Mãe, não quero ir para a escola!

17.9.19
Nunca foi difícil deixar o T na escola, sempre o senti feliz. Foi mais complicado para mim pois passei semanas com um aperto no coração por não o ter em casa mas a seu tempo fui-me tranquilizando.

Mas com o FM está a ser tudo ao contrário e se para mim é difícil ver um filho a bater asas, senti-lo a não querer sair do ninho ainda custa mais.

Não tem sido um começo fácil, ele sofre por ir eu sofro por o deixar. E assim estamos os dois!

É uma dor enorme deixar um filho a chorar, olhar para trás e ver a sua mão estendida, a pedir para voltar, deixa-me sem ar. Não tenho chorado com lágrimas mas em silêncio.

Fico apática e completamente bloqueada durante o dia, só com aquele choro na minha cabeça.

Sei que depois acaba por ficar bem, eu própria já o vi tranquilo mas ainda não consegui ver o seu brilho no olhar e isso não me deixa (ainda) tranquila.

O professor e a auxiliar têm sido incansáveis, com ele e comigo pois a minha vontade de o ver já me levou a estragar tudo.

Mas é mais forte que eu, preciso de o ver, de o sentir para ganhar oxigénio.

Já lhe levei o Mickey para o aconchegar na sesta e a sua chucha (só para dormir) mas mesmo assim não tem sido fácil.
Até ao T já foi pedir consolo. Não vi, mas já me disseram que o FM chorou agarrado ao T e que ele  acabou por o reconfortar com "palmadinhas" nas costas.

Passou o fim-de-semana todo a dizer que não se queria vestir, porque não queria ir para a escola. Ainda hoje ao acordar foi a primeira coisa que me disse.

Falo com ele, dou-lhe a mão e vai comigo, sempre com a esperança que naquele dia tudo será diferente. Mas quando chega o momento de o entregar, aquelas lágrimas começam a cair como se o tivessem a truturar.

Ai Deus... não é fácil!!

Mas quando o vou buscar é como se algo o iluminasse, larga tudo e vem a correr para os meus braços e não me larga mais.

Com isto tudo tenho sentido o seu comportamento a alterar dia para dia, como se tivesse a querer chamar a atenção, começou a fazer birras (enormes), desobedece ao que lhe dizemos e está muito mais eufórico.
Há dias que me parece que apenas está a chamar a atenção.

Embora o T e o FM irem juntos para a escola,  pouco se cruzam, quando chegam a casa vêm com sede um do outro e esta casa quase vira um circo.

Este Setembro não está fácil e eu já só sonho com Outubro.

É uma mãe louca com estes horários entre escola e terapias, é a adaptação do FM e o comportamento destes dois que está em ponto rebuçado.

Túnica | Match Babies&Kids
Fotografia | Centrimagem 



Mãe UBER

13.9.19
Voltar às rotinas nunca é fácil.

É sinónimo de voltar aos horários, ao trânsito, às mil e uma obrigações do dia a dia e consequentemente para o stress do dia a dia.

Setembro, o mês de (re)começos, de adaptações aos novos horários da escola e às terapias, no nosso caso.

Chega-nos tudo ao mesmo tempo, fica tudo embrulhado. É olhar para todas as atividades e horários que temos, respirar fundo e começar a montar o puzzle de forma a garantir que tudo caiba em 24 horas.

Que desafio! Chega a ser duro este "tetris".

Existe tanto por fazer e o tempo não estica. É preciso rigor, disciplina e uma grande responsabilidade para que nada falhe!

É isto que senti com a nova dinâmica familiar, entre trabalho, escola, terapias e atividades extra curriculares.

Tenho passado os meus dias na estrada, sinto-me a "mãe Uber". Passo o dia a ir levar e buscar, ora é um que tem natação, ora é outro que tem de terapia. Vou à escola três vezes ao dia, levo-os, vou buscar o T levo-o para casa para dormir e depois para a terapia, mais tarde vou buscar o FM e já no fim do dia volto a ir buscar o T à terapia.

Entre o tempo "livre" não vão mais que cinco horas e não seguidas. Nesse espaço dou mama, cuido da MC, trabalho no computador e ainda vos escrevo.

Houve alturas que me senti sem energia e já sem força de pegar no carro. A semana acaba hoje e eu mais parece que fui atropelada por um camião com este "regresso às aulas".

A logística está organizada, agora é só mesmo arranjar fôlego para esta correria deste ano lectivo que já podia acabar mas só agora começou.




A serenidade alcançada com o terceiro filho

12.9.19


Incrível como o terceiro filho nos dá uma tranquilidade nunca sentida antes.

