E o vencedor é...

13.11.18

A esta hora já estou na gala dos Blogs do Ano.

Não estou à espera de ganhar, confesso. A concorrência é forte e ainda para mais para mim que entrei nisto dos Blogs apenas para mostrar a realidade da Trissomia 21, sem qualquer objetivo comercial.

Jamais sonhava quatro anos depois estar ente os melhores mas fico orgulhosa com o feito até porque este mundo dos Blogs não é fácil de entrar nem tão pouco de permanecer.

É preciso muita dedicação, muito foco, algum sacrifício e acima de tudo nunca nos perdermos pelo vedetismo que isto possa envolver e do mundo cor de rosa que é passado tantas vezes.

Gosto de mostrar, o melhor de nós mas a nossa realidade enquanto família. Gosto de falar com cada pessoa que me aborda pessoalmente ou por mensagem, gosto de partilhar experiências e de ser voz de tanta família que passa por situações iguais ou idênticas às minhas.

Não sou mais nem menos do que vêm por aqui e é isto que quero até ao último dia que vos escreverei.

O caminho é longo e faz-se caminhando.

A esta hora ainda não sei quem ganhou mas podem acompanhar em directo através da TviPlayer.

Estarei gelada por dentro mas orgulhosa de mim por estar ali sentada.

Independentemente da vitória já ganhei e isso é o mais importante.

Vá para quem for o prémio será certamente bem merecido.

Obrigada a vocês, por todo o empenho em votarem, não me vou esquecer de todo o carrinho e de toda a movimentação criada para ganharmos, só por isso já valeu muita pena. Foram três semanas de diversão.

Até já


Trendy Bazaar

1001 tarefas

12.11.18
Da mesma forma que entramos nos meses mais mágicos do ano, entramos nos meses mais desafiantes, com mais trabalho, com mais projectos por concluir e com alguns já traçados para um novo ano que se avizinha ainda melhor que este que já está a terminar.

Tenho consciência que ando muito cansada, com um maior stress acumulado, com a certeza que nem sempre consigo dar tanto do tempo como desejava aos meus filhos.

Quando me perguntam o que faço, as resposta são sempre as mesmas, faço tanta coisa que não consigo definir numa única palavra pois até eu me vejo embrulhada nas minhas 1001 tarefas mas é certo que também não sei ser de outra forma. Sou feliz assim e isso é o que importa.

Já me habituei a ser assim mas tenho como certo que pode faltar tudo menos tempo para os meus filhos por isso gostei tanto desta T-Shirt da Trendy Bazaar. 

E com isto deixo-vos com um look super confortável e prático para tornar os vossos dias ainda mais simples.

A Trendy Bazzar além de ter um estilo muito descontraído, óptimo para a correria do dia a dia, tem T-shirts que só por si fazem um look.









T-Shirt | Trendy Bazzar
Blazer | Zara 


Botins | M Lovers 




Dia de Galochas

8.11.18
Não sou fã do frio, assumo-me uma friorenta do "pior" e embora saiba que a chuva é precisa é algo que não morro de amores.

E com filhos pequenos a chuva ainda atinge dimensões maiores pois toda a logística que envolve sair à rua com filhos a chover é algo digno de um filme de terror.

Contudo quando estou sem horas gosto que brinquem nas poças de água, que saltem, que se molhem, que sintam e que cheirem a terra molhada.

Mas para que tudo isso aconteça além de uns casacos quentinhos é preciso umas galochas!!





O ano passado já tinham feito furor aqui por casa, houve dias que foi difícil explicar-lhes que as galochas eram só para a chuva tal era o entusiasmo para as usarem.

Mãe é Mãe!

6.11.18
Felizmente não me posso queixar pois o pai dos meus filhos é um pai presente e preocupado mas conheço outros pais que não estão tão presentes no dia a dia dos seus filhos, muito pelo excesso do trabalho.

Mas o que é certo é que independentemente do pai estar presente ou não há coisas que nem sonham o que é preciso fazer e o que nós fazemos para tornar os dias mais leves.

Tomei essa consciência quando em tempos tomei a decisão que ía de férias para o Algarve só com um dos meus filhos (podem ler aqui).

Lembro-me de me ter sentado na mesa da sala e ter escrito folhas e folhas com recados e recadinhos, com tarefas e obrigações e foi aí que percebi que o papel de uma mãe é indispensável numa família e que somos nós que fazemos tudo acontecer.

