Família

20.11.19
Família aquilo que tantas vezes descuramos porque a temos e a sentimos como adquirida.

Depois vêm estes dias que nos fazem reflectir, que nos alertam que ter uma família não é assim tão "vulgar". É algo forte que nem todos tem o privilégio de ter por variadas razões.

Passamos a vida a falar de "boca cheia" do euromilhões, do que faríamos, de como será viver com uma conta recheada, de como seria bom viver numa mansão ou até mesmo como seria bom passear num carro de alta cilindrada.

Mas de que vale tudo isto se nos faltar o mais importante?

Família é uma palavra composta da palavra Amor, de compreensão, de disponibilidade de tempo e de união. Tudo o resto deixa de fazer sentido quando apenas se tem dinheiro para comprar os filhos de coisas ou encher de laços para os outros verem.

O Euromilhões é mais de que uma "chave" que nos leva a uma riqueza monetária extrema. Euromilhões é nascer no seio de uma família verdadeira, unida, que nos aconchega e que nos dá o verdadeiro AMOR!

É importante termos consciência que a nossa riqueza começa aí. E quando vestimos um pijama quente de banho tomado, a cheirar bem, no conforto do lar, tenhamos o beijo de boa noite que nos aconchega a alma.

Sem isto somos simplesmente "pobres" camuflados por uma conta que hoje temos e amanhã evapora-se.


Fotografia | Centrimagem 



Certezas absolutas

18.11.19
Ser mãe dá-nos a conhecer o AMOR da forma mais pura que há. É como se até então a palavra amor fosse usada de uma forma leviana.

É um amor que nos faz feliz mas que nos faz doer a alma de tão verdadeiro que é.

No outro dia ouvi que que não existe amor sem dor. Ambos andam de mãos dadas pois quem ama, quando algo falha, sofre verdadeiramente e com a mesma intensidade desse mesmo amor.

Ser mãe é um desafio! Lutamos diariamente para lhes dar o nosso melhor "eu", uns dias conseguimos, outros nem tanto.

Choramos e rimos com eles. Sonhamos e abraçamos a realidade vezes sem conta. Mas o pior de tudo é nunca ter as respostas certas para os caminhos que achamos acertados para os nossos filhos.

Na vida existem sempre dois caminhos, e cabe a nós escolher o melhor para o nosso filho. Conhecemos os nossos filhos como ninguém mas sem sempre temos a certeza do seu futuro.

Pensamos, avançamos e recuamos nestes caminhos da vida. Sempre em prol do bem estar deles.

As certezas deixam de existir, pois o certo e o errado andam lado a lado.

Este ano letivo do T está a ser um desafio, já vimos e revimos o seu horário vezes sem conta, já ajustamos a nossa vida às terapias e à escola várias vezes. Nesta fase não estou disposta a abrir mão das suas terapias, sei o quanto são cruciais nesta fase, estamos a um passo do primeiro ciclo e não posso deitar tudo a perder mesmo que não tenha 100% a certeza que este é o caminho mais acertado é o que eu acredito.

Entretanto no meio disto tudo o T foi-se desfocando das atividades da escola, deixou de ter a sua identidade no pouco horário que lá passava e hoje uma vez mais tivemos de rever tudo junto da professora e da sua terapeuta.

Tentamos equilibrar mais o tempo em sala e as terapias ficarem centralizadas à tarde à excepção de quinta-feira.

Vamos começar como se hoje fosse Setembro!

Porque a certeza absoluta do que é melhor nunca a teremos.









Respirar melhor

14.11.19


Em tempos li um artigo sobre o ar que "vive" na nossa casa e fiquei um pouco assustada quando percebi que o ar presente está em nossa casa pode ser cem vezes mais poluído que o ar que se encontra fora de casa.

Sem nos apercebermos no ar circula mofo, ácaros, vírus, alérgenos de animais, entre tantas outras coisas.

E é tudo isto que causa a asma e alergias respiratórias, felizmente que em casa não sofremos disso mas há coisas que mais vale prevenir.

