Éramos para ser só 2 mas a 3 fomos ainda mais felizes

19.7.18
Mas que semana... Foi em cheio!  Não podia ser mais nem menos do que aquilo que foi.  Foi simplesmente perfeita.

Fui Mãe e Pai! Fui a que ditou as regras mas a que brincou até sem fim.

É certo que não fui sozinha, fui com os meus pais, de outra forma não teria a coragem de ir "só" com eles.

Mas há coisas que só os pais podem fazer, e foi nessas pequenas coisas que me vi pela primeira vez a desdobrar nos dois papéis. Não havia aquela partilha de responsabilidades, "do eu faço isto e tu fazes aquilo", ou "agora apanhas tu sol e depois apanho eu". Era tudo eu, ou a boa vontade dos meus pais que foi muita!!

Descansar com duas crianças de 2 e 3 anos não é a palavra mais adequada!! Por isso tomei a responsabilidade como minha, embora tivesse sempre ali os meus braços direitos a darem uma mão.

E o melhor de tudo é que além de mãe, fui filha. E foi tão bom!!

Voltei às asas dos meus pais mas desta vez com os meus pintainhos e juntos formámos um ninho perfeito.

O T e o FM estavam radiantes, foi uma semana cheia de bom tempo numa das praias mais bonitas do mundo, a praia de São Rafael.

Os dois nunca perceberam que era suposto só estar um e ainda bem porque a felicidade que eles tinham um com outro era bonita de se ver. Sentia que eles mais que praia estavam felizes por se terem ali um ao outro. E ver todas as suas brincadeiras e cumplicidade encheu-me o coração.

Cesta | Caicos
Tomás | Lanidor
Francisquinho | Be Chic


Mas desta viagem o que levo mesmo no meu coração foi o momento em que o T não queria andar mais (o T tem de andar muito e muitas vezes temos de contrariar o colo) e sentou-se no chão de braços cruzados. Eu estava mais à frente com o FM de mãos dadas e quando olhámos ele estava sentado, o FM largou-me a mão e foi a correr para ele, deu-lhe as mãos e puxou-o. Tenho pena de não ter fotografado esse momento ou até filmado mas tinha ficado sem bateria no telefone e fiquei ali simplesmente a olhar, de forma estática a admirar e a orgulhar-me da sorte que tinha em ser mãe daqueles dois.


Calções | Scotta


Foi inevitável não os ter só para mim e foi óptimo tê-los ali comigo, dormimos sempre juntos e até à água (gelada) fui "obrigada" a ir. Brincámos na areia, saltámos, fizemos longas caminhadas pelo areal com conversas "só" nossas, comemos bolas de Berlim, bolachas Americana, gelados (muitos) e fomos todos crianças.

Explorar, Aprender e divertir com muito AMOR

17.7.18
Tenho recibo muitas mensagens a pedir sugestões de atividades para momentos de lazer em família.

Confesso que sou uma aficionada pela vida por isso são raros os dias que ficamos em casa.

Não sei se é defeito ou virtude mas não consigo ficar parada, quando à ultima da hora fico sem planos é como se ficasse sem vida, é uma sensação esquisita. Sinto que preciso de ter as mãos e a mente ocupada para viver.

Além da minha inquietude, a energia que os meus filhos têm não me permitem ficar muito tempo em casa pois sinto que passado umas horas ele começam a ficar saturados e instala-se o caos na nossa casa. O T e o FM (ainda) não são aquelas crianças que ficam a brincar por muito tempo, gostam mais de correr pela casa, brincar às escondidas, saltar, deitar todos os brinquedos para o chão, ou até mesmo limpar a casa.

Por isso atendendo à energia acumulada na nossa família, os fins de semana são sempre cheios de atividades e desengane-se quem pensa que é preciso ter muito dinheiro para tantas atividades, existem muitas coisas giras e gratuitas ou a preços razoáveis. É preciso é escolher e estar atenta e não deixar escapar as oportunidades.



Enquanto estamos fora de casa, estamos livres, eles gastam as energias com bons estímulos de desenvolvimento evitando assim a televisão, os telefones ou tablet que tanto me inquieta o coração quando os vejo agarrados a essas coisas. Sei que dali pouco aprendem, tem apenas uma vasta estimulação visual mas muito a nível global, sem a dimensão real das coisas. Mas a minha inquietude vem mesmo da forma que a tecnologia os afasta da vida real, dos cheiros, da natureza, das boas vibrações do mundo.


Pormenores que fazem a diferença

16.7.18
Muitas vezes não é preciso muita coisa para nos sentirmos bonitas e esta blusa é um exemplo disso.

São os pormenores que fazem a diferença e aqui ganha a manga pois bastaram os folhos para marcarem a diferença.

Uma óptima opção para estes dias!

Uma boa semana :)



A leitura deste Verão :)




 Blusa | Trendy Bazaar
Calções | Zara

Praia

12.7.18
Pelo que percebi pelas mensagens que tenho recebido o tempo não está para grandes brincadeiras ao ar livre, à exceção do Algarve que raramente desilude.

Para quem está quase a ir de férias para o Algarve penso que podem descansar porque o tempo está óptimo. Não tão quente como outros anos mas o suficiente para saber a Verão.


Trendy Bazaar.
É um Look que pode ser usado na praia como na cidade com uns calções.



Calzedonia 


Caicos
Esta mala de palha consegue ser a melhor aquisição dos últimos tempos pois é grande o suficiente para levarmos tudo o que precisamos para a praia.


Vacilei, chorei, mas o mais importante veio comigo!

11.7.18
Tinha tomado a decisão mais difícil que alguma vez tinha tomado mas estava certa que era o acertado.

Fui contra muitas opiniões, fui contra tudo e todos e até contra mim mas estava certa da minha decisão.

