Roupa vs Gravidez

19.2.19

Não é fácil ver o nosso corpo mudar e consequentemente as roupas deixarem de servir mas em jeito bipolar não haverá no mundo algo maior que ter os nossos filhos colados a nós 24horas por dia nem que para isso nos custe uns valentes quilos a mais.

É uma fase momentânea por isso não invisto muito em roupa, adapto o que tenho e compro apenas algumas peças de roupa que me favoreçam mais nesta fase mas a pensar já no futuro.

Este Jumpsuit é a prova disso. É adaptável, tanto o posso usar grávida como não. E na amamentação.

De todas as gravidezes é a que me sinto mais feia e realmente as meninas tiram muito a nossa beleza mas penso que este Jumpsuit favorece qualquer pessoa.

É da Happy Company.








S.O.S Constipações

18.2.19

“O que podemos fazer para as evitar Sra.Enfermeira ?! – Dizem me os pais em desespero”

Em verdade…as “simples” constipações são processos naturais do organismo a responder aos vírus respiratórios do ambiente…há que aceitar com alguma calma, saber prevenir maior complicações e responder posteriormente aos sinais apresentados. É preciso esperança :) o sistema imunitário ficará mais resistente. Aqui deixo algumas dicas importantes:

  • Manter o nariz o mais limpo possível através de lavagem nasal com soro fisiológico ou spray nasal hipertónico (excelente quando já existem secreções nasais pois favorece a sua eliminação e é super prático de colocar). O da Mustela é óptimo.
  • Aplicar soro várias vezes ao dia (4/5 vezes dia) antes da refeição e muito importante antes de dormir para a noite ser mais tranquila.
  •  Utilizar o aspirador nasal para remover as secreções. (não abusar deste uso…poderá usar de manhã e à noite) 
  • Manter uma boa hidratação da criança oferecendo água ou chá (importante incutir este hábito) várias vezes ao dia. (na criança a fazer leite materno exclusivo não será, à partida, necessário). Uma boa hidratação irá contribuir para secreções mais fluídas e mais fáceis de eliminar. 
  • Nas crianças a partir dos 3 anos incutir hábitos de prevenção de infeção: espirrar e tossir para o cotovelo, assoar para o papel e deitá-lo no lixo, correta lavagem de mãos com soluções de sabão em preferência ao sabonete. (Pais!!! Peçam nas escolas para terem apoio de uma enfermeira a ensinar estes hábitos às crianças, sério que faz diferença e sim eles aprendem!) 
  • Realizar desinfeção periódica dos brinquedos e superfícies, ou objetos como os comandos de TV. 
  •  Evitar locais fechados e com grande aglomerado de pessoas (ar livre é sempre preferível!); 
  • Ventilar os espaços sempre que possível! 
  • Dormir bem! De acordo com a Associação Americana do Sono uma criança que durma as horas suficientes (11H até aos 8anos) irá ter um sistema imunitário mais forte e portanto mais resistente às constipações. 
  • Alimentação saudável e rica em VITAMINA C! Quando a criança já iniciou a sua alimentação diversificada deverá ser reforçada a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como: laranjas, papaia, ananás, kiwis, vegetais como os brócolos e as couve
  • Sempre que possível, quando a criança estiver com febre e com manifestação evidente de sintomas de constipação não os leve para a escola, tentando assim minimizar o contágio do grupo, para além de que a criança não tem o mesmo desempenho. 

Já sabem…Não estão sozinhos, se necessitarem de apoio contem com a ajuda personalizada. 




Enfermeira Especialista em Saúdeo Infantil e Pediátrica
Ângela Baptista
b_a_badobebe@hotmail.com

35 Anos

16.2.19
Pessoalmente não gosto de fazer anos. São raras as vezes que faço alguma festa para festejar o meu Aniversário porque não é coisa que gosto. Prefiro preparar as festas dos meus filhos e a do meu marido que a minha.

Mas no meu dia gosto de acordar e não ter nada para fazer, gosto de o celebrar com a minha família sem horários. E apenas respirar a vida!

Aos 20 achava que ter 35 já se era velho, hoje com 35 continuo com a mesma energia que aos 20, com mais cabelos brancos, mais rugas de expressão mas com um sorriso muito mais feliz e completo.

Posso dizer que aos 35 alcancei o mais importante, um casamento sólido, com muito amor, dois filhos únicos e que todos os dias dão me alento para continuar a fazer mais e melhor e com outro a caminho para se juntar a esta dupla.

Um grande amor + 2 filhos + 1 filha = 35. A minha fórmula perfeita para hoje ter acordado feliz, sem grandes planos, apenas o de celebrar com a minha família que me enche o coração todos os dias.

Os 35 anos chegaram tal como eu esperava, não ficou nada por fazer mas ainda há muito sonho por alcançar.

