O mundo ingrato da terapias

22.2.18
Um mundo solitário e muito ingrato este das terapias...

Cada mãe dá o que pode e muitas vezes chega a dar o que não pode para dar o melhor ao seu filho.

Existem terapias e mais terapias, todas elas com vários métodos de sucesso, com mais ou menos bons profissionais mas todas elas são importantes e vendem um sonho.

Um sonho de melhorar o desenvolvimento do nosso filho.

Talvez na realidade seja este o lado mais ingrato da trissomia 21 ou de outras patologias que requerem ajuda externa.

O lado em que passamos muitas vezes noites acordadas a pensar em formas de arranjar mais um dinheiro para mais uma terapia que acreditamos que faça a diferença, o lado em que passamos horas do nosso dia a preparar materiais para os exercícios propostos pelas terapeutas, o lado em que tivemos que adaptar uma vida só para acompanhar o nosso filho a cada terapia, o lado em que temos que estar muito atentas a cada palavra dita pela terapeuta, o lado em que chegamos exaustas a casa e ainda temos de "trabalhar" com os nossos filhos para os estimular, o lado em que muitas vezes nos sentimos sós em cada sala de espera, o lado em que corremos a cidade para lhes proporcionar o nosso melhor.

Lados e mais lados, tantos e tão invisíveis.

As terapias deviam ser tão naturais como uma ida à escola até aos 18 anos. Devia haver a possibilidade de optarmos pelo serviço privado ou público. Devia ser algo de fácil acesso para todas as famílias.

E não digo isto pelos pais mas sim pelas crianças, pois todas merecem! As crianças não têm a culpa do pai se "matar" a trabalhar para conseguir só um terço das terapias que o filho precisa.

Eu mesma, para quem não sabe, faço um esforço tremendo para conseguir dar o melhor ao Tomás. Mas só os pais que enfrentam esta dura realidade é que sabem o esforço que se faz diariamente para proporcionar as melhores terapias aos nossos filhos. Muitas vezes o dinheiro nem é dos pais é fruto da ajuda dos avós, que também eles se sacrificam para ver a felicidade dos seus filhos a darem o melhor ao seu neto.

As terapias devem ser pagas e isso é inquestionável, estes profissionais merecem o mundo por todo o empenho e dedicação que têm pelos nossos filhos mas devia ser obrigação do estado ajudar, pois não é com subsídios de 100€ mensais que ajudam uma família. E para quem acha que 100€ é muito posso adiantar que existem terapias que custam 60€ por sessão, a isto se multiplicarmos por 4, dá 240€ e isto é apenas uma terapia das quais é precisa.

São valores muitas vezes incomportáveis pelas famílias...e que deviam ser revistos pelo estado.

E é isto que me deixa revoltada pois TODAS as crianças deviam ter as mesmas oportunidades e não só algumas.








Educar com AMOR

21.2.18
Quantas palavras e gestos cabem na palavra amor? 
Qual a sua importância no desenvolvimento de uma criança? 
Que marcas deixa o afeto ou a falta dele? 
Quando nasce o amor dos pais pelos filhos?

Para muitos pais, nasce no momento em que descobrem que estão “grávidos”, para outros quando veem o bebé pela primeira vez, para outros está longe de ser um amor “à primeira vista”, sendo um sentimento que aparece com o tempo, e para muitos outros, nunca chega… Os filhos, de acordo com as suas características, são um espelho das experiências que vivenciam e que observam, respondendo aos estímulos que recebem dos pais ou dos seus cuidadores. Todas as crianças nascem com capacidade para amar e para viverem as suas relações com base no afeto, são elas que genuinamente nos remetem para a simplicidade da vida e da afetividade, contudo, nem sempre as suas vivências e contextos permitem que os alicerces da sua educação sejam o amor e o afeto. Há crianças que desconhecem a palavra amor, não no que diz respeito à sua ortografia, mas em relação à sua semântica. São braços e olhares tristes, vazios, perdidos e zangados, embora, muitas vezes tenham os quartos e os seus dias bastantes cheios e preenchidos.

Quando se começa a construir uma casa, parece evidente que a primeira coisa a fazer é colocar os alicerces e quanto mais fortes e consistentes forem, mais segura será a casa. Cada um de nós representa essa casa, o espaço que iremos habitar durante toda a nossa vida, em que os pais são os primeiros e principais arquitetos e construtores. Não interessa se são casas grandes ou pequenas, com piscina ou com jardim. O que importa é que sejam casas firmes e onde nos sentimos bem. Esse é o papel da educação na vida de uma criança.

