Conheci as melhores fraldas do mercado

29.5.20
Com três filhos é impossível não conhecer as várias marcas de fraldas que existem no mercado.

Uma das coisas que percebi ao longo do tempo é que no caso das fraldas, nem sempre as mais caras são as melhores. O ideal é encontrar fraldas que nos transmitem segurança mas a um preço razoável.

Sendo que o que é bom para o meu filho pode não resultar para o filho da outra mãe.

Com mais cheiro, ou menos, com mais fugas ou menos o que é certo é que sempre achei todas muito equiparadas.

Até que encontrei as da marca - A Rascal + Frieds. É uma marca da Nova Zelândia que apareceu recentemente no nosso país mas que já conta com cinco anos de existência e de longos testes de desenvolvimento.

Confesso que sempre que experimento umas fraldas fico apreensiva porque tenho algum receio das fugas (principalmente na hora das sestas ou à noite) ou até mesmo com as possíveis alergias.

E com as Rascal + Friends não foi excepção, no entanto assim que toquei nelas, percebi que eram diferentes e não me enganei.

Desde aí que não tenho usado outras. Estou fã!! Mas daquelas fãs chatas pois acho que todas as mães deviam de dar-me o beneficio da dúvida e experimentarem.

Ressalvo que não estou a ser paga para dizer bem da marca. Ofereceram-me um pacote para experimentar e fiquei tão maravilhada com a sua qualidade que senti que tinha de partilhar convosco sobre estas fraldas pois o que é bom, merece a partilha.

O que vos posso dizer é que são absolutamente maravilhosas.

Uma fralda premium com qualidade superior, absorção e suavidade. Sem cloro, sem látex, sem fragrância e sem loções. As tintas usadas são à base de água, sem formaldeído.

Uma das características que me chamou mais a atenção foi a sua cintura alta para as costas, que se adapta na perfeição às costas do bebé/criança e aos seus movimentos. As abas são mais elásticas na cintura assim como uma camada exterior super macia.




De tecnologia inovadora, tem um novo canal de absorção o que aumenta a área de absorção para ajudar a evitar aquelas fugas traiçoeiras. Posso dizer-vos que já estou a usar estas fraldas há quinze dias e até agora zero fugas. Até no Francisco e no Tomás que só uso para dormirem têm acordado sempre secos.
O seu protetor 3D especial contra fugas, ajuda a evitar as fugas e explosões laterais.






Destaco o seu canal de absorção, o seu ajuste nas costas e a suavidade.

Para mim neste momento são as fraldas melhores no mercado e o bom de tudo é que o preço não excede o razoável. Os pacotes variam entre as 44 e as 28 fraldas, dependendo do seu tamanho e o preço do pacote é de 8.59€. Sendo que até ao dia 8 de Junho estão a 5.99€.




Estas fraldas são exclusivas do Pingo Doce

O que vos posso dizer é que valem muito a pena. Experimentem e partilhem a vossa opinião comigo :)

Um beijinho
Bom fim-de-semana (em segurança)












Os filhos não são exlusivos de nós próprias

28.5.20
São poucos os convites que recuso. Na minha agenda existe sempre espaço para mais qualquer coisa. Desde que me faça sentido gosto de viver e de aproveitar as oportunidades que me surgem.

O mesmo aconteceu com o convite que uma amiga me fez para ir ao Jardim Zoológico, aceitei de imediato porque adoro fazer programas com os meus filhos. Até que percebi que dia 28 era uma Quinta e não um Sábado.

A trabalhar não conseguia mesmo mas a minha amiga manteve o convite para eles irem. Questionei-lhe se estava preparada para estar com duas pestinhas e ela manteve-se forte e disse que sim.

Pensei por breves momentos...

São os meus filhos e quero que sejam sempre meus mas não assinaram nenhum contrato de exclusividade à nascença.

Eu sou o porto seguro deles, sou eu que lhes amparo as quedas da vida mas não são só meus, são do mundo.

E nessa linha de pensamento cabe a nós dar-lhes espaço para viverem e explorarem o mundo à sua maneira.

