O brilho no olhar quando conheceram a irmã

16.7.19
Finalmente consegui vir aqui, estes dias têm sido focados na baby MC e pouco ou nada tem sobrado para escrever-vos como já é habitual.

Ter um bebé recém nascido é maravilho mas o primeiro mês além de ser vivido numa bolha gigante de amor, é uma logística sem igual e que nos obriga a dar prioridade ao que é verdadeiramente importante.

Aos poucos e poucos a vida volta a reorganizar-se e tudo volta ao normal.

Tenho tanto para vos contar, que nem sei por onde começar!! Mas vou com calma contar-vos tudo pela sua ordem.

Se tivesse que eleger o dia mais feliz da minha vida não conseguia, isto porque não tenho só um dia em que me senti verdadeiramente e genuinamente feliz. Felizmente tenho vários e todos eles passam pela minha família, o dia em que me casei, o dia em que descobri que estava grávida pela primeira vez, o dia em que o T nasceu, o nascimento do FM, o maravilhoso parto da MC e quando os meus filhos conheceram a irmã.

E é este dia que há tanto tempo vos queria escrever.

O dia em que apresentamos um irmão a outro irmão é um dia memorável e muito íntimo pois é em quatro paredes que se dá um amor sem igual. Sou convicta quando digo que a maior herança que podemos dar aos nossos filhos é irmãos pois é um amor feito de preto no branco e de uma intensidade que não se assemelha a outro amor.


Foi isso que senti quando a porta do meu quarto se abriu, senti nervosismo nos meus filhos, senti que embora não soubessem bem o que os esperava confiaram no pai que os foi buscar, senti a sua excitação e acima de tudo senti o quanto aceitaram sem medos a sua nova irmã.

Look | Oh Cutxi Kids 





Confesso que estava nervosa, é sempre uma incógnita, sabemos o que queremos mas não sabemos o que esperar.

Embora o amor cresça com uma barriga, nunca sabemos como vão ser as reações.

Antes de me terem rebentado as águas, sem saber que estava a horas que isso acontecesse, fui buscar o T à escola e deixa-lo com a minha avó, onde estava o FM.

Quando os deixei, o FM queria ter ido comigo e sem saber porquê disse-lhe que a mãe tinha de ir ao médico, mal eu sonhava que iria mesmo passado duas horas.

Foi dessa forma que me despedi deles e lembro-me que quando estava a caminho do hospital, ter dito ao B que queria muito voltar e despedir-me deles mas depois achamos por bem não ir porque podiam ficar destabilizados.

O que é certo é que a mãe não voltou do hospital e no dia seguinte foram eles ter comigo.

Vivi meses ansiosa com este momento, com certezas, muitas dúvidas e medos. Nunca sabemos como serão as reações, de como se vão sentir, de como a nossa família vai ficar.

Até já

4.7.19
Tenho estado um pouco ausente por aqui porque além de estar a viver numa bolha de amor ainda estou a organizar toda a logística que requer duas crianças reguilas e um recém nascido.

Em breve conto voltar com muitos textos sobre o que é viver tudo isto pela terceira vez.

Até já

Centrimagem 

Maria Constança

2.7.19
Vou começar pelos inícios dos inícios...

Não queria um parto por cesariana, não que tenha alguma coisa contra mas porque já tinha tido a experiência de um parto natural e sei o quanto nos marca por isso tinha muito presente que tudo faria para que fosse um parto natural.

O que é certo é que as semanas foram passando e mesmo com a agitação do meu dia a dia a MC não queria vir ao mundo.

Como o parto do FM tinha sido por cesariana, este não podia ser induzido e como tal o meu médico sem pressões deixou que o tempo se encarregasse da mãe natureza.

Contudo na minha última consulta tinha a certeza que seria marcada a cesariana, não dava para esperar muito mais e embora quisesse muito um parto natural, tinha de pensar no bem estar da MC.

A consulta das 41 semanas era quarta-feira e nessa mesma semana antes da consulta, dei início a tudo o que estava ao meu alcance para que entrasse em trabalho de parto de forma espontânea.

