com outro ritmo.

Estamos "loucos" para vivermos a 100% uns para os outros, com a certeza que estas serão as últimas férias a quatro. Um misto de emoções porque em breve a nossa vida vai mudar, as rotinas vão ser alteradas e a nossa casa volta encher-se de um amor inexplicável.

Mas antes disso, eles precisam de estar connosco e de terem as atenções todas centradas neles.

Pelo meio o pai faz anos e os anos do FM também se aproximam.

Mas antes de irmos vamos ao jardim zoológico e depois seguimos para uma férias a 4+1 pois a Kiki também conta.

Desejo-vos uma Santa Páscoa rodeada da família e de alguns doces!!


Look Boys | Matchy 
Pés de Cereja 

Mum Look | Trendy Bazaar


PAIS “HELICÓPTERO”

18.4.19

Quando as crianças começam a dar os primeiros passos sozinhos, quando começam a comer a sopa sozinhos, quando passam da fralda para o penico ou para a sanita ou quando começam a falar, isso geralmente provoca nos pais uma sensação de muita alegria. A constatação de que os filhos estão a crescer e a tornarem-se autónomos tem um sabor agridoce, provocando por um lado, medo e, por outro lado, uma doce sensação de realização. Dizemos aos nossos filhos que estão a ficar muito crescidos quando aprendem a fazer algo novo ou quando já conseguem fazer algo sozinhos que antes carecia de ajuda. Eles, muito orgulhosos de si próprios gostam de espalhar a boa nova por toda a gente: “já sei lavar os dentes sozinho”, “já sei vestir-me sozinho” “a mamã diz que eu sou um crescido porque já não faço birras” e é assim pela vida fora, quando entram para a escola, quando terminam o curso, quando tiram a carta e compram o primeiro carro, quando conseguem o primeiro emprego, quando casam, quando têm filhos, etc.

Ajudar um filho a tornar-se autónomo e independente, capaz de fazer o seu caminho e alcançar os seus sonhos, é uma das principais recompensas e alegrias dos pais. Ou pelo menos, deveria ser.

Os pais “helicóptero”

O “overparenting”, “pais helicóptero” ou “maternidade de estufa” são termos utilizados para definir um perfil de pais nascidos a partir da década de 60/70 que começou a ter os seus filhos na universidade por volta dos anos 90/2000. Estes pais são superprotetores dos seus filhos, sempre na frente de combate para antecipar ou resolver problemas ou situações relacionadas com os seus filhos. São pais que supervisionam e controlam constantemente as atividades dos filhos, dando-lhes pouco espaço para explorar e descobrir livremente a vida e o mundo. Estes pais dão poucas oportunidades às crianças de correrem riscos, fazerem as suas escolhas e poderem aprender com os desafios da vida.

Os pais “helicóptero” são também extremamente exigentes com tudo. Educação, disciplina, desempenho académico, amizades, namoros, etc. Os filhos têm que se distinguir em tudo e serem os melhores, sendo que falhar ou desistir não são opções. E para tornar tudo isso como garantido, estão lá os pais sempre com as mangas arregaçadas, para garantir que nada corre mal. Mas não deveria ser esta a missão dos pais? Ajudar a que os filhos tenham o maior sucesso em tudo? Não, necessariamente. Aprender a caminhar pelos seus próprios pés e a lidar com os desafios da vida, é uma das maiores garantias de sucesso na vida.

Se por um lado, é aceitável que as crianças pequenas poderão precisar de ajuda e supervisão para as suas aprendizagens, ainda que de forma equilibrada, torna-se difícil imaginar este controlo na idade adulta. Pais como estes, entram nas faculdades, para pedirem satisfações aos professores pela nota obtida numa determinada disciplina. Pais como estes, entram em concursos de televisão para escolher uma namorada para os seus filhos. Pais como estes, cortam as asas aos seus filhos para crescerem de forma autónoma e saudável.