Entretanto comecei a pesquisar mais sobre o assunto e encontrei um purificador de ar, que elimina 99,99% de impurezas no ar.

O Airfree é um purificador 100% português e que elimina de forma natural, silenciosa e sem qualquer tipo de manutenção todos os microrganismos presentes no ar.



E pelo que li a diferença entre este purificador e outro é a sua tecnologia exclusiva TSS, ou seja, tal como fazemos quando precisamos de esterilizar água, os equipamentos Aifree também eliminam os microorganismos com o recurso de altas temperaturas. Porém, o ar é arrefecido antes de voltar para o ambiente.
À parte da parte técnica gostei da forma compacta deste purificador, de ser pequeno e portátil, de ser discreto e adaptável a qualquer decoração, do baixo consumo de energia e de ser totalmente silencioso. Tem também uma luz de presença o que cria um ambiente ainda mais acolhedor.



Para quem sofre de asma o Airfree é recomendado pela Associação Portuguesa de Asmáticos.

Uma curiosidade que gostei de saber é que este produto foi criado por um pai preocupado com as constantes crises alérgicas do seu filho, causadas pelos microrganismos presentes no ar da casa. Após procurar diferentes soluções para o problema, e com anos de experiência na criação de produtos, o pai desenvolveu uma solução inovadora, que trouxe enorme benefícios para a saúde respiratória do filho e foi asim que cresceu o Airfree.

Comprei no site da Airfree, mas é possível encontrar na Worten, Auchan e El corte Inglés.
















































Causas perdidas

13.11.19
Das perguntas que mais me fazem é se mantive a mesma equipa médica nas outras gravidezes. Se fui à luta? Ou se simplesmente a mantive.

E para espanto de muitos eu nunca tentei arranjar culpados, mesmo quando me o incentivaram a fazer.

E a razão no (meu caso) é simples, de que me valia lutar por uma causa perdida? O T já cá estava, e ainda bem, a sua trissomia nunca o largaria. As minhas energias não podiam estar centralizadas numa luta sem fim mas sim no seu desenvolvimento. Foi aqui que uni esforços e lutei até aos dias de hoje.

Isto porque não senti que tivesse havido culpados. O T escapou aos olhos do "Guro" das ecografias e do meu médico que considero um dos melhores de Portugal.

E ainda bem!! Continuo a dizer que não saberia qual a minha decisão se tivesse descoberto ainda na gravidez e assim fui poupada a essa decisão tão difícil.

Não me adiantava encontrar culpados, além de não os ir encontrar, só me iria desgastar emocionalmente pois não passava de uma causa perdida.

O meu caso não é igual ao do bebé que nasceu sem rosto. Isto sim é uma guerra que deve ser levada ao extremo pois é inadmissível passar através de um ecrã tamanho erro. É negligência médica da forma mais pura que há.

O meu caso, é comum e acontece mais vezes do que se possa imaginar. Não tanto por negligência médica mas por questões de probabilidades. Todos os exames que fazemos são baseados em marcadores e estimativas, em momento algum o que se vê através de um ecrã corresponde a 100% à realidade. Exemplo disso foi a MC: às quarenta semanas dava uma bebé muito pequenina, percentil quinze, entre os 2700kg e 3200kg e nasceu com quarenta e uma semanas com 3685kgs e quase 52 cm. Se havia bebé grande era a minha.

Assim que o T nasceu tudo foi revisto minuciosamente e todos os marcadores estavam lá, não havia nada que indicasse o seu cromossoma extra.

A trissomia 21 livre é isto mesmo, é algo livre, que acontece porque sim, sem qualquer historial. É uma anomalia genética causada pela presença integral ou parcial de uma terceira cópia do cromossoma 21.

Em momento algum senti que não fui bem acompanhada antes e depois do parto. Os meus médicos deram sempre a cara, ficaram preocupados tal como eu e tentaram sempre reconfortar-me perante a situação.

Por isso assim que descobri que estava grávida do FM repeti tudo da mesma forma. Era o Professor Jorge Lima que queria ao meu lado e mais ninguém. Era a sua praticidade e serenidade que precisava.