Atrevo-me a dizer que estou a viver um dos melhores momentos da minha vida. Talvez porque o terceiro filho nos deixa saborear a maternidade em pleno, sem medos e dúvidas.

Se no primeiro filho vivemos o momento com dúvidas, medos, inseguranças e uma complicação que só uma mãe de primeira viagem conhece. No segundo é toda uma logística familiar que se altera, deixam de chegar só os braços de uma mãe ou de um pai para serem precisos os quatro. Ali viramos equipa e vivemos um cansaço inigualável.

No terceiro, os medos e as inseguranças se dissipam por completo, a equipa já está formada, os filhos mesmo com idades pequenas já estão ligeiramente maiores o que torna também toda a logística mais fácil. Restando-nos saborear cada momento, sem dramas e dramatismos, sem complicações e com um paz interior que só a experiência e o tempo nos dão.

É incrível!! Atinge-se uma paz interior fora de série. Daquelas que duvidamos que alguma vez se possa atingir. Vivemos nas nuvens e com medo que este sonho acabe, mas dois meses já passaram e a sensação é cada vez melhor.

A maternidade consegue ser o maior desafio para uma mulher, para o casal e para uma família. É uma vida que se altera por completo em prol de um "pedaço de gente" que chega para nos ensinar o que é viver. São emoções e sentimentos vividos da forma mais crua que existe e a nossa ansiedade muitas vezes faz com que não vivamos o momento em pleno. Quando olhamos para trás aquele bebé que não nos deixava dormir e nos fazia os braços doer de tanto colo, cresceu!

E é com esta noção, maturidade e com base nas experiências anteriores enquanto mães que nos faz viver sem pressas, se chora, consolamos com calma, se tem cólicas fazemos massagens sem dramas, se as noites são complicadas, vivemos com sono mas eternamente gratas, se quer colo, vivemos com eles agarrados a nós como se de Coalas se tratassem, mesmo que isso implique que deixes tudo por fazer. Sabemos de antemão que o colo não pode esperar mas tudo o resto tem uma vida para ser feita.

E as opiniões alheias deixam de fazer sentido e passam a ser cantigas para os nossos ouvidos.

É aqui a grande diferença! Vivemos a maternidade de uma forma serena, sem pressas pois a experiência já nos mostrou que tudo isto é efêmero.

Sinto que nunca fui tão feliz e que de alguma forma nunca tinha atingido o pico da felicidade até então.

Está a ser das experiências mais ricas e melhores da minha vida! Ser mãe de três é simplesmente maravilhoso.

Look | Matchy MatchyBrincos | Jaybee

Colares | Miss M




Fotografia | Centrimagem 

Quando o oxigénio falta

11.9.19
O FM é uma criança muito dependente da família. Preocupado em proteger o irmão de uma forma intuitiva e ao contrário do seu aspecto reguila (que é, e muito) é de uma meiguice extrema.

Sabia que a sua ida para a escola tinha tudo para correr bem mas também para correr mal. E ao segundo dia posso dizer que estamos no meio termo.

Começou a escola feliz, comportou-se lindamente, respeitou as regras e teve sempre atento a tudo o que se passava à sua volta.

Quando o fui buscar continuava feliz e hoje ao acordar não houveram dramas por ir para a escola. Com a sua timidez reguila foi ter com o professor e senti que ficou tranquilo.

Embora com o coração apertado fiquei bem pois senti-o igualmente bem. O pior aconteceu quando fui buscar o T (com o novo horário e por estar numa sala de cinco anos deixa de ter sesta e como isso iria comprometer o rendimento na terapia vou buscá-lo a seguir ao almoço para que possa descansar e depois leve-o à terapia).

Subi as escadas, tudo escuro ainda da sesta, e enquanto esperava para falar com o professor vejo uma criança a sair da sala em minha direcção a chorar, era o meu bebé grande! Mamã, Mamã, casa. Gelei e segurei aqueles 20kgs nos meus braços. Oh meu filho!

Ali sem ar, os dois, eu por o ver assim e o FM porque não queria ficar ali.

O professor disse-me que embora tivesse corrido tudo bem, hoje já tinha perguntado mais por mim.

Ontem não tinha lançado foguetes porque sei que há crianças que nos primeiros dias corre tudo bem e passado uns dias começam a chorar por irem. Por isso achei por bem dar tempo ao tempo sem grandes expetativas.

Vamos ver como corre! Amanhã é outro dia... Mas é certo que esta adaptação custa-nos imenso. Aqui não há quem sofre mais, sofremos os dois, cada um à sua medida.