Quando recebi o email da escola sobre a praia, inscrevi o T mesmo sabendo que passaria por uma semana em que tinha marcado férias.

Respirei, pensei muito e ainda discuti mais sobre o assunto. O T ficava e eu ía. O T fazia a praia com os seus amiguinhos e à tarde mantinha as terapias.

E eu teria uma semana para me dedicar ao FM como até agora nunca o tinha feito. Queria tê-lo só para mim, queria que ele fosse o meu centro de atenções porque também lhe devo isso.

É aqui que entra o desafio dos pais quando temos mais que um filho, a partilha de atenção não é fácil e por mais atentos que sejamos nunca chegaremos ao centro da questão por mais que nos esforcemos. E não é porque somos melhores ou piores pais mas porque somos humanos e não vivemos apenas no "um para um" temos sempre muita coisa a acontecer à nossa volta.

Para mim era a oportunidade perfeita! Uma semana de filho único, uma semana só nossa.

Desde a minha decisão que me mentalizava que era o melhor para mim, para o T, para o FM, para a nossa família.

O B como não conseguia tirar esta semana de férias, o T ficaria com ele e assim seria ele a comandar a nossa casa, o que também achei óptimo para que ele também percebesse como tudo funciona, não que ele não saiba mas como acabo por ter mais disponibilidade de tempo, há coisas que acabam por passar despercebidas.

Era tudo perfeito! Mas era só eu que o achava até ao dia da despedida...

Desde a minha decisão até ao dia de viajar passou um mês e meio e nesse tempo falei com várias pessoas sobre a minha decisão, agora percebo a minha necessidade em falar tanto no assunto, a cada pessoa que falava era como se tivesse a programar o meu cérebro para a nossa separação.

Entretanto chegou o dia de fazer as malas e continuei sem vacilar, um pouco assustada a passar todas as informações necessárias ao B mas nada de mais.

Até que fecho as malas e é agora. Olho para o T e explico-lhe que a mãe vai ter de ir com o mano e que ele ficaria com pai. Baixei a cabeça, o meu coração tremeu, dei-lhe um abraço. Mas segui sem frente...

A porta de casa abre-se e ele olha para mim e diz "praia, praia" e dá-me um grande abraço. Uma vez mais baixo a cabeça e tinha-o ali de volta nas minhas pernas, malas feitas ao meu redor, uma porta aberta, e eu de cabeça baixa sem coragem para a erguer.

Enquanto tive a cabeça baixa vacilei, meti tudo em causa tudo e comecei a chorar compulsivamente e disse que não aguentava deixá-lo, o B que estava a assistir a todo aquele cenário abraçou-me de lágrimas nos olhos e chorámos, ainda a soluçar disse-lhe que não aguentava ir sem ele e que levava-o comigo.

O T no meio daquilo tudo olhou-me nos olhos e sorriu para mim. Foi buscar os seus sapatos e só gritava "praia, praia, praia".

As malas estavam só pensadas para mim e para o FM e naquele momento em dez minutos, peguei nas primeiras roupas que me apareceram e enfiei dentro da mala. Com perfeita noção que não tinha roupa igual para eles e que havia coisas que ficariam pois no meio de tanta emoção não havia tempo para "futilidades".

Mas o mais importante eu levava comigo. Tudo o resto era simplesmente desnecessário.

No carro, já com eles, senti a fragilidade do B e minha também por nos separar. Não era o ideal mas aqui não havia volta a dar pois ele não conseguia mesmo ir.

Ficou a trabalhar e nós fomos!




Verão!

10.7.18
O Verão continua meio tímido mas este vestido tem tudo menos de timidez.

Foi um amor à primeira vista e tem tudo o que um Verão deve ter, leveza e cores alegres.

Adoro o pormenor dos ombros à mostra.






Festivaleiros

8.7.18
Já há muito que não ía a um festival e o Panda pareceu-me uma boa oportunidade para voltar aos palcos, ao espírito que se vive apenas nos festivais.

Já tinha ouvido de tudo, tanto de bom como de muito mau por isso fui sem expetativas, com vontade de viver apenas o momento e proporcionar ao T e ao FM  o melhor.

Eles adoraram é um facto aliás atrevo-me a dizer que todas aquelas crianças vibraram com tudo.

Mas na realidade, numa versão mais adulta acho que o festival tem algumas lacunas, nomeadamente o espaço do concerto. É um local quase sem sombras, aliás só há nas bancadas mas ali as crianças acabam por não se libertar porque estão muito "presas" nos movimentos.

Assim sendo optámos por ir para a relva mas para crianças tão pequeninas pouco se vê e eles acabam por perder o interesse.

Depois o Sol em força acaba por desgastar todas as energias, é demasiado forte.

Não nos podemos esquecer que são crianças e que devem existir algumas precauções. Se pensarmos bem chega a ser contraditório com as horas de praia.

Se é algo que já foi tantas vezes criticada não percebo porque não arranjam soluções para este grande senão.

Depois em si o espetáculo merecia mais dança, mais música e não tantos jogos interativos.

Outra coisa que me aborreceu foram as filas para todas as atividades, é impossível explicar às crianças que têm de esperar pela sua vez. Houve alturas que o FM fez mesmo birras porque a vontade dele era mergulhar na piscina de bolas.

A minha opinião sobre o festival não é a melhor e acredito que não voltaremos. Contudo eles divertiram-se bastante e ver a a sua felicidade valeu qualquer coisa menos boa.


Head- Ji



A água refrescante que nos ajudou a suportar todo o calor sentido.
Além de refrescar deixa um cheirinho muito bom.

Look | Maria Saloia 


Trendy Bazaar