Nem sempre é fácil abrir mão deles mas é tão mais importante respeitá-los como pessoas. Se confiamos nas nossas pessoas porque não lhes dar asas para voarem?

Eram 10h quando os deixei, eu traqnuila, eles super felizes por irem ter um dia diferente.

Ao longo do dia fui recebendo fotografias deles e em momento algum achei que estavam tristes por não me terem ali.

Eles cresceram mais um pouco, e eu enquanto mãe também. Deram um passo (mesmo que pequeno) na autonomia, aprenderam a lidar com a ausência dos pais de forma tranquila e segura e acima de tudo a ajustarem o seu comportamento mediante as diferentes formas de estar.

Sei que se portaram super bem e que até pareciam uns anjinhos... só é pena este comportamento não se manter connosco.

E vocês como são? Mães mais liberais ou protetoras?

Look 
Camisas | Clube do menino
Jardineiras | Zara Kids
Ténis | Pés de Cereja 









Viver devagar

28.5.20
Se houve coisa que aprendi com estes meses foi viver mais devagar, desfrutar mais do momento, mesmo que isso implique fugir às horas estipuladas pela sociedade.

Se tiverem que comer às 14h ou jantar às 21h, que seja. Um lanche rápido resolve o problema e engana a fome e evita gritos e discussões.

Deixei de usar relógio e oriento-me pelo telefone, sendo que a nível familiar nem isso faço.

A rigidez nos horários dá-nos disciplina mas tira-nos muita qualidade de vida.

Exemplo disso é ser quase meia noite e estar a escrever-vos agora.

Esta semana tive um pouco mais ausente, eu sei mas juntar trabalho e filhos em casa não é de todo a combinação ideal.

Hoje voltámos a sair de Lisboa. Fugimos da agitação e das máscaras, no entanto continuarei a ir para trabalhar.

Assim que chegámos deixámos as malas no chão, vestimos os fatos de banho e fomos  praia. Já era um desejo nosso há muito mas que andamos adiar, mas com este calor não aguentamos mais e fomos.

Quando pisamos a areia já passava das seis. A Constança pela sua primeira vez, foi ao meu colo, e com os seus olhos grandes esteve sempre muito atenta. 

Eles, ansiosos e super felizes. Assim que pouseram as mochilas correram para o mar. Mesmo de baixo do nosso olhar atento mergulharam naquela água gelada.

Íncrivel como o mar nos dá tanto sem pedir nada em troca. 

Foi um fim de dia fantástico, sem horas. Com muitas brincadeiras na areia. A Maria Constança parece que já lá tinha estado pois não estranhou a areia e começou de imediato a brincar.

A praia estava com muitas pessoas mas todas elas cumpriam o distanciamento social. É importante voltarmos à nossa vida para que nos equilibremos desde que nunca se meta em causa os cuidados de higiene e segurança estabelecidos pela DGS.

No meio disto tudo esquecemo-nos das horas, o que fez com que só jantássemos pelas nove.

E sabem que mais? Foi perfeito! 

Andámos devagar, sem stress e neste momneto já estão a dormir porque amanhã espera-os uma grande aventura no Jardim Zoológico.







Fatos de banho | BabyByPikis


Ir ou não ir à escola

21.5.20
A pergunta que mais se impõe no momento é sobre as escolas e a sua segurança para os nossos filhos.

Será prudente irem para a escola?

Será que as medidas das escolas não os baralhará mais e os assustará?

Será que o distanciamento nas crianças em sala ajudará no seu desenvolvimento social?

Será que nós pais estamos a ser concientes?

Será? Será? Será?

São estas as grandes questões que imperam neste momento nas nossas cabeças... As creches já abriram e pelo que vejo estão a trabalhar muito abaixo do número previsto de crianças. Os jardins de infância vão abrir a 1 de Junho e eu confesso que não sei o que fazer.

Por um lado gostava que os meus filhos voltassem. Sendo que não tenho intenção que o Tomás volte pois vou dar primazia às terapias nesta fase.