Muitas delas são coisas simples, como uma medicação ou mesmo o material a levar para a escola mas é nessas pequenas coisas que se geram as grandes coisas.

O que é certo é que por mais ajudas que tenhamos dos nossos maridos, há coisas que só o coração de uma mãe sabe, talvez seja o instinto maternal a falar mais alto e que nos mete constantemente na linha da frente. Não sei...

Acredito  que o nosso cansaço venha daí e a falta de esquecimento (que o meu marido diz que ficou no bloco de partos há 4 anos) também. Todas estas preocupações sozinhas não representam nada mas juntas fazem a diferença para um bom funcionamento familiar.

Orgulhei-me de mim ao escrever cada tarefa, mas enchi-me de medo ao perceber que há coisas que são tão nossas e que por mais bilhetes que escrevamos nunca serão feitos da mesma forma, não que sejam feitos sem amor mas são feitos de forma diferente.

Mãe é mãe! Uma mãe será sempre uma mãe. É algo que nasce connosco!










Uma ida ao Zoo

4.11.18
O tempo não se previa dos melhores para grandes passeios por isso mudámos a nossa ida do Zoo de Domingo para Sábado pois era algo que já lhes tínhamos prometido a algum tempo.

Acordaram super felizes, desejosos de irem ver os leões, as girafas e golfinhos.

Casacos Malha | Chicco
Jardineiras | Zara
Ténis | Pés de Cereja





Chegámos cedo e saímos já tarde mas muito felizes! Almoçamos por lá e foi paródia do início ao fim.

Obrigada por acreditarem em nós!

2.11.18
A campanha eleitoral para os Blogs do Ano correu tão bem que voltámos a ser nomeados para a categoria "Melhor Blog de família" e como as coisas boas nunca vêm sozinhas também estamos nomeados para a "Melhor Página de Instagram para Famílias".

Uma vez mais começo por agradecer todo o carinho, e por estarem sempre desse lado. Estas nomeações só são possíveis graças a vocês, pois sem o vosso apoio, sem a a vossa curiosidade de quererem saber mais sobre a nossa família, sem o vosso tempo para nos ler, sem acreditarem em nós, nada seria possível.

Sozinhos não conseguíamos mostrar que a diferença está nos olhos de quem a quer ver.
Só com vocês é que conseguimos mudar mentalidades e sermos ainda mais felizes!!

Podem votar em nós até ao dia 11 de Novembro aqui!! 


Votem! Votem! Votem.... MUITO!!

*Por cada voto a Pumpkin oferece 5 centimos à causa preferida das famílias portuguesas!

Entretanto no dia 13 de Novembro vamos saber os resultados dos Blogs do Ano... torçam por nós!

Um beijinho nosso
Bom fim-de-semana



Parentalidade (In)consciente

1.11.18

Ama-me mais quando menos o mereço. É aí que mais preciso” 
(provérbio sueco) 

Sente-se num local calmo e pare um pouco. Feche os olhos. Preste atenção ao ar que entra e que sai pelo nariz. Permita-se esquecer de onde está, de como foi o dia, das tarefas que ainda tem de fazer. Sinta só a sua respiração. Imagine que os seus pensamentos são barcos num rio que corre. Deixe-os fluir. Não entre em nenhum desses barcos, não se apegue a nenhum pensamento. Entre em contacto consigo. Fique assim o tempo que desejar. Quando se sentir calmo/a, faça-se as seguintes perguntas: “Quais são as minhas intenções enquanto pai/mãe? Que tipo de pai/mãe quero ser para os meus filhos?”, “Em que momentos eu e os meus filhos somos felizes?”.
Se fizer sentido, registe num papel as respostas que surgiram e guarde-o num local acessível para que possa recordar sempre que quiser.

Sobre a Parentalidade (In)consciente

Passamos muito tempo da nossa vida em piloto automático. Entre as rotinas e o percurso casa - escola dos miúdos – trabalho - escola dos miúdos – futebol – natação – casa (na versão mais reduzida), achamos que sobra pouco tempo e energia para prestar atenção aos padrões de comportamento individuais e parentais, aprendidos ao longo da vida. Digo achamos, porque na verdade há sempre tempo.