Foram muitas as dicas que recebi vossas (OBRIGADA!) posso afirmar que neste momento sei tudo o que se deve fazer para entrarmos em trabalho de parto de uma forma espontânea. Por isso se precisarem podem perguntar-me :)

Terça-feira, fui com a minha mãe à praia de Santo Amaro em Oeiras para andar, ao todo foram 5kms. Cheguei a casa tomei um banho de água quente e adormeci. Acordei com contrações mas com a certeza que seria pelo esforço físico que fiz, levantei-me e fui ao médico com esperança que me dissesse que já havia um prognóstico mais favorável.

O CTG acusou contrações e o meu útero tinha passado de fechado a permeável a um dedo. Toque feito!

E antes de acabarmos tivemos todos de tomar uma decisão, marcar o parto. Na minha cabeça já tinha o dia que queria (2ªfeira) mas o meu médico parece que leu os meus pensamentos e disse também 1 de Julho. Dei quase um pulo da cadeira e disse: Está óptimo! Fechado!!

Saí de lá com a certeza que iria dar tudo de mim e que iria meter tudo em prática mas que até sábado não tivesse sinais desistiria desta luta e entregava nas mãos de Deus este meu parto.

Depois do toque e já com muita pressão na bacia (pelo dia anterior), voltei à praia com a minha querida mãe e foram mais 5km sobre a areia mole, quando cheguei a casa, já com poucas forças ainda enchi o peito de ar e subi oito andares, cheguei e tomei um banho bem quente e terminei a ver a novela numa bola de pilates.

Estava confiante que seria durante a noite mas nada. Levantei-me eram 7h porque nesse dia tinha terapia com o T e além da pressão na bacia poucos ou nenhuns sinais tinha, até que de um momento para o outro começo com contrações muito fortes mas muito irregulares, como já tinha tido estas contrações nas 39 semanas desvalorizei por completo, fiz a minha vida normal mas sempre com contrações, fui arrumar coisas no centro de terapias que já partilhei convosco, subi, desci escadas, peguei em livros, limpei, fiz de tudo um pouco e sempre com contrações.

Entretanto eu e a terapeuta do T demos uma entrevista para uma terapeuta do Desenvolve-T e ainda com contrações estava completamente longe de imaginar o que me iria acontecer passado uns minutos.

Acabamos a entrevista, começamos a falar e no meio da conversa senti como se fosse uma rolha a abrir dentro de mim e a água a escorrer pelas pernas.

14.25h "Filipa, rebentaram-me as águas" 
Óptimo. O que quer que faça? Mas já em modo "barata tonta"
Nada, mantenha a calma porque está tudo bem. Dê-me uma cadeira.

Desenvolve-T

26.6.19
Um projeto com o nome TOMÁS!!

Não chegará na melhor altura mas a vida é feita de surpresas e cabe a nós ajustarmos e alinharmos as agulhas para tornar possíveis os nossos sonhos.

Quase com a MC nos braços e ao mesmo tempo com uma porta aberta para abraçar todas as famílias que quererão sonhar connosco.

Sou de sonhos, da paz, da boa energia e é isso que quero para as outras famílias. Vou dar a minha fórmula da felicidade, vou mostrar que é possível, vou lutar convosco, vou também frustrar-me mas juntos festejaremos muitas vitórias.

É este a  minha/nossa missão para convosco.

Desenvolve-T - Um Centro Infantil de Terapias. Um projeto desenhado e planeado por mim e pela terapeuta do T.

Foram precisos quatro anos para tirar este projeto do papel, primeiro teve de ser amadurecido, depois desenhado e por fim ter passado por todas as burocracias inerentes à abertura de um estabelecimento.

Uma equipa multidiscilinar para os nossos filhos, nem sempre é fácil de construir, é preciso disponibilidade de tempo, de recuarmos e avançarmos vezes sem conta.

Foi por todas essas dificuldades que me deparei que criei o Desenvolve-T, um espaço, com todas as valências para que as crianças num só espaço consigam ter uma equipa a trabalhar para ela, onde se debaterá caso a caso, e onde trabalharão exclusivamente no desenvolvimento da criança.

Todo o trabalho será centrado na criança.

