O Amor não conta Cromossomas

21.3.19

Hoje celebra-se o dia Internacional da Trissomia 21. Um dia que nos tempos de hoje já não deveria ser representativo mas ainda o é.

O T é muito mais que um cromossoma assim como todas as crianças que nascem com esta condição genética.

Não é bom, nem é mau. É normal!! Tem o seu "q" de dificuldade como tantas outras coisas na vida.

Mas infelizmente as questões físicas ainda limitam muito a igualdade de oportunidades.

Todas as crianças devem ter o direito à vida e ser felizes, tenham elas trissomia, autismo, sejam gordas, magras ou de cor.

Caminhamos para uma sociedade de igualdade mas cabe a nós fazer a diferença.

São as diferenças que enriquecem o ser humano e que fazem desta sociedade um mundo melhor.

Há um ano dei voz a muitas famílias com o lançamento de um livro pioneiro no mercado onde aborda a maternidade, a trissomia e o amor.

Hoje espero chegar ainda mais além com este vídeo de mães que mostram da forma mais simples e genuína o que é ter um filho com Trissomia 21.

Não sou eu que vos digo que é possível mas sim todas estas crianças que de certa forma mostram que o amor é mais que qualquer cromossoma extra.

Obrigada a todas as mães que alinharam comigo neste vídeo e que tornaram possível esta minha ideia.






Bons hábitos

20.3.19

Aproveitámos o bom tempo que se fez sentir no Sábado e formos ao passeio de família da Mimosa.

Era um passeio gratuito e para toda a família.

Foi uma manhã muito divertida e que transmitiu os bons hábitos como uma alimentação saudável e o exercício fisico.

Podíamos correr ou caminhar entre 2 km e 5 Km, nós optámos por caminhar e fazer apenas 2 Km porque mais importante que velocidade é que te movas.

Este passeio vai voltar em Outubro e vamos certamente voltar a participar mas dessa vez a 5.








Feliz Dia do Pai

19.3.19
Pai!

Aquele pilar imprescindível numa família. Existem mães que fazem de pai e de mãe e acredito que o façam da melhor forma possível mas pai é pai tal como mãe é mãe. São papéis diferentes e ambos tão importantes na vida de uma criança.

O pai por norma é o mais racional, o mais terra. Já a mãe é mais emocional e o ar que se respira numa casa.

Além de ter o melhor Pai do mundo, a quem recorro vezes sem conta durante o dia para uma opinião ou apenas para uma simples palavra é o meu exemplo, o meu herói, o melhor avô que podia ter para os meus filhos.

Tenho também o melhor Pai para os meus filhos. Não podia ter escolhido melhor. Temos aprendido os dois lado a lado o mundo da parentalidade. Rimos e choramos juntos.

E se eu sou mais emocional, das aventuras e das palhaçadas, o pai é o que mete a ordem quando tudo descamba mas que abraça e dá beijos vezes sem conta.

O tempo vai passando, a maturidade vai aumentando e tornou-se num pai extremoso, cuidadoso e muito atencioso.

É o pilar da nossa casa e sem ele não seríamos tão felizes e completos!

Obrigada Pai pelo teu amor incondicional e por cuidares de nós todos os dias de uma forma brilhante.

Feliz Dia do Pai!!








Não somos super mulheres!!

18.3.19
Tenho recebido muitas mensagens a perguntar como é que me consigo organizar entre casa, trabalho e filhos.

E o que vos posso dizer é que é preciso uma grande disciplina para não termos um ataque de nervos todos os dias.

Por natureza sou uma pessoa organizada e metódica por isso para mim gerir uma casa não é um caos embora haja dias em que também eu me sinta engolida pelas 1001 tarefas.

Vou dar-vos algumas dicas que resultam comigo e talvez vos ajude a organizarem mais o vosso dia a dia para que possam ter uma maior qualidade de vida.

Atualmente não estou a trabalhar e sei que não posso comparar os meus dias com as mães que trabalham e que já chegam a casa tantas vezes fora de horas contudo as diferenças não são muitas e confesso que agora que não trabalho ando mais desorganizada e com falta de tempo de quando trabalhava.

É tudo uma questão de organização e de foco!!
  • Estipulem dias para cada tarefa e não as queiram fazer todas num só dia.
  • Aproveitem o fim-de-semana para fazer uma ementa semanal e respetivas compras. Evitem os supermercados durante a semana (apenas para o pão).
  • Escrevam na agenda tudo o que têm de fazer e estabeleçam as prioridades mas não se deitem com coisas pendentes porque no dia seguinte vão ter ainda mais coisas para fazer e vai acumulando cada vez. É preferível deitarem-se um dia mais tarde para cumprirem a agenda do que todos os dias.
  • Se tiverem empregada, perfeito. Caso contrário escolham um dia para a limpeza e nos restantes dias mantenham a casa. Antes de dormir, mesmo que estejam em modo "zombie" façam o esforço de arrumar tudo e assim no dia seguinte é um novo dia, sem nada fora do sítio.
  • Não digam que não às ajudas. Não somos nem temos de ser super mulheres! Se tiverem quem vos ajude, nem que seja por cinco minutos, aproveitem! Vai fazer a diferença na hora de nos deitarmos.
  • Tenham o jantar sempre pré-cozinhado para que depois dos banhos seja tudo mais célere e ainda tenham tempo de qualidade com os vossos filhos. Nunca se esqueçam que mais vale cinco minutos de olhos e coração do que uma hora e ter a cabeça em todo o lado menos nos nossos filhos.
  • Escolham um dia para fazer as máquinas de roupa e outro para passar (caso não tenham quem vos passe a ferro).
  • Assim que os vossos filhos vão para a cama, preparem o dia seguinte e arrumem o que ficou fora do sítio e deitem-se!
  • O truque maior é deitarmo-nos sempre sem coisas pendentes, dormimos mais tranquilos e no dia seguinte começam do 0.
Estas regras são minhas. Fazem farte do meu dia a dia. Funcionam comigo perante a minha realidade mas espero que vos seja útil e que vos ajude a sentirem-se mais leves nos vossos dias.