Já o Francisquinho gostava que fosse porque comigo a trabalhar e o pai em teleterapia, tem estado mais em auto gestão o que me tem deixado desconfortável.

Mas ao contrário do T que fala na escola e nos seus amigos, o FM diz que não quer ir para a escola.

Custa-me deixá-lo sabendo que tenho possibilidades para ficar mas a falta de apoio também me deixa angustiada.

Aqui não existe o certo ou o errado, porque na realidade ninguém sabe o que será melhor, muito menos as consequências que advêm da nossa decisão.

Além de que há pais que não têm qualquer escolha possível pois vão começar a trabalhar.

O que é certo é que tudo isto é uma novidade para todos. As escolas não estão preparadas para esta nova realidade, as crianças são apenas crianças, não dimensionam os problemas (e ainda bem). Como é que vamos explicar a uma criança que não pode brincar com o seu amigo, que não pode partilhar o seu brinquedo ou mesmo dar abraços?

Isto preocupa-me! Até que ponto é que se vai ferir o desenvolvimento social das crianças.

Ainda não tomei a minha decisão, é um dia de cada vez. E mais perto, que já não falta muito, decido. Mas estou mais inclinada para só voltarem em Setembro.

E vocês já tomaram a vossa decisão?



A minha dieta

19.5.20

Quando iniciei a minha dieta partilhei convosco a importância do querer porque acima de tudo temos de querer muito, não pelo outros mas por nós.

Quando decidimos mudar, tem de ser porque nos sentimos preparadas para tal porque se existe dúvidas ou falta de vontade jamais os resultados aparecerão, ou então todo o processo torna-se muito mais difícil.

A nossa mente é muito forte e é ela que nos faz avançar nos dias difíceis. Comecei a minha dieta em Fevereiro, um mês depois começou o isolamento e senão fosse esta minha força de vontade tinha perdido tudo o que já tinha conquistado.

Mas continuei, uns dias mais tentadores que outros mas não desisti.

Primeiro que tudo, o que fiz foi eliminar o que estava na despensa que me fazia mal, e quando digo tudo, é tudo. Assim quando me apetecia algo tentador não tinha e essa vontade acabava por passar.

Substituí tudo o que era processado pelo natural, os açucares refinados pelo mascavado, de coco, tâmaras ou bananas As farinhas de trigo pela aveia integral, de amêndoa entre outras.

Os enlatados pelos frescos.

As margarinas e manteigas pelo azeite ou óleo de coco.

O meu frigorífico ganhou uma nova vida, passou a ser um arco-íris, com tanta variedade de cor. A fruteira encheu-se de frutas boas e da época.

Os leites de vaca deram lugar aos vegetais.

Manti os iogurtes mas apostei nos gregos magros ou nos 0%.

E todos os cereais como o arroz e massas passaram a ser integrais.

Tudo isto são pequenas mudanças mas que fizeram a diferença e me tornaram mais consciente com a alimentação.

Somos o que comemos e disso não tenho dúvidas. Não quero que isto seja visto como uma dieta mas sim como um estilo de vida. 

Recomeço

18.5.20
O nosso país começa-se a erguer e mesmo que aos poucos e poucos as portas abram não existe oxigénio suficiente para um abrir portas com um sentimento de tranquilidade.

Este meu regresso não está a ser fácil, deixa-me sem ar e baralhada com o que se passou e o que ainda está para vir.

A nossa sociedade não é a mesma e nós também não. 

Parece que agora está tudo mais incerto e turvo. Deixámos de viver na nossa bolha de Amor. Somos obrigados a enfrentar um mundo que já não é o mesmo e nem sei se alguma vez voltará a ser.

Não se apaga de um dia para o outro os medos vividos, as lágrimas da incerteza e os sorrisos ganhos. Houve quem foi muito feliz e eu sou uma dessas pessoas e agora fora da minha zona de conforto  sinto-me perdida.

Foram dias, semanas e meses vividos intensamente, a nossa casa passou a ser o nosso maior património e nunca assumiu um significado tão forte como agora.