Sabe-se que o afeto tem um papel determinante no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, e que influência o seu nível de bem estar ao longo da vida. A demonstração de afeto começa ainda dentro da barriga da mãe, dependendo da forma como esta vivência a sua gravidez e com os sentimentos associados à gestação e à chegada de um filho. Se a mãe experienciar sentimentos de felicidade e de tranquilidade irá produzir serotonina e dopamina ou, se pelo contrário, sentir ansiedade e tristeza o seu ritmo cardíaco e a adrenalina em excesso irão chegar até ao bebé através do cordão umbilical. A voz e o tato são os primeiros sentidos a serem desenvolvidos e através dos quais os pais, familiares e amigos poderão comunicar e manifestar afeto ao bebé. Ainda que os bebés não decifrem as palavras, ou a memória possa não estar completamente desenvolvida, há indícios de que os bebés posteriormente reconhecem as vibrações sonoras de sons que ouviram enquanto estavam dentro da barriga da mãe e aos quais reagem positivamente.

A partir do momento em que o bebé nasce, poderão ser várias as manifestações de amor e de afeto: a satisfação das suas necessidades, o contacto físico através do toque e do colo, a expressão facial (sorrir), a interação com o bebé e a promoção de um ambiente calmo e harmonioso.

A importância do afeto nas primeiras etapas do desenvolvimento foi analisada numa experiência em 1963-1965 por um psicólogo, com macacos rhesus. Na sua experiência, o psicólogo criou duas mães artificiais de macacos rhesus: uma feita de arame e a outra feita igualmente de arame mas forrada com pano macio e felpudo. Harry Harlow observou que os macacos bebés preferiam claramente as “mães” mais confortáveis, revestidas com pano. Esta preferência mantinha-se independentemente de qual a mãe que fornecia o alimento, o que parece indicar que a necessidade afetiva poderá prevalecer relativamente à necessidade alimentar.

Ao longo do seu desenvolvimento, e de acordo com a faixa etária, o amor por um filho poderá traduzir-se em muitas outras palavras, gestos e atitudes dos pais para com os filhos que, posteriormente terão retorno na relação e na dinâmica familiar e no desenvolvimento socio emocional das crianças. Alguns gestos e hábitos da lista que se segue, poderão ser questionados pelos pais, que muitas vezes consideram que, por exemplo, a rigidez no que diz respeito às regras poderá não representar um ato de amor para com os seus filhos, contudo, a exigência do cumprimento das regras poderá dar tanta ou mais segurança a uma criança do que o colo de uma mãe quando o filho se magoou ou está doente.

A educação com base no afeto e no amor têm exatamente um único fim: o de contribuir para que as crianças sejam mais felizes, otimistas, afetivas, confiantes, seguras e capazes de construírem relações positivas e sólidas.


Uma ida à Quinta Pedagógica

20.2.18



Se há coisas que as crianças gostam é de animais. Os meus adoram e por eles viviam numa quinta cheia deles.

Ir ver os animais é sempre uma diversão garantida.

O Baby FM adora andar atrás dos animais e é um aventureiro, tenho de estar sempre com todos os olhos nele, para que não fique sem uma mão.  Assim que viu os patos foi a correr para junto deles e eu já só via aquela mão pequenina a ir em direção ao pato que já só abria a boca, só tive tempo de o puxar pelo casaco.



O T já é mais cauteloso, gosto mais de os ver à distância.



As quintas pedagógicas são uma óptima solução e o melhor de tudo é que são gratuitas. São óptimas para ir naqueles dias de sol e prevejo que passarei grande parte das minhas tardes na Quinta Pedagógica dos Olivais quando começar a Primavera.

Porque uma coisa tenho como certa as crianças gostam de liberdade e tudo é melhor que estarem dentro de 4 paredes.

E existe tanto espaço ao ar livre gratuito para explorar :)











Sugestões de leitura

19.2.18
Confesso que gostava mais de ler do que leio mas a falta de tempo nem sempre me permite.

Aproveito sempre que posso para meter a leitura em dia e muitas vezes sobra para as férias mas mesmo assim não é o suficiente para ler todos os livros que tenho interesse.

As livrarias estão carregadas de livros óptimos para nós mães, só era preciso um pouco de mais tempo.

Hoje deixo-vos três sugestões de livros que gosto mas que ainda nem a meio vão.

Por este andar lá para 2068 tenho tudo lindo. Aha Ah Ah

Bem-vindo 34!!

16.2.18
Não sou pessoa de celebrar os anos com festas rodeados de amigos. No meu dia aconchego-me ao meu núcleo e desejo que aquele dia eternize o ano que se aproxima.

Mas sou pessoa que adora festa e que adora preparar as festas da família, dos amigos, do marido e dos filhos. Só não gosto de preparar a minha. 

Por isso foi um dia simples de passeio com os meus filhos, de andar de mãos dadas com o marido e que termina com um jantar íntimo em família mas acima de tudo foi um dia de gratidão.

Uma gratidão desmedida pelo que a vida me tem dado a cada vela apagada.

Este ano celebro os 34 e olhando para trás já vivi tanto mas ainda tenho tanto por fazer.

Uma vida repleta de felicidade, de alegria, de pessoas únicas e de um grande valor humano.

Não sou pessoa de pedir presentes, e quando me perguntam, parece que tudo o que queria fica esquecido na memória e talvez tenha um motivo de ser. 

Porque na realidade os meu maiores presentes fui recebendo ao longo destes 34 anos quando...

... fui recebida há 34 anos com todo o amor pelos meus pais
... conheci o meu marido há 18 anos
... recebi há 3 anos nos braços a criança mais mágica que alguma vez sonhei ter
... há 22 meses recebi com o maior sorriso a minha maior alegria de viver

Perante tudo isto estou pronta para receber mais um ano com este positivismo e alegria que tantas vezes se confundem com loucura.

Obrigada a todos vocês por terem perdido um minuto do vosso dia para me desejarem um dia feliz e acreditem que o meu dia foi muito mais feliz graças a todo o vosso carinho.

Obrigada por todo o carinho que me torna uma mãe e mulher tão feliz!







Obrigada Meus Filhos

15.2.18
Foram várias as razões que nos levaram a não ir comemorar o dia dos Namorados fora das nossas paredes, uma delas e a principal eram os nossos filhos, a outra e não menos importante o dinheiro. Foi um mês de grande despesas e por mais que gostássemos de ir fazer algo diferente não era muito conveniente.

Desde sempre que é o B que trata do dia e confrontado com estes dois dilemas propôs-me jantarmos em casa. Não era um programa de sonho mas era o melhor que se podia arranjar.

Mas a frio percebi que um simples jantar em casa podia ser algo perfeito para nós. Afinal de contas mais que o espaço é a companhia e o amor que nos une que mais importa.

O maior "problema" seria o T e o Baby FM pois a probabilidade de nos estragarem os planos era muito elevada. Mas o meu positivismo deu para acreditar que tudo iria correr bem.

Cheguei a casa, fiz uma sobremesa super saborosa que retirei de um blog que acompanho Baby Time, meti a mesa, tratei dos banhos e preparei o jantar dos baby boy's.



Enquanto isso o B estava no supermercado a fazer as compras para me proporcionar um jantar digno de uma estrela michelin.

Quando chegou já tinham jantado, brincaram ainda um pouco, deixei-os gastar toda a energia que ainda estava acumulada e com uma voz doce expliquei-lhes que hoje eles tinham de ser muito queridos para os pais porque era uma data especial. Fui lavar-lhes os dentes e contar uma história, dei-lhes um beijo de boa noite e ali ficaram sem se mexerem. Os dois pela primeira vez ficaram na mesma cama, sem birras, sem choros e sem se levantarem. Fiquei ali a olhar para aquele cenário e a pensar que o plano estava a correr tão bem que achei que assim que saísse eles iriam levantar-se, mas enganei-me...

Saí pé ante pé  e não acordaram.

Fui ter com o B, e o jantar já estava na mesa, desfrutámos de um jantar a sós, tranquilo, no conforto da nossa casa e o melhor de tudo é que tínhamos os nossos filhos mesmo ali ao nosso ao lado.



Quando me deitei fui agradecer-lhes por terem sido os MELHORES FILHOS.

O segundo agradecimento, vai para o marido pois conseguiu proporcionar-me o melhor jantar no melhor restaurante do mundo, a nossa casa.







O nosso Grande Amor

14.2.18


O Dia dos namorados não é hoje mas sim todos os dias.

É importante que nunca nos esqueçamos disso e que tenhamos presente que antes de termos filhos, já tínhamos um filho maior, o nosso amor, o homem da nossa vida, o pai dos nossos filhos.

E é "só" graças a este grande amor que temos os nossos filhos.

Não precisamos de investir em bens materiais para surpreender quem ao nosso lado, bastam pequenos gestos para fazerem a diferença.

Nem sempre é fácil, a falta de tempo, o nosso cansaço e falta de paciência não ajuda a relação. Não que o amor tenha acabado mas muitas vezes é inevitável que o nosso amor maior fique para trás.
Depois existem estes dias clichê que nos obrigam a parar e a lembrar que antes de 4 éramos 2.

Uma relação é como as flores, precisa de ser regada. E quantas vezes nós não nos esquecemos das nossas plantas dias e dias, até que olhamos para elas e as vemos murchas? E lá vamos a correr regar para que volte a florescer. E uma relação é isso mesmo...muitas vezes caí no esquecimento pela falta de disponibilidade de ambos mas depois basta uma palavra ou um simples gesto que tudo volta a florescer e as borboletas na barriga começam novamente a fazer-nos cócegas.

No nosso caso são 15 anos de São Valentim passados na companhia um do outro, um dia que gostamos de celebrar com um jantar, ou com um passeio que nos faça lembrar como tudo começou.

Já passamos por muito, a nossa relação já teve altos e baixos, como todas, está longe de ser perfeita, mas é toda esta imperfeição e diferença entre nos que torna tão perfeitos.

A ti meu Grande amor obrigada por me mostrares sempre o lado mais simples da vida, por me fazeres  sentir como uma criança, por me fazeres tão feliz.