Boa semana!!

Look | Trendy Bazzar



Sugestões para o dia do Pai

14.3.19
Gosto destes dias porque são motivo de festa, implica sempre um "miminho" extra, um passeio fora de rotina, um almoço ou um jantar diferente.

É assim que o gosto de celebrar e de viver.

Contudo não gosto da ideia que é só mais um dia para gastar dinheiro. Nestes dias especiais confesso que gosto de oferecer algo simbólico alusivo ao dia e não propriamente o último grito da moda.

São miminhos pensados com amor e junto da pessoa que é o mais importante.

Deixo-vos umas sugestões criativas e que qualquer Pai vai gostar. Um simples desenho pode encher o nosso coração :)

Estes dias são apenas motivo para mostrar o quanto somos importantes na vida uns dos outros.

1. Clube do menino. 2. Mime o seu bebé. 3. Chilli Baby. 4. Mime o seu bebé.  5. Guardanapos Renova (também podem personalizar com fotografias)



O desafio da Trissomia 21

13.3.19
Assim que veio a confirmação da Trissomia do T não perdi tempo a olhar para trás. O caminho era em frente e se eu queria que ele fosse visto como uma pessoa válida, com igualdade de oportunidades e que o aceitassem tal como ele é tinha de ir mais além.

Não podia deixar a natureza fazer o seu trabalho, tinha de agir, não hoje mas sim ontem.

Pesquisei muito sobre o que era a estimulação precoce, fui a médicos, especialistas e escolhi o que achei que ajudaria o T a potenciar o seu desenvolvimento.

Cada criança é uma criança e cada família é uma família. O que para nós resulta não quer dizer que resulte com outra família.

Por vezes é difícil escolher as terapias, é preciso testar, avançar e recuar vezes sem conta até nos sentirmos confiantes com a equipa que temos ao nosso lado.

Atualmente o T faz 6 terapias:

  • Terapia da Fala 
Tem como objetivo principal otimizar as capacidades de comunicação (verbal e não verbal) e ou/ de deglutição da pessoa ao longo da sua vida. 
  • Terapia Ocupacional
Vê a criança como um todo. Intervém para desenvolver competências, restaurar funções perdidas, prevenir disfunções e /ou compensar funções, através do uso de técnicas e procedimentos específicos e/ou da utilização de ajudas técnicas ou tecnologias de apoio.
  • Snoezelen
É uma sala equipada com materiais que permitem a estimulação sensorial. É um local composto por luzes, sons, cores, texturas e aromas.
  • Psicóloga Educacional
Tem como objetivo potenciar aprendizagens e a eliminação das barreiras que se interponham a estas. Intervém ao nível das várias do desenvolvimento: da aprendizagem, motivação, do comportamento e do desenvolvimento emocional
  • Método Gleen Doman 
É um método de estimulação intensivo que abrange as três áreas principais da criança: cognitivo, sensorial e motor.
  • Natação 
Ajuda no desenvolvimento motor, dando-lhe maior liberdade de movimento aliado sempre com a componente cognitiva.

A nossa alimentação

12.3.19
Confesso que pertencemos às "famílias básicas" no que respeita à alimentação.

No dia a dia não pode faltar sopa e como segundo prato vamos variando entre peixe ou carne.

Desde sempre que habituei o T e o FM a comerem sopa, o que é certo é que adoram! Gostam tanto que quando não há são os primeiros a questionar pela falta.

A sopa tem sempre como base a curgete e das raras vezes que ponho batata opto pela doce.

Na refeição principal só entram carnes brancas ou peixe do mar acompanhado com hidratos simples, tais como batata doce, couscous, arroz ou massa. Sendo que o eleito dos meus filhos é a massa. Por eles comiam sempre massa.

Não fosse a massinha de peixe o prato preferido deles.

Infelizmente não sou muito criativa na cozinha, não nasci com esse dom, daí na maioria das vezes recorrer a livros de culinária.

Ultimamente tenho feito muitas receitas do livro Papinhas da Xica e gosto muito pela praticidade de receitas que lá encontro.

Não sou adepta de modas na alimentação mas sinto que hoje não existe maior moda que esta, são as farinhas de aveia, de alfarroba, os biológicos, as massas de grão. Muitos ingredientes desconheço por completo e confesso que o celeiro para mim consegue ser um quebra cabeças porque nunca sei como usar aqueles pós ditos mágicos, farinhas e afins.

Talvez um dia vá fazer um workshop e me dedique a aprender mais sobre esta alimentação alternativa que está tanto em voga até lá vou continuar a primar por uma alimentação simples mas saudável.

Não duvido que façam bem mas a alimentação é daquelas coisas que temos de nos identificar e tem de vir de dentro e até à data considero-me feliz e de saúde com a comida  que se encontra nos supermercados e mercados.

Há coisas que adapto com frequência (mas nem sempre), por exemplo as natas normais pelas natas de soja, o leite de vaca por aveia ou amêndoa, as bolachas doces pelas bolachas de arroz.

Tanto compro papas (sem açucares adicionados) como as faço em casa. 

Evito ao máximo enlatados, à excepção do atum e alimentos processados.

De resto é uma alimentação super normal: legumes, fruta, saladas, peixe, carne branca, iogurtes, leite, queijos e pouco mais.

Em casa não existem sumos, bolachas e tudo o que acho que não é nutritivo e que contribui para as gordurinhas localizadas. Quando as queremos comemos fora de casa e assim vou evitando algumas vontades não saudáveis.

Contudo não sou fundamentalista, há dias onde entram em casa gomas, pizzas, carne vermelha e bolos. É tudo uma questão de bom senso.



Agarrar a vida de frente

11.3.19
Foi a semana mais dura da minha vida, a semana que jamais esquecerei e que estará sempre presente num cantinho do meu coração.

É duro passar pela perda de um pilar da nossa família mas ainda é mais duro ver pessoas que são como respiração para nós a quebrar pela sua fragilidade.

E por mais que sofras é preciso assumir comandos mesmo que as pernas te fraquejam no momento da verdade.

