Ansiedade com a chegada do Parto

13.6.19
O terceiro trimestre é de todo o pior, aquele onde nos sentimos já com menos energia e muito mais pesadas.

E o último mês é um verdadeiro desafio, as inseguranças apertam, metemos a nossa vida em causa, duvidamos das nossas capacidades e entregamo-nos a uma incerteza diária.

Começamos a viver um dia de cada vez porque nunca sabemos como vai ser o dia seguinte.

E é este o meu maior desafio na gravidez.

Como sou muito organizada e planeada custa-me imenso viver desta forma, todos os dias a minha agenda é revista várias vezes, sempre com medo de não a conseguir cumprir pois em questão de segundos tudo pode ficar em stand by.

Neste momento confesso que tenho tudo mais que organizado pois estava convencida que a esta hora já tinha a MC nos meu braços.

Nunca pensei chegar às 39 semanas e estar ainda nesta incerteza diária.

Mas aqui é  a vida a mostrar-nos que há coisas que pouco ou nada conseguimos controlar. E sentir a nossa vida nas mãos de um ser tão pequenino chega a ser assustador ou então são as hormonas a falar mais alto. Depois existe toda aquela ansiedade se tudo vai correr bem, se ela nascerá cheia de vida e se nós próprias vamos ficar bem.

Toda este ansiedade é normal mas é preciso segurá-la e não nos deixarmos vencer por estes medos. É preciso desviar pensamentos e entregar o momento a Deus.

De nada nos vale estar muito nervosas, é algo que não nos ajudará certamente por isso temos mesmo que fintar a nossa mente e quando chegar o momento vive-lo da melhor forma possível, mesmo com as dores que possamos sentir.

Na verdade não existem partos ideais porque é algo que não é mensurável, há sim o nosso parto e ele será certamente inesquecível.

E acreditar que tudo dará certo...

Centrimagem 



O mesmo amor mas de forma diferente

12.6.19
No outro dia recebi uma mensagem de uma seguidora sobre como lidava com estes dois amores que sinto, se os tratava de forma igual e como geria todos estes sentimentos.

A resposta acredito que seja comum a todas as mães, o amor por um filho é algo transversal a tudo, não se consegue medir ou apalpar seja ele por um, dois, três ou 10 filhos. O nosso coração aguenta o amor que sentimos por cada filho, todos com um espaço especial no nosso coração.

O amor é igual independentemente do filho em questão.

Não existe o amor A ou B mas sim apenas um amor único!

Já a relação que temos com cada filho é diferente, não é uma questão de amor mas de personalidades de identificações e de identidades.
Os nossos filhos são diferentes e a forma de chegar até eles obrigatoriamente acaba por ser diferente. O que dá para um não funciona para o outro e assim vice versa.

O amor que sinto pelos meus filhos é igual, daria a vida por eles mas tenho consciência que sou uma mãe diferente para cada um.

Tenho um orgulho e uma ligação com o T especial porque com ele aprendi a ser mãe e vivemos coisas tão fortes e já lutámos tanto lado a lado que nos uniu para sempre. Vivo para ele e ele para mim. Contudo sou muito mais exigente com ele.

Já o FM é o meu eterno bebé, aquele filho que me mostrou o lado mais simples da maternidade e o que exige mais atenção porque vive para mim. É o que é mais parecido comigo e um olhar basta para nos compreendermos. E sou muito mais benevolente com ele.

No entanto como mãe tenho noção que o FM precisa mais da minha atenção que o T porque ele só por si brilha sozinho, tem o seu carisma e o palco à sua espera. Já o FM será o irmão do meio, aquele que é preciso cuidar de outra forma, com outro cuidado. Ainda não sei o que é ser mãe de menina mas acredito que serei uma mãe diferente para com ela.

Tenho apenas a certeza que os três terão o meu coração, o meu amor, mas não existem relações iguais porque todos nós somos diferentes e faz parte do ser humano adaptar-se a cada personalidade.

Este amor é como o que sentimos pelos nossos pais, os dois são importantes, não conseguimos escolher entre um e outro mas a relação que temos com cada um é diferente. O mesmo amor mas de forma diferente.

O Amor é tão transversal a tudo que nunca se conseguirá medir de tão forte que é.