Um médico que nasceu para fazer nascer bebés e mães, que no ampara nas quedas, que nos dá pouca conversa para "navegar pela maionese", mas que nos dá a maior confiança do mundo. Na dúvida é sempre a ele que recorro, hoje é medico de muitas amigas minhas e espero que tenha sempre uma percurso profissional de ascensão porque se há medico dedicado é este.



No dia do parto do FM tive exatamente a mesma equipa médica do FM, uma pura coincidência e aí lembro-me de chorar muito, não queria ver aquela equipa uma vez mais ali porque embora bem resolvida com o nascimento do T deixou sempre alguma "mágoa". Senti aqueles nervos todos da equipa porque parecia que a responsabilidade tinha aumentado a 100% por ser eu a estar naquele bloco de partos.  Mas aquele jeito simples do meu médico fez-me esquecer, respirar fundo e viver o momento da forma mais feliz que podia.

Não podemos esquecer que os médicos são pessoas, acertam e erram uns por culpa outros sem. Deviam ser julgados como todas as outras profissões mas infelizmente existem muitos valores por detrás da justiça. Não deveria ser assim mas ainda o é.
Por isso na via da dúvida o melhor é escolher um médico referenciado e que nos transmita confiança, isso é o mais importante.

Afinal são eles que nos dão a nossa vida.







Fotografia | Centrimagem 

O bebé que chocou Portugal

8.11.19
Podia ficar no meu canto mas como mãe não consigo ficar indiferente a tamanha barbaridade perante uma situação que para mim não tem qualquer desculpa.

Esta história mexeu comigo, talvez por ser mãe ou porque tenho nos meu braços um bebé tão pequenino indefeso.

Desde que fui mãe, que tudo o que está relacionado com crianças mexe comigo, sofro pelas mães e pelas crianças. Sou capaz de sofrer à distância durante dias sobre um assunto.

E esta notícia que chocou o nosso país fez-me pensar neste bebé 24 horas por dia, ao ponto de ter tido "inveja" da pessoa que o encontrou. Como queria ter sido eu a pegar naquele bebé, a abraça-lo e passar-lhe o calor de uma mãe.

Desculpem-me! Mas não consigo conceber tamanha barbaridade, é cruel demais para "perdoar". Verdade que não sou ninguém para perdoar, mas tenho o direito de mostrar indignação perante tamanha notícia.

Já se descobriu quem foi, e ainda bem, mas perdoem-me mas não consigo fechar os olhos pelo facto de ter simplesmente 22 anos.

Não consigo perceber o que leva uma pessoa a esconder a gravidez durante nove meses.
Não consigo perceber o que leva uma pessoa recusar ajuda quando o tentaram fazer.
Mesmo contra o aborto como meio contraceptivo, não consigo perceber como é que não se arranja forma de abortar. E não me digam que não tinha dinheiro para o fazer, tem uma maternidade pública para o fazer e explicar as suas intenções. Tenho a certeza que a ajudariam.
Não consigo perceber o que leva uma pessoa que não está com efeito de drogas a ser fria ao ponto de deitar para o lixo o seu filho como se de um par de sapatos se tratasse.
Não consigo perceber como é que uma pessoa sem perturbações do foro psicológico vira costas a um filho.
Não consigo perceber como se abandona um filho para que este morra da forma mais cruel que há.

Desculpem mas não percebo!

Havia outras formas de fugir ao "problema", havia prédios e  hospitais para virar costas. Mas um caixote de lixo? Ao relento? Sem uma manta? Não me entra na cabeça.

Foi Deus que deitou as mãos ao bebé e ainda bem.

Só é pena termos de chegar a este ponto para que os políticos percebam as dificuldades em que vive uma parte (escondida) da nossa sociedade.

Desejo para este bebé o que desejo para os meus. Que viva repleto de Amor e que nunca lhe mais lhe falte calor.

Tudo o resto apenas quero que se faça justiça.


Batizado - A festa (II Parte)

7.11.19
Um pouco cansada do "stress" matinal optei desta vez em fazer algo mais tardio, substituindo o clássico almoço por um jantar, num ambiente mais intimista, às luzes das velas.