Aqui podem encontrar num só espaço, todas as terapias cruciais para o bom desenvolvimento de uma criança:

  • Terapia da Fala
  • Psicomotricidade
  • Terapia Ocupacional
  • Psicologia
  • Fisioterapia
E aliado a todas estas técnicas o Método Glenn Doman. O método que aplico ao Tomás desde os seus 4 meses e que é responsável por grande parte do seu desenvolvimento.

Tudo num só espaço, pensado com o coração, e proporcionar o nosso melhor para as vossas famílias pois só assim faz sentido!

O sonho comanda a vida e nós queremos que os vossos filhos brilhem!

Esperamos por vocês em breve.

Podem saber mais sobre este projeto aqui
Acompanhem todas as novidades através do Facebook e do Instagram 

Até já 





Planeta das chuchas

24.6.19
Foi assim que o meu marido lhe chamou.

Tanto o T e o FM quando eram bebés nunca usaram chucha mas perto de um ano é que mostraram interesse e desde aí nunca mais largaram, neste momento a chucha era utilizada para dormir, para verem televisão, para os consolar, para tudo. O T na escola não usava mas assim que o ia buscar a primeira coisa que me pedia era a chucha.

Evitávamos imenso o seu uso mas nem sempre era fácil retira-las. Não saíamos de casa sem chucha com medo que se lembrassem e depois tínhamos uma birra instalada.

Isto tudo até ao dia em que o meu marido olhou para o FM e disse-lhe que a chucha iria para o planeta das chuchas, junto de outras famílias, achei que não ia resultar mas o que é certo é que nesse dia pouco ou nada pediu a chucha.

Ao T quando saiu da escola dissemos-lhe o mesmo e bem negociado acabou por aceitar.

Entretanto no Sábado fomos entregar as chuchas ao "planeta das chuchas", na Quinta Pedagógica dos Olivais. Era importante que eles visualizassem as chuchas e que percebessem que ficavam no dito "planeta".



Para quem nos acompanha pelo Instagram, viu como foi feita a entrega, um momento assim meio perdido para eles, estavam inseguros e custou-lhes entrega-las, mas lá ficaram e com algum beicinho e umas explicações à mistura acabaram por as deixar.






Na minha opinião, o timing pode não ser o perfeito porque a irmã está quase a nascer e é normal que eles se sintam e que regridam um pouco. Mas foi uma decisão do meu marido e não a quis contrariar, até porque já tínhamos tomado a decisão que as chuchas acabariam neste Verão.
Para o T a chucha não lhe trazia benefícios pelo contrário e o FM também já começava a ter aquela boca de chucha. Por isso queríamos mesmo acabar com as chuchas!

A decisão está tomada! Mas também não estamos irredutíveis sobre a mesma, se houver um dia que sintamos que eles precisam por algum motivo não lhes vamos negar.
Há coisas que devem ser feitas, com calma, sem stress e ao seu ritmo e é isso que queremos.

Até agora contamos com três dias sem chucha e está a correr bem, pouco pedem e quando as pedem nós explicamos que foram para o "planeta das chuchas" e eles acabam por se lembrar e não falam mais do assunto.
Confesso que ao dormir o processo não é tão fácil, não lhes damos as chuchas, mas damos uma chucha mordedor que tem o formato de chucha mas que não lhes dá aquele consolo de uma chucha normal. Eles aceitam-nas e acabam por adormecer (que era algo que não acontecia até então)

Continuamos a ter as chuchas em casa. Só duas é que deixámos na árvore as outras estão escondidas.



Ainda é tudo muito recente, e ainda vem o maior teste de todos, a  chegada da irmã mas estamos tranquilos. O mais importante é sentirmos que existe um equilíbrio com o que nós queremos e com as suas necessidades.

Sem pressas, com respeito, compressão e com algumas explicações pelo meio tudo se faz.

T-shirt Mum | Dudubaz
Look Boy's | Zara 






Olá Fim-de-semana!!

21.6.19
Chegou o Verão e com ele as temperaturas sobem ligeiramente o que nos permite explorar ainda mais o ar livre.

Nós vamos optar por ir à Quinta Pedagógica e entregar as chuchas na famosa árvore, vamos ver como corre. Acompanhem pelo stories.

Deixo-vos com algumas sugestões que me parecem óptimas.