Dentro da categoria dos “pais helicóptero”, os psicólogos definiram três tipologias que se distinguem entre si pelo nível de proteção:

- os pais que estão constantemente a “pairar” sobre os filhos e a intervir limitando profundamente a sua capacidade de escolha;

- os pais que fazem questão de fornecer orientações, que apontam o caminho que consideram mais adequado mas sem limitar completamente a capacidade de decisão dos filhos;

- os pais que perante uma situação de perigo ou crise, intervêm para proteger os filhos até que estes se sintam com capacidade para seguir o seu caminho.

Este perfil de parentalidade surge como consequência das mudanças na sociedade, em que se passa de uma educação muito autoritária, baseada no medo, para uma educação demasiado liberal em que as regras e o papel de cada um na hierarquia familiar está pouco ou mal definido. As evoluções tecnológicas que permitem que a toda a hora e a todo o momento se possa estar em contacto, a mudança da estrutura familiar sendo que há cada vez menos filhos por casal e em que muitas vezes, o nascimento de uma criança resulta de um grande investimento a todos os níveis por parte dos pais. As crianças tornam-se, assim, tesouros e joias preciosas, que devem ser preservadas a todo o custo. As exigências laborais às quais os pais estão sujeitos e que levam à falta de tempo e de paciência para estar presente e disponível para a família, contribuem para que se confunda o estabelecimento de regras e de limites com a falta de amor e em que se tenta compensar os filhos com opções pouco benéficas para o seu desenvolvimento. É importante não esquecer que estes pais estão a educar crianças e jovens numa sociedade que é cada vez mais heterogénea e aparentemente mais “aberta”, mas onde existe, mais do que nunca, uma pressão para a perfeição e para a excelência e onde a concorrência é cada vez maior e mais acentuada. Parece não haver tempo e espaço para o erro. Temos todos de aprender e saber o mesmo, e que se salve o melhor. 

Sugestões para a Páscoa

16.4.19
Páscoa é sinónimo de família, de uma mesa cheia de flores e de muitas brincadeiras.

Adoro passar a Páscoa na nossa casa da Aroeira, usufruir da primavera, do ar quente e do cheiro a pinheiros.

Sem grandes investimentos gosto de decorar a casa com um mood campestre e algumas flores dentro de casa.

Muitas vezes uma jarra, uma taça com ovos pintados pelos nossos filhos, umas flores em cores pastel resultam na perfeição e fazem a diferença na mesa.

Cenouras colhidas no campo ainda com o ramo verde é um óptimo arranjo para uma casa.

Esta época pede tons mais claros porque o tempo assim o exige e são sempre cores que agradam às crianças.

Podem sempre também oferecer às madrinhas um arranjo floral feito por vocês. Sendo que as crianças não podem escapar dos ovos de chocolate.








Ecografia Emocional

15.4.19
A Gravidez é cheia de medos, de algumas inseguranças mas de descobertas constantes com muitas alegrias à mistura.

São 9 meses mágicos, cheios de boas vibrações!

E sempre que existem ecografias o dia ganha outra cor. Ver as suas mãos, o nariz é até o coração bater é de uma emoção incalculável. Aquele momento torna-se só por si fantástico.

Além das três ecografias "obrigatórias" faço sempre uma ecografia fora do plano, sem qualquer parecer médico, mas a mais emocional de todas, a ecografia 4D, que hoje passou para 5D.

É uma ecografia onde vemos o nosso filho pela primeira vez a cores, e naquela sala ficam gravadas sensações únicas, é quase como já o sentíssemos nos nossos braços.

Fiz esta ecografia em todos os meus filhos e cada uma recordo com emoção.

Na Sexta foi a vez de ir conhecer com outros olhos MC e que querida que é!! Não consigo encontrar parecenças com nenhum dos irmãos, mas acho que tem um pouco de cada num.