A Quinta do Roseiral é perfeita nisso pelo seu ambiente envolvente, com aqueles castiçais de pé grandes e com mais de 1000 vendas dando ao ambiente uma mistura entre romantismo e sofisticação.

Por ter casado ali sabia que podia confiar, expliquei à Ana as minhas ideias pois sabia de antemão que me ajudaria a meter em prática tudo o que ambicionava.

E em quatro meses consegui organizar tudo, num tempo record muito graças à Ana que me ajudou a idealizar cada pormenor.

Atendendo à mudança da hora o batizado foi maioritariamente à noite e os seus jardins interiores ajudaram com o frio e a chuva.






A entrada na sala foi dos momentos mais bonitos, no cimo vi uma uma sala repleta de velas, num ambiente escuro e que me deixou sem palavras.







Look Maria Constança
Fofo | Be Chic
Sapatos | Pés de Cereja

Se há quinta que prima pelo bom gosto e pela decoração é a do Roseiral.

Senti-me em casa, cada canto trespassava amor e via-se uma fotografia da MC o que nos aproximava.

Ali tudo é feito com amor, com simplicidade com um requinte fora de série.

A mesa do bolo ficou da responsabilidade da AC Festas e Eventos. Não passei qualquer informação à Ana, com três filhos não tive outra forma de o fazer pois os meus dias são uma loucura e tive de estabelecer prioridades porque havia muita coisa a tratar. Por vezes é importante saborear a organização, confiando a quem sabe.

E no dia fui presenteada com um dos cantinhos mais amorosos e bonitos da festa. Cheio de Rosa e branco. Que sonho!!





Conheci através da quinta, a My Cake Store, que foi quem fez o bolo. A Catarina foi todo o tempo incansável e apresentou-me no dia da prova mais de 20 bolos diferentes. O pior foi resumir esses 25 sabores a três.

A seguir às mesas (que é sempre das maiores dores de cabeça) foi das decisões mais difíceis pois de facto eram todos maravilhosos.

Perguntou-me o que tinha em mente, e com o meu jeito simples, disse-lhe que queria apenas um bolo de três pisos completamente liso, com um anjinho e com um grande laço.



O corte do bolo é sempre um "fechar" de um capítulo que acaba de começar e que se torna para a vida Toda! Foi isto que senti quando cortamos o bolo ao som da música Can You Hear The Love Tonight do Elton John.





Entretanto já no dia descobri que quem tinha feito os cupcakes, as bolachinhas e os cake pops tinha sido a Ana Carreira. Que agradável surpresa, foi quem fez o bolo dos cinco anos do T e tinha adorado!





Para a festa tinha presente uma coisa, que queria que esta fosse pensada para as crianças e nos pais das crianças. Queria acima de tudo que ambos se divertissem.

Batizado - O Dia (I Parte)

6.11.19
Feliz! Feliz! Feliz e com alguma nostalgia que vos escrevo.

Feliz...
... porque batizei a minha terceira filha
... porque pela terceira vez vi um filho nosso vestir o nosso vestido de família e que tanto significado tem para nós
... porque senti que naquele dia estava perante as "nossas" pessoas, que de alguma forma nos tocam, que estiveram presentes nos momentos bons e menos bons.
Foi com essa ordem de pensamento que fiz o nosso discurso: "foram já três batizados e sempre com as mesmas pessoas lado a lado, que privilégio!"
... porque voltei onde já fui muito feliz, oito anos depois voltei à Quinta onde casei. Uma quinta única, liderada por uma das pessoas com mais bom gosto que conheço. A Quinta do Roseiral fará sempre parte da nossa vida, da nossa família.
... porque a vida encaminhou-se de me concretizar um desejo que ficou pendente à oito anos, de fazer a cerimónia na igreja de Santo Isidoro.
... porque mesmo através de um écran, vos senti como "minhas".

Foi um dia que nasceu cinzento, com alguma chuva mas que terminou com a melhor cor de todas, a cor de rosa. Uma dia mágico e único!