Empurramos para debaixo do tapete, encontramos causas exteriores para justificar o que não está a correr tão bem nas nossas vidas e no comportamento das crianças que teima em não melhorar. As coisas lá vão andando, disfarçadas pela tomada da medicação que aumenta cada vez mais nos miúdos e nos graúdos.

As escolhas que fazemos (ou não fazemos) e os padrões comportamentais que mantemos têm consequências na nossa vida. No que diz respeito à parentalidade, a história repete-se e intensifica-se, tendo um impacto imediato na educação das crianças, na relação que se estabelece com os filhos e na formação da personalidade dos mesmos.

Cada um ensina aquilo que é, e mesmo que tente ser uma coisa que não é para os seus filhos, rapidamente eles vão sentir e perceber isso, o que terá um impacto negativo na relação que irão construir. Uma criança respeita e valoriza as pessoas que admira e que são congruentes entre o seu discurso e as suas ações. Isso transmite-lhes segurança e confiança, ingredientes determinantes para um desenvolvimento socio emocional saudável e para o estabelecimento de vínculos fortes e positivos.

Este caminho na tomada de consciência daquilo que se é enquanto pai/mãe de uma criança, está na base da parentalidade consciente. Este conceito, influenciado pelas teorias do vínculo e da autodeterminação descendentes da psicologia e pelos princípios do mindfulness (atenção plena), está muito mais ligado a perguntas do que a respostas. Assenta no questionamento sobre as crenças, ideias, hábitos, valores e comportamentos que aprendemos ao longo da vida e que muitas vezes integramos sem refletirmos sobre eles, perpetuando-se naquilo que transmitimos aos nossos filhos. Assim, “a parentalidade consciente é muito mais sobre desaprender do que sobre aprender”.

Em jeito de exemplo, vejamos as seguintes situações: A maioria das famílias, força as crianças a comerem sopa nas refeições porque para a sociedade isso é o certo. E se para o seu filho, esse momento da refeição for sempre uma situação de conflito e de tensão? Será que vale a pena insistir? Em vários países, as crianças não comem sopa à refeição, havendo outras formas de introduzir os legumes na alimentação das crianças.

Quando a criança rejeita dar dois beijinhos a pessoas que acaba de conhecer, isso é encarado por si com tranquilidade ou sente-se posto em causa relativamente à educação que dá aos seus filhos? Pense no que acontece consigo. Sente-se sempre confortável ao cumprimentar na face as pessoas que conhece? Provavelmente a resposta é não e com certeza que com algumas pessoas estende instintivamente a mão em vez de estender a cara.

Com as crianças é a mesma coisa.

A questão é que com as crianças, temos tendência para olhar para o comportamento e não para a sua causa. Recuemos um pouco à infância: quando os bebés choram, enquanto pai/mãe tenta perceber a origem do choro: se é fome, sono, se a fralda está suja, se está um ambiente demasiado barulhento, se há uma necessidade de aconchego, etc. Ao identificar a causa, tenta satisfazer as necessidades do bebé, acabando este por se acalmar e o choro termina. É assim que a conexão entre pais e filhos se constrói e se fortalece. Por esta altura, o seu foco são as necessidades do bebé e prevalece uma relação empática com o seu filho, colocando-se frequentemente no seu lugar e tentando responder às suas necessidades para que se sinta bem.

“A partir dos 18 meses, aproximadamente, a pergunta essencial deixa de ser o «porquê» e passa a ser o «como». A principal preocupação começa a ser a boa educação e não a curiosidade em perceber qual a necessidade insatisfeita que causa o comportamento.” (Ovén, Mikaela, 2015). É aqui que começa o fosso entre os pais e os filhos e grande parte das birras e conflitos surge devido a este desfasamento.

Assim, à medida que as crianças crescem, a tendência é para deixarmos de olhar tanto para a origem ou causa do comportamento e sim para o comportamento em si, que por norma é alvo de julgamento e de um castigo/consequência. A maioria dos pais foca-se mais em encontrar técnicas e estratégias para controlar ou castigar esse comportamento, do que em identificar as necessidades que não estão a ser atendidas e as emoções que estão por trás de determinado comportamento. 


É aqui que começa o fosso entre os pais e os filhos e grande parte das birras e conflitos surge devido a este desfasamento.