Lisboa

Sábado

Dia dá a mão à floresta - Hello Park - (Gratuito) 10h
Academia de Rock  - Escola Infante D. Henrique (5€) 11h
Atelier Sensorial Montessori - Lisboa - (10€ a 15€)10.30h

Domingo
Fado Miudinho - Oceanário (35€ - 2 adultos e uma criança) 9h
Ateliers Dolce Vista Miraflores (3€) - 11h
O caminho das fadas - Sintra - Quintinha de Monserrate (6.5€) - 10.30h


Porto
Oficinas S. João - (10€) - 14.30h

Bom fim-de-semana!!

Fotografia - Centrimagem Estúdio

Look
Clube do Menino
Pés de Cereja 







40 Semanas

19.6.19
E assim sem esperarmos chegámos às 40 semanas.

No meu caso, o primeiro filho que supostamente devia ser o demorado nasceu voluntariamente às 37 semanas, já o FM e a MC parece que têm de ser arrancados.

Nesta fase confesso que já a gostava de ter nos braços, primeiro porque estas últimas semanas já nos sentimos muito pesadas e sentimos a nossa energia a baixar dia após dia, segundo porque estamos sempre ansiosos para saber se será hoje ou não.

Felizmente não posso induzir porque fiz uma cesariana do FM, o que me dá uma maior margem para esperar que a MC se decida mas não estou de todo livre que o médico se decida fazer a cesariana.

Vamos esperar mais uma semana e ver se de alguma coisa a natureza assume o comando.

O toque foi feito e o útero ainda está fechado mas as contrações já começaram e têm sido bem dolorosas.

Entretanto foi marcada uma ecografia extra e tudo indica que está tudo bem, está apenas bem instalada. Não é grande o que nos permite viver esta semana descansada e sem grandes pressas.

Sei que estão curiosas, pela quantidade de mensagens que tenho recebido mas o que vos posso dizer é que está tudo bem, nós também já estamos ansiosos de a ter connosco mas vamos ter de ter paciência para que ela se decida por ela.

Agora que me sinto cansada é que vou ter de ir correr a maratona e subir escadas...

Fotografia | Centrimagem 

A avaliação

18.6.19

Foi talvez dos dias mais difíceis para mim. Sabia que ia custar, mas não estava preparada para que fosse assim tanto.

Embora o T tivesse ido com duas pessoas em quem confio a 200%, era eu que queria estar lá, era eu que queria sentir aquela vitória, era eu que queria ter dado aquele abraço na hora certa mas não fui eu, foi a minha mãe e a terapeuta do T que viveram tudo isto.

São dois dias intensos e de muitas emoções, onde se vive tudo à flor da pele.

Mesmo a 400kms de distância, sem olhar para as horas o meu coração acelerou e aí tive a certeza da grandeza deste grande amor que não se mede mas que se sente.

O T teve um desempenho brilhante, fez uma avaliação para lá de fantástica, esteve sempre com uma ótima postura corporal (o que é muito importante) e correspondeu a tudo.

Mostrou todo o trabalho de seis meses em duas horas. Foi assertivo, disponível e fez os olhos da terapeuta e da minha mãe brilharem.

Não estava lá para ver mas acredito que tenha sido assim. Os meus brilharam e muito com os filmes que fui recebendo.

Fez-me feliz e fez-me pensar que há quatro anos decidi pelo melhor caminho, não o meu mas o dele.

Eu dei-lhe as primeiras pedras, ele construiu o seu próprio castelo.

Foi uma avaliação diferente, sem mim, mas com ótimos resultados e é isso que importa!!

Estou radiante com mais uma etapa ganha!

Venham mais seis meses de trabalho, que pelo que já sei, serão certamente de muito trabalho.

Agora vou mesmo agarrá-lo e adormece-lo nos meu braços. 

Até amanhã











Sente o meu abraço

16.6.19
Assim que descobri que estava grávida percebi que o mês da  MC seria Junho e desde aí soube que pela primeira vez não estaria ao lado do T num dia tão importante para ele, para a sua terapeuta e para nós.

Um método com um trabalho árduo, em que é preciso abdicar de muito mas que acreditamos desde sempre na sua eficácia.

Assim que chegaram as datas para a avaliação, tremi pois batia certo com a semana entre as  39 e 40 semanas. Respirei fundo mas acreditei que nessa altura já a teria nos meu braços e que iríamos todos.
Nunca duvidei, estava convicta mas talvez tenha sido o meu positivismo a falar mais alto.