É uma sensação estranha, esta que se vive!

Existe desconfiança, as famílias e os amigos começam a reencontrar-se mas sem o toque, os passeios são de medo e sob olhares indiscretos.

Nunca houve tantos julgamentos e inseguranças como agora.

Uma sociedade que quer muito voltar ao normal mas que vai levar o seu tempo.

Precisamos do nosso tempo, de nos levantar, de voltarmos a estabilizar-nos de todas as emoções ganhas e perdidas nestes tempos, sem grandes exigências.

Foram dois meses de novas aprendizagens e de um respirar não bom, nem mau, mas diferente.

E quando se deixar de respirar medo, que olhemos para tudo isto como o dia em que o mundo gritou para nos tornarmos melhores pessoas.






A nossa família

15.5.20
Hoje celebra-se o dia da família!
 
E é na nossa família que começa e a acaba a nossa verdadeira essência. É na nossa casa que nos encontramos. Que rimos e choramos da forma mais autêntica.

É o nosso porto seguro, e que bom é voltarmos para junto das nossas pessoas depois de um dia menos bom pois é ali que nos erguemos.

Também existe falta de paciência e respirares tolerantes, lágrimas e gargalhadas, castigos e mimo, "palmadinhas" de amor e beijos infinitos, gritos e conversas simpáticas, confusão aos molhos e simplicidade, preocupações, medos e inseguranças, cumplicidade, admiração e gratidão.

Não somos perfeitos, nem temos essa pretensão pois é nesta imperfeição que encontramos o nosso equílibrio e a nossa perfeição.

Somos cinco, pertencemos às famílias numerosas e somos tão felizes juntos!

Feliz dia!!





Look Boys | O Clube do menino
               Pés de Cereja
Fotografia | Centrimagem


O regresso a uma cidade que não está igual

13.5.20
Minto se vos disser que o voltar foi fácil, porque não foi.

A cidade traz-nos memórias de um antigamente que já parece tão longe. A nossa casa está diferente e nós também. A vida no geral mudou e deixámos de projectar o futuro. 

Vive-se o presente com tudo o que ele tem de bom e de mau.

O país quer voltar ao antes mas não vai ser fácil apagar das nossas memórias o medo que se viveu e que ainda se vive. Somos portugueses, pessoas de afectos, de emoções fortes, de abraços, de festas e de grandes jantares. Somos do calor humano e isso foi-nos retirado sem pedir licença.

Outras oportunidades surgiram é certo. A oportunidade que se deu à família é o maior ganho desta pandemia mas tudo o resto perdeu-se e vai demorar tempo para se ganhar novamente.

O campo faz-nos esquecer, lava-nos a alma mas a cidade lembra-nos que tudo mudou. Hoje uma simples ida às compras assemelha-se a uma maratona, as ruas continuam vazias (e ainda bem), o comércio está parado e o online continua a prevalecer. Não existe trânsito, nem barulho de fundo. As conversas de rua foram substituídas por olhares de medo escondidos através de uma máscara.

Hoje existe medo e desconfiança!

Deixou de haver partilha. Deixou de haver alma na nossa cidade!

Este voltar tem sido vivido assim, de forma esquisita porque de facto não existe normalidade nenhuma. Existe sim uma vontade enorme de voltar a conquistar o passado mas ainda tão longe do nosso horizonte.

A palavra casa nunca foi tão forte como agora pois é nela que encontramos segurança e mais que nunca se tornou o nosso porto de abrigo. É em nossa casa que se respira além de uma máscara e que nos reconhecemos.

A família embora mais perto, ainda é muito vista à distância. 

Foi um voltar estranho. É um respirar diferente.











Adiamos a entrada do Tomás na escola

12.5.20
Todos os dias trabalhamos com o Tomas para que ele se iguale aos seus pares. Trabalhamos diariamente acima de tudo na sua autonomia, linguagem e  mobilidade.

Fazemos acima de tudo o papel de pais. É em casa que ele se encontra, que ganha energia para o dia seguinte e que brinca livremente sem qualquer imposição da nossa parte. 