Hoje o dia é meu e sou grata por estes 35 anos absolutamente fantásticos!!




Balões | Party&Bite
Vestido Camiseiro | Happy Company






O meu Valentim

14.2.19
Há 17 anos que celebro o Dia dos Namorados com o meu Valentim.

É uma simples data no calendário mas que não gosto que seja passada em branco, é uma lembrança para o Amor. Uma paragem obrigatória para pensarmos um pouco mais na nossa cara metade.

Não que haja falta de amor mas pela azáfama de tarefas que nos leva a chegar ao fim do dia esgotadas e sem vontade já para aquela conversa olhos nos olhos.

E estes dias servem exactamente para isso, para um bom jantar, seja ele fora ou em casa, a dois, sem distrações, apenas nós.

Feliz pelo homem que me calhou na rifa. Feliz pelo seu companheirismo, amizade e amor condicional que tem por mim.

Feliz por estar sempre lado a lado mesmo nas minhas loucuras, por me dar força para avançar quando duvido das minhas próprias capacidades.

Feliz por ser o pai dos meus filhos e por ser o homem do leme.

Simplesmente feliz por o ter na minha vida.

De mãos dadas nos bons e maus momentos, na loucura e na lucidez até sermos velhinhos.

Happy Valentine's Day!!



Não existem filhos insubstituíveis!!

13.2.19
Muitas vezes ocorre a pergunta porque tive mais filhos ou se o FM veio com 20 meses de diferença por causa da Trissomia 21 do T.

Não julgo, são perguntas legítimas, talvez senão tivesse um filho com necessidades especiais também eu própria as fazia, não há mal. É apenas falta de informação.

Existem casos e casos e eu vou falar do meu.

Não, eu não tive filhos pela trissomia do T. A ideia de ter três filhos manteve-se sempre.

Sou de opinião que os meus filhos são pessoas individuais com uma ligação intangível entre eles.

Educo-os de igual forma, não existe o "especial" na nossa família. Existe sim o nome próprio de cada um.

Não quero jamais que os meus filhos sintam qualquer peso por terem um irmão com Trissomia. Se alguém tem de sentir sou eu e o B e não o sentimos.

Somos uma família, e ambiciono que seja unida e que todos sejamos responsáveis por todos, sem obrigações.

Quero que os meus filhos tenham os seus amigos próprios, que saem juntos mas também em separado. Quero acima de tudo que quando estejam fora de casa que se sintam confiantes em si próprios.

Mas confesso que tenho especial atenção com o FM e terei certamente com a minha filha pois sinto algum medo que eles possam sentir algum peso e alguma responsabilidade por ter um irmão com alguns cuidados diferentes do comum.

Mas ao contrário do que se possa pensar sou muito mais protetora do FM do que do T pois sei que o T brilha sozinho, tem muitas pessoas ao seu redor, já o FM é simplesmente uma criança por isso dou-lhe tudo de mim.

O futuro não me assusta minimamente, sei que são eles que estão a construir a sua relação, não sou eu que estou a impor nada e a cumplicidade que têm é deles e não minha ou do pai.

Acredito acima de tudo que vão crescer juntos, que vão desafiar-se mutuamente e que ambos vão perceber as suas fragilidades e apoiarem-se nos bons e maus momentos.

As relação constroem-se e esta está a ser muito bem cimentada. Contudo quero que cada um deles perceba que a mãe e o pai estão cá para desempenhar o seu papel, para mimar, cuidar, repreender, educar e apoiar nas fragilidades de vida. Eles apenas terão as suas vidas independentes mas unidos pelo amor de irmãos.

Por isso respondo sempre que não! Os meus filhos vieram ao mundo por amor e não por obrigatoriedades. Não seria justo se fosse de outra forma! Claro que ter um irmão ajuda, claro que é um suporte e claro que é o seu melhor terapeuta mas isso não deve servir como escolha para ter outro filho.

Os filhos só por si não preenchem vazios que possamos sentir e nenhuma criança merece nascer com este peso nos ombros.

Alimento-me todos os dias de uma cumplicidade genuína e forte e não quero que esta ingenuidade dê lugar a obrigatoriedades.

São os dois (e em breve) três meus filhos, todos eles diferentes, com as suas necessidades e personalidades distintas mas com a certeza que serão sempre meus e do mundo nada mais.

Calções | Sonhos de bebe
Camisa | Maria Saloia 
Sapatos | Pés de Cereja







(IN) Conciência de ter filhos

12.2.19
A decisão de ter um filho é sempre uma decisão séria para a família. Mas a pergunta mais importante a fazer é se temos estrutura emocional para um filho ou para aumentar a família.

Depois de respondermos a esta questão é seguir o nosso coração.

O primeiro filho é uma decisão a dois, mas o segundo e os restantes já não é só uma decisão do casal mas sim da casa.

