Ter um filho com Trissomia 21

23.10.19
Ter o T não é muito diferente do que ter o FM ou a MC. Todos dão-nos dores de cabeça, todos fazem-nos rir e chorar e as preocupações, essas são as mesmas.

A diferença é nos estímulos que temos de procurar diariamente para que potencie o seu desenvolvimento. São as terapias, são os investimentos que se fazem, são as brincadeiras um pouco pensadas. É como se fosse uma luta constante por algo invisível mas que aos poucos se torna visível para todos.

É acreditar mais, é viver de uma forma mais intensa e viver o presente sem a sombra do futuro.

E o futuro.... o que é isso do futuro? Saberemos nós o que é na realidade? Será que eu sei o futuro do FM ou da MC? Não, e não vivo atormentada com isso.

Quem me garante que não terei preocupações maiores com eles? A vida é feita do dia a dia, tal como quando construímos uma casa, de tijolo a tijolo.

Ter um filho com necessidades especiais é viver dessa forma, é sonhar e lutar ainda mais. É não deixar que um simples diagnóstico nos rotule e nos trace o destino.


Não seria sincera se vos dissesse que não tenho medo, mas qual é a mãe que não tem medo? Tenho medos e muitos, não sei se as minhas decisões são as mais acertadas ou se não lhe exijo de mais.

Existem dúvidas sobre os caminhos a tomar e sobre a educação.

Se penso no futuro? Pouco, muito pouco. Sei que o futuro é feito do presente e eu estou focada nele e não no dia de amanhã. 

Quero que o meu filho seja autónomo, aceite na sociedade, que possa estudar sem ninguém duvidar, que possa andar livre de olhares indiscretos, que construa a sua própria família mas acima de tudo o que mais quero é que seja feliz!

Há dias que tornamos o impossível, possível, outros que apetece desistir mas depois fechamos os olhos e recusamos o futuro que a sociedade impõe aos nossos filhos.

Os medos existem, as preocupações também mas as vitórias essas são saboreadas até ficarmos sem saliva.

Ter um filho com necessidades especiais é isto, é viver intensamente, cheias de armas e de resiliência e de sonhos que nunca terão fim.

Vivemos uma vida (mais) intensa e no limiar de todas as emoções.

Mas somos muito Felizes!





9 + 1

22.10.19
Ao todo são 10 meses de descobertas.

Começa com uma simples risquinha que nos faz palpitar o coração e que nos faz rir e chorar ao mesmo tempo.

O som do coração passa a ser a nossa melodia preferida e vivemos ansiosas pela próxima vez que a voltaremos a ouvir.

Cada ecografia é um misto de sentimentos, entre o medo de estar alguma coisa menos bem e uma felicidade imensa de o vermos através de um écran.

Enjoamos, desejamos e vemos o nosso corpo ser transformado por um amor maior. Passamos de nome próprio a mãe em instantes.

Há quem goste e odeie. Aqui não existe o certo ou errado ou quem ame mais ou menos, depende sim de vários factores. Felizmente sempre tive gravidezes santas e como tal adoro. Não me custa ver o corpo a transformar-se porque para mim não existe nada mais grandioso que gerar uma vida dentro de nós. 

O terceiro trimestre é o mais duro, já nos sentimos muito pesadas, ficamos sem energia e a ansiedade de ter tudo pronto aumenta a cada dia.

Pelo meio somos assombradas pelos "se's": E se não corre bem? E se serei boa mãe? E se vou conseguir amar a dobrar ou triplicar? E se o parto corre mal? 

O segredo aqui é não pensar muito, e entregar a nossa vida ao universo.

O que é certo é que estes nove meses passam e a nossa vida muda em segundos. O nosso "eu" fica naquele bloco de partos e em simultâneo ganhamos um novo "eu".

Aprendemos a dois e a três a viver ali, da forma mais carnal e crua que existe.

Pelo meio estamos emocionalmente instáveis, sentimo-nos vulneráveis e somos engolidas por um cansaço que nos consome todos os dias mais um pouco.

Choramos e rimos, somos felizes e infelizes em simultâneo. E se tudo deixa de ter importância outras assumem uma relevância que nos descompensa por completo.

Vivemos grudadas num ser que depende nós e na esperança de voltarmos a ter identidade e uma liberdade que nunca mais chega.