Ainda é tudo muito recente e a nossa vida aos poucos tem de voltar à normalidade.

Confesso que este fim-de-semana que passou gostava de ter hibernado como as tartarugas e ter ficado na minha concha isolada de todos e de tudo mas depois havia o T e o FM a precisar da mãe.

Eles ainda são muito pequeninos para dimensionar porque a mãe está triste. Com a força do B e com vontade de me agarrar à vida, olhei para eles e ganhei alento para viver o sol da melhor forma.

Não quis viver de coisas materiais mas sim de valor humano e foi nisso que me foquei.

Supermercado, petiscos rápidos, bicicletas, amigos e fomos ao jardim das Conchas saborear a liberdade ao ar livre.

Fizemos um piquenique, de toalha no chão, eles brincaram até não aguentarem mais e nós alimentamo-nos da vida que os nossos filhos nos transmitem.

Aproveitando o balanço de ontem, neste próximo Sábado vamos aproveitar o passeio da família Mimosa.

Um passeio que pode ser feito a correr ou caminhar, cheio de atividades e acima de tudo para vivermos em família da melhor forma.

Vai ser em Belém e a inscrição é gratuita, podem ver todas as informações aqui. 

Desejo-vos uma óptima semana :)


Look | Zara
Ténis | Pés de Cereja
Lenço cabeça | Head-Ji

A estrela mais brilhante

7.3.19
Tenho 35 anos e até hoje que me lembre nunca tinha vivido a morte tão de perto.

O meu avô, a minha estrela mais brilhante morreu durante esta noite.

Está a ser um início de ano muito atribulado, com várias idas ao hospital, muitas vezes a senti-lo a melhorar outras a ir-se aos poucos.

Eu a tentar segurar as peças que se teimavam em soltar nesta família com o meu positivismo que tanta vez chega a ser ridículo.

Arrisco em dizer que é das piores coisas para um ser humano assistir ao fim de um ente querido. Não é só a pessoa que morre, parte de nós também vai aos poucos.

É duro, muito duro...

Acreditei até ao fim mas de nada valeu. 

O meu avô, umas das pessoas mais importantes para mim. 

Dei-lhe a mão sempre, só para que sentisse o meu calor, e que de alguma forma acalmasse as suas dores.

Ficam as memórias. Foi com ele que aprendi que tratar as pessoas por você era feio e que não se dizia pá, porque não havia pá sem vassoura.

Hoje é um dia triste para nós e temo o dia em que os meus filhos me perguntem pelo avô Quim.

Nós cá ficaremos, a aguentar-nos, a tomar conta do nosso maior diamante a nossa avó.

Com a certeza que o céu hoje ficou mais rico.

Até sempre avô Quim.








8 dicas para ajudar os nossos filhos a lidarem com as emoções

6.3.19

Inteligência Emocional: Ouvir as Emoções

Numa sociedade que privilegia o conhecimento cognitivo, numa vida preenchida de compromissos, em ruído constante, há pouco tempo e espaço para olhar para as emoções. Saber identificar as emoções, os seus sinais e definir estratégias adaptativas e saudáveis para vivenciá-las, parece não ter sido uma prioridade do ser humano nos últimos tempos. E, como todos observamos, isso tem trazido as suas consequências. Basta olharmos à nossa volta e prestarmos atenção ao que se está a passar no mundo, investigarmos sobre os dados de consumo de drogas e medicamentos psicotrópicos, taxas de suicídio e de violência conjugal, observarmos o comportamento das pessoas enquanto estão no trânsito, nas filas do supermercado, onde a intolerância grita cada vez mais alto. E porque as crianças, são o reflexo daquilo que veem, podemos observar o que se está a passar com as nossas crianças e jovens, recorrendo cada vez mais a especialistas com sintomas de ansiedade, de depressão, a indisciplina nas escolas, as queixas de bullying e cyberbullying, demonstrando uma enorme dificuldade de criar empatia com os outros cada vez mais cedo.

As boas notícias são que no seu desenvolvimento, o ser humano possui as ferramentas necessárias para quebrar este padrão, caso seja estimulado nesse sentido.

Mostrar o que se se sente é para os fracos(?!)

Historicamente, o conhecimento das emoções foi sempre algo desvalorizado, pois as emoções eram vistas como algo a esconder, a reprimir, eram encaradas como um sinal de fraqueza. Pode dizer-se que têm havido bastantes evoluções no que diz respeito à alfabetização literal (através da escolarização), da alfabetização funcional (capacidade de utilizar os conhecimentos adquiridos, no sentido de se utilizarem as tecnologias e os processos que as sociedade modernas exigem), mas não tanto no que diz respeito à alfabetização emocional (capacidade de compreender e gerir as emoções). Já Charles Darwin, na sua obra, falou do papel das emoções para a sobrevivência e têm sido vários os autores a valorizar o papel das emoções. Foi Daniel Goleman, na década de 90 que nos fez refletir sobre a importância da inteligência emocional (aspetos como a motivação, auto controlo, gestão de emoções e empatia) para uma vida mais equilibrada e bem sucedida. Goleman, referiu que a inteligência cognitiva contribui em média entre 10 a 20% para o sucesso, sendo os restantes 80/90% atribuídos à inteligência emocional, dando alguns exemplos de líderes cujo QI era bastante elevado, contudo o seu QE estava pouco desenvolvido, verificando-se um impacto negativo na sua vida pessoal e profissional. Começou a questionar-se se ter boas notas ou conseguir resolver uma equação de um grau de dificuldade elevadíssimo, era realmente fator de sucesso e consequentemente, de felicidade e de bem estar?!

Embora a evolução da validação da importância das emoções, esteja a ser um processo lento, começa a haver um chamamento neste sentido, havendo cada vez mais pessoas a recorrer à psicoterapia, terapias alternativas, mindfulness, atividades de autoconhecimento, etc., procurando ajuda para fazer uma viagem dentro de si, dando-se a si mesmos a oportunidade de descobrir caminhos que estão fechados à muito tempo. As alterações dos referenciais do sistema educativo português também caminham neste sentido, prova é o perfil do aluno do seculo XXI, cujas competências lá mencionadas vão nesta direção.