Ter um filho é uma grande mudança a nível pessoal e de casal, dois já requer uma logística ainda maior, já não é só preciso um, são os dois precisos com a mesma responsabilidade e disponibilidade.

Quando decidimos ir ao terceiro, embora a vontade de tentar a menina fosse mais que muita, tinha a certeza que a nossa família precisava mais de um membro fosse ele menino ou menina. Ver os meus filhos crescer, aprenderem e vivenciarem o mundo juntos é o meu Euromilhões todos os dias.

Uma coisa está certa na nossa família, as oportunidades monetárias para os nossos filhos nunca foram equação para termos filhos.

Porque se assim fosse acho que nunca teríamos tido mais que um.

Foi uma decisão honesta e responsável a dois, que tomámos desde o primeiro dia. Os colégios privados jamais definiriam o número de filhos que iríamos ter.

Não pensamos no valor real que custa um filho, porque na realidade isto é tudo muito incerto e nem tudo é linear como os livros.

Exemplo disso é o T que nos mostrou isso mesmo quando nasceu. É tudo muito incerto nesta vida. Vive-se o dia a dia e o futuro constrói-se baseado apenas no nosso presente.

Sem grandes pretensões de ter isto ou aquilo mas com o maior sonho de reunir a família no Natal e esta ser farta de filhos, de gargalhadas e de histórias de infância mesmo que para isso na nossa garagem não existam mercedes e viagens sem fim para contar.

É esta a nossa família da forma mais crua que há!

Para muitos somos apenas uns "malucos, inconscientes" (no bom sentido) que não fazem contas à vida, para outros somos inspiração. Mas a realidade é essa mesma não pensamos na entrada da faculdade dos nossos filhos nem tão pouco no dia que teremos que ter dinheiro para casar os nossos filhos, pensamos apenas no que temos hoje e isso já é o suficiente para avançarmos sem medos.

Com a consciência que nunca haverá dinheiro suficiente que pague o que é ter filhos cúmplices uns dos outros e felizes por verem todos os dias a barriga da mãe crescer.

A minha barriga já é tão grande que eles já me olham de forma diferente, já perceberam que existe mesmo algo ali, que existe uma mana para brincarem e para protegerem. E os beijos que recebo diariamente na barriga deles faz-me ter a certeza que tomamos a decisão certa.

Esta gravidez está a passar muito rápido, tenho aproveitado esta barriga ao máximo porque acredito que nunca mais voltarei a estar grávida mas eu já só penso no dia que eles pegarem na mana ao colo.







Avaliação do T na escola

6.2.19
A escola nunca me atormentou.

Escolhi-a como qualquer mãe, sem questões pelas necessidades especiais do T. Uma coisa tinha como certa o T tem nome próprio e não seria a sua trissomia que o iria definir, se assim fosse aquela escola não o merecia.

O que é certo é que a escolha da escola foi mais fácil do que previ, senti a escola com o coração e avancei sem medos.

Este é o seu segundo ano na escola e o T já conquistou toda a escola. É uma escola que nos recebeu sempre bem, sem constrangimentos, que tudo fazem para o seu desenvolvimento e onde nunca ouvi um "não".

Para o ano entra para os 5 anos e aqui começam as dúvidas com a mudança de escola ou não. Sou a favor do público mas sentir que eles estão mais desprotegidos assusta-me por isso será sempre uma decisão difícil, em que terei de ponderar, ao mesmo tempo o FM vai para a mesma escola e gostava de os ver juntos...

Vou concorrer ao público e depois logo vejo o que faço. Sempre fui pessoa de me mandar de cabeça e depois resolver em pressão as coisas. Vamos ver o que o futuro nos reserva...

Entretanto embora o T ainda esteja na fase de brincadeira na escola já é avaliado e quando recebo a sua avaliação sinto-me sempre nervosa ao ler cada linha porque nunca sei o que vou encontrar.

O que é certo é que o T surpreende todos os dias e conseguiu ter uma avaliação de excelência. Importa-me acima de tudo nesta fase a sua formação pessoal e social porque isso é o que define enquanto pessoa.

Ler "...O Tomás é uma criança meiga e muito social. Conhece todas as regras dentro e fora da sala. Desenvolve várias brincadeiras estruturadas conseguindo interagir com os seus pares sem entrar em conflito.
No refeitório evidencia uma boa boa postura..."
Enche-me o meu coração!!

Fico feliz pelo seu comportamento e por saber que a nível académico está a evoluir como é esperado, sem grandes dificuldades. E no Inglês conseguiu mesmo atingir a nota máxima.

Mas muito se deve à confiança que a professora depositou nele. É ela a pessoa responsável pela sua auto-estima na escola.

Ele é feliz! E saber que adora a escola enche-me o coração.

Parabéns T!