É o espelho, é a pressão da sociedade para que voltemos a ser a mesma mulher que engravidou à  nove meses.

É uma luta connosco, com o nosso querer, com o que "fica bem" nos olhos dos outros, com as nossas vontades ou a falta delas.

Vivemos numa autêntica montanha russa mas com a certeza que não trocaríamos cada dor, cada olheira por nada. Afinal nunca fomos tão felizes e cheias de "tudo".


Centrimagem

New Closet

21.10.19
O frio chegou com tudo e acredito que os centros comerciais encheram-se de mães "desesperadas" a comprar roupa quentinha para os seus filhos.

Felizmente este ano antecipei-me e já tenho tudo ou quase tudo, como vos mostrei pelo Instagram.

Não fui a correr para as lojas mas mergulhei nos roupeiros de cabeça.

Confesso que já estava com vontade de fazer um "refresh" às roupas, começava a ter tudo muito desorganizado, pois fui comprando a roupa e as roupas de verão e de inverno começaram a ficar misturadas.

Aproveito sempre a mudança de estação para "limpar" e dar uma cara renovada aos roupeiros. O que não serve sai e o que já está velho também. Ficam as roupas novas e a roupa boa para se usar.

Considero-me minimalista, quanto menos tenho mais gosto, "detesto" roupeiros cheios, com roupa amontoada, que perdemos de vista e não usamos nada.

Gosto de olhar para um roupeiro e ver tudo. Há alturas que fico sem roupa mas prefiro recomeçar vezes sem conta do que acumular roupas que muitas vezes nos dão um vazio maior.

Frio e chuva podes vir mas vem com calminha porque as constipações e ranhos já chegaram cá a casa.

Antes

Depois

7 Parques Indoor para levar os filhos a gastar energia.

18.10.19
Parece que o tempo de chuva e de frio veio para ficar. Consequentemente começam os programas de mantas e sofás, mas nem sempre é fácil gerir os filhos dentro de casa. Eles acabam por se cansar e nós também.

É preciso reinventar quando o tempo não convida a grandes passeios ao ar livre. Apresento-vos algumas sugestões giras e que vão fazer as delícias do nossos filhos.
  • Anima Park - Cascais
  • Hubi Park - Lisboa
  • Toyland Park - Feijó
  • Micolandia - Lisboa
  • Bounce - Lisboa
  • Jumpers - Porto
  • Camelot Park - Matosinhos
Bom fim-de-semana!!


Os convites

17.10.19
Os convites são o espelho do evento seja ele qual for.

É ali que começa o início de tudo. A sua imagem acaba por desvendar um pouco do tipo de festa que vai ser, das cores presentes e até da decoração.

Para uns é algo simples e sem importância, para outros é complexo e a "peça" fundamental. Eu enquadro-me na segunda.

Para mim, não existe WhatsApp ou email que substitua o toque real do convite, o cheiro a papel, a textura.

Faço questão de dar em mão e só aqueles mais de longe é que envio por correio.

Conheci o Projeto Amor, ainda estava grávida, e assim que abri a sua página de Instagram, disse para mim, que seria Bruna a fazer os convites do Batizado da MC.

Eram delicados, transmitiam serenidade, originais e cheios de bom gosto.

Já um pouco "fora de horas", isto de ser mãe de três, tem destas coisas, quando dei por mim estava quase em cima do batizado e ainda sem convites.

Falei com a Bruna e pedi-lhe urgência máxima. Sempre muito disponível, atendeu sempre os meus pedidos, fizemos várias provas, até chegar a um que me fez suspirar.

Para quem procura convites românticos, originais, tem de conhecer o Projeto AMOR.




23 Dicas para organizar um Batizado de sucesso

16.10.19
Como católica que sou para mim faz todo o sentido batizar. É a entrada da criança na vida cristã.

Gosto de os batizar ainda muito bebés para que possam usar o nosso vestido de família. Um vestido comprido, com rendas, em tom pérola.

O T foi batizado com 6 meses, o FM com 5 e a MC vai ser com 4 meses. Nunca senti que tivéssemos "a nossa" igreja por isso sempre escolhi a igreja consoante o local do almoço.

Quero que cada meu filho tenha o seu dia, distinto um do outro. Neste momento já contamos com três igrejas especiais, segue-se mais uma a caminho.