Sinais de Parto

10.6.19

O trabalho de parto inicia-se idealmente entre as 37 e 42 semanas de gravidez. E quando a hora está quase a chegar importa reconhecer os verdadeiros sinais de parto, ou seja um conjunto de acontecimentos que no seu todo indicam que está na hora de se encaminhar para o hospital, são eles:

  • Contracções com intervalos regulares
  • Intervalos gradualmente menores
  • Aumento da duração e intensidade das dores
  • Ruptura da Bolsa - saída do líquido amniótico, líquido claro e sem cheiro, todo de uma só vez, ou em pequenas quantidades. Registe a hora a que ocorre a ruptura.
  • Perda do Rolhão Mucoso: secreção acastanhada ou avermelhada que indica que o tampão que selou o seu útero durante a gravidez está a sair. É um dos sinais de parto, indicando que o trabalho de parto poderá estar iminente ou ocorrer dentro de poucos dias. Não é quando isolado, um sinal eminente de parto, não exigindo deslocação imediata ao hospital.




Enfª Ângela Baptista

Fomos ao DinoParque

9.6.19
Já era um sítio onde queríamos ir a algum tempo mas só agora conseguimos ir.

O passeio para mim era ambicioso visto já estar de 38 semanas mas mesmo assim arrisquei em ir porque não tenho tido sinais de alerta.

Embora já muito cansada quero dar mais de mim ao T e ao FM nesta fase porque sei que os primeiros meses não vão ser tão fáceis para nós e a minha atenção para com eles vai ser um pouco menor.

Foi um passeio muito divertido, eles adoraram! É um parque pensado nas crianças, com várias paragens ao longo do percurso para descansarmos ou comer e com algumas actividades mais lúdicas para as crianças.

É um passeio para se ir sem tempo e óptimo para fazer um piquenique pois tem todas as condições necessárias para o fazer.

Para quem não o quer fazer tem um restaurante a preços razoáveis para almoçarem.

Outra coisa que gostei foi das casas de banho, sempre limpinhas. Para uma mãe este factor é muito importante, principalmente quando os filhos já não usam fraldas :)

Foi um programa cansativo mas muito giro, eles adoraram e nós também.

Voltaremos certamente quando eles forem mais crescidos.


Look
Jardineira | Zara
Lenços | Head-Ji
Ténis | Pés de Cereja 






Festa de Fim de Ano

7.6.19
E assim terminou mais um ano lectivo...

Como é possível? Ainda "ontem" sentava-me num anfiteatro gigante para ver o meu anjinho a desempenhar o seu papel e hoje já assisti ao fim de mais um ano.

Continuo sem perceber a velocidade deste tempo...

Mais uma emoção envolvida pelo seu sorriso, pelo seu carisma em palco mas acima de tudo por perceber que naquele palco não existem diferenças, existem sim crianças felizes a dar o seu melhor para os seus pais.

Tão pequeninos mas tão grandes ao mesmo tempo.

Foi emocionante ver o T a desempenhar o seu papel na perfeição, ainda mais vê-lo a chamar por nós, por perceber que a sua base estava ali uma vez mais para o aplaudir de pé mas o melhor de tudo e o que mais me emocionou foi ver o FM a chamar por ele, ter gritado, ter aplaudido de pé e ter vivido tudo com os seus olhos a brilhar com o maior orgulho do irmão.

É nestas alturas que penso que o nosso caminho está no melhor caminho...









Parto Normal ou induzido?

6.6.19
O tipo de parto gera grandes opiniões. Há quem queira um parto normal, há quem o queira 100% natural sem qualquer intervenção médica, há quem o queira induzido e há quem o queira simplesmente por cesariana.

Há mães que querem sentir o parto, que querem viver todas as sensações mas há também quem morra de medo do parto e prefere optar por uma cesariana, mas comum a todas as mães é o desejo que os nossos filhos venham cheios de saúde.

Aqui não há o certo e errado, cada mãe tem a sua motivação.

Felizmente ou infelizmente tive duas experiências completamente diferentes e a terceira também não sei como vai ser.