O exprimir aos outros o que estamos a sentir, não é uma questão lamecha, como muitas pessoas ainda considera, mas uma questão de comunicação básica que nos permite interagir de forma adequada e saudável com os outros, evoluir e sobreviver emocional e fisicamente.

O que são emoções e qual o seu papel?

A palavra “emoção”, proveniente da palavra latina “emovere”, significa impulso que convida a atuar. Conforme a emoção que sente, o indivíduo, tenderá a agir de um determinado modo, numa dada altura (Moreira, 2001). A forma como recebemos a informação do meio, desencadeia uma emoção e uma interpretação dessa experiência. Por exemplo, quando recebemos um abraço da mãe, a emoção que sentimos poderá ser a de amor e calma, o que faz com que avaliemos essa situação como algo agradável para nós. A tomada dessa consciência, poderá fazer-nos ter vontade de repetir essa experiência com a mãe e com outras pessoas de quem gostamos. Por outro lado, o medo, poderá ajudar-nos a perceber que nem todas as pessoas são de confiança e que não devemos abraçar todas as pessoas. A mesma situação pode ser vivida de forma diferente por cada pessoa/criança.

Normalmente dividem-se as emoções em emoções positivas e negativas, atribuindo-se uma avaliação depreciativa às emoções como o medo, a raiva, a vergonha, a frustração, a tristeza, etc. Todavia, é importante explicar às crianças que todas as emoções são importantes e devem ser expressadas (de forma adequada), podendo umas ser agradáveis e outras desagradáveis. Quando colocamos as emoções numa escala de “boas” e “más”, as crianças irão tentar corresponder apenas às boas, tendo dificuldade em assumir as emoções “más”. Por outro lado, também se irão sentir “crianças boas” quando expressam emoções agradáveis e “crianças más” quando expressam emoções desagradáveis. Isto leva a que muitas vezes as crianças construam imagens erradas acerca de si próprias e que reprimam as emoções desagradáveis para não desiludir os pais ou figuras de referência, guardando tudo isso no seu inconsciente que depois se manifesta das mais diversas formas: descontrolo dos esfíncteres, desobediência, birras, desconcentração, desmotivação, ansiedade, depressão, entre outras.

 

As emoções poderão ter várias funções, destacando-se, entre outras:

😊 Sobrevivência – O bebé chora para que as suas necessidades básicas sejam satisfeitas, para que possa sobreviver. Cada emoção tem a sua função de sobrevivência: o medo ajuda a proteger-nos de situações perigosas, a raiva a identificar os nossos limites e a expressá-los aos outros, a alegria promove sensações de bem estar e de sentido à vida, a tristeza faz-nos desacelerar, e ajuda no recolhimento e introspeção, sendo muitas vezes o motor para mudar algo que precisa de ser mudado. As emoções funcionam como motor das nossas ações, e consequentemente na nossa motivação, sendo esta indispensável à sobrevivência.

😊 Personalidade – A forma como construímos o padrão de regulação das emoções, contribui para a formação da personalidade. Se a criança aprende a reprimir a emoção Amor, isso irá influenciar a sua personalidade na medida em que é mais ou menos carinhosa, mais ou menos disponível para o afeto.

😊 Ligação e confiança com os outros -Desde bebés, quando as nossas mensagens resultam numa resposta, a nossa ligação aos outos desenvolve-se. É no reconhecimento das suas emoções e dos outros, que a criança compreende o seu mundo interno e o do outro, é onde existe espaço para a empatia (colocar-se no lugar do outro) e para a construção de relacionamentos com base na confiança e na verdade. É através da segurança que a criança estabelece com o outro e com o mundo, que se irá desenvolver a sua autoconfiança.

Quando é que se desenvolvem as emoções?

Logo após o nascimento, os bebés revelam sinais de perturbação, interesse e repugnância. Nos meses seguintes, estas emoções primárias diferenciam-se em alegria, raiva, surpresa, tristeza, vergonha e medo. A emergência destas emoções parece ser guiada pelo “relógio” biológico da maturação do cérebro (Papalia, Olds, Feldman, 2001). O calendário emocional pode ser alterado por experiências ambientais extremas: crianças maltratadas demonstram medo vários meses antes de os outros bebés (Gaensbauer & Hiant, 1984). Emoções tais como a empatia, ciúme, embaraço, culpa e orgulho, emergem a partir do 2º/3º ano de vida, após o desenvolvimento da autoconsciência. Nesta faixa etária, com a tomada de consciência que “eu” sou uma pessoa, permite que as crianças reconheçam a existência do outro, as suas necessidades e sentimentos, ainda que não sejam ainda capazes de colocar as necessidades do outro em igualdade com as suas.

Um bebé quando nasce, sem conseguir falar, consegue exprimir a sua emoção, e quem é pai/mãe reconhece que, embora incomodativo, o choro é importante na identificação das necessidades dos bebés. O choro pode estar associado à fome, raiva ou frustração e normalmente, os pais, conseguem distinguir o tipo de choro. Com o desenvolvimento, as necessidades e as emoções começam a complexificar-se, contudo até completar cerca de 1/2 anos a criança, ainda não fala. Muitas são as vezes em que os pais desejam que as crianças comecem a falar para poderem dizer o que estão a sentir.

As crianças tendem a ter uma expressão das emoções muito maior do que os adultos, ainda que possa ser pouco adequada aos contextos em que está. Esta adequação desenvolve-se com a capacidade de autorregulação e autocontrolo da criança, que surge por volta dos 3 anos, e necessita de ser ensinada pelas figuras de referência da criança. O feedback que a criança recebe do exterior relativamente à forma como os pais lidam com as suas próprias emoções e a aprendizagem que faz sobre o que está a sentir são o primeiro passo para a regulação emocional.


Os meus Palhaços

1.3.19
E que comecem os festejos de Carnaval com toda a alegria que isso implica.

Confesso que não sou fã do Carnaval, não sou de me mascarar nem de ir a festas temáticas mas desde que fui mãe comecei a ver o Carnaval com outros olhos.