Todo o trabalho mais invasivo fica a cargo das terapeutas pois sabem melhor do que nós fazer o seu trabalho. Nós somos pais, elas terapeutas. Ambos com o seu papel importante e que equilibram este achinesado mais giro.

O tempo foi-me ensinando a acalmar os ânimos, a viver o presente sem grandes pressas, a saborear as vitórias e a respeitar o seu tempo.

É certo que por mais terapias e estimulo que tenha há coisas que apenas chegam no seu tempo e está tudo bem.

Faz hoje um ano que tomei a decisão juntamente com o pai de que o Tomás ficaria retido no ano que fosse para ingressar no primeiro ciclo.

Não vejo esta decisão como uma derrota minha, muito menos dele, mas sim de vitória! E de um orgulho gigante em mim, porque sem medos e vergonhas assumi perante a escola e todas as terapeutas que o Tomás não tem maturidade suficiente para enfrentar uma sala de aula, com quadro de giz e livros.

É uma criança átiva e com bastante vida mas que precisa de solidificar conhecimentos e sabem que mais? Está tudo bem.

Faz parte do processo. Não vamos perder um ano mas sim ganhar. Tenho a consciência plena que senão tivesse tomado esta decisão em Setembro seria entregue aos "lobos". E toda aquela auto estima ia-se perder em lágrimas e numa frustração sem limites e jamais eu queria que alguém destruísse o que ele tem de tão precioso.

Hoje o Tomás começa a ter um discurso fluido, fala tudo ou quase tudo. É autónomo. Vai sozinho à casa de banho, come sozinho de faca e garfo. Corre, pula e salta com algumas dificuldades mas faz e sabem que mais? Sinto um orgulho gigante neste meu filho!

Tudo o que é hoje, foi conquistado de uma forma árdua. 

Hoje compilamos todos os relatórios burocráticos para que seja feito o adiamento e que lhe seja dada a oportunidade de ficar mais um ano no pré-escolar.

E sabem que mais? Estamos tranquilos e felizes!

A sua auto estima é muito mais importante que as letras e os números porque isso pode esperar mas a felicidade não.

Força para todas as mães que tiveram que tomar esta decisão. 

Está tudo bem.








Uma casa Cheia

11.5.20

O dia corre e nós desesperamos vezes sem fim. Gritamos vezes sem conta, damos beijos aos milhões e abraços ilimitados, pedimos quinhentas vezes para fazerem o que lhes pedimos vezes até vir aquela palmada que mais se confunde com uma festa.

Depois já esgotadas a noite chega, a silêncio cai e é no silêncio que respiramos fundo e tomamos consciência da grandeza que temos em mãos.

Ter três filhos não é fácil, é um malabarismo constante entre as necessidades de um e o colo do outro mas é maravilhoso. 

Não existe tempo para pensar em coisas supérfluas, não existem pausas, mas existe alma! Existe muito barulho de fundo como se a rádio tivesse constantemente ligada, existem brinquedos espalhadas pelo chão, fraldas sujas para limpar, migalhas pela casa e correrias entre divisões.

Tem sido um caminho bom e eu não podia ser mais feliz com estes três meus filhos.

Cada um com a sua verdade, com a sua essência e com o seu "q" de mau feitio. Cada um é diferente e cabe a nós termos de ter a capacidade de sermos uma mãe diferente para cada um.

É pensar mais além e dar-lhes o melhor de nós todos os dias mais um pouco.

Temos uma casa cheia de vida, que faz valer cada dor de cabeça e noite mal dormida. Todos se complementam, e são aqueles três corações tão diferentes um do outro que me fazem sentir a mãe mais feliz do mundo.

Com a certeza que é este o nosso tempo. É agora que lhes posso pegar ao colo, enche-los de beijos e sussurrar ao ouvido com a palavra amo-te.

É aproveitar cada segundo deles, porque aquele mesmo quarto que hoje está cheio, um dia ficará vazio.