Não gosto de sentir as festas como minhas porque não as sinto como tal, sinto-as para as minhas pessoas e é com esta máxima que me entrego de corpo e alma para que tudo corra bem.

Acabei o dia com a sensação de dever cumprido, mesmo com três filhos a precisarem de mim, consegui preparar tudo com o maior rigor possível, sendo que a palavra de ordem é e sempre será: Simplicidade. Com uma decoração bonita, cheia de brilho, de magia entre linhas, muitos pormenores à mistura e com os melhores fornecedores, tornou-se um dia único na nossa vida!



Os padrinhos da MC foram escolhidos com o coração. Pessoas a quem confiamos, a quem recorremos nos momentos de alegria e de tristeza. Onde a nossa vida se toca e que temos a certeza que na nossa ausência assumem o comando sem olhar para trás. Ser Padrinho e Madrinha é isto! E no dia foram incansáveis e estavam tão felizes como nós.
Se tivesse que escrever um capítulo sobre este dia terminava "rimos até nos caírem as lágrimas e fomos felizes para todo o sempre".

O Padrinho, amigo de infância do B e um dos maiores confidentes da nossa vida. A madrinha  a terapeuta do T, que foi para lá do profissional, que se tornou amiga, sócia, e a a irmã que nunca tive.


Pote das ideias

5.11.19
E quando é preciso ter tempo e ideias para tudo e para todos, planear o dia dos miúdos, ter um plano A, um plano B e muitas vezes um plano C, já para não falar das birras, discussões, tarefas domésticas, e ainda assim, ter que ter um colo sempre disponível para qualquer hora do dia...

O dia a dia das famílias é feito de vários e constantes desafios dignos de uma medalha olímpica para todos os intervenientes em que os principais vencedores, na verdade, são mesmo as crianças.

Por muita que seja a criatividade, a paciência e o amor, por vezes torna-se difícil responder a todos os desafios de forma a que o coração de mãe e de pai se sinta 100% orgulhoso nesta tentativa de bem educar e de fazer um filho feliz. Naturalmente, surgem dúvidas e medos de falhar no seu papel de pais. E nos filhos, seguramente, crescem também inseguranças que nascem de um distanciamento cada vez maior em relação aos seus pais e a outras figuras de referência familiar.

O ritmo do dia a dia quer dos pais quer das crianças, as crenças que construímos sobre a parentalidade e a educação, o excesso de tempo e de energia dedicado ao trabalho e o stress têm levado os pais a esquecerem-se de conjugar verbos importantes para um crescimento saudável das crianças, tais como o esperar, o experimentar, o tentar, o pensar, o resolver, o ser e o sentir. Por falta de tempo, de paciência ou como uma compensação da sua ausência física e muitas vezes, emocional, os pais pensam e agem pelas crianças, comprometendo a sua autonomia, a sua criatividade, a sua capacidade de gerir emoções e a expressão do seu ser. Torna-se mais rápido e mais fácil agir por eles. Será?

Com frequência, nós adultos, tentamos encontrar soluções para os problemas das crianças ou investimos vários esforços para que as situações nem ocorram, passando-lhes indiretamente a mensagem de que há sempre alguém que irá resolver as coisas por eles, ao mesmo tempo que, espelhamos a ideia de que eles não são capazes de fazer o que o mundo lhes pede para fazer. Isto tem impacto na (falta) de autonomia das crianças, assim como na (in)capacidade para refletir e encontrar soluções, de criar empatia, de gerir as suas emoções e entendê-las no outro. Estas questões têm preocupado cada vez mais os especialistas na área da educação e do desenvolvimento da criança e do adolescente. Cada vez mais se observam crianças e jovens com ataques de pânico e de ansiedade, com depressões em idades cada vez mais precoces, dificuldades no relacionamento com os outros, com uma auto estima mascarada de um rei que na verdade se sente sapo. A criatividade e a energia canalizam-se para um aparelho que quando termina a bateria leva qualquer um a um estado de birra.
Vejamos estes exemplos: quando há um conflito em casa entre irmãos, tenta perceber o que originou a discussão? Tenta perceber o que sente cada uma das partes envolvidas e incentiva a que os irmãos conversem e encontrem uma solução por eles? Ou o foco está em encontrar um culpado para aquela situação, uma forma de castigar esse culpado e encontrar um penso rápido para a situação, como um “peçam desculpas um ao outro” ou “vão para o vosso quarto pensar no que aconteceu”. Aos fins de semana o tempo é ocupado sempre da mesma forma, ou as dinâmicas são diversificadas? Todas as pessoas da casa são ouvidas quando é preciso decidir alguma coisa, nem que seja como vai ser aproveitado o sábado? Quando alguém está triste, zangado ou comete um erro, como agem de forma a respeitar e a ajudar quem foi visitado por essas emoções?

Nem sempre é fácil ter soluções para as situações que surgem a toda a hora e viver é aprender a encontrar aquelas que são mais ecológicas e saudáveis para cada um e para cada família. Para isso é importante a tomada de consciência de como estamos e para onde queremos ir.

Mergulhados em todos estas solicitações da vida, os pais perdem muitas vezes o brilho e o foco no papel mais bonito que a vida lhes proporcionou que é o de ajudar um ser a crescer e a tornar-se pessoa e, em poder transformar-se juntamente com ele.

A proposta de hoje tem como objetivo ajudar a desenvolver os aspetos referidos em cima de forma a aproximar os vários elementos da família, diversificar as estratégias e dinâmicas familiares e a retirar o foco da resolução das situações das crianças pelos pais, convidando-as a conseguirem encontrar mais autonomamente estratégias para lidarem com as situações nos seus diferentes contextos. Logicamente que as crianças precisam de ser ensinadas a pensar e a ir buscar os seus recursos internos que, poderão precisar de alguns ajustes. Criar estas oportunidades de partilha e de reflexão conjunta, em que todos contribuem com ideias para a harmonia da casa, é um grande passo para melhorar o desenvolvimento das crianças. E já agora, dos adultos também, afinal aprendemos mais juntos do que sozinhos e as crianças têm muito para ensinar aos adultos. 


Batizado Mood

31.10.19
O "mood" desta semana foi batizado, batizado e batizado.

Não parei um minuto, entre o ritmo alucinante que tem sido a minha vida e os preparativos foi simplesmente caótico.

Senti que fui mãe à distância, que não lhes dei a devida atenção, que me perdi no processo, que parei tantas vezes e avancei outras tantas nas infindáveis tarefas.

Quero que amanhã seja perfeito, que seja um dia especial, com detalhe e onde o mais importante esteja presente, a entrada da MC na vida cristã.

Que seja abençoada e que entre na maior família do mundo, a de Deus!

O nosso terceiro batizado, este mais intimista, mas preparado com o máximo de rigor.

Pelo meio o T ficou doente e ainda não está a 100%. Aquelas "sortes" inexplicáveis da vida...

Por aqui rezamos a todos os santinhos para que manhã acorde bem. Ainda me lembro do dia do seu batizado. Eram 5h quando deu entrada na urgência do hospital com o seu batizado às 11h, por momentos acreditei que este não se ia realizar mas quis Deus que ele acordasse perfeito.

Tudo a postos para um dia inesquecível na nossa família, faça sol ou chuva, o mais importante estará presente.
Vejam tudo pelas stories do Instagram

4 Meses depois, e um quadro feito com a escala 1:1. Como já cresceu...


Quadro | Art for Baby's




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Uma aventura no Porto

29.10.19
Fui desafiada pela Bébe Confort a conhecer as novidades da marca, quando recebi o convite aceitei de imediato, mesmo sabendo que era no Porto!

Não sabia ainda como iria, como ia ser, mas tinha duas certezas: A primeira que ia, a segunda que a MC iria comigo.

Pelo meio ainda ponderei ir de carro mas fazer a viagem sozinha era algo que não me estava a apetecer, sem pensar de como seria toda a logística, preferi ir de comboio.