Foram marcados quartos no hotel com as várias possibilidades até que hoje tomo a mais dura decisão. O T vai com a terapeuta e com a minha mãe e nós ficamos.

Ir era um risco muito grande e sinceramente podia ter um preço demasiado alto ao qual não estava disposta a pagar.

É aqui que entra a dureza de quando somos mães de mais que um filho, há alturas na vida que é preciso escolher, não se trata de amor mas sim de racionalizar o que é bom para todos e desta vez o meu lugar não era ir.

A quatro horas da minha casa e do hospital podia ser prejudicial para o meu bem estar e da MC. O coração teve de ser posto de lado e a cabeça teve de assumir o seu comando.

Não é fácil, sinto que fazia ali falta, sinto que esta luta não é só dele e da terapeuta mas sim muito minha. Queria ser eu a vê-lo uma vez mais a dar tudo o que tem numa avaliação que muitas vezes chega a ser ingrata pois em duas horas são avaliadas o trabalho de seis longos meses. 
Queria ser eu a ter o meu coração a bater mais forte, queria ser eu a olhar para ele e a dar-lhe a maior força e coragem do mundo. Queria ser eu a aplaudi-lo de pé, queria ser eu a festejar mais esta vitória junto dele, queria ser eu a primeira a dar-lhe aquele abraço e os parabéns.

Infelizmente não serei eu a assistir na primeira fila para tamanha grandeza, estarei nos bastidores, atrás de um telefone a contar cada segundo até ter notícias vossas.

Apenas quero que me sintas mesmo a 400kms de distância.

Agora meu filho, basta de beijinhos e abraços, vai com o teu sorriso e mostra uma vez mais que vieste ao mundo para vencer e para ser muito mais que um cromossoma.

Sente o meu abraço mesmo que longe porque apenas este nosso amor foi separado por uma distância de tempo.

Agora, vai com tudo que a mãe estará aqui à janela a ver-te chegar!

Um abraço da tua mãe



Ansiedade com a chegada do Parto

13.6.19
O terceiro trimestre é de todo o pior, aquele onde nos sentimos já com menos energia e muito mais pesadas.

E o último mês é um verdadeiro desafio, as inseguranças apertam, metemos a nossa vida em causa, duvidamos das nossas capacidades e entregamo-nos a uma incerteza diária.

Começamos a viver um dia de cada vez porque nunca sabemos como vai ser o dia seguinte.

E é este o meu maior desafio na gravidez.

Como sou muito organizada e planeada custa-me imenso viver desta forma, todos os dias a minha agenda é revista várias vezes, sempre com medo de não a conseguir cumprir pois em questão de segundos tudo pode ficar em stand by.

Neste momento confesso que tenho tudo mais que organizado pois estava convencida que a esta hora já tinha a MC nos meu braços.

Nunca pensei chegar às 39 semanas e estar ainda nesta incerteza diária.

Mas aqui é  a vida a mostrar-nos que há coisas que pouco ou nada conseguimos controlar. E sentir a nossa vida nas mãos de um ser tão pequenino chega a ser assustador ou então são as hormonas a falar mais alto. Depois existe toda aquela ansiedade se tudo vai correr bem, se ela nascerá cheia de vida e se nós próprias vamos ficar bem.

Toda este ansiedade é normal mas é preciso segurá-la e não nos deixarmos vencer por estes medos. É preciso desviar pensamentos e entregar o momento a Deus.

De nada nos vale estar muito nervosas, é algo que não nos ajudará certamente por isso temos mesmo que fintar a nossa mente e quando chegar o momento vive-lo da melhor forma possível, mesmo com as dores que possamos sentir.

Na verdade não existem partos ideais porque é algo que não é mensurável, há sim o nosso parto e ele será certamente inesquecível.

E acreditar que tudo dará certo...

Centrimagem 



O mesmo amor mas de forma diferente

12.6.19
No outro dia recebi uma mensagem de uma seguidora sobre como lidava com estes dois amores que sinto, se os tratava de forma igual e como geria todos estes sentimentos.