E é incrível como o que tem de ser nosso, sempre será, mesmo que pelo meio a vida nos troque as voltas. Exemplo disso é a igreja onde vai ser o batizado da MC. Há 9 anos tinha visto aquela igreja e tinha-me apaixonado por aquelas talhas douradas mas em termos de logística tive de optar pelo Convento de Mafra, ao qual não me arrependo, mas aquela igreja ficou sempre no nosso coração. E nove anos depois a vida voltou a levar-nos para lá.

Organizar um batizado é bem mais simples que um casamento, contudo requer organização e minuciosidade.

Deixo-vos a minha lista guia que me ajuda na organização da preparação do grande dia.
  • Escolher os Padrinhos
  • Escolher o dia 
  • Definir o tipo de batizado que queremos (intimista ou maior)
  • Fazer a lista de convidados 
  • Estipular o orçamento
  • Escolher o local. A escolha de local deve ser avaliada consoante a altura do ano em questão, o número de convidados e o tipo de festa que queremos dar. Não existe o local certo ou errado mas sim o adequado para nós.
  • Escolher a Igreja/ Padre. É importante perceber se o padre da paróquia está disponível para o dia e a hora que queremos ou se é preciso tratarmos do padre.
  • Definir as horas.
  • Escolher o fotógrafo. Ter o registo fotográfico é das coisas mais importantes numa festa deste género porque vai ser através das fotografias que iremos eternizar o dia e mais tarde recordar.
  • Tratar dos assuntos burocráticos na igreja onde vamos casar
  • Caso não casemos na igreja da nossa residência. É necessário tratar com a nossa paróquia a transferência.
  • Marcar o curso de preparação de Batismo (Por norma há uma vez por mês em cada paróquia)
  • Verificar a hipótese de um possível coro para tornar a festa ainda mais bonita.
  • Convites (Devem ser enviados pelo menos um mês antes do dia)
  • Tratar da vela, toalha e concha
  • Escolher a roupa da cerimónia e a segunda roupa
  • Definir toda a decoração e catering (se for o caso)
  • Escolher o Bolo
  • Escolher as lembranças (Esta deve ser a parte em que nos devemos focar menos. Evitar custos desnecessários pois a maioria das pessoas não dá importância. As dezenas ou uma fotografia são um bom exemplo como lembranças)
  • Escolher a animação de crianças 
  • Escolher as roupas do núcleo familiar
  • Escolher as leituras, fazer o Missal e imprimir
  • Fazer as mesas e os respectivos marcadores 

É importante fazer uma lista com todos estes items para que nada falhe. O ideal é não deixar nada para a véspera para evitar o "stress".

Caso sintam que falta algo, digam-me, que acrescento.

Mas acima de tudo o mais impotante é viver este dia com os nossos familiares e amigos da melhor forma possível.

Batizado é sinonimo de festa, de vida e de felicidade!

Centrimagem 

Obesidade Infantil

15.10.19
Um bebé gordinho é sempre mais "fofinho", apetece apertar muito mais que um bebé dentro do seu percentil.

Por isso tantas vezes é relativizado e motivo de discordância na família, pois o que importa são aqueles refegos e a barriga de bebé.

E argumenta-se que quando crescer, logo estica.

Nunca escondi o prazer que o FM tem em comer, atrevo-me a dizer que ele é mesmo feliz a comer, e não é só doces, mas sim de TUDO!

É a criança que melhor come e que mais experimenta que conheço, não tenho qualquer problema de o levar a um restaurante porque sei que vai gostar de toda a amenta.

E tudo isto é óptimo se a felicidade que tem em comer não fosse proporcional ao seu peso.

Há uns meses para cá senti que o peso do FM excedia um pouco o "normal", comecei  a perceber pela roupa que lhe deixou de servir drasticamente e os números que tive de comprar a seguir.

Com a quantidade de informação que existe sobre a obesidade, tenho noção que é preciso educar os nossos filhos com os melhores hábitos alimentares pois a nossa atitude pode ter consequências mais tarde no seu bem estar.

Não é dietas, mas sim educar sobre o que comer e como comer. Os doces fazem parte da infância das crianças e não ambiciono retira-los mas sim dosear.

Se hoje tem uma festa, come mas no outro dia come snacks saudáveis.