Decidi, sem olhar para trás! Talvez ser mãe de terceira viagem tenha ajudado a decidir de uma forma prática e sem grandes complicações.

Deixei tudo assegurado com o T e o FM. Eles continuaram na sua rotina e nós as duas fomos, sem medos.

Confiante que seria uma aventura mas com a consciência da logística difícil do momento de meter um carrinho dentro do comboio.

Ainda antes de entrar no comboio, achei por momentos que me tinham roubado o telemóvel pois tinha-o pousado e quando voltei a olhar já não estava lá, naquele momento disse à minha mãe que me tinha levado, que não ia. Sozinha, para o Porto, sem telefone, não fazia sentido. Vi esta aventura por segundos acabar ali mesmo.

Até que perguntei a uma rapariga que tinha estado ao meu lado à espera do comboio, se tinha visto alguma coisa, disse que não, e prontificou-se para me ligar. E lá encontramos o telefone. Mais tarde disse-me que me seguia, e morri de vergonha!

Mas aventura foi entrar no comboio com um carrinho. Dois senhores, tornaram-se os meus anjinhos durante toda a viagem, prontificaram-se a ajudar, é bom sentir que ainda existem pessoas boas, porque o carrinho assim que entrou no comboio não cabia nos corredores, tivemos de o desmontar e o senhor levou a alcofa pelo ar até ao meu lugar.

Já perto do Porto o senhor perguntou-me onde ia ficar e como saíamos no mesmo sítio, ajudaram-me novamente. Só me deixaram quando perceberam que havia elevadores na estação. Uns queridos!!

Acho que lhes serei eternamente agradecida.

Ficámos no Sheraton e a MC aprovou a cama, estava radiante por me ter só para ela e namoramos horas a fio naquele quarto.

Fofo | Wedoble
Collants | Pés de Cereja

Chucha BIBS | Glu Glu
Fita | Cutxi Cutxi


Mais tarde fomos finalmente conhecer as novidades da Bébé Confort no Espaço Mamãs. Já tinha ouvido falar desta loja, mas nunca tinha dimensionado a sua grandeza. Que loja!! Ali existe todo um mundo de coisa úteis para nós mães.
Desde uma sala para amamentar até a uma casa de banho, com muda fraldas havia na loja. Houve alturas que pensei que tivesse em casa de tão confortável que se estava.
Para quem é do norte, recomendo irem porque vale muito a pena.

As nossas cadeiras Auto são da Bébé Confort e adoro. São confortáveis e seguras por isso estava curiosa sobre as novidades.



E para mim a melhor novidade de todas é o novo ovo, que estará à venda a partir de Março. É só a maior invenção do mundo, é um ovo com estrutura mas que se transforma em algo super leve. Dá vontade de voltar a ter outro filho só para ter a oportunidade de ter o nosso filho num ovo leve e muito mais prático.

Os carrinhos Lila e VNC apresentaram também um maior conforto, praticidade aliados a uma imagem muito mais moderna e atual.

Feliz por pertencer a esta família.

Foi uma aventura! Onde me diverti, ri de mim vezes sem conta, conheci pessoas maravilhosas e onde uma vez mais fui super bem recebida!

Se há quem sabe receber, é o Porto!

Fica a promessa de voltar a 5!!









4 Meses teus

27.10.19
Escrevo-vos com ela entrelaçada nos meus braços, aliás tem sido assim desde o dia 27 de Junho.

4 meses intensos, cheios de sonhos concretizados, de partilha de atenções, de uma ligação que vai para lá de qualquer teoria.

A miúda da casa, que nos tira o sono e nos deixa de olhos em bico com o seu sorriso que nos conquistou desde o seu primeiro dia.

Uma bebé tranquila, que nos veio dar noites mal dormidas mas que nos tornou ainda mais felizes.

Já tentei pensar na nossa vida a quatro mas parece que essa vida nunca existiu. Agora só faz sentido a 5 + 1 (com a Kiki).

4 meses cansativos mas cheios de tranquilidade e de uma paz interior que jamais sonhei alcançar.





Fofo | Wedoble
Placa | Caturra