É a altura do ano em que os nossos filhos podem vestir-se das personagens que gostam, podem sonhar e divertir-se com serpentinas e balões de água.

Este ano vestiram-se de palhaços, e que dupla formaram.

A escolha da máscara é sempre difícil mas este ano achei que o fato de palhaços assentava-lhes como uma luva pois os palhaços são muito alegres tal como eles são.

Os fatos uma vez mais são da Partyval. Desde que conheci esta loja que nunca mais a deixei de eleger para a escolha dos fatos de Carnaval. Tem tudo, com os adequados números de crianças e com boa qualidade.

Assim que se vestiram encarnaram a personagem de tal forma que se transformaram nuns autênticos palhaços. Estavam mesmo felizes com os seus fatos.

Registei este momento hilariante no estúdio da Centrimagem e as fotografias falam por si, estavam mesmo felizes.

Até dia 5 de Março a sessão de Carnaval tem o valor de 9€. É um valor simbólico e ficam com uma recordação divertida dos vossos filhos.

Bom Carnaval :)







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Obrigada

28.2.19
Hoje podia ter escrito muita coisa mas a única coisa que me ocorre é um simples Obrigada!

Obrigada pelo vosso carinho
Obrigada pelo vosso Amor com a nossa família
Obrigada por nos tratarem como família
Obrigada por abraçarem este meu sonho
Obrigada por lutarem comigo pela igualdade
Obrigada por me ajudarem a mostrar o lado real da Trissomia 21
Obrigada por acreditarem no T
E por fim muito OBRIGADA por estarem desse lado connosco de mãos dadas.

Hoje foi um dia em que o meu telefone descarregou vezes sem conta com a quantidade de mensagens que recebi.

Vocês são simplesmente incríveis!!

Já tive oportunidade de ver a nossa entrevista e para mim a entrada do T naquele estúdio mostrou da forma mais real a sua verdadeira essência. Ele é aquilo que viram, não é mais nem menos, é o que ali está.

Fez a entrada mais triunfal que alguma vez vim num programa de televisão, não digo isto por ser meu filho mas por ser tão mágico.

Digo várias vezes que o T nasceu para brilhar, quem sabe se um dia a Televisão não será a sua casa...

Seja onde for eu terei na primeira fila a aplaudi-lo de pé.

Obrigada por tudo!

Um grande beijinho nosso

Andreia e Tomás

Para quem ainda não teve oportunidade de ver, podem ver aqui.



No programa da Júlia

27.2.19
Tivemos o convite de ir ao programa da Júlia falar uma vez mais do que é enfrentar um filho com Trissomia 21 e o quanto é maravilhoso e mágico este cromossoma do amor.

Um pouco mais emocionada por todas estas hormonas saltitantes da gravidez mas com o mesmo orgulho a falar deste meu filho.

O T uma vez mais adorou e começo a achar que ele nasceu mesmo para brilhar pois ele sente-se mesmo feliz atrás das câmaras.

Agradeço uma vez mais o convite e a Júlia além de uma mulher com M grande é uma simpatia.
Obrigada por nos receberem tão bem :)








Look
Mum | Mahrla

T
Túnica | Alecrim
Calções | Match Babies&Kids
Carneiras & Meias | Pés de Cereja 

Discriminação

26.2.19
A discriminação é das perguntas que mais me fazem.

Nunca o senti, não que não tenha havido (penso eu) mas porque eu não estou à procura de olhares discriminatórios e acredito que isso é muito importante para nos sentirmos bem e confiantes.

Desde o primeiro dia que tive a confirmação da trissomia 21 do T não hesitei por um minuto em dizer a todos os meus amigos e familiares a realidade, e com algum choro à mistura, mostrei que o Tomás seria sempre o Tomás. Ao mesmo tempo falei com familiares a sorrir e isso fez de mim "louca" mas o espanto de as pessoas ao verem a minha reação acabava por mostrar que não havia grandes motivos para lamentações.

Não havia margens para olhares diferentes, essa era a minha preocupação.

E se eu queria que o T fosse aceite por todos, tinha de ser eu a primeira a aceitá-lo tal como ele era e e assim foi sem qualquer preparação prévia mas com uma enorme vontade de mudar mentalidades. Abracei-o ainda na sala de partos e jurei-lhe isso.

Nunca mais me esqueci desse juramento e desde então que andamos de mãos dadas. Sinto um orgulho gigante nele, e um respeito sem medida naqueles olhos achinesados e acho que o meu filho é só a melhor coisa que me aconteceu em 35 anos.

É este meu orgulho e e felicidade que carrego no rosto que não dá margem para a discriminação.

Confesso que nunca o senti, ando com ele da mesma forma que ando com o FM, com o mesmo brilho no olhar, sem receios do que as outras pessoas possam pensar. E o segredo é este mesmo. As pessoas até podem falar, até podem olhar, até podem sentir pena mas vão perceber ao mesmo tempo que somos felizes.

Sei que o caminho ainda está no inicio, tenho noção que existe discriminação, acredito que algum dia a vá sentir mas não estou focada nisso. A discriminação é só um sinal de ignorância de quem o faz.

Quando digo que o meu filho tem Trissomia 21, digo-o com um sorriso nos lábios e isso acaba por desarmar qualquer pena ou preconceito que possa haver.

Afinal de contas apenas sou uma mãe feliz tal como todas as outras.








O papel da professora na vida do nosso filho

25.2.19
Pelo Instagram perguntei o que gostavam que escrevesse no Blog e de várias respostas o primeiro tema que abordo é o perfil do professor no trabalho com alunos com trissomia 21.

Este é um tema sensível mas que de facto é preciso ser falado, para mim não existe nenhum perfil estudado. Há profissões que têm de ser mais que um "trabalho" e esta é uma delas.

"Ser professor como a enciclopédia diz é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações académicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.
É uma das profissões mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela"
Mas há coisas que vão muito além de uma cadeira na faculdade ou de um livro, ou se nasce ou não se nasce. E aqui é o maior segredo de um professor.