A escola, os filhos e o coração desta mãe

10.9.19
Algum dia o meu bebé grande tinha de bater as asas...

Por mais que me custe (e custa muito) estava mais que na idade para conhecer o mundo com outros olhos, sem a sua bolha de amor a que estava habituado a viver.

Podia ser daquelas mães descontraídas mas não. Posso ser muito descomplicada e tranquila em muitos assuntos mas ver os meus filhos a crescer é algo que me inquieta e me deixa desconfortável e sem ar.

Foi assim que o entreguei hoje ao mundo. Com o coração a bater fora do peito, a tentar gerir as emoções, as minhas e as dele.

Ele nervoso, sem perceber bem se aquilo era apenas uma brincadeira como tantas as vezes foi quando ia buscar o mano ou se aquilo era mesmo sério.

Brincar ao mundo imaginário era o que queria e as coisas foram tomando uma proporção maior no momento em que teve de ir enfrentar todos os meninos que daí a adiante fariam parte do seu dia a dia.

Dei-lhe abraços, beijinhos e a mão. Transmiti-lhe a segurança necessária para ir, mostrei-lhe que tudo estava certo e que ele ficaria bem mesmo que no meu coração se passasse tudo ao contrário.

Sorria por fora e chorava por dentro.

Ganhei coragem, dei-lhe o ultimo beijinho e aí virei costas e saí. As lágrimas escorriam pela minha cara mas ao mesmo tempo convencia-me que faz parte da vida.

Fiquei sem oxigénio! É duro vê-los bater as asas.

Só queremos que cresçam mas quando os vemos assim desprotegidos da nossa asa ficamos meio "tontas", sem norte, como se algo nos faltasse.

Gostava de ser mosca só para o ver e para que ele me sentisse ali mesmo que não me visse.




Já o T foi todo feliz, foi o rever os amiguinhos, a professora e a auxiliar que tanto gosta.

Uma sala nova, com alguns amiguinhos novos e com um ritmo próprio de uma sala de 5 anos. Um horário ambicioso para uma criança que tanto tem que fazer depois das actividades escolares.

Vai ser um ano valente, cheio de disciplina e que será doseado dia após dia consoante as suas necessidades.





Hoje a casa ficou mais vazia, com um silêncio que chegou a fazer confusão. Não há brinquedos para arrumar, nem birras para dosear. E eu sinto-me assim meio perdida.

Bom ano para todas as mães!!












O Amor no seu estado (mais puro)

5.9.19
Medo!!

Medo que não aceitassem a mana por algum motivo...

Medo que a nossa vida ficasse voltada do avesso...

Medo dos ciúmes...

Medo das possíveis birras...

Medo que me fugissem das mãos....

Medo de não ser capaz lhes dar a atenção suficiente...

Medo... Este sentimento que tantas vezes nos "mata" por dentro e nos impede de sermos felizes.

Por vezes passamos uma vida sem arriscar, sempre com a sombra do medo e deixamos a felicidade passar-nos à frente dos olhos.

O T e o FM deram-me a maior lição de Amor no seu estado mais puro pois têm sido os melhores irmãos do mundo.

Adoram-na e ela tão pequenina já é louca por eles. Passam o dia agarrados a ela, a dar beijinhos a falar e a cantar para ela e ela sempre atenta a ouvi-los.

É uma boneca nas mãos deles, e assim que chora largam tudo para a acalmar e até a chucha lhe levam.

Por vezes fico atrás da porta a saborear este sentimento tão puro e tão verdadeiro!

Até ao momento não existem ciúmes, não regrediram e nem à maminha voltaram. Ao contrário de tudo o que pensava receberam a mana de braços abertos sem medos de ficarem sem o seu espaço nesta família de "loucos".

Não é a falta de ciúmes, das chamadas de atenção ou de não terem regredido que me faz feliz e  orgulhosa mas sim sentir que eles tão pequeninos sabem o seu lugar nesta família. Que o seu "eu" tem uma identidade própria e um papel átivo na nossa casa e que todos juntos formamos uma única palavra: família!

Almofada com os nomes
Bandeirolas
Ternurinhas de Pano 
















Viver a maternidade em pleno

4.9.19

A viver uma das melhores fases da minha vida, com uma felicidade verdadeira e uma paz interior inigualável.

É isto que sinto e estas fotografias retratam na perfeição a fase da minha vida em que me encontro.

Foram tiradas no dia em que a MC fez 14 dias. Uma sessão intimista, captada pela lente da Centrimagem.





Camisa de dormir a fazer matchy com o Babygroy d
Matchy Matchy


Touca e Tapa Fraldas | Rosa Pastel