Manta | Let It Sweet
Fotografia | Made by Mommy Photo













56 Dias

8.5.20
Hoje deixo para trás um dos meus lugares do coração e o meu papel como mãe a tempo inteiro. 

Deixo para trás uma das fases mais exaustivas mas tão mais feliz. Quando decidimos vir, viemos a medo, sem saber o que nos esperaria. Mas com a certeza que estávamos os cinco nisto para o que viesse.

Pelo meio houveram lágrimas, medos, inseguranças, decisões a tomar, sorrisos, brincadeiras, olhares com calma e uma felicidade imensa.

Aprendi a olhar para os meus filhos com tempo, a dar-lhes o meu melhor, ajustei-me várias vezes a eles, avancei e recuei todos os dias mais um bocadinho para que todos tivéssemos equilibrados.

Encontrei na cozinha o meu refúgio, e vivi nela horas a fio.

Cozinhei como uma verdadeira cozinheira, testei receitas, limpei a casa vezes sem conta, perdi-me nas arrumações e em tantos brinquedos espalhados pela casa e até ouvi o meu marido pela primeira a vez a dizer-me "estás feita uma verdadeira dona de casa" quando me via de volta da roupa pela noite dentro.

Foi exaustivo e tantas vezes achei que não conseguia mais. 

Perdi-me e encontrei-me várias vezes mas nunca fui tão completa e feliz nestes 56 Dias!

Vi pela primeira vez o meu país parar, bairros a unirem-se pela janela, palmas, e emoções nos rostos e o arco íris nunca foi tão importante como agora.

Não sei se o pior já passou, só sei que uma fase já foi. Agora é ir...sem medos mas com os devidos cuidados.

Ao fim de 56 dias deixo o cheiro dos pinheiros, os campos verdes, o céu limpo e a melodia dos pássaros. Hoje voltamos para a nossa casa, para recomeçar uma nova vida, com a privação que uma cidade nos dá.

Hoje deixo para trás a liberdade que o campo deu aos meus filhos e os fez ver tudo isto como umas férias.

Agora começa uma nova fase, com máscaras e com uma rotina diferente porque tudo isto vai ter de passar para ficar tudo bem!

Bato a porta com a sensação, que fiquei aqui. Com a maior certeza que a minha família teve a maior oportunidade da vida e aproveitámo-la com tudo!

Fui Feliz!!

E com isto fica a promessa que voltarei mas para tornar este lugar, casa.






O (Re)encontro

7.5.20

Aconteceu ontem, o tão esperado encontro com os avós. Onde voltamos a sentir-nos seguros e desfrutamos da melhor forma a companhia uns dos outros.

Tantas vezes que tinha sonhado com este dia...

Houve dias que os senti perto e outros que os sentia longe de mim, sem uma data para voltarmos a estar próximos.

54 dias foi de facto muito tempo, sem as nossas pessoas. Foi talvez o mais difícil no meio disto tudo. Sentir a falta enquanto filhos, pais e netos. 

Onde o adquirido passou a ser um luxo. E o amor embora distante prevaleceu sempre. Onde nos unimos ainda mais e nos protegemos para mais tarde respiramos de alivio.

Estes tempos foram vividos com alguma incerteza e medo à mistura, na realidade não sabíamos como estaríamos quando voltássemos a estar juntos.

Com três filhos é impossível ter uma casa silenciosa. Existe sempre muito barulho de fundo, daqueles que chega a fazer eco no nosso ouvido horas seguidas, mas faltavam as vozes sobrepostas uns nos outros, do chocalho da loiça, e de uma mesa cheia do amor de filhos, pais e avós.

Que falta me fizeram os meus pais, e as saudades que os meus filhos tinham dos avós eram tantas que os olhos cintilaram o tempo todo. 

Não foi à "vontadinha" mas foi à vontade. Não existiram beijinhos mas já existiram abraços. É de facto uma nova realidade que temos de nos habituar pelo menos nesta fase.

Acredito que o pior já passou, mas não podemos descurar. Já existem mais pessoas na rua e uma vontade maior de voltarmos à nossa rotina mas não nos podemos esquecer que o vírus continua invisível entre nós.