A resposta acredito que seja comum a todas as mães, o amor por um filho é algo transversal a tudo, não se consegue medir ou apalpar seja ele por um, dois, três ou 10 filhos. O nosso coração aguenta o amor que sentimos por cada filho, todos com um espaço especial no nosso coração.

O amor é igual independentemente do filho em questão.

Não existe o amor A ou B mas sim apenas um amor único!

Já a relação que temos com cada filho é diferente, não é uma questão de amor mas de personalidades de identificações e de identidades.
Os nossos filhos são diferentes e a forma de chegar até eles obrigatoriamente acaba por ser diferente. O que dá para um não funciona para o outro e assim vice versa.

O amor que sinto pelos meus filhos é igual, daria a vida por eles mas tenho consciência que sou uma mãe diferente para cada um.

Tenho um orgulho e uma ligação com o T especial porque com ele aprendi a ser mãe e vivemos coisas tão fortes e já lutámos tanto lado a lado que nos uniu para sempre. Vivo para ele e ele para mim. Contudo sou muito mais exigente com ele.

Já o FM é o meu eterno bebé, aquele filho que me mostrou o lado mais simples da maternidade e o que exige mais atenção porque vive para mim. É o que é mais parecido comigo e um olhar basta para nos compreendermos. E sou muito mais benevolente com ele.

No entanto como mãe tenho noção que o FM precisa mais da minha atenção que o T porque ele só por si brilha sozinho, tem o seu carisma e o palco à sua espera. Já o FM será o irmão do meio, aquele que é preciso cuidar de outra forma, com outro cuidado. Ainda não sei o que é ser mãe de menina mas acredito que serei uma mãe diferente para com ela.

Tenho apenas a certeza que os três terão o meu coração, o meu amor, mas não existem relações iguais porque todos nós somos diferentes e faz parte do ser humano adaptar-se a cada personalidade.

Este amor é como o que sentimos pelos nossos pais, os dois são importantes, não conseguimos escolher entre um e outro mas a relação que temos com cada um é diferente. O mesmo amor mas de forma diferente.

O Amor é tão transversal a tudo que nunca se conseguirá medir de tão forte que é.





Sinais de Parto

10.6.19

O trabalho de parto inicia-se idealmente entre as 37 e 42 semanas de gravidez. E quando a hora está quase a chegar importa reconhecer os verdadeiros sinais de parto, ou seja um conjunto de acontecimentos que no seu todo indicam que está na hora de se encaminhar para o hospital, são eles:

  • Contracções com intervalos regulares
  • Intervalos gradualmente menores
  • Aumento da duração e intensidade das dores
  • Ruptura da Bolsa - saída do líquido amniótico, líquido claro e sem cheiro, todo de uma só vez, ou em pequenas quantidades. Registe a hora a que ocorre a ruptura.
  • Perda do Rolhão Mucoso: secreção acastanhada ou avermelhada que indica que o tampão que selou o seu útero durante a gravidez está a sair. É um dos sinais de parto, indicando que o trabalho de parto poderá estar iminente ou ocorrer dentro de poucos dias. Não é quando isolado, um sinal eminente de parto, não exigindo deslocação imediata ao hospital.




Enfª Ângela Baptista

Fomos ao DinoParque

9.6.19
Já era um sítio onde queríamos ir a algum tempo mas só agora conseguimos ir.

O passeio para mim era ambicioso visto já estar de 38 semanas mas mesmo assim arrisquei em ir porque não tenho tido sinais de alerta.

Embora já muito cansada quero dar mais de mim ao T e ao FM nesta fase porque sei que os primeiros meses não vão ser tão fáceis para nós e a minha atenção para com eles vai ser um pouco menor.

Foi um passeio muito divertido, eles adoraram! É um parque pensado nas crianças, com várias paragens ao longo do percurso para descansarmos ou comer e com algumas actividades mais lúdicas para as crianças.

É um passeio para se ir sem tempo e óptimo para fazer um piquenique pois tem todas as condições necessárias para o fazer.

Para quem não o quer fazer tem um restaurante a preços razoáveis para almoçarem.

Outra coisa que gostei foi das casas de banho, sempre limpinhas. Para uma mãe este factor é muito importante, principalmente quando os filhos já não usam fraldas :)

Foi um programa cansativo mas muito giro, eles adoraram e nós também.

