Uma noite catastrófica!

21.6.21

O que tinha tudo para ser uma noite tranquila, tornou-se numa das piores noites vividas cá em casa. 

Francisquinho acordou para ir para nossa cama, até aqui tudo normal, o pior foi que se sucedeu, enquanto abria a cama para que ele se deitasse, começou a vomitar. Tapete e colcha toda suja, que mais deu vontade de deitar fora. 

Respirei fundo e acreditei que não tivesse passado de uma má disposição. Trinta minutos depois a minha cama ficou toda vomitada. E nessa altura percebi que a noite tinha tudo para correr mal, e não me enganei.

Lençóis para lavar. E rezar para que não voltasse a acontecer. Mas de nada adiantou, foi ver roupa e roupa a ser mudada. Até que a meia da noite começava o Tomás com os mesmos sintomas... e nessa altura eu já estava a esgotar todos os recursos, camas, lençóis e pijamas.

Tomás com o Pai, Francisquinho com a mãe, mas ambos sempre em alerta vermelho. O alerta era tão grande que cheguei a acordar e a correr de bacia na mão para tentar evitar mais "estragos" mas afinal não tinha passado de um "pesadelo", estava tudo sereno a dormir. Naquela altura eu já me sentia a enlouquecer. Agora só de lembrar até tenho vontade de rir mas na altura confesso que tinha mais vontade de chorar.

E quando eu julgava tudo mais calmo, começou a Constança. Nessa altura eu já estava desesperada, sem recursos e exausta.

Parece que é viral! E se um filho a vomitar é mau, imaginem três ao "mesmo tempo". 

Que desespero! 

Hoje viveram os três em cima de mim, como lapas. Não fiz absolutamente nada de nada porque a minha atenção foi toda para eles.

Agora estou a rezar a todos os santinhos que todos consigamos descansar e que amanhã eu tenha os mesmo lençóis na cama.






Voltar a recuperar o nosso eu

17.6.21

É muito fácil depois de sermos mães deixarmos de ter entidade. Rapidamente o nosso nome deixa de existir e é substituído por Mãe.

É incrível como numa fração de segundos, deixamos de ser mulheres para sermos só mães. As prioridades mudam e o nosso corpo muda por completo.

E a nossa vida de antes parece que nunca existiu. Passamos a ter o coração fora do peito e um colo quente como nunca sentido antes.

O pós parto não é fácil. Chega a ser duro, é um bebé que nos chega aos braços e que depende exclusivamente de nós, é um novo corpo, as noites mal dormidas e todo um cocktail de hormonas para gerir.

Vivemos numa bolha de amor, mas frágil e é um tempo que deve ser respeitado. Nem todas as mulheres saem da maternidade como a Carolina Patrocínio e são poucos os corpos que voltam ao lugar em poucos meses. É necessário respeitar a mudança e dar tempo ao tempo, sem exigir demais de nós.

Foi isto que procurei sempre nos meus pós parto. Foi recuperar com calma e só quando tivesse mentalmente preparada, sem pressas. Sabendo de antemão que a roupa voltaria a servir, mas no dia que estivesse disponível para recuperar dos quilos extra.

É preciso amar-nos! Não podemos exigir que nos amem e respeitem, quando não fazemos isso a nós próprias.

Não é uma questão do gordo ou magro, mas sim de gostarmos de nós!

A vida não acaba no dia em que somos mães, apenas está a começar! É preciso respeitar a mudança que um filho provoca na nossa vida mas também é necessário olharmos para nós próprias e percebermos que apesar de todo o amor que sentimos pelos nossos filhos, somos seres independentes e cada um tem a sua identidade. O nosso filho, que até então bebé, vai ser adulto e como nós também vai bater as asas.

Que antes dele, estamos nós! E só lhe podemos dar o melhor de nós se estivermos bem connosco próprias. Aos poucos e quando nos sentirmos preparadas é preciso reencontramos o nosso eu, esquecido naquele bloco de partos. 

Voltarmos aos nossos gostos, ao nosso estilo, os jantares com as amigas, aos encontros às escuras com o marido e às nossas profissões, se for caso disso.

A isto chamo equilíbrio! 

Voltarmos a sentir-nos completas e mulheres não depende da sociedade mas de nós. Os filhos são nossos mas um dia vão embora e é importante que quando forem exista uma mulher firme, que embora vazia, se sinta completa e forte.





Dormir no Douro

16.6.21



Tenho em mente várias coisas que gostava de proporcionar aos meus filhos, umas já consegui fazer, outras já estão planeadas e outras ainda não passaram de sonhos.

Sou das experiências e dos momentos. Não ambiciono lhes dar brinquedos, e em casa conto pelos dedos o que lhes comprámos. Tudo o que eles têm foi oferecido.

Brinquedos excêntricos e de valores exagerados não têm. Na realidade, por enquanto, não sinto que eles têm tempo para brincarem pois procuramos estar mais fora de casa do que dentro.

Andar de barco no Douro tinha sido o nosso presente de Natal para eles. Já ansiávamos este dia à muito tempo. 

Como eles são, sabíamos que iam adorar e não nos enganámos.

Foi indescritível. Uma experiência única. Tivemos muita sorte com o tempo porque não corria uma brisa, o céu estava limpo e foi absolutamente bonito ver toda aquela cidade mágica.

Um passeio de barco, no Douro, com direito a champanhe e um lanche no Douro Captain

O Douro Captain, é um projeto familiar, que começou por um homem de família cheio de sonhos. O Ricardo e agora a sua mulher Karina, são pessoas incríveis, daquelas que se sente a bondade no olhar e na sua forma de ser. Fizeram-nos companhia e ajudaram em tudo. 

Encontram no site vários programas para esta experiência.

O nosso programa incluía o passeio e a noite no barco. A noite foi tranquila, sem percalços e que bom foi deitar-nos com o barulho da água e acordar com os raios solares a entrar pelo barco a dentro.

Que experiência incrível! Que maravilha!

Foi talvez dos passeios que gostei mais de fazer com os meus filhos. 

O Porto é bonito, Porto é luz! 











Rumo ao Sul

8.6.21

Com um feriado e uma possível ponte no meio foi impossível resistir a estes quatro dias. Fizemos as malas e ainda depois de um dia cheio de escola e trabalho rumamos a uma das regiões que mais gosto do nosso país, Algarve.

Algarve tem cheiro, tem vibração e deixa memórias únicas. 

Ao contrário de outras vezes não fomos para um Hotel mas sim para um Parque de Campismo. Ainda não foi desta que acampamos, e na realidade não sei se alguma vez o farei, mas fomos para um bungalow, já não é a primeira vez que opto por este conceito. Chamo-lhes casas de bonecas, porque num espaço tão pequenino consegue-se fazer do impossível, possível.

Vivemos num T0 transformado em T2 em quatro dias e não podíamos ter estado mais confortáveis. Nada nos faltou!

O Turiscmapo é considerado um parque de campismo de excelência, pela comodidade e condições que oferece.

Duas piscinas, uma delas coberta, de água quente. Ginásio, parque infantil e Kids Club e muita animação.

Nos parques de campismo existe muito a dúvida sobre a limpeza dos espaços comuns e o Turiscampo garante a limpeza dos espaços de uma forma exímia e até as casas de banho que dão acesso às piscinas, que por norma estão mais sujas, brilhavam.

Os bungalows onde estávamos faziam ilha com outros, com um jacuzzi, de água quente, o que tornou os fins do dia ainda mais divertidos.

Eles estavam super felizes, havia crianças em todos cantos, perdi a conta aos amigos que fizeram e foi tão bom sentir essa liberdade neles.

Foram quatro dias fantásticos cheios de sol, de praia, de amigos e de areia no corpo e foi tão bom.

Para quem não conhece, fica a dica.






O mundo nos braços

31.5.21

Sempre ambicionei dar irmãos aos meus filhos pois a única certeza que tenho é que este será o melhor bem que lhes posso deixar, quando um dia eu não estiver cá.

Felizmente sei a sua importância e o valor que tem termos um irmão na nossa vida, que sente, que partilha e que fala a mesma linguagem dentro da própria casa.

Também sei que existem opiniões e vontades diferentes, que tantas vezes originam pequenas discussões. Mas enquanto pais cabe-nos mostrar que apesar das diferenças o amor e a união devem prevalecer sempre pois apesar de tudo, se o mundo ruir, é uns nos outros que se encontrarão.

Vão viver alegrias, tristezas, partilhar felicidade e a dor quando deixarmos de estar presentes. 

São três! Os meus três mosqueteiros e eu só desejo que esta admiração, respeito, amor e cumplicidade que nutrem uns pelos outros sempre se mantenha. E que seja nos braços uns dos outros que se encontrarão sempre quando se perderem.

Porque pontos de vista diferentes sempre existirão mas este amor de irmãos também.

Uma coisa tenho como certa posso até não lhes deixar nada mas deixo-lhes tudo!





As crianças de hoje serão o Adulto de amanhã

27.5.21

Ontem a notícia sobre bullying assombrou os telejornais nacionais, comoveu, revoltou e alertou para uma das maiores realidades de uma sociedade egocêntrica, mesquinha e com falta de empatia pelo próximo.

E aquela criança que acabou atropelada por ser vitima, de umas miúdas cruéis que alimentam o seu ego através da fraqueza do outro, podia ser o meu filho Tomás, o meu filho Francisco e a minha filha Constança. Podia até ser um sobrinho meu!

E só por isso já é revoltante o suficiente! Felizmente que em criança, nunca vivenciei o bullying, na primeira ou terceira pessoa.

Mas até à bem pouco tempo vi o meu filho Tomás (aqui), na festa de Natal, a ser gozado por uma criança que se divertia a tirar-lhe o gorro de Pai Natal vezes sem conta, enquanto ele dizia que não. E sabem que mais? Ninguém viu os quis saber... E só eu sei o que senti naquele momento.

Lembro-me de ter cegado, de ter deixado de ouvir o meu lado racional, e ter corrido até ao encontro daquela criança e de o ter avisado olhos nos olhos que se voltasse a fazer aquilo eu estaria ali. 

Sei que foi "só" um simples gorro, mas tudo na vida começa assim, de forma tímida até tomar proporções incontroláveis. É tal como a violência doméstica!

E perdoem-me, mas a culpa não é só daquela criança, que tem mau íntimo, acredito que ninguém nasce mau, os nossos filhos são reflexo do que vêm.

Não é aceitável ver pais a encorajar a troça só porque é divertido e faz rir os outros, ou até bater porque o importante é ser o que dá. Já ouvi isto! E isto para mim é repugnante...

Mostra a pobreza da nossa sociedade!

Que este menino que ontem se viu frágil e vulnerável nas mãos daquelas raparigas, seja a voz de um dos maiores flagelos da educação.

Como mãe tenho medo, para não dizer muito medo, do que se avizinha. Sei que temos de estar atentos para não permitir que estas situações aconteçam. Não é normal bater ou gozar para humilhar. Não é uma "simples" brincadeira! E vai muito mais além do é que ser criança.

Mas a responsabilidade não é só dos pais, também é importante que a escola esteja atenta para esta realidade. É preciso intervir e alertar. Não é a fechar os olhos que isto acaba.

A criança de hoje, é e será o adulto de amanhã. Chegou a hora de construirmos um mundo na base do amor e respeito!

Pode-se desculpar o agressor porque é criança mas a vítima também o é, e essa mesma criança vulnerável ficará com marcas incalculáveis na sua forma como vê o mundo.

Hoje foi aquela criança, aqueles pais a sofrer, amanhã pode ser um de nós.

Por mais Amor!




















Madeira

26.5.21

Numa tarde embrulhada nas rotinas do dia a dia, o meu marido surpreendeu-me com um convite à Madeira, por momentos hesitei, e os miúdos?!? "Os miúdos ficam, vamos só os dois, depois de tantas coisas que vivemos nos últimos tempos, precisamos de desligar e de estarmos só nós"

E nessa mesma noite marcamos viagem. Falei com a nossa agência - I Go Travel, que nos apresentou de imediato, as melhores soluções. E com a sua ajuda, escolhemos  o Savoy Palace, pela qualidade e beleza que apresentava, além de que o feedback da nossa querida Andreia (I Go Travel) era o melhor.

Adorámos o Hotel. Dos melhores que alguma vez tínhamos estado. Super bonito, com piscinas deslumbrantes e de água aquecida. Só tive pena de não o termos aproveitado mais porque era um verdadeiro sonho.




A Andreia, deu-nos várias dicas de pontos estratégicos a visitar e com base nisso sonhamos acordados até ao dia da ida.

Na mala levamos um caderno em branco, para que pudéssemos de forma livre, fazer o nosso caminho. Apenas tínhamos uma certeza que estávamos a precisar de um tempo a dois, de namoro e de boas conversas.