Foi e venceu!

12.12.19
Duas mãos cheias desta viagens, destas avaliações, deste tremor no coração.

Incrível como uma viagem pode mexer tanto connosco e meter uma vida em perspectiva.

É certo que a maturidade de hoje não se iguala à das primeiras vezes mas por mais quilómetros que se façam o bater do coração será sempre o mesmo.

A avaliação de Dezembro é seguramente a que mexe mais comigo, talvez porque é no frio, nas luzes de natal que revivo toda esta caminhada.

A primeira vez que fomos o T tinha quatro meses, era um bebé ainda com tudo para provar. Hoje é uma criança de cinco anos com o mundo aos seus pés.

Arrastou a família com ele nesta aventura que se chama trissomia, fez-nos lutar de pé por causas em que acreditamos e fez-nos acima de tudo felizes!

E se antes éramos apenas três, hoje somos cinco e mais unidos que nunca.

Vencemos o frio que gela no rosto por algo não mensurável mas que nos dá alento para uma caminhada sem fim.

E se até agora este caminho foi curto e "fácil", agora acredito que será mais moroso e difícil pois estamos exatamente na recta final. Nunca a palavra "alta" foi tão falada na nossa avaliação como agora.

Não há como fugir, a alta está para breve, e ainda bem porque sonho com ela desde o primeiro dia, mas é agora que este caminho vai complicar, é agora que é preciso cimentar todos os conhecimentos, é agora que é preciso dar provas vivas da sua capacidade futura.

Não duvido que vai conseguir chegar ao topo com distinção mas tenho consciência deste caminho que é tudo menos fácil.

Estamos felizes com mais uma avaliação, o T encantou com o olhar e deu provas vivas da sua capacidade.

Mostrou que deixou de ser o bebé sem voz para se tornar na criança com voz própria, cheia de autonomia e muito desafiante.

Agora venham daí mais seis meses de muito trabalho.




A caminho de mais uma avaliação

9.12.19
Talvez a primeira pergunta que queiram fazer é porque vamos voltar? Porque é que irei novamente ao norte em busca de uma avaliação quando no meu centro tenho técnicas especializadas para o efeito?

É simples porque não quero deixar um programa a meio, simplesmente porque sim, seria egoísta da minha parte, e parvo se na recta final o fizesse. O T tinha quatro meses quando iniciou este método com aquelas terapeutas e faz sentido que o acabe da mesma forma. Que a alta seja dada por elas.

Não é uma questão de confiança, de quem é mais competente ou melhor é uma questão de sensatez.

Escrevo-vos com o coração na boca, acho que nunca me senti tão nervosa para uma avaliação, sinto-me bloqueada, com medo mas também com esperança que o T chegue e arrase.

Este semestre não foi fácil, o T não tem correspondido ao programa como nas vezes anteriores, parece que se cansou, ou então é a sua autonomia a vingar.

Reformulamos já os horários vezes sem conta, a terapeuta do T tem se esforçado para arranjar estratégias que combatam a sua falta de vontade.

É desgastante para ela, para ele e para mim que assisto de bancada a tudo isto.

Acredito no sucesso deste método mas preciso que ele na recta final se empenhe para que o dia da alta chegue de forma consciente.

É só mais um bocadinho, é só mais um esforço é o que lhe peço todos os dias...

Parece as dietas, quando entram na fase da manutenção, em que os últimos quilos demoram uma eternidade a perder.

Esta avaliação é ingrata porque numa hora metemos em causa seis meses de trabalho, e eu nunca tive tanto medo. Sou sempre eu a ser a optimista, a que leva o barco com força mas desta vez sinto-me a vacilar, com um aperto no coração.

Acredito nas suas competências, sei que muita coisa está solidificada e a sua autonomia e independência é a prova disso mas não quero que a sua falta de vontade meta tudo a perder.

Vamos apreensivos, com o coração a palpitar e com uma vontade enorme de vencer!

Vai com tudo meu filho, porque tu és capaz, só precisas é de querer, e se isso te faltar não há como conseguires.




O Pai Natal veio a nossa casa

5.12.19
Os meus filhos acreditam no Pai Natal e ainda bem. Espero que esta magia se mantenha assim por muitos anos.

Faz parte de ser criança viver no imaginário, numa descoberta constante.

O Pai Natal de nossa casa é o meu pai e por norma é sempre descoberto, é talvez dos momentos mais aguardados da noite. É sempre uma excitação, nós mais que eles, preparamos o Pai Natal e ele entra por nossa casa com o célebre Ho!Ho!Ho!.

No meio de todo um teatro, existem risos que não se conseguem controlar, desvendando sempre a personagem... Eles ficam radiantes com o Pai Natal seja ele o avô ou o "verdadeiro". A magia do Natal é essa mesma, é rir até caírem as lágrimas e ver as crianças felizes.

E embora o nosso Pai Natal ainda esteja a trabalhar nas cartas deles, ontem tive a oportunidade de lhes proporcionar um dos momentos mais felizes, o Pai Natal, veio a nossa casa e superou todas as nossas expetativas.

Assim que o T o viu, perguntou da forma mais ingénua "As minhas prendas", levou-o até à sala e não o largou mais, disse o que pediu e até que se tinha portado bem.

O FM como estava doente, ficou mais envergonhado e não me largou, mas para o fim já só queria o Pai Natal e a MC não tirou os olhos das barbas brancas.




Foram trinta minutos mágicos que os fizeram sonhar. Não se calaram mais com o Pai Natal e ficou a promessa que voltaria na  noite mais aguardada de sempre.

Foi uma noite mágica e com toda intensidade típica que esta quadra pede.

Não houve nada melhor que terem tido o Pai Natal só para eles, na sua casa.

Sou de experiências e é nisto que invisto. Os brinquedos esses estão todos a ganhar pó num quarto de brincar.

Para quem não conhecia esta experiência deixo aqui o nome: Um dia de Magia.










A mãe (im)perfeita

4.12.19
Corajosos para uns loucos para outros. Mas na realidade como é ter três filhos?

É absolutamente fantástico mas de uma exaustão que nos deixa vacilar vezes sem conta.

Todos os dias digo para mim própria que o meu dia vai ser mais rentável, que vou conseguir fazer tudo a que me proponho em horas úteis e todos os dias falho redondamente comigo própria. É difícil gerir falhas, frustrações. É como se fosse uma corrida contra o tempo, contra nós, contra tudo.

A semana começa e quando olho para a agenda estou numa sexta-feira e com tanta coisa por fazer. É como se fosse um ciclo vicioso, que nos atormenta a alma.

Depois caímos numa escuridão que eleva o nosso "eu" e nos faz duvidar das nossas capacidades e é no silêncio da noite, quando percorro cada quarto que os vejo ali a dormir, que me faz avançar e ter a certeza que embora cansativa esta é a fase da minha vida em que me sinto mais estupidamente grata.

Os caminhos fazem-se caminhado, e não basta só ambicionar uma família perfeita, é preciso ter espirito de sacrifício, de nos anularmos vezes sem conta (mesmo que a sociedade "moderna" diga o contrário).

É preciso ter consciência que os filhos não se criam sozinhos, que é a mãe que eles querem ver nas suas vitórias e nas suas quedas e não "empregadas".

E contra isso não existem argumentos possíveis!

A sociedade moderna é exigente e chega a ser cruel porque uma mãe tem que ser super! Super mãe, Super mulher, Super profissional, Super amante, Super dona de casa, Super...Super! Mas lamento informar somos apenas humanas, falhamos redondamente ao longo do dia em busca de uma perfeição que não existe.
A nossa cabeça está a funcionar vinte e quatro horas por dia e somos nós que comandamos uma família inteira com tudo o que isso implica.

Sim, anulei-me, ando a favor do vento deles, da minha família com tudo o que isso tem de bom e de mau.
E sim sinto-me exausta, numa corrida em busca de uma perfeição que não existe mas que a sociedade mostra que sim.

Hoje sou uma mãe completamente perdida numa felicidade imensa. E se este é o preço a pagar por uma família numerosa. Vamos de pés juntos!






























































































Fotografia | Mu 
Baby Look | Maria Minorca 

Uma coleção Cápsula

3.12.19
A Maria Minorca desafiou-me a criar uma combinação de um look para esta nova estação e como não sou mulher de dizer que não aceitei de imediato, mesmo sem perceber nada de design, tecidos e afins.

Aceitei a medo, confesso!

Não é fácil combinar rapaz e rapariga num só look. Queria uma combinação que fosse transversal aos dois, sem que perdesse o lado romântico para as meninas e o lado mais prático para os rapazes.

Um fofo sem uma gola cheia de folho não é fofo. E rapazes sem capuz, cotovelos e bolsos também não.

Depois da ideia era só meter em prática.

Cores: Cinza e Rosa, uma combinação perfeita. E foi assim que tudo começou...com rabiscos, esboços e tecidos.

Assim que vieram os protótipos não podia ter ficado mais deliciada com esta combinação perfeita! Foi tal e qual o que idealizei e eu não podia estar mais orgulhosa desta oportunidade que a Maria Minorca me deu..

Guardei segredo, até poder partilhar esta coleção exclusiva para vocês, com a nossa assinatura.

A sessão fotográfica foi feita em casa pela lente da querida Mu que captou toda a essência e que tornou esta coleção ainda mais bonita e "apetitosa".

É uma coleção cápsula!! Espero que gostem tanto como nós :)














O nosso postal de Natal

28.11.19

A sessão de Natal já começa a ser tradição na nossa família, é giro ver todos os anos o quanto a nossa família aumenta.

Entregamo-nos à lente da Centrimagem para que esta capte a nossa verdadeira essência e que mais tarde cada fotografia conte um pouco de nós.




Uma sessão programada, em que escolho com rigor o look que mais tarde será vestido, na noite mais mágica do ano.

Este ano não resisti à coleção de Natal da Puro Mimo. Foi amor à primeira vista, adorei o cinza misturado com o bordeaux e o laço do fofo da MC dava-lhe um toque de elegância que esta quadra tanto pede.




As carneiras começam também a ser um clássico nos nossos look's de Natal e para a MC optei por um sapato clássico que durou cinco minutos nos pés.

Confesso que foi difícil escolher as melhores fotografias, a Centrimagem por norma gosta de me dar este "trabalho" mas na realidade estão todas giras o que se torna difícil escolher qual a melhor. 

5 Meses nossos que começam a chegar ao fim

27.11.19
Cinco meses e eu ainda não tomei consciência do quanto já cresceu. Embora seja uma bebé já não a sinto como "só" minha, aos poucos começa a ser de todos nós.

As gargalhas chegaram, a atenção ao mundo também e embora ainda dependa de mim a 100%, já estamos em contagem decrescente para as sopas e papas.

Sento-me no chão, olho para ela, e pergunto como é que tudo passou tão rápido sem eu ter dado por isso?

Com consciência que este primeiro ano é efémero mas ainda sem acreditar como o tempo me está  a fugir dos dedos.

Saudades de a ter só para mim e das nossas manhãs até nos cansarmos de estarmos grudadas uma na outra. Que bom que foi tê-la só para mim!

Hoje deixo oficialmente a minha licença de maternidade e embora não tenha já a coragem de a deixar, começo a mentalizar-me para isso.

É aqui que as teorias deixam de ter qualquer fundamento e a prática assume o comando. Não é fácil deixa-los, eles não estão preparados e nós muito menos.

Ainda vivemos uns nos outros e somos obrigados a larga-los porque o nosso país assim o exige. Eles deixam de ter a nossa referência como exclusiva deles e nós ficamos "pobres" quando deixamos para trás alguém que se tornou desde então a nossa vida.

Custa, custa e custa muito! Não são caprichos de não querer trabalhar ou de não querer fazer nada é um amor a elevar-se.

Emocionalmente é bom para nós estar com eles no primeiro ano mas é ainda melhor para eles.

Triste e revoltante é sentir que não há apoios ou um estado preocupado com o bem estar dos nossos filhos. Existem países que a licença é de dois anos e no nosso é de quatro meses para se ganhar a 100%. É aqui que as coisas tem de se reformular, não se pode só pedir que se aumente a natalidade quando nãs existem condições para isso.

Não é uma questão de gostar ou não, devia ser um direito humano e da sociedade! Se hoje existem crianças mais problemáticas a precisar de apoio psicológico, muito se deve à forma como agimos com os nossos filhos desde os primeiros meses.
"Obrigamos" os nossos bebés a crescerem sozinhos e a passarem grande parte do dia sem a sua maior identidade.
A vida é veloz e o lado profissional não perdoa.

É preciso voltar ao activo para que consigamos sustentar uma casa que nos tempos de hoje é duro e que nos faz abdicar dos maiores valores em prol de comida na mesa.

São cinco meses agri-doces, em que ao pouco deixamos de ser uma só para que cada uma assuma o seu papel nesta nossa família.

Mas apesar de tudo e por ter alguma flexibilidade irei voltar ao activo assim que ela completar os seis meses e aí sim vai custar até lá vou ganhando coragem.











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