Um professor que tenha uma criança com trissomia 21 ou com outra necessidade especial é preciso acima de tudo que tenha sensibilidade e um bom coração.

Se o tiver, metade do percurso está feito, o outro são metodologias de ensino aplicáveis.

Do que vale termos um professor muito bom tecnicamente e depois não ter sensibilidade para ouvir os nossos filhos?

Os nossos filhos passam muito tempo com a professora, mais que connosco e é na professora que encontram um pouco de serenidade para a falta que lhes podemos fazer. Precisam de se sentir seguros pois grande da sua auto-estima é construída na escola.

Um professor pode deixar marcas incalculáveis numa criança pelos bons ou maus motivos e para isso também é preciso que nós pais estejamos atentos e que acompanhemos de perto.

Uma professora é importante que seja atenciosa, que queira de coração ter uma criança com necessidades especiais na sua sala, que tenha paciência e força de vontade para o ajudar nas suas maiores dificuldades.

A professora do T, pouco ou nada sabia de trissomia 21, o que é super normal, mas deu-lhe oportunidade para que ele mostrasse que era mais que um simples cromossoma. Foi ele muitas vezes que lhe mostrou o caminho. Contudo teve sempre o apoio da escola, o meu e de todas as terapeutas que o acompanham para a ajudar. E este é o segredo para uma boa harmonia escolar. Aos poucos foi percebendo como trabalhar com o T, empenhou-se, perguntou nas nossas reuniões o que fazer em diversas ocasiões e pediu ajuda quando foi preciso.

Existem matérias (mais técnicas) que precisam de ser trabalhadas de forma diferente e aqui é preciso ter um coração aberto para novas abordagens. Tudo o resto é emocional, é ouvir com o coração e olhar sem preconceito.

É preciso ser-se altruísta, empenhado, ter uma boa metodologia de ensino e acima de tudo trabalhar com o coração.

Nunca esquecendo que o professor tem um papel fundamental na vida dos nossos filhos.















Quarto de brincar

21.2.19
Neste primeiro ano da baby vou manter o quarto do T e do FM intacto, poucas são as alterações que vou fazer.

Vai ser mais em termos de arrumação de roupas. A cómoda que tenho no quarto vai ser exclusivamente para a baby e o roupeiro grande para os boys cá da casa.

O primeiro ano da Baby faço intenção que durma no nosso quarto e só depois passará para o quarto dos irmãos. Aí sim vou construir um quarto de raiz, misto, mas que transmita a mesma paz que este me transmite quando entro.

O quarto que pretendo mudar é o dos brinquedos. Estou cansada de tanta cor, de brinquedos soltos e de alguma falta de harmonia que sinto ali.

Quero que os meus filhos tenham um espaço onde se sintam bem, confortáveis e que possam ter liberdade de movimentos para toda a criatividade. Já o quarto de dormir será mesmo isso de dormir, onde partilharão histórias até adormecerem.

Sou de ideias fixas, e esta já ninguém me tira, vou começar por uma recolha de inspirações através do pinterest e daí vou começar a procurar peças que me transmitam o que procuro: harmonia e tranquilidade.

Vou tentar vender tudo o que tenho para que possa começar um quarto em branco para os fazer sonhar.

Não tenho ainda nenhuma ideia concreta na minha cabeça apenas que tem de ser algo clean e que lhes dê espaço para a criatividade.

Em breve serão três e tenho a certeza que ali vai ser o mundo deles e onde vão partilhar muitas das brincadeiras típicas de irmãos.

A seu tempo aquela quarto vai ser para a menina da casa mas até lá vai ser o refúgio da brincadeira.

Se por aí houverem ideias digam-me pois nesta fase ainda só estou à procura de ideias giras.

Deixo-vos algumas ideias minhas.







Roupa vs Gravidez

19.2.19

Não é fácil ver o nosso corpo mudar e consequentemente as roupas deixarem de servir mas em jeito bipolar não haverá no mundo algo maior que ter os nossos filhos colados a nós 24horas por dia nem que para isso nos custe uns valentes quilos a mais.

É uma fase momentânea por isso não invisto muito em roupa, adapto o que tenho e compro apenas algumas peças de roupa que me favoreçam mais nesta fase mas a pensar já no futuro.

Este Jumpsuit é a prova disso. É adaptável, tanto o posso usar grávida como não. E na amamentação.

De todas as gravidezes é a que me sinto mais feia e realmente as meninas tiram muito a nossa beleza mas penso que este Jumpsuit favorece qualquer pessoa.

É da Happy Company.








S.O.S Constipações

18.2.19

“O que podemos fazer para as evitar Sra.Enfermeira ?! – Dizem me os pais em desespero”

Em verdade…as “simples” constipações são processos naturais do organismo a responder aos vírus respiratórios do ambiente…há que aceitar com alguma calma, saber prevenir maior complicações e responder posteriormente aos sinais apresentados. É preciso esperança :) o sistema imunitário ficará mais resistente. Aqui deixo algumas dicas importantes:

  • Manter o nariz o mais limpo possível através de lavagem nasal com soro fisiológico ou spray nasal hipertónico (excelente quando já existem secreções nasais pois favorece a sua eliminação e é super prático de colocar). O da Mustela é óptimo.
  • Aplicar soro várias vezes ao dia (4/5 vezes dia) antes da refeição e muito importante antes de dormir para a noite ser mais tranquila.
  •  Utilizar o aspirador nasal para remover as secreções. (não abusar deste uso…poderá usar de manhã e à noite) 
  • Manter uma boa hidratação da criança oferecendo água ou chá (importante incutir este hábito) várias vezes ao dia. (na criança a fazer leite materno exclusivo não será, à partida, necessário). Uma boa hidratação irá contribuir para secreções mais fluídas e mais fáceis de eliminar. 
  • Nas crianças a partir dos 3 anos incutir hábitos de prevenção de infeção: espirrar e tossir para o cotovelo, assoar para o papel e deitá-lo no lixo, correta lavagem de mãos com soluções de sabão em preferência ao sabonete. (Pais!!! Peçam nas escolas para terem apoio de uma enfermeira a ensinar estes hábitos às crianças, sério que faz diferença e sim eles aprendem!) 
  • Realizar desinfeção periódica dos brinquedos e superfícies, ou objetos como os comandos de TV. 
  •  Evitar locais fechados e com grande aglomerado de pessoas (ar livre é sempre preferível!); 
  • Ventilar os espaços sempre que possível! 
  • Dormir bem! De acordo com a Associação Americana do Sono uma criança que durma as horas suficientes (11H até aos 8anos) irá ter um sistema imunitário mais forte e portanto mais resistente às constipações. 
  • Alimentação saudável e rica em VITAMINA C! Quando a criança já iniciou a sua alimentação diversificada deverá ser reforçada a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como: laranjas, papaia, ananás, kiwis, vegetais como os brócolos e as couve
  • Sempre que possível, quando a criança estiver com febre e com manifestação evidente de sintomas de constipação não os leve para a escola, tentando assim minimizar o contágio do grupo, para além de que a criança não tem o mesmo desempenho. 

Já sabem…Não estão sozinhos, se necessitarem de apoio contem com a ajuda personalizada. 




Enfermeira Especialista em Saúdeo Infantil e Pediátrica
Ângela Baptista
b_a_badobebe@hotmail.com

35 Anos

16.2.19
Pessoalmente não gosto de fazer anos. São raras as vezes que faço alguma festa para festejar o meu Aniversário porque não é coisa que gosto. Prefiro preparar as festas dos meus filhos e a do meu marido que a minha.

Mas no meu dia gosto de acordar e não ter nada para fazer, gosto de o celebrar com a minha família sem horários. E apenas respirar a vida!

Aos 20 achava que ter 35 já se era velho, hoje com 35 continuo com a mesma energia que aos 20, com mais cabelos brancos, mais rugas de expressão mas com um sorriso muito mais feliz e completo.

Posso dizer que aos 35 alcancei o mais importante, um casamento sólido, com muito amor, dois filhos únicos e que todos os dias dão me alento para continuar a fazer mais e melhor e com outro a caminho para se juntar a esta dupla.

Um grande amor + 2 filhos + 1 filha = 35. A minha fórmula perfeita para hoje ter acordado feliz, sem grandes planos, apenas o de celebrar com a minha família que me enche o coração todos os dias.

Os 35 anos chegaram tal como eu esperava, não ficou nada por fazer mas ainda há muito sonho por alcançar.

Hoje o dia é meu e sou grata por estes 35 anos absolutamente fantásticos!!




Balões | Party&Bite
Vestido Camiseiro | Happy Company






O meu Valentim

14.2.19
Há 17 anos que celebro o Dia dos Namorados com o meu Valentim.

É uma simples data no calendário mas que não gosto que seja passada em branco, é uma lembrança para o Amor. Uma paragem obrigatória para pensarmos um pouco mais na nossa cara metade.

Não que haja falta de amor mas pela azáfama de tarefas que nos leva a chegar ao fim do dia esgotadas e sem vontade já para aquela conversa olhos nos olhos.

E estes dias servem exactamente para isso, para um bom jantar, seja ele fora ou em casa, a dois, sem distrações, apenas nós.

Feliz pelo homem que me calhou na rifa. Feliz pelo seu companheirismo, amizade e amor condicional que tem por mim.

Feliz por estar sempre lado a lado mesmo nas minhas loucuras, por me dar força para avançar quando duvido das minhas próprias capacidades.

Feliz por ser o pai dos meus filhos e por ser o homem do leme.

Simplesmente feliz por o ter na minha vida.

De mãos dadas nos bons e maus momentos, na loucura e na lucidez até sermos velhinhos.

Happy Valentine's Day!!



Não existem filhos insubstituíveis!!

13.2.19
Muitas vezes ocorre a pergunta porque tive mais filhos ou se o FM veio com 20 meses de diferença por causa da Trissomia 21 do T.

Não julgo, são perguntas legítimas, talvez senão tivesse um filho com necessidades especiais também eu própria as fazia, não há mal. É apenas falta de informação.

Existem casos e casos e eu vou falar do meu.

Não, eu não tive filhos pela trissomia do T. A ideia de ter três filhos manteve-se sempre.

Sou de opinião que os meus filhos são pessoas individuais com uma ligação intangível entre eles.

Educo-os de igual forma, não existe o "especial" na nossa família. Existe sim o nome próprio de cada um.

Não quero jamais que os meus filhos sintam qualquer peso por terem um irmão com Trissomia. Se alguém tem de sentir sou eu e o B e não o sentimos.

Somos uma família, e ambiciono que seja unida e que todos sejamos responsáveis por todos, sem obrigações.

Quero que os meus filhos tenham os seus amigos próprios, que saem juntos mas também em separado. Quero acima de tudo que quando estejam fora de casa que se sintam confiantes em si próprios.

Mas confesso que tenho especial atenção com o FM e terei certamente com a minha filha pois sinto algum medo que eles possam sentir algum peso e alguma responsabilidade por ter um irmão com alguns cuidados diferentes do comum.

Mas ao contrário do que se possa pensar sou muito mais protetora do FM do que do T pois sei que o T brilha sozinho, tem muitas pessoas ao seu redor, já o FM é simplesmente uma criança por isso dou-lhe tudo de mim.

O futuro não me assusta minimamente, sei que são eles que estão a construir a sua relação, não sou eu que estou a impor nada e a cumplicidade que têm é deles e não minha ou do pai.

Acredito acima de tudo que vão crescer juntos, que vão desafiar-se mutuamente e que ambos vão perceber as suas fragilidades e apoiarem-se nos bons e maus momentos.

As relação constroem-se e esta está a ser muito bem cimentada. Contudo quero que cada um deles perceba que a mãe e o pai estão cá para desempenhar o seu papel, para mimar, cuidar, repreender, educar e apoiar nas fragilidades de vida. Eles apenas terão as suas vidas independentes mas unidos pelo amor de irmãos.