Sempre que faço esta ecografia, fico com a sensação que tudo se torna real, que existe ali um bebé perfeitinho, cheio de sonhos.

Fiz sempre esta ecografia na Ecox e recomendo vivamente pois o acompanhamento que é feito é fantástico e naquela sala vemos o nosso filho com outros olhos e isso só por si vale cada cêntimo.

O T e o FM também foram ver a irmã e adoraram, os olhos brilharam, dimensionaram a mana de outra forma e até ajudaram a fazer a ecografia.

São estas sensações que me fazem adorar estar grávida pois são emoções que não se conseguem apalpar de tão fortes que são.

E eis que vos apresento a "cores" a querida Maria Constança.

Maria Constança 






Tomás Maria
Francisco Maria 

10 Parques para passear este fim-de-semana!

12.4.19
As previsões para este fim-de-semana parecem ser mais favoráveis, pelo menos acho que vamos ter sol e isso por só por si já é um bom começo para um bom fim-de-semana.

Com bom tempo só apetece passear e explorar a natureza. Por isso deixo-vos 10 sugestões de parques para passearem ao ar livre:

Lisboa

  • Jardim Zoológico (14,5€ a 22€)
  • Quinta Pedagógica dos Olivais (Gratuito)
  • Lavadouro de Carnide (3€)
  • Parque botânico do Monteiro-Mor (Gratuito)
  • Salinas do Samouco - Trilho de Flamingo (8€)
  • Quintinha de Monserrate (8€)
  • Evoa (7€ a 12€)
Porto 
  • Jardim de Arca d'Água (5€)
  • Parque Biológico de Gaia (1€ a 3€)
  • Quinta Pedagógica de Braga (Gratuit

Bom fim-de-semana!!



A força da Amamentação

11.4.19
A amamentação consegue ser dos assuntos mais controversos da maternidade.

Há quem dê por gosto, há quem o faça por "obrigação" e há quem simplesmente mande secar o leite. 
Todas estas decisões são válidas, acredito que uma mãe não se meça por dar de mamar ou não.

Contudo sou a favor da amamentação, primeiro porque é algo provado pela organização mundial de saúde do seu benefício para o nosso filho. E embora o leite adaptado esteja em constante aperfeiçoamento a sua fórmula e por mais boa que seja, há coisas que só a mama consegue dar, e não sou eu que o digo são as próprias marcas que o afirmam. Segundo sentir que aquele momento é só nosso é de um valor incalculável e isso não se sente através de um biberon. 

Mas para amamentar é preciso querer, perceber os seus benefícios e acima de tudo ter uma estrutura emocional forte porque é muito fácil para uma recém mãe ceder ao leite adaptado só porque sim. Infelizmente nos hospitais é mais fácil dar para a mão de uma mãe um biberon do que ajudá-la com a pega.

E aqui não condeno as mães mas sim a falta de sensibilidade que se tem nos hospitais e isso é muito fácil de se ver nos hospitais que não são "amigos do bebé".

O processo da amamentação pode ser fácil mas também pode ser atribulado, depende de vários factores, são subidas de leite difíceis, das dores que sentimos como se agulhas se tratassem, horas infinitas de mama que nos levam completamente à exaustão.

E aqui precisamos de ser fortes, de perceber acima de tudo o que queremos para nós e para os nossos filhos e no caso de querermos amamentar devemos de procurar ajuda em enfermeiras especializadas em leite materno ou mesmo uma CAM - Conselheiras de aleitamento materno para tentar perceber o o nosso corpo e os sinais do nosso bebé.

Não podemos duvidar de nós próprias pois o leite fraco é dos mitos maiores da maternidade pois é algo que não existe. O nosso corpo apenas vai fornecer o necessário para aquele bebé.

Há bebés que procuram mais vezes o peito não porque estão com fome mas como forma de aconchego e isso é muito importante perceber para que não duvidemos do nosso leite.

Se a nossa decisão for não continuar, pelas dores iniciais, pela privação que sentimos ou por outro motivo que seja só o temos de admitir e não nos sentirmos inferiores a outras mães que decidem amamentar.

Felizmente que uma mãe não se mede pela amamentação!



Dei mama aos meus filhos e quero muito dar à MC. Tive duas experiências completamente diferentes, a do T correu super bem e ele mamou até aos cinco meses mas admito que fui fraca e deixei-me levar pelos comentários "ainda mama?" "O teu leite já não o alimenta"? "O teu filho precisa de mais quantidade que a que tu lhe dás" "Não conheço ninguém que tenha amamentado tanto tempo". Todas estas perguntas invadiram a minha cabeça até que cedi à pressão e desmamei o meu filho de um dia para o outro. Hoje arrependo-me e tenho a certeza que apenas fui uma mãe de primeira viagem sem a informação suficiente para ter força para seguir em frente.

Já temos nome!!

10.4.19
Finalmente temos nome para a baby da casa!

Estava difícil e eu já começava a ter vergonha de não ter nome para a minha filha quando me perguntavam.

Mas o grande culpado disto tudo foi o marido que complicou durante 30 semanas. Sempre gostei muito de Maria Constança por ser um nome clássico, com história. Mas o marido dizia que não gostava e que nunca seria escolha.

Contudo as semanas passaram e como mulher nunca tirei o nome da cabeça, contudo à medida que o tempo passava ia desmoralizando quanto ao nome e criámos um TOP 3 que ambos gostávamos: Carlota, Teresa e Luisa.

Mas nunca conseguimos passar do TOP 3. Embora gostasse dos nomes, havia algo que não me levava a decidir por um.

Tinha consciência que não queria ir sem nome para o parto mas começava a equacionar esse cenário.

Até que numa conversa entre amigos, o B começou a gostar do nome, no início custou-me a acreditar mas quando o comecei a ouvi-lo a chamar o nome comecei a creditar que era possível.

No entanto houve algumas "negociações" pelo meio, como ir acompanhar Portugal no Euro 2020... Homens! Mas mais para a frente falamos melhor sobre esse assunto...

Os meus filhos têm Maria como segundo nome e a Constança também terá mas como primeiro porque queria de alguma forma marcar a diferença entre os meninos e a menina da casa.

Sem saber Tomás é nome de Santo, Francisco também e agora antes de vos contar fui pesquisar e também existe uma Santa Constança.

São apenas simbolismos eu sei, mas como católica acaba por ser especial para mim.

Maria Constança

Sonhadora, idealista, emocional e hipersensível
Tem uma vontade enorme de mudar o mundo e luta pelas grandes causas
Para ser feliz precisa de conviver com pessoas positivas e otimistas.
De uma extrema sensibilidade.
Tem dificuldade em perdoar ou esquecer quando se sente desiludida.


Placa | Caturra 




























































































Além desta placa com o nome, tenho uma que marcará a primeira fotografia da MC, a entrada em nossa casa e sempre que fizer um mês até completar o seu primeiro ano de vida.
São da Caturra.




Óleos essenciais

8.4.19
Rendi-me aos Óleos essenciais.

Sempre ouvi falar muito bem destes óleos e dos seus benefícios mas por um motivo ou por outro ainda não tinha experimentado.

Até que a semana passada reunir todas as condições necessárias para o fazer e rendi-me de imediato.

O Óleo essencial é obtido de uma planta ou partes por destilação ou por processo mecânico apropriado sem aquecimento. Tecnicamente, este produto não é óleo, porque não contém ácidos gordos, mas concentrações elevadas dos componentes das plantas. Este produto é muito usado na área farmacêutica e terapêutica. Ajuda na prevenção e no combate de sintomas de algumas doenças, como dores reumáticas e musculares. Melhora a digestão e o apetite. Estimula o sistema nervoso e a energia.


Óleos | Natural Living

E é um óptimo aliado do sono pois ajuda a potenciar um sonho mais tranquilo. Até ao momento foi o óleo mais usado pois como a nossa cama é constantemente invadida por duas "pulgas" saltitantes quis experimentar, coincidência ou não dormiram a noite toda.

Também já recorri aos óleos para a tosse e até para aliviar o ranho.

Além dos benefícios físicos e emocionais quando utilizados na aromaterapia, os óleos essenciais também possuem aplicações medicinais excepcionais.

Muitos óleos essenciais são antissépticos e estão entre os mais potentes protetores da natureza contra as bactérias e outros organismos infecciosos.

Os óleos essenciais possuem uma ampla gama de propriedades curativas, podendo ser utilizados de forma eficaz para manter a saúde, estimulando a regeneração celular, aliviando dores, equilibrando as disfunções emocionais, e combatendo bactérias, fungos e outras formas de infecções. Além de proporcionar alívio do stress do dia a dia, um aumento de energia e um aumento da concentração mental.
Os óleos essenciais têm uma lista quase interminável de usos terapêuticos. É preciso apenas olhar para eles e ver qual a nossa maior necessidade.

Prateleira | Nitta Kids 


Gosto acima de tudo de duas coisas, o cheiro que fica no quarto (utilizo no quarto deles) e o silêncio do difusor visto que este é utilizado à noite. Outra das vantagens é que o deixamos ligado e passado três horas desliga-se mantendo o cheiro no quarto.

O nosso é da Natural Living. A Sandra é uma querida e está sempre pronta para ajudar-nos na escolha dos melhores óleos.

Natural Living














As primeiras roupinhas

3.4.19
As primeiras roupas dos nossos filhos serão sempre as primeiras roupas.

Vão ter sempre aquele toque e cheiro tão nosso. Vão fazer parte sempre da nossa memória.

Não é fácil comprar roupa para os primeiros meses porque nunca sabemos se o bebé vai nascer grande ou pequeno. É tudo muito incerto e com ideias vagas.

Sinto-me sempre um pouco perdida quando estou a escolher os tamanhos.

O melhor será 0 ou 1 mês? Será que vai ficar grande ou pequeno? São perguntas que me acompanham sempre quando estou a comparar os tamanhos.

Por norma opto mais pelo tamanho 1 (mês) porque na realidade quando o bebé nasce de termo veste muito pouco tempo o tamanho 0.

Mas é sempre um "totoloto". Depois existe o tempo... será que vai estar frio ou calor? E aqui não vacilo muito, compro a roupa adaptada à estação do ano mas sempre com algumas mangas compridas e calcinhas interiores de algodão e casaco para os bebés de verão porque nem sempre o tempo é certo. E é sempre bom para uma noite mais fria.

Mas não sou de comprar roupa para muitos meses porque aí é sempre um risco muito grande porque o tempo nem sempre bate certo com a estação. Compro roupa para os primeiros três meses e depois vou comprando à medida que cresce.

Desafios da Trissomia 21

2.4.19
Diariamente recebo mensagens de pais que enfrentam o diagnóstico pré-natal ou mesmo após o parto com a notícia da Trissomia 21.

Primeiro que tudo fico feliz que me contactem pois é sinal que o Blog chega a esses pais que tantas vezes se sentem perdidos tal como eu no dia 6 de Agosto de 2014.

É um facto que continua a existir pouca informação sobre o que é isto da Trissomia 21. Os médicos pouco ou nada sabem sobre este cromossoma e é tudo muito vago, baseado em estatísticas, sem certezas de nada.

E naquele momento em que nos vemos confrontados com uma realidade que se desconhece, é como se fossemos engolidas por um buraco escuro sem fim. Não buscamos incertezas mas sim certezas. Queremos que nos digam como vai ser o futuro, como será a nossa vida? Se o nosso filho será feliz e normal. É isto que queremos saber!

São todas estas perguntas e mais algumas que invadem a nossa cabeça e aí não existe ciência que nos explique as coisas com a clareza que precisamos. Só uma mãe ou pai tem o dom da palavra sobre este assunto, porque só quem convive com um filho com trissomia 21 é que sabe responder a todas as dúvidas e de alguma forma nos consegue tranquilizar.

Foi assim comigo e acredito que é com todos os pais.

A Trissomia 21 traz mais alegrias do que tristezas, por mais que no início não vejamos as coisas com esta clareza. Demora-se o seu tempo a aceitar porque nenhuma mãe quer que o filho tenha problemas ou limitações no seu desenvolvimento mas depois são os nossos filhos que nos mostram que são iguais a todos os outros bebés: choram, riem e alimentam-se.

Conhecemos um mundo novo de burocracias referentes à segurança social para termos alguns subsídios que nos ajudarão a suportar as despesas das terapias (subsídio por deficiência e subsídio de assistência à terceira pessoa).

As terapias começam a fazer parte do nosso dia a dia e é um mundo novo que nos é apresentado. Não é mau mas sim diferente, talvez um pouco mais complexo.

É necessário fazer ajustes familiares e económicos. É preciso ler, procurar por terapias que acreditemos e criarmos uma equipa multidisciplinar que nos transmita a segurança que precisamos para o nosso filho.

A maternidade é cheia de desafios, é complexa mas não só para pais com filhos com necessidades especiais, é para todos.

Todos vamos chorar e rir pelos nossos filhos, faz parte de ser mãe!

A trissomia apenas nos dá uma maior responsabilidade e preocupação no desenvolvimento do nosso filho, não podemos vacilar ou descurar, requer um esforço financeiro alto mas em contrapartida conhecemos o amor da forma mais pura que há.

Quando nasce um filho com trissomia 21, nasce também uma nova família com todo um novo arco íris por conhecer.












A indústria que leva os pais a um ataque de nervos

1.4.19
Os meus filhos são fãns da Marsha e Urso e quando vi que em Abril ia haver um espetáculo com as personagens preferidas do T e do FM não hesitei em ir comprar.

Quando estava para comprar, na Fnac, perguntaram-me as idades e eu super entusiasmada disse que eram 2 adultos e duas crianças com 2 e 4 anos, a achar que eles não pagariam como é habitual mas fui surpreendida com que todos pagavam.

Bem, respirei fundo e perguntei os valores dos bilhetes e para os lugares que tinha pensado o preço era de 19.80€, Uiiiii!! Rapidamente meti-me a fazer contas, o que não era muito difícil, e percebi que para nós era a modesta quantia de 80€.

Haviam bilhetes mais económicos mas que eram tão longe que não iam ver nada e para isso preferia não os levar.

Ainda hesitei por momentos em comprar mas depois saberia de antemão que eles iriam adorar por isso perdi o amor ao dinheiro, fechei os olhos e passei o cartão.

Comprei os bilhetes mas de facto é um absurdo estes valores que se praticam, limitando o acesso a outros pais que vivem com o ordenado mínimo. 

Demorei uns dias a digerir, porque as crianças não podem ir sozinhas pelas razões óbvias, obrigatoriamente os pais precisam de acompanhar e seria uma boa política os preços serem acessíveis para todas as famílias.

Isto não acontece só com a Marsha e Urso mas com tudo o que envolve crianças, é uma indústria que gere muito dinheiro e acabam por aproveitarem-se da ingenuidade das crianças para pedirem valores absurdos.

As crianças adoram, e é uma forma de fugirem aos tablets e da televisão e assim verem as suas personagens preferidas com outros olhos, e terem novas experiências.

São pequenos "luxos" mas que deviam ser mais acessíveis, não por nós adultos mas pela futura geração.

Agora é esperar que seja um espetáculo super divertido e que eles adorem.