Do T, rebentaram-me as águas enquanto dormia e o processo foi tudo muito natural, seguiram-se as contrações, uma dilatação progressiva, uma epidural que foi a minha melhor amiga e um parto santo, com um período expulsivo que durou cinco minutos.
Já do FM foi tudo ao contrário, as semanas passavam e não havia sinais de nascer, digo em jeito de brincadeira, que senão o tivessem obrigado a sair ainda estaria dentro de mim.
Foi induzido às 40 semanas, com todo um planeamento tenebroso, que nos dá margem para pensar em tudo o que pode correr bem e menos bem. Quando acordamos no dia sabemos para o que vamos e que a nossa casa nunca mais será a mesma, a porta fecha-se e o nosso coração treme.
Percorremos o caminho do hospital com o nosso coração nas mãos e quando chegamos tomamos um comprimido que vai obrigar o nosso filho a contrariar a natureza.
E é aqui que a indução mexe comigo, é forçar, é obrigar o nosso filho a nascer quando este ainda não estava preparado.
Todo o processo é anti natural, são os comprimidos que temos de tomar, são as contrações forçadas e monotorizadas por um CTG, são os toques sem fim para percebermos a evolução e é uma bolsa que é rompida com intenção de expulsar o nosso filho de vez do nosso T0 que tanto ambos gostamos.
É duro, pelo menos para mim foi. A nível emocional arrasa uma mulher por completo, mexe em todos os estadios emocionais.
Terminei numa cesariana porque ao fim do dia percebeu-se que tinha o cordão umbilical à volta do pescoço e que não tinha outra forma de sair.

É esta a minha experiência, enquanto mãe e mulher. Mas deu para perceber a diferença entre dois partos.

A natureza sabe o que faz mas muitas vezes o ser humano prefere sobrepor-se a ela e aí não sei até que ponto está tão cientificamente provado os seus benefícios.

O que é certo é que ainda hoje acho que o FM não estava preparado para nascer pois assim que me foi posto nos braços não saiu mais, nem no berço ficou.

Coincidência ou não foi esta a nossa realidade!

Contudo adoro o meu médico, e é nele em quem confio os meus filhos mas hoje sou uma mãe muito mais informada para saber o que quero e o que não quero.
Tenho a certeza que até às 41 semanas não haverá indução a não ser que seja prejudicial para a MC.

É esperar, é andar ainda mais do que já ando e torcer para que ela se decida a nascer sem pressões...

Até lá continuarei a adormecer sem a certeza de como será o dia de amanhã.

Look | BBme By Joana Teles
Fotografia | Centrimagem 





A última Gravidez com a barriga mais bonita

5.6.19
Todas as gravidezes são diferentes mas igualmente especiais. Todas carregam um amor único e sem igual. Vivemos, rimos e choramos com um ser que é só nosso.

Mesmo sem o conhecermos atinge uma grandeza tão grande que chega a doer de tão forte que é. Todos os pontapés, todas as ecografias, todas a consultas são vividas da forma mais intensa que há e para isso não existe a gravidez de primeira, de segunda ou de terceira. A emoção é sempre a mesma, as inseguranças é que são menores.

Foi a gravidez mais mexida que tive (A MC passa dia e noite a dar voltas e voltas na barriga), foi a que senti verdadeiramente o que era ter desejos, ainda há pouco fui comer uma bola de Berlim tal era a vontade, foi a que me fez sentir feia, que me deu borbulhas e até a que me fez inchar os pés ao ponto de ter dores mas em contrapartida foi a barriga mais bonita que tive.

Em contagem decrescente, e já em modo despedida desta barriga que tanto me fez feliz durante estes nove meses, quis registar o momento para que mais tarde possa recordar esta barriga que me deixará com tantas saudades.

A Centrimagem para mim estará sempre na linha da frente pois fotografou o meu casamento, as minhas anteriores barrigas e até os batizados dos meus filhos, é esta a empresa a quem confio os melhores momentos da minha vida e nunca desilude.

O meu vestido é de uma marca que aposta exclusivamente nas mães, a roupa é pensada ao detalhe para nos sentirmos bonitas e ao mesmo tempo confortáveis é da BBme By Joana Teles

Para o T e para o FM optei por uma túnica, com o mesmo padrão mas de cores diferentes (quando se gosta muito de duas cores é isto que acontece). São lindas e ao vivo ainda são mais. É de uma marca que pensa só nos meninos - O Clube do Menino.

Brincos | Laranja aos Cubos 





Esta fotografia mostra a nossa família em pleno, nós sempre atrás deles e eles sempre a fugir-nos das mãos.

.