Um vida equilibrada é uma vida feliz! Sem exageros, sem fundamentalismos.

Ainda hoje a Nutricionista Sandra Santos, mais conhecida pelas "Papinhas da Xica" disse que a forma como comemos enquanto somos são crianças vai comprometer o nosso corpo e metabolismo.

Vim da sua consulta mais consciente, com algumas ideias de snacks tão simples e saudáveis e que podem ajudar a saciar das gulodices.

São poucas as mudanças a implementar, são mais truques saudáveis que trouxe hoje.

Não quero o meu filho magro, não é isso que quero, não trouxe uma dieta mas sim ferramentas para o ajudar a comer de forma mais consciente.

Já tinha o livro da Sandra e adoro seguir as suas receitas simples e saudáveis. Identifico-me com a sua forma de estar por isso não tive dúvidas da a escolher como nutricionista dos meus filhos.

Daqui a um mês vamos ver se já temos um FM menos "bolinha".




Sejam Bem-vindos ao Desenvolve-T

14.10.19
Ver um projeto passar do papel para algo palpável é uma sensação única mas cheio de nervosismo à mistura.

É como se déssemos alma às nossas ideias e sonhos. Sempre acreditei que são os nossos sonhos que nos comandam. Uma pessoa sem sonhos é uma pessoa sem certezas de si própria.

Pelo meio dos sonhos existem dúvidas, incertezas e muitos medos, mas a força dos nossos sonhos é sempre mais forte e foi com as incertezas engolidas com as certezas que fui em frente.

O Desenvolve-T, deixou de ser um sonho, ou um "rascunho" num bloco de notas, é muito mais que isso, é um Centro Infantil de Terapias, construído por uma mãe e uma terapeuta. Com os dois lados, a visão técnica e a visão emocional que tanto é preciso no mundo das necessidades especiais.

Sei exatamente o que uma mãe procura quando se dirige a um centro de desenvolvimento infantil, sei de cor as suas angústias, os seus medos e as suas expetativas.

Depois existe o outro lado, o lado técnico e que é o motor para que tudo aconteça e nisso a terapeuta do T é brilhante.

As duas aliámos a técnica com o lado emocional, tudo num só.

Uma equipa multidisciplinar pensada ao detalhe para cada criança, onde se vê a criança como um todo, em que se analisa as suas necessidades, se acredita nela e que se dê tudo para o melhor desenvolvimento da criança.

O Desenvolve-T é isto, é mais que uma "casa aberta", é uma família.

Em Julho abrimos portas a medo porque tínhamos Portugal de férias, tinha a MC com semanas mas mesmo assim fomos em frente.

Seguimos firmes com os nossos valores e objetivos e tivemos pais que acreditaram em nós desde o primeiro dia e que nos provaram que nunca tivemos erradas.

Sábado inaugurámos oficialmente as portas da nossa casa.

Sem bem-vindos!

Partilhem o nosso/vosso Desenvolve-T.



Ter tempo para estar doente

10.10.19
Voltar a ter uma mastite foi sempre um dos meus maiores medos.

Assim que acordei, senti uma dor forte na cabeça, daquelas que mais parecia que não tinha chegado a ir à cama. Depois senti um caroço no peito, até que ao fazer uma massagem percebi que não era um caroço mas sim algo que ao toque me doía.

Pensei de imediato na mastite mas achei que talvez fosse só o cansaço a falar mais alto, mas à medida que o dia ia passado o peso na cabeça mantinha-se e os calafrios começavam. O frio era tanto que cheguei  a ligar o aquecimento do carro para me aquecer.

Fui piorando e às 19h já sem forças, deitei-me. Valeu-me a minha mãe que me ficou com os boys e o meu marido que está a tomar conta da MC, visto que eu não estou mesmo bem.

O meu médico mesmo estando de férias, foi incansável e passou-me de imediato o antibiótico e agora sinto-me ligeiramente melhor.

Espero amanhã acordar bem pois na realidade eu não tenho tempo para estar doente.

Como recebo muitas mensagens sobre mastites envio os sintomas de alerta para que possamos atuar o mais rapidamente possível:
  • Febre
  • Dores no corpo
  • Calafrios
  • Mama inflamada (avermelhada e com ingurgitamento)
Queria escrever-vos sobre o batizado mas não tive forças para tal. Desculpem!!

Um beijinho 





Estimular a brincar

9.10.19
Acredito que se não fosse mãe do T, não sabia metade sobre estimulação precoce ou desenvolvimento infantil. E isso não me fazia menos mãe por isso. A questão é que se fala de tudo na maternidade, dos cuidados a ter com a roupa, das massagens anti cólicas, da preparação do banho entre muitos outros assuntos. Mas o mais importante esquece-se, o desenvolvimento da criança.

É sabido que a vida obrigou-me a saber mais sobre algo que até então desconhecia.

Hoje sei que sou uma mãe muito mais atenta, preocupada e que olha para os brinquedos com outros olhos. Com os olhos de quem tenta perceber o seu verdadeiro objetivo e em que é que este pode ajudar a potenciar o desenvolvimento.

Há cinco anos havia muito pouca informação e poucos brinquedos adequados às crianças/bebés com necessidades especiais. Simplesmente não havia! Era preciso dar largas à imaginação e criar os próprios brinquedos, longe dos tradicionais e com objetivos muito específicos.

Felizmente que os tempos mudaram e hoje em dia a sociedade está mais atenta a este tipo de brinquedos e o melhor de tudo é que a maioria são marcas Portuguesas!!

Exemplo disso é a LuMa que criou um conjunto de brinquedos sensoriais que visa estimular e desenvolver os cinco sentidos do bebé (visão, cheiro, toque, paladar e audição).






As almofadinhas sensoriais estimulam os quatro sentidos: Visão, pelas diferentes cores apresentadas; o cheiro pelas sementes de alfazema; o toque pelo tipo de tecido e recheio e consequentemente a audição pois cada almofada produz um som diferente.

7 Dicas para ajudar a cuidar do "nariz entupido"

8.10.19

Desta vez fala-vos do vulgarmente denominado “nariz entupido” que se trata na verdade de uma obstrução nasal.

Os recém nascidos têm tendência a ter uma obstrução nasal fisiológica, mais notória no período neonatal, ou seja associada à reduzida dimensão das fossas nasais. Facilmente estes pequenos orifícios ficam preenchidos com as secreções, vulgarmente denominadas “ranhocas” que são produzidas por vezes em maior quantidade. Podem saber mais aqui.

Esta obstrução muitas vezes torna-se uma preocupação porque os bebés têm uma respiração predominantemente nasal, pelo que que se o nariz está entupido…a respiração não é eficaz e pode interferir com o seu bem estar e principalmente com a alimentação! 



O que fazer?
  • Manter o nariz o mais limpo possível principalmente antes das refeições e antes de dormir
  • Limpar com soro fisiológico ou quando secreções mais espessas ou em maior quantidade tem vantagem a utilização do soro hipertónico
  • Limpar alternadamente cada narina, fechando a boca
  • Elevar a cabeceira da cama acima dos 45º, favorecendo a expansão torácica e drenagem das secreções 
  • Fracionar as refeições – menos quantidade de alimento mais vezes ao dia
  • Oferecer (mais) água 
  • Caso a limpeza do nariz não tenha sido eficaz, recorrer ao aspirador nasal, sempre após colocação de soro e principalmente antes do dormir. A utilização do aspirador nasal não deve ser desmedida. 

17 ideias para fazer com as crianças

4.10.19
O T obrigou-me a arranjar forma de o estimular sempre que podia. Não só em contexto de sala mas também num contexto mais lúdico.

Ao fim-de-semana não existem terapias, e todo o tempo é aproveitado ao minuto pois são os únicos dias em que o sinto completamente livre.

Por isso abuso dos estímulos e são raras as vezes que ficamos em casa. Existe um mundo de oportunidades fora das nossas quatro paredes e nós tentamos aproveitar ao máximo.

Umas implicam mais custos que outras mas tentamos ao máximo equilibrar.

Partilho convosco uma lista de atividades para fazermos com os nossos filhos:

  • Concerto para bebés
  • Passeios ao ar livre, com toda a nossa criatividade à mistura: correr, jogar à bola, contar as folhas ou flores, respirar ar puro
  • Piquenique
  • Praia ou piscina quando o tempo o permite
  • Quinta Pedagógica
  • Jardim Zoológico
  • Oceanário
  • Badoca Park
  • Exposições lúdicas para as crianças (Pavilhão do Conhecimento, Maat)
  • Kidzania (Nos dias de chuva é perfeito para as crianças)
  • Teatros Infantis
  • Concertos Infantis
  • Musicais Infantis
  • Parque Infantil
  • Dino Parque 
  • Feiras com animações para crianças
Há tanta coisa para fazer. O mais importante é olhar para o mês e estabelecer um orçamento e a partir daí escolher as atividades mediante a nossa disponibilidade financeira. Sendo que há muita coisa que não é paga como a  Quinta Pedagógica dos Olivais, o parque infantil e os jardins. No entanto o que eles querem verdadeiramente é a nossa atenção e o nosso tempo.

O importante é deixá-los ir, deixar que se sujem sem medos, que corram até caírem, que brinquem à chuva e que potenciem toda a imaginação.

As crianças adoram liberdade. Gostam do que é mais simples e somos nós que tantas vezes complicamos.

É fazer com vivam! que cheirem, que apalpem várias texturas e que vejam todas as cores possíveis.
Quando lhes damos este espaço percebemos que eles nem se lembram do mundo digital e da Televisão.

Bom fim-de-semana!!





O meu maior orgulho

3.10.19
O T ensinou-me a ser mãe, a ver o mundo com outras cores e a viver de outra forma.

Com ele já chorei, tive medo, tremi vezes sem conta mas nunca duvidei, nunca em momento algum pestanejei sobre o seu potencial!

Acreditei! Mesmo quando me disseram que se tivesse que escolher "o meu filho por catálogo, nunca o escolheria".

Ergui-me com força, sorri para ele e desde esse dia que luto diariamente não por ele mas com ele, de mãos dadas, para que ele tenha o melhor desenvolvimento possível.

Sofro vezes sem conta por ver o seu tempo de criança a ser roubado por mais uma terapia,  para que um dia consiga ter a sua voz própria.

Um dos nossos médicos disse que era preciso ter respeito pelas crianças que crescem a lutar, que trabalham diariamente para que um dia consigam fazer o que outra criança acorda a fazer.

Não podia estar mais de acordo! É de uma resiliência envolva em orgulho que vos falo!

Ainda hoje vi o T cansado, com vontade de dizer que não queria mais, mas também o vi a erguer a cabeça e a continuar mesmo quando a força já lhe faltava.

Admirei-o! 

Tal como o admirei ontem, quando foi à consulta de desenvolvimento. Com um comportamento excelente, em que mostrou uma vez mais o seu potencial. "Babei", confesso! Mas mais que "baba" sinto um orgulho neste meu filho pelo que é e pelo que se tornou.

Eu apenas lhe dei as ferramentas e ele aproveitou-as para brilhar!

Nunca duvidei da sua capacidade por um segundo. Sei que é capaz! Já o vi fazer coisas que jamais imaginaria ser possíveis não pela sua trissomia mas pela sua idade.

Se tem um desenvolvimento mais lento, tem. Há coisas que têm de ser trabalhadas primeiro para que depois as consiga meter em prática. 

A isto chama-se cimentar e até hoje nunca vi nenhuma casa cair quando é envolta de cimento firme.

É preciso respeitar o seu tempo, aceitar e esperar com a certeza que chegará o momento certo para andar, correr, ler ou escrever.

E aqui não existem tabelas de desenvolvimento que valham, existe um ser humano que precisa de ser respeitado e olhado como igual porque todos temos o nosso ritmo.

Orgulho! É o que sinto por este meu filho que todos os dia me dá uma lição do que é viver!

Túnica | Sonhos d' Alfazema
Ténis | Pés de Cereja




Gerir uma casa de cinco

2.10.19
Não é fácil gerir uma casa, muito menos quando isso implica gerir três filhos simultaneamente.

Não é impossível, mas não é fácil, é preciso organização, método, e estabelecer prioridades mas para tanta atividade também é preciso abdicar de muitas coisas.

Mas para que não haja ilusões senão tivermos disponibilidade de tempo por mais disciplina que tenhamos não se consegue.

Infelizmente ou felizmente o T leva-me grande parte do meu tempo, foi assim desde sempre mas à medida que cresce o desafio vai aumentando. E este ano letivo mostra mesmo isso. Já chorei, já vacilei vezes sem conta, mas o meu querer acaba sempre por ser mais forte e acabo por me erguer e continuar neste caminho que tanto acredito.

No meio disto tudo o FM começou a escola e tenho uma bebé a precisar de mim a 200%. A somar a isto tenho o Desenvolve-T, a Centrimagem (que ainda trabalho na coordenação de casamentos e batizados), o Blog e a casa.

Ao meter tudo isto no papel, ainda me questiono como consigo encaixar tudo isto em vinte e quatro horas, mas com a certeza que se me desafiarem para outra coisa, sou mulher para o aceitar.

Nunca fui mulher de uma só coisa, de um trabalho convencional, nem sei o que é, mas há alturas que invejo quem trabalhe no seu horário estipulado.

Quando me perguntam o que faço, nunca sei o que responder, talvez porque sinta que faço tudo e nada ao mesmo tempo.

É tanta coisa, mas que ao mesmo tempo nos dá um vazio grande, pois passamos o dia de mangueira lançada a apagar fogos e chegamos ao fim do dia sem nada palpável.

A isto junto três filhos, cada um com a sua necessidade, que se torna num desafio constante. Passo o dia entre deixar um na escola e levar o outro à terapia e a dar mama. E quando tenho os três entro na hora caótica mas também melhor do meu dia, das brincadeiras, dos gritos de crianças, dos banhos e do jantar e já só paro às 21h quando os deito. Sendo que o meu parar não é ir para o sofá...isso passou a ser uma miragem para mim. Quando os deito arrumo a casa, para que no dia seguinte quando acorde não tenha nada fora do sítio e consiga começar o dia de forma "equilibrada"e de seguida ponho-me no computador a trabalhar o que não consegui durante o dia.
Quando me deito tenho sempre a consciência que tudo isto é possível porque não trabalho as horas convencionais como tantas outras mães.

São opções que se fazem, aqui não existe o certo ou o errado, mas sim o que conseguimos e queremos perante a realidade que vivemos.

Tenho consciência que com a vida familiar que tenho seria despedida no dia seguinte. Não é sustentável para uma empresa ter uma pessoa que sai de hora a hora, de duas a duas ou até de três em três para ir levar o filho à escola, ao médico, à terapia ou simplesmente para dar mama.

A culpa não é da empresa, nem da família. A vida é isto mesmo! Um desafio constante e cabe a nós escolhermos o melhor para nós e família.

Foi esta a nossa escolha há cinco anos. O marido trabalha no horário "normal" sendo que hoje o horário normal vai muito além do tradicional 9h-18h.

Eu giro um negócio próprio e de família, muitas vezes à distância de um telefone ou email, para que possa acompanhar os meus filhos nas suas atividades que vão para lá do "normal".

Era isto ou contratar uma interna ou um motorista que os levasse a todo o lado, mas aí não estaria presente e isso nunca foi opção na nossa família. E o dinheiro possível que pudesse ganhar seria para pagar a essas mesmas pessoas para tomarem conta dos meus filhos e para mim isso não faz sentido.

Esta foi a forma que encontrámos para gerirmos a nossa vida com qualidade de vida. Mesmo que para isso ficassem adiados muitos sonhos e que me limite profissionalmente a crescer.










8 Anos

1.10.19
8 Anos de um grande e verdadeiro Amor!

Foi há oito anos que percorri o altar para dizer "sim, para sempre" ao meu marido.

Foi e será sempre um dia sentido com palpitações no coração, foi especial e feito à nossa medida.

Éramos uns "miúdos", pouco ou nada sabíamos da vida, ainda com poucas responsabilidades mas com a maior certeza de todas: que seria para sempre!

Vivemos a dois, aproveitámos ao máximo o casamento, namorámos muito, viajámos e juntos construímos a nossa casa.

Pelo meio tivemos dúvidas, fizemos decisões e aí vivemos os primeiros medos a dois.

Aos poucos e poucos fomos construindo uma relação sólida, com respeito, compreensão e com uma cumplicidade única.

Vivemos algumas discussões e "crises" como todos os casais, já demos murros na mesa e viramos costas, mas o amor prevaleceu sempre, não somos diferentes, somos reais.

Talvez a diferença, é que no meio de tantos pontos de vista diferentes, compreendemos e aceitