A minha organização na Cozinha

3.6.20
Embora me considere excessivamente organizada, o meu forte nunca foi o planeamento da cozinha. Nunca sabia o que fazer e quando chegava a hora, ou não tinha os ingredientes para a receita ou tinha a comida congelada.

Sentia-me sempre perdida na hora de comer. E isso levava-me a cozinhar por obrigação, sem brio e até a encomendar comida que nem sempre era a opção mais saudável.

Entretanto apareceu o Covid e obrigou-me a ir mais vezes para a cozinha e a repensar numa forma de evitar ir ao supermercado tantas vezes. Assim comecei a planear melhor as minhas refeições e consequentemente os ingredientes a ter na dispensa.

Actualmente faço as compras uma vez por mês, sendo que de quinze em quinze dias reponho os frescos.

E como é que eu giro tudo isto?

É fácil!!

Listo todos os pratos que pretendo fazer e vejo detalhadamente os ingredientes que vou precisar para cada receita, assim garanto que quando chegar a hora tenha tudo o que preciso.

É simples não é? Isto tem feito com que tenha uma maior motivação na hora de cozinhar.

E faz com que rentabilize a comida, evitando maior desperdício pois vou ajustando as refeições consoante o que tenho na dispensa e frigorífico.

Não sou fã das ementas porque nem sempre sei se vai sobrar e não gosto de estar sempre a reajustar. 

O que nunca pode faltar na minha dispensa?

Farinhas várias (de aveia, espelta, amêndoa, de arroz)
Flocos de Aveia
Açúcar de Coco
Óleo de Côco
Azeite
Atum 
Salsichas de Aves
Cogumelos
Polpa de Tomate 
Massas integrais 
Arroz integrais 
Cuscuz 
Papas (sendo que faço muitas caseiras para a Constança)
Leite
Ovos
Bolachas (para a Maria Constança)
Pacotes de fruta e Iogolinos (para passeios de exterior)
Bolachas de arroz 
Gelatina 
Frutos Secos
Cereais 
Mel
Fermento de Padeiro
Carne (compro muitas vezes no talho rolo de carne, almôndegas, hambúrguer, coxas de frango...)
Peixe (Tudo o que possa ir para o forno e pescada para a massinha de peixe que tanto gostam).
Ervas aromáticas
Queijos vários
Frutas várias
Legumes vários

Esta é a minha base na dispensa, depois vou ajustando conforme as receitas que escolher para o mês. 

Uma coisa que tenho feito é uma busca constante de receitas saudáveis em vários sites para que nunca me falte ideias.

Escolho sempre receitas fáceis e com ingredientes simples. 

Umas passam às preferidas e outras ficam pela experiência mas isto faz com que tenha uma alimentação o mais variada possível, organizada e que nunca me faltem ideias.

É esta a minha organização, não significa que seja a melhor mas é a que funciona comigo.

Espero que tenham gostado das dicas e caso tenham alguma também partilhem comigo.



O terceiro filho

2.6.20
O amor de mãe multiplica-se à medida que vamos tendo filhos, é tal e qual uma pastilha elástica.

Já a nossa forma de estar vai alterando, vamos descomplicando e as nossas dúvidas passam a certezas. 

Ao terceiro, saboreia-se a maternidade em pleno, damos tempo ao tempo porque temos consciência que tudo passa muito rápido.

Vivemos com eles colados a nós porque o tempo a dois é mais limitado por ser partilhado por outros colos.

Nascem no meio do barulho, de abraços brutos e de beijos cheios de cuspo. Não conhecem o silêncio e o mundo para eles é uma verdadeira alucinação.

São estimulados a 200% e deixam de ser bebés muito mais rápido que os outros. Querem acompanhar os irmãos em tudo e estão sempre em alerta vermelho para as maldades que sofrem na mãos deles.

São mais confiantes neles próprios e independentes. Já diz o ditado que ao "terceiro já se criam sozinhos" e eu não podia estar mais de acordo.

Quase a andar, com uma destreza fora de série,  dá adeus, bate palminhas, impõe a sua presença como ninguém, e até já fala ao telefone.

Fez 11 meses na quinta-feira passada e eu nem dei por isso. Ao terceiro acho que não me faz menos mãe por isso.

Mas tenho justificação: Supostamente iria ter uma consulta online sobre a operação ao coração do Tomás e a minha cabeça esteve o dia todo nesse telefonema que infelizmente não chegou. (O nosso serviço nacional de saúde sempre a funcionar bem...)

A 25 dias do seu primeiro aniversario e eu ainda sem querer acreditar como é possível ter passado tão rápido.



Look | Wedoble 

Placa | Caturra


Ser criança

1.6.20
Todos nós temos um pouco de criança dentro de nós e ainda bem pois é esse lado que nos permite viver a vida de uma forma mais alegre.

Hoje é o dia Internacional da Criança e este dia é muito mais que um brinquedo para os nossos filhos é uma chamada atenção para os seus direitos.

E como era bom que todas as crianças do mundo nascessem numa família estruturada, livres de maus tratos, drogas ou entre guerras de adultos.

É para elas que vai o meu pensamento, com a certeza que é na infância que se formam como adultos.

Os psicólogos estão cheios, não de adultos que deprimiram pela vida exigente das suas responsabilidades, mas por danos causados na infância.

Valorizamos tantas vezes as marcas, os melhores colégios e os brinquedos da moda, que nem nos lembramos que em tantas famílias falta o mais importante: estrutura emocional, comer na mesa e higiene diária.

Cabe a nós pais darmos ao nosso filho a liberdade de ser criança com as necessidades básicas asseguradas, com amor e a segurança necessária para se formar num adulto emocionalmente saudável porque não foi ele que pediu para nascer foi a nossa consciência ou falta dela que proporcionou o seu nascimento.

Não é preciso ser rico para ter filhos mas é preciso sermos ricos seres humanos pois só assim transmitiremos os melhores valores para criarmos crianças felizes.

Que num futuro este dia não seja mais preciso porque é lembrado todos os dias nos sorrisos das nossas crianças.

Feliz Dia!!








Conheci as melhores fraldas do mercado

29.5.20
Com três filhos é impossível não conhecer as várias marcas de fraldas que existem no mercado.

Uma das coisas que percebi ao longo do tempo é que no caso das fraldas, nem sempre as mais caras são as melhores. O ideal é encontrar fraldas que nos transmitem segurança mas a um preço razoável.

Sendo que o que é bom para o meu filho pode não resultar para o filho da outra mãe.

Com mais cheiro, ou menos, com mais fugas ou menos o que é certo é que sempre achei todas muito equiparadas.

Até que encontrei as da marca - A Rascal + Frieds. É uma marca da Nova Zelândia que apareceu recentemente no nosso país mas que já conta com cinco anos de existência e de longos testes de desenvolvimento.

Confesso que sempre que experimento umas fraldas fico apreensiva porque tenho algum receio das fugas (principalmente na hora das sestas ou à noite) ou até mesmo com as possíveis alergias.

E com as Rascal + Friends não foi excepção, no entanto assim que toquei nelas, percebi que eram diferentes e não me enganei.

Desde aí que não tenho usado outras. Estou fã!! Mas daquelas fãs chatas pois acho que todas as mães deviam de dar-me o beneficio da dúvida e experimentarem.

Ressalvo que não estou a ser paga para dizer bem da marca. Ofereceram-me um pacote para experimentar e fiquei tão maravilhada com a sua qualidade que senti que tinha de partilhar convosco sobre estas fraldas pois o que é bom, merece a partilha.

O que vos posso dizer é que são absolutamente maravilhosas.

Uma fralda premium com qualidade superior, absorção e suavidade. Sem cloro, sem látex, sem fragrância e sem loções. As tintas usadas são à base de água, sem formaldeído.

Uma das características que me chamou mais a atenção foi a sua cintura alta para as costas, que se adapta na perfeição às costas do bebé/criança e aos seus movimentos. As abas são mais elásticas na cintura assim como uma camada exterior super macia.




De tecnologia inovadora, tem um novo canal de absorção o que aumenta a área de absorção para ajudar a evitar aquelas fugas traiçoeiras. Posso dizer-vos que já estou a usar estas fraldas há quinze dias e até agora zero fugas. Até no Francisco e no Tomás que só uso para dormirem têm acordado sempre secos.
O seu protetor 3D especial contra fugas, ajuda a evitar as fugas e explosões laterais.






Destaco o seu canal de absorção, o seu ajuste nas costas e a suavidade.

Para mim neste momento são as fraldas melhores no mercado e o bom de tudo é que o preço não excede o razoável. Os pacotes variam entre as 44 e as 28 fraldas, dependendo do seu tamanho e o preço do pacote é de 8.59€. Sendo que até ao dia 8 de Junho estão a 5.99€.




Estas fraldas são exclusivas do Pingo Doce

O que vos posso dizer é que valem muito a pena. Experimentem e partilhem a vossa opinião comigo :)

Um beijinho
Bom fim-de-semana (em segurança)












Os filhos não são exlusivos de nós próprias

28.5.20
São poucos os convites que recuso. Na minha agenda existe sempre espaço para mais qualquer coisa. Desde que me faça sentido gosto de viver e de aproveitar as oportunidades que me surgem.

O mesmo aconteceu com o convite que uma amiga me fez para ir ao Jardim Zoológico, aceitei de imediato porque adoro fazer programas com os meus filhos. Até que percebi que dia 28 era uma Quinta e não um Sábado.

A trabalhar não conseguia mesmo mas a minha amiga manteve o convite para eles irem. Questionei-lhe se estava preparada para estar com duas pestinhas e ela manteve-se forte e disse que sim.

Pensei por breves momentos...

São os meus filhos e quero que sejam sempre meus mas não assinaram nenhum contrato de exclusividade à nascença.

Eu sou o porto seguro deles, sou eu que lhes amparo as quedas da vida mas não são só meus, são do mundo.

E nessa linha de pensamento cabe a nós dar-lhes espaço para viverem e explorarem o mundo à sua maneira.

Nem sempre é fácil abrir mão deles mas é tão mais importante respeitá-los como pessoas. Se confiamos nas nossas pessoas porque não lhes dar asas para voarem?

Eram 10h quando os deixei, eu traqnuila, eles super felizes por irem ter um dia diferente.

Ao longo do dia fui recebendo fotografias deles e em momento algum achei que estavam tristes por não me terem ali.

Eles cresceram mais um pouco, e eu enquanto mãe também. Deram um passo (mesmo que pequeno) na autonomia, aprenderam a lidar com a ausência dos pais de forma tranquila e segura e acima de tudo a ajustarem o seu comportamento mediante as diferentes formas de estar.

Sei que se portaram super bem e que até pareciam uns anjinhos... só é pena este comportamento não se manter connosco.

E vocês como são? Mães mais liberais ou protetoras?

Look 
Camisas | Clube do menino
Jardineiras | Zara Kids
Ténis | Pés de Cereja 









Viver devagar

28.5.20
Se houve coisa que aprendi com estes meses foi viver mais devagar, desfrutar mais do momento, mesmo que isso implique fugir às horas estipuladas pela sociedade.

Se tiverem que comer às 14h ou jantar às 21h, que seja. Um lanche rápido resolve o problema e engana a fome e evita gritos e discussões.

Deixei de usar relógio e oriento-me pelo telefone, sendo que a nível familiar nem isso faço.

A rigidez nos horários dá-nos disciplina mas tira-nos muita qualidade de vida.

Exemplo disso é ser quase meia noite e estar a escrever-vos agora.

Esta semana tive um pouco mais ausente, eu sei mas juntar trabalho e filhos em casa não é de todo a combinação ideal.

Hoje voltámos a sair de Lisboa. Fugimos da agitação e das máscaras, no entanto continuarei a ir para trabalhar.

Assim que chegámos deixámos as malas no chão, vestimos os fatos de banho e fomos  praia. Já era um desejo nosso há muito mas que andamos adiar, mas com este calor não aguentamos mais e fomos.

Quando pisamos a areia já passava das seis. A Constança pela sua primeira vez, foi ao meu colo, e com os seus olhos grandes esteve sempre muito atenta. 

Eles, ansiosos e super felizes. Assim que pouseram as mochilas correram para o mar. Mesmo de baixo do nosso olhar atento mergulharam naquela água gelada.

Íncrivel como o mar nos dá tanto sem pedir nada em troca. 

Foi um fim de dia fantástico, sem horas. Com muitas brincadeiras na areia. A Maria Constança parece que já lá tinha estado pois não estranhou a areia e começou de imediato a brincar.

A praia estava com muitas pessoas mas todas elas cumpriam o distanciamento social. É importante voltarmos à nossa vida para que nos equilibremos desde que nunca se meta em causa os cuidados de higiene e segurança estabelecidos pela DGS.

No meio disto tudo esquecemo-nos das horas, o que fez com que só jantássemos pelas nove.

E sabem que mais? Foi perfeito! 

Andámos devagar, sem stress e neste momneto já estão a dormir porque amanhã espera-os uma grande aventura no Jardim Zoológico.







Fatos de banho | BabyByPikis


Ir ou não ir à escola

21.5.20
A pergunta que mais se impõe no momento é sobre as escolas e a sua segurança para os nossos filhos.

Será prudente irem para a escola?

Será que as medidas das escolas não os baralhará mais e os assustará?

Será que o distanciamento nas crianças em sala ajudará no seu desenvolvimento social?

Será que nós pais estamos a ser concientes?

Será? Será? Será?

São estas as grandes questões que imperam neste momento nas nossas cabeças... As creches já abriram e pelo que vejo estão a trabalhar muito abaixo do número previsto de crianças. Os jardins de infância vão abrir a 1 de Junho e eu confesso que não sei o que fazer.

Por um lado gostava que os meus filhos voltassem. Sendo que não tenho intenção que o Tomás volte pois vou dar primazia às terapias nesta fase.

Já o Francisquinho gostava que fosse porque comigo a trabalhar e o pai em teleterapia, tem estado mais em auto gestão o que me tem deixado desconfortável.

Mas ao contrário do T que fala na escola e nos seus amigos, o FM diz que não quer ir para a escola.

Custa-me deixá-lo sabendo que tenho possibilidades para ficar mas a falta de apoio também me deixa angustiada.

Aqui não existe o certo ou o errado, porque na realidade ninguém sabe o que será melhor, muito menos as consequências que advêm da nossa decisão.

Além de que há pais que não têm qualquer escolha possível pois vão começar a trabalhar.

O que é certo é que tudo isto é uma novidade para todos. As escolas não estão preparadas para esta nova realidade, as crianças são apenas crianças, não dimensionam os problemas (e ainda bem). Como é que vamos explicar a uma criança que não pode brincar com o seu amigo, que não pode partilhar o seu brinquedo ou mesmo dar abraços?

Isto preocupa-me! Até que ponto é que se vai ferir o desenvolvimento social das crianças.

Ainda não tomei a minha decisão, é um dia de cada vez. E mais perto, que já não falta muito, decido. Mas estou mais inclinada para só voltarem em Setembro.

E vocês já tomaram a vossa decisão?