Voltaremos certamente quando eles forem mais crescidos.


Look
Jardineira | Zara
Lenços | Head-Ji
Ténis | Pés de Cereja 






Festa de Fim de Ano

7.6.19
E assim terminou mais um ano lectivo...

Como é possível? Ainda "ontem" sentava-me num anfiteatro gigante para ver o meu anjinho a desempenhar o seu papel e hoje já assisti ao fim de mais um ano.

Continuo sem perceber a velocidade deste tempo...

Mais uma emoção envolvida pelo seu sorriso, pelo seu carisma em palco mas acima de tudo por perceber que naquele palco não existem diferenças, existem sim crianças felizes a dar o seu melhor para os seus pais.

Tão pequeninos mas tão grandes ao mesmo tempo.

Foi emocionante ver o T a desempenhar o seu papel na perfeição, ainda mais vê-lo a chamar por nós, por perceber que a sua base estava ali uma vez mais para o aplaudir de pé mas o melhor de tudo e o que mais me emocionou foi ver o FM a chamar por ele, ter gritado, ter aplaudido de pé e ter vivido tudo com os seus olhos a brilhar com o maior orgulho do irmão.

É nestas alturas que penso que o nosso caminho está no melhor caminho...









Parto Normal ou induzido?

6.6.19
O tipo de parto gera grandes opiniões. Há quem queira um parto normal, há quem o queira 100% natural sem qualquer intervenção médica, há quem o queira induzido e há quem o queira simplesmente por cesariana.

Há mães que querem sentir o parto, que querem viver todas as sensações mas há também quem morra de medo do parto e prefere optar por uma cesariana, mas comum a todas as mães é o desejo que os nossos filhos venham cheios de saúde.

Aqui não há o certo e errado, cada mãe tem a sua motivação.

Felizmente ou infelizmente tive duas experiências completamente diferentes e a terceira também não sei como vai ser.

Do T, rebentaram-me as águas enquanto dormia e o processo foi tudo muito natural, seguiram-se as contrações, uma dilatação progressiva, uma epidural que foi a minha melhor amiga e um parto santo, com um período expulsivo que durou cinco minutos.
Já do FM foi tudo ao contrário, as semanas passavam e não havia sinais de nascer, digo em jeito de brincadeira, que senão o tivessem obrigado a sair ainda estaria dentro de mim.
Foi induzido às 40 semanas, com todo um planeamento tenebroso, que nos dá margem para pensar em tudo o que pode correr bem e menos bem. Quando acordamos no dia sabemos para o que vamos e que a nossa casa nunca mais será a mesma, a porta fecha-se e o nosso coração treme.
Percorremos o caminho do hospital com o nosso coração nas mãos e quando chegamos tomamos um comprimido que vai obrigar o nosso filho a contrariar a natureza.
E é aqui que a indução mexe comigo, é forçar, é obrigar o nosso filho a nascer quando este ainda não estava preparado.
Todo o processo é anti natural, são os comprimidos que temos de tomar, são as contrações forçadas e monotorizadas por um CTG, são os toques sem fim para percebermos a evolução e é uma bolsa que é rompida com intenção de expulsar o nosso filho de vez do nosso T0 que tanto ambos gostamos.
É duro, pelo menos para mim foi. A nível emocional arrasa uma mulher por completo, mexe em todos os estadios emocionais.
Terminei numa cesariana porque ao fim do dia percebeu-se que tinha o cordão umbilical à volta do pescoço e que não tinha outra forma de sair.

É esta a minha experiência, enquanto mãe e mulher. Mas deu para perceber a diferença entre dois partos.

A natureza sabe o que faz mas muitas vezes o ser humano prefere sobrepor-se a ela e aí não sei até que ponto está tão cientificamente provado os seus benefícios.

O que é certo é que ainda hoje acho que o FM não estava preparado para nascer pois assim que me foi posto nos braços não saiu mais, nem no berço ficou.

Coincidência ou não foi esta a nossa realidade!

Contudo adoro o meu médico, e é nele em quem confio os meus filhos mas hoje sou uma mãe muito mais informada para saber o que quero e o que não quero.
Tenho a certeza que até às 41 semanas não haverá indução a não ser que seja prejudicial para a MC.