Por isso respondo sempre que não! Os meus filhos vieram ao mundo por amor e não por obrigatoriedades. Não seria justo se fosse de outra forma! Claro que ter um irmão ajuda, claro que é um suporte e claro que é o seu melhor terapeuta mas isso não deve servir como escolha para ter outro filho.

Os filhos só por si não preenchem vazios que possamos sentir e nenhuma criança merece nascer com este peso nos ombros.

Alimento-me todos os dias de uma cumplicidade genuína e forte e não quero que esta ingenuidade dê lugar a obrigatoriedades.

São os dois (e em breve) três meus filhos, todos eles diferentes, com as suas necessidades e personalidades distintas mas com a certeza que serão sempre meus e do mundo nada mais.

Calções | Sonhos de bebe
Camisa | Maria Saloia 
Sapatos | Pés de Cereja







(IN) Conciência de ter filhos

12.2.19
A decisão de ter um filho é sempre uma decisão séria para a família. Mas a pergunta mais importante a fazer é se temos estrutura emocional para um filho ou para aumentar a família.

Depois de respondermos a esta questão é seguir o nosso coração.

O primeiro filho é uma decisão a dois, mas o segundo e os restantes já não é só uma decisão do casal mas sim da casa.

Ter um filho é uma grande mudança a nível pessoal e de casal, dois já requer uma logística ainda maior, já não é só preciso um, são os dois precisos com a mesma responsabilidade e disponibilidade.

Quando decidimos ir ao terceiro, embora a vontade de tentar a menina fosse mais que muita, tinha a certeza que a nossa família precisava mais de um membro fosse ele menino ou menina. Ver os meus filhos crescer, aprenderem e vivenciarem o mundo juntos é o meu Euromilhões todos os dias.

Uma coisa está certa na nossa família, as oportunidades monetárias para os nossos filhos nunca foram equação para termos filhos.

Porque se assim fosse acho que nunca teríamos tido mais que um.

Foi uma decisão honesta e responsável a dois, que tomámos desde o primeiro dia. Os colégios privados jamais definiriam o número de filhos que iríamos ter.

Não pensamos no valor real que custa um filho, porque na realidade isto é tudo muito incerto e nem tudo é linear como os livros.

Exemplo disso é o T que nos mostrou isso mesmo quando nasceu. É tudo muito incerto nesta vida. Vive-se o dia a dia e o futuro constrói-se baseado apenas no nosso presente.

Sem grandes pretensões de ter isto ou aquilo mas com o maior sonho de reunir a família no Natal e esta ser farta de filhos, de gargalhadas e de histórias de infância mesmo que para isso na nossa garagem não existam mercedes e viagens sem fim para contar.

É esta a nossa família da forma mais crua que há!

Para muitos somos apenas uns "malucos, inconscientes" (no bom sentido) que não fazem contas à vida, para outros somos inspiração. Mas a realidade é essa mesma não pensamos na entrada da faculdade dos nossos filhos nem tão pouco no dia que teremos que ter dinheiro para casar os nossos filhos, pensamos apenas no que temos hoje e isso já é o suficiente para avançarmos sem medos.

Com a consciência que nunca haverá dinheiro suficiente que pague o que é ter filhos cúmplices uns dos outros e felizes por verem todos os dias a barriga da mãe crescer.

A minha barriga já é tão grande que eles já me olham de forma diferente, já perceberam que existe mesmo algo ali, que existe uma mana para brincarem e para protegerem. E os beijos que recebo diariamente na barriga deles faz-me ter a certeza que tomamos a decisão certa.

Esta gravidez está a passar muito rápido, tenho aproveitado esta barriga ao máximo porque acredito que nunca mais voltarei a estar grávida mas eu já só penso no dia que eles pegarem na mana ao colo.







Avaliação do T na escola

6.2.19
A escola nunca me atormentou.

Escolhi-a como qualquer mãe, sem questões pelas necessidades especiais do T. Uma coisa tinha como certa o T tem nome próprio e não seria a sua trissomia que o iria definir, se assim fosse aquela escola não o merecia.

O que é certo é que a escolha da escola foi mais fácil do que previ, senti a escola com o coração e avancei sem medos.

Este é o seu segundo ano na escola e o T já conquistou toda a escola. É uma escola que nos recebeu sempre bem, sem constrangimentos, que tudo fazem para o seu desenvolvimento e onde nunca ouvi um "não".

Para o ano entra para os 5 anos e aqui começam as dúvidas com a mudança de escola ou não. Sou a favor do público mas sentir que eles estão mais desprotegidos assusta-me por isso será sempre uma decisão difícil, em que terei de ponderar, ao mesmo tempo o FM vai para a mesma escola e gostava de os ver juntos...

Vou concorrer ao público e depois logo vejo o que faço. Sempre fui pessoa de me mandar de cabeça e depois resolver em pressão as coisas. Vamos ver o que o futuro nos reserva...

Entretanto embora o T ainda esteja na fase de brincadeira na escola já é avaliado e quando recebo a sua avaliação sinto-me sempre nervosa ao ler cada linha porque nunca sei o que vou encontrar.

O que é certo é que o T surpreende todos os dias e conseguiu ter uma avaliação de excelência. Importa-me acima de tudo nesta fase a sua formação pessoal e social porque isso é o que define enquanto pessoa.

Ler "...O Tomás é uma criança meiga e muito social. Conhece todas as regras dentro e fora da sala. Desenvolve várias brincadeiras estruturadas conseguindo interagir com os seus pares sem entrar em conflito.
No refeitório evidencia uma boa boa postura..."
Enche-me o meu coração!!

Fico feliz pelo seu comportamento e por saber que a nível académico está a evoluir como é esperado, sem grandes dificuldades. E no Inglês conseguiu mesmo atingir a nota máxima.

Mas muito se deve à confiança que a professora depositou nele. É ela a pessoa responsável pela sua auto-estima na escola.

Ele é feliz! E saber que adora a escola enche-me o coração.

Parabéns T!