Foi um reencontro bonito, muito esperado por todos!

Onde nos voltamos a rir, a emocionar e unir-nos ainda mais.

E vocês? Já voltaram a estar com as vossas famílias?












A minha carta aos meus filhos

4.5.20

O mundo lá fora parou.

Mas o nosso continuou.

O mundo ficou em silêncio.

Mas aqui, dentro das nossas quatro paredes, continuou o movimento, as vozes, os choros e as gargalhadas.

O mundo lá fora abrandou.

Mas aqui dentro aconteceram tantas coisas.

Chegou este dia. O dia em que o mundo despertou novamente.

Foram muitas as vezes em que o desejei. Por cansaço, por desespero, por impotência.

E muitas também, as que quis adia-lo.

Apesar de tudo, tranquilizava-me o facto de estarmos só nós. Na nossa bolha. Protegidos. Envolvidos e nutridos pelo nosso amor. Na nossa forma de viver esta fase. Na linha que nos separava entre a magia de acreditar que vai correr tudo bem e a possibilidade de não correr.

Aqui nada de mal poderia acontecer. Nada de mal vos poderia acontecer.

Inicialmente foram tantas as dúvidas, os medos, a confusão na cabeça de cada um. Aos pouquinhos, fomos prestando atenção ao ritmo e ao tempo de cada um e fomos acertando o passo nesta dança da vida que nos obrigou a todos a repensar.

Os dias fluíram entre tarefas, gestão das obrigações, birras, invenções e um carrossel de emoções. Os dias viveram-se num tempo a que não estávamos habituados a ter só para nós.

Vocês estavam mais felizes do que nunca, sem perceberem muito bem porque deixaram de ir à escola, de ver os amigos e a professora, de ter o colo dos avós e a rua para brincar. Sabiam que era por causa de um tal Corona que pode fazer muito mal a todos nós, principalmente às pessoas com mais idade.

Com a vossa sabedoria de crianças, aceitaram e renderam-se ao momento.

Juntos, construímos esse tempo e espaço onde nunca tínhamos estado antes. E se, por um lado, isso trouxe algum desconforto, por outro tenho a certeza que foi um lugar que, por mais anos que viva, nunca iremos esquecer.

Sabem porquê?

Porque foi nele que nos redescobrimos também. A cada um de nós individualmente e a todos, enquanto família.

Que nos despimos de tudo o que também faz parte de nós e da nossa vida, mas que de certa forma não nos pertence verdadeiramente.

Este momento tornou isso bem claro. O tempo das coisas parou e percebemos que a vida são as pessoas, as nossas pessoas.

Um dia quando crescerem e tomarem consciência de que fizeram parte desta "história", irão entender de forma mais clara, aquilo que o vosso coração "pequenino" já sabia mas que a maioria dos adultos já se tinha esquecido e que talvez tenha relembrado por estes dias.

Custa-me a acreditar que haja alguém que esteja exatamente igual ao que era antes de tudo isto começar. Eu não estou certamente.

E, quero confessar-vos que, agora, que se aproxima o dia de sairmos da nossa bolha volto a sentir medo. Por mim, por vocês, por todos nós.

Mas não é nisso que quero pensar agora. Agora quero apenas agradecer-vos por tudo o que me ensinaram nestes dias...

  • Obrigada por me terem ajudado a perceber que as coisas podem esperar, mas vocês não
  • Obrigada por me permitirem olhar-vos de mais perto e ver-vos crescer tal como são, com as vossas qualidades e defeitos
  • Obrigada por me terem dado oportunidade de perceber que continuo a conseguir reinventar-me e a multiplicar-me mais do que imaginava
  • Obrigada por me terem ensinado que um dia feliz pode ser feito de muita brincadeira
  • Obrigada por me terem mostrado que não precisam de uma mãe perfeita mas de uma mãe disponível
  • Obrigada por me ajudarem a repensar onde deve estar o meu foco e a minha atenção
  • Obrigada por poder ver o brilho dos vossos olhos e o sorriso de cumplicidade
  • Obrigada por me mostrarem que as aprendizagens significativas também se adquirem na terra, na cozinha, no ouvir dos pássaros e num "nada para fazer"
  • Obrigada por me fazerem dar mais valor ao silêncio
  • Obrigada por me mostrarem que às vezes o menos é mais e que é na simplicidade que moram as memórias mais felizes
  • Obrigada por me fazerem descobrir que tenho na cabeça um manual de ideias criativas que nem eu própria sabia que tinha
  • Obrigada por me confrontarem com as minhas emoções menos simpáticas, mas necessárias para reconhecerem os meus limites e os limites que a vida nos exige

À minha (grande) mãe

3.5.20
À minha maior inspiração
Ao meu braço direito e esquerdo
Ao meu maior apoio
À minha maior base
À minha melhor amiga
À melhor avó

À minha grande Mãe!! Um feliz dia!!

A vida em trinta e seis anos troucou-nos as voltas, e se até então este dia tinha sido passado sempre ao teu lado, hoje é diferente. Tu com a tua mãe, a matriarca desta família, e a que sem saber é o nosso maior alicerce do nosso bem estar, da nossa união e do nosso equilíbrio. Eu com os meus filhos, com quem ouvi pela primeira vez a palavra "mãe" a tomar outro significado.

Tenho a sorte de te ter ao meu lado, de seres a minha mãe. Proporcionaste-me até hoje os meus maiores sonhos. E sou quem sou graças a ti.

Obrigada por todo esse amor e por todos os valores que me transmites diariamente e por nunca me deixares vacilar. Obrigada por todos os dias dares o teu melhor e tornares o impossível no possível.

Hoje não és só a melhor mãe do mundo mas sim também a melhor avó. Os teus netos não sabem viver sem ti e adoram dormir na casa da avó Graça. E que sorte eu tenho...

Fica prometido que assim que tudo passar voltamos a estar juntas, todos juntos, como antes.

Saudades dos nossos abraços, dos nossos beijos e dos nossos passeios sem horas marcadas.

Feliz dia, minha querida Mãe!





Gravida em tempos de COVID

2.5.20
Há precisamente um ano estava no último trimestre da minha gravidez e é impossível não pensar nas grávidas de agora.

Ter um filho dentro de nós é maravilhoso mas também nos deixa muito inseguras e instáveis emocionalmente. Ora estamos felizes, ora estamos tristes, ora nos sentimos gordas, ora nos sentimos a mulher mais bonita do planeta, ora rimos, ora choramos.

Imagino viver tudo isto mas com este vírus invisível. E embora tenha-se vindo a provar que este não passava para o bebé, rouba tantas emoções, tantos momentos únicos numa família.

Sentir que existe possibilidade de passar o trabalho de parto sozinha é de uma crueldade sem limites, não ter ninguém que lhe segure a mão além de um desconhecido, estar rodeado de máscaras e saber que não poderá partilhar o primeiro choro com o pai do seu filho ou mesmo que não terá visitas na maternidade deve ser de uma tortura emocional sem limites.

Felizmente que o panorama começa a estar mais animador, pelo menos tudo indica que aos poucos se consiga viver o nascimento do filho de uma forma "normal".

Mas acredito que estes dias não foram fáceis. Acredito que tenha havido alguma instabilidade emocional e muito medo nas grávidas do nosso país.

É certo que não é a melhor altura para se nascer, mas também é certo que é a vida que nos dá esperança.

A juntar a tudo isto acredito que andem preocupadas com os preparativos pois até isso este vírus roubou, fechou-nos em casa e nem sequer deu oportunidade de escolherem as primeiras roupinhas com o vosso toque e olhar.

No entanto existem várias lojas que estão a dar apoio online, e embora não seja o desejado é a solução por agora. No Espaço Mamãs  estão a fazer aconselhamento personalizado por telefone e vídeo-chamada e entregam tudo em casa de forma segura.

Desejo-vos um parto mágico e que a vida vos sorria.

Um beijinho