É esperar, é andar ainda mais do que já ando e torcer para que ela se decida a nascer sem pressões...

Até lá continuarei a adormecer sem a certeza de como será o dia de amanhã.

Look | BBme By Joana Teles
Fotografia | Centrimagem 





A última Gravidez com a barriga mais bonita

5.6.19
Todas as gravidezes são diferentes mas igualmente especiais. Todas carregam um amor único e sem igual. Vivemos, rimos e choramos com um ser que é só nosso.

Mesmo sem o conhecermos atinge uma grandeza tão grande que chega a doer de tão forte que é. Todos os pontapés, todas as ecografias, todas a consultas são vividas da forma mais intensa que há e para isso não existe a gravidez de primeira, de segunda ou de terceira. A emoção é sempre a mesma, as inseguranças é que são menores.

Foi a gravidez mais mexida que tive (A MC passa dia e noite a dar voltas e voltas na barriga), foi a que senti verdadeiramente o que era ter desejos, ainda há pouco fui comer uma bola de Berlim tal era a vontade, foi a que me fez sentir feia, que me deu borbulhas e até a que me fez inchar os pés ao ponto de ter dores mas em contrapartida foi a barriga mais bonita que tive.

Em contagem decrescente, e já em modo despedida desta barriga que tanto me fez feliz durante estes nove meses, quis registar o momento para que mais tarde possa recordar esta barriga que me deixará com tantas saudades.

A Centrimagem para mim estará sempre na linha da frente pois fotografou o meu casamento, as minhas anteriores barrigas e até os batizados dos meus filhos, é esta a empresa a quem confio os melhores momentos da minha vida e nunca desilude.

O meu vestido é de uma marca que aposta exclusivamente nas mães, a roupa é pensada ao detalhe para nos sentirmos bonitas e ao mesmo tempo confortáveis é da BBme By Joana Teles

Para o T e para o FM optei por uma túnica, com o mesmo padrão mas de cores diferentes (quando se gosta muito de duas cores é isto que acontece). São lindas e ao vivo ainda são mais. É de uma marca que pensa só nos meninos - O Clube do Menino.

Brincos | Laranja aos Cubos 





Esta fotografia mostra a nossa família em pleno, nós sempre atrás deles e eles sempre a fugir-nos das mãos.

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Mala da maternidade

4.6.19
A terceira gravidez será sempre a terceira, aquela em que saboreamos com alguma maturidade, com mais certezas e sem pressas.

E a prova disso é ter feito a mala da maternidade com 37 semanas e 5 dias. Do T foi feita às 32 semanas e do FM às 35. Acredito que se for a quarto (que duvido) farei às 40 semanas.

Mas confesso que embora tranquila já me sentia desconfortável e um pouco ansiosa por ainda não a ter feito, mas para mim este momento deve ser feito de uma forma especial por isso só ontem consegui esse tempo para o fazer.



Contudo aconselho que façam sempre a mala entre as 32 e as 35 semanas porque a maternidade é uma caixinha de surpresas.

Não foi fácil fazer a mala, é sempre uma indecisão e uma incerteza: Será que vai nascer durante a noite? ou durante o dia? Vai estar calor ou frio? Será que levo o suficiente? Será que vai vestir 00 ou 0 ou até 1?

A primeira roupa será sempre a primeira roupa, aquela que será recordada nas nossas memórias por isso é escolhida com o coração e com alguma emoção.

Para a MC a primeira será a mesma que o irmão usou, um cueiro branco com o laço de cetim rosa (substitui o azul pelo rosa).

Be Chic


As restantes serão igualmente cueiros especiais, oferecidos pela minha mãe e um de uma marca que adoro a BabybyPik.


BabybyPiki


Ao todo levo quatro cueiros, confesso que levo um a mais, mas vai depender de muitos factores, um dos quais da temperatura que se fizer sentir ou do tamanho da baby que é sempre uma incógnita.

Para a saída vou optar pelo fofo que foi pensado especialmente para a MC da Manel e Maria porque para o ovo é mais prático que o cueiro.

Manel e Maria 


Ambas levamos uma mala, a dela só tem roupa porque onde ela vai nascer dão as fraldas e os produtos de higiene.