Praia

12.7.18
Pelo que percebi pelas mensagens que tenho recebido o tempo não está para grandes brincadeiras ao ar livre, à exceção do Algarve que raramente desilude.

Para quem está quase a ir de férias para o Algarve penso que podem descansar porque o tempo está óptimo. Não tão quente como outros anos mas o suficiente para saber a Verão.


Trendy Bazaar.
É um Look que pode ser usado na praia como na cidade com uns calções.



Calzedonia 


Caicos
Esta mala de palha consegue ser a melhor aquisição dos últimos tempos pois é grande o suficiente para levarmos tudo o que precisamos para a praia.


Vacilei, chorei, mas o mais importante veio comigo!

11.7.18
Tinha tomado a decisão mais difícil que alguma vez tinha tomado mas estava certa que era o acertado.

Fui contra muitas opiniões, fui contra tudo e todos e até contra mim mas estava certa da minha decisão.

Quando recebi o email da escola sobre a praia, inscrevi o T mesmo sabendo que passaria por uma semana em que tinha marcado férias.

Respirei, pensei muito e ainda discuti mais sobre o assunto. O T ficava e eu ía. O T fazia a praia com os seus amiguinhos e à tarde mantinha as terapias.

E eu teria uma semana para me dedicar ao FM como até agora nunca o tinha feito. Queria tê-lo só para mim, queria que ele fosse o meu centro de atenções porque também lhe devo isso.

É aqui que entra o desafio dos pais quando temos mais que um filho, a partilha de atenção não é fácil e por mais atentos que sejamos nunca chegaremos ao centro da questão por mais que nos esforcemos. E não é porque somos melhores ou piores pais mas porque somos humanos e não vivemos apenas no "um para um" temos sempre muita coisa a acontecer à nossa volta.

Para mim era a oportunidade perfeita! Uma semana de filho único, uma semana só nossa.

Desde a minha decisão que me mentalizava que era o melhor para mim, para o T, para o FM, para a nossa família.

O B como não conseguia tirar esta semana de férias, o T ficaria com ele e assim seria ele a comandar a nossa casa, o que também achei óptimo para que ele também percebesse como tudo funciona, não que ele não saiba mas como acabo por ter mais disponibilidade de tempo, há coisas que acabam por passar despercebidas.

Era tudo perfeito! Mas era só eu que o achava até ao dia da despedida...

Desde a minha decisão até ao dia de viajar passou um mês e meio e nesse tempo falei com várias pessoas sobre a minha decisão, agora percebo a minha necessidade em falar tanto no assunto, a cada pessoa que falava era como se tivesse a programar o meu cérebro para a nossa separação.

Entretanto chegou o dia de fazer as malas e continuei sem vacilar, um pouco assustada a passar todas as informações necessárias ao B mas nada de mais.

Até que fecho as malas e é agora. Olho para o T e explico-lhe que a mãe vai ter de ir com o mano e que ele ficaria com pai. Baixei a cabeça, o meu coração tremeu, dei-lhe um abraço. Mas segui sem frente...

A porta de casa abre-se e ele olha para mim e diz "praia, praia" e dá-me um grande abraço. Uma vez mais baixo a cabeça e tinha-o ali de volta nas minhas pernas, malas feitas ao meu redor, uma porta aberta, e eu de cabeça baixa sem coragem para a erguer.

Enquanto tive a cabeça baixa vacilei, meti tudo em causa tudo e comecei a chorar compulsivamente e disse que não aguentava deixá-lo, o B que estava a assistir a todo aquele cenário abraçou-me de lágrimas nos olhos e chorámos, ainda a soluçar disse-lhe que não aguentava ir sem ele e que levava-o comigo.

O T no meio daquilo tudo olhou-me nos olhos e sorriu para mim. Foi buscar os seus sapatos e só gritava "praia, praia, praia".

As malas estavam só pensadas para mim e para o FM e naquele momento em dez minutos, peguei nas primeiras roupas que me apareceram e enfiei dentro da mala. Com perfeita noção que não tinha roupa igual para eles e que havia coisas que ficariam pois no meio de tanta emoção não havia tempo para "futilidades".

Mas o mais importante eu levava comigo. Tudo o resto era simplesmente desnecessário.

No carro, já com eles, senti a fragilidade do B e minha também por nos separar. Não era o ideal mas aqui não havia volta a dar pois ele não conseguia mesmo ir.

Ficou a trabalhar e nós fomos!




Verão!

10.7.18
O Verão continua meio tímido mas este vestido tem tudo menos de timidez.

Foi um amor à primeira vista e tem tudo o que um Verão deve ter, leveza e cores alegres.

Adoro o pormenor dos ombros à mostra.






Festivaleiros

8.7.18
Já há muito que não ía a um festival e o Panda pareceu-me uma boa oportunidade para voltar aos palcos, ao espírito que se vive apenas nos festivais.

Já tinha ouvido de tudo, tanto de bom como de muito mau por isso fui sem expetativas, com vontade de viver apenas o momento e proporcionar ao T e ao FM  o melhor.

Eles adoraram é um facto aliás atrevo-me a dizer que todas aquelas crianças vibraram com tudo.

Mas na realidade, numa versão mais adulta acho que o festival tem algumas lacunas, nomeadamente o espaço do concerto. É um local quase sem sombras, aliás só há nas bancadas mas ali as crianças acabam por não se libertar porque estão muito "presas" nos movimentos.

Assim sendo optámos por ir para a relva mas para crianças tão pequeninas pouco se vê e eles acabam por perder o interesse.

Depois o Sol em força acaba por desgastar todas as energias, é demasiado forte.

Não nos podemos esquecer que são crianças e que devem existir algumas precauções. Se pensarmos bem chega a ser contraditório com as horas de praia.

Se é algo que já foi tantas vezes criticada não percebo porque não arranjam soluções para este grande senão.

Depois em si o espetáculo merecia mais dança, mais música e não tantos jogos interativos.

Outra coisa que me aborreceu foram as filas para todas as atividades, é impossível explicar às crianças que têm de esperar pela sua vez. Houve alturas que o FM fez mesmo birras porque a vontade dele era mergulhar na piscina de bolas.

A minha opinião sobre o festival não é a melhor e acredito que não voltaremos. Contudo eles divertiram-se bastante e ver a a sua felicidade valeu qualquer coisa menos boa.


Head- Ji



A água refrescante que nos ajudou a suportar todo o calor sentido.
Além de refrescar deixa um cheirinho muito bom.

Look | Maria Saloia 


Trendy Bazaar 

Apresentação do livro no Cartaxo

6.7.18

Queridos seguidores do Cartaxo e arredores.

Amanhã eu e o T pelas 15.30h estaremos presentes no Centro de Desenvolvimento Girabola para apresentar o nosso livro.

Será um gosto conhecer-vos!



Até amanhã

R. José Ribeiro da Costa, n.64, 2070-099 Cartaxo

Parece que foi ontem...só que não!

5.7.18
Parece que foi ontem que nasceu...
Parece que foi ontem que ganhei nos braços o maior desafio da minha vida...
Parece que foi ontem que começou a dar os seus primeiros passos...
Parece que foi ontem que começou a dizer as primeiras palavras...
Parece que foi ontem que o entreguei pela primeira vez à sua professora...
Parece que foi ontem tanta coisa da sua vida.

E foi com esse sentimento que sem dar bem por isso o T está oficialmente na sala dos 4 anos!

E é neste tempo voador que ele cresce todos os dias mais um bocadinho sem eu me dar conta.

Tenho medo que ele cresça, não pela sua trissomia 21, mas porque gostava de congelar todos estes momentos que jamais voltarão para trás.

Termino o ano com uma avaliação excelente, com um salto muito positivo desta experiência que se chama escola! E acima de tudo com um orgulho gigante no ser humano que estou a fazer crescer.

Acabo o ano com...

"(...) O Tomás é uma criança muito meiga, estabelece uma ótima relação com os seus pares e com os adultos da sala e da escola. Cumpre as regras de convivência social, gosta de interagir colegas e de partilhar. Conhece bem as regras da sala e é cumpridor das mesmas. Consegue gerir a frustração.
Recohece os seus pertences e arruma-os.
Lava as mãos e limpa o nariz sozinho, começa a despir roupas simples.
Ajuda o adulto em tarefas simples, a pedido.
No refeitório evidencia uma boa postura, não precisa da intervenção do adulto para comer e não tem grandes dificuldades alimentares (...)"
Professora


O caminho é longo eu sei, tenho essa consciência mas tenho a certeza que estou no caminho certo e que a linha da vida se constrói passo a passo.

Foi talvez o ano mais desafiante para mim enquanto mãe, o ano que senti que fiz a escolha certa, o ano em que percebi as minhas fragilidades e o ano em que mais me adaptei.

Obrigada uma vez mais à escola por terem aceite o T de braços abertos e por nunca terem dado força à sua trissomia.

Portugal precisa mais de escolas assim!

Para o ano há mais.

Em Setembro estarei mais confiante quando o entregar mas com a certeza que voltarei a ficar com o coração apertado assim que o deixar tal e qual como foi a primeira vez.

Agora tu meu filho, corre, brinca, dá mergulhos e sê feliz porque mereces isso e muito mais.


Baloiço | Mada In Lisbon 




Praia na escola

4.7.18
Pela primeira vez o T foi à praia sem mim.

Foi um misto de emoções. Feliz porque sabia que ele estava radiante com a ida à praia mas com o coração do tamanho de uma ervilha por ter medo que alguma coisa corresse menos bem.

É difícil quando os deixamos ir, e os entregamos a outros braços... Parece que nunca estamos preparadas para os deixar ir.

É incrível a dinâmica que uma escola tem de ter para que proporcionem o melhor para os nossos filhos. É um staff que se perde de vista, são muitos olhos a olhar pelos nossos filhos e é uma responsabilidade muito grande. 

Assim que disse ao T que ia para a praia não se calou mais. Só dizia "praia...praia". E mesmo quando já estava na camioneta lia-lhe nos lábios "praia, praia, praia" ao mesmo tempo o meu coração contraía de orgulho e de medo por o deixar ir.

O feedback da professora foi ótimo, embora o tempo não esteja para grandes mergulhos, brincou imenso na areia com os amigos e esteve muito feliz.

O T adora a escola, adora os seus amigos, adora praia e foram todos estes motivos que me levaram a proporcionar-lhe esta experiência.

Uma vez mais tiveram que ser adaptadas terapias e alinhadas as prioridades. É preciso equilibrar tudo para que se consiga viver da forma mais feliz possível.

As terapias são muito importantes mas estas experiências acabam por ser a ferramenta mais eficaz para o seu desenvolvimento.

O balanço é super positivo, embora o meu coração ainda trema quando o vê a entrar na camioneta de uma forma super autónoma, fico feliz por saber que ele também está.

Mas quis o destino prega-nos uma vez mais uma partida, sem  nada fazer prever, o T ficou com uma otite e muitas secreções no pulmões o que obrigou a ficar em casa.

Embora o tenha aqui de mãos dadas comigo, sinto-me triste e de pés atados pois ainda não tenho poderes mágicos para o meter bom rapidamente e assim voltar a ser feliz na praia.

Hoje ficou em casa, neste momento está estável e espero que esta semana ainda o possa ver a entrar na camioneta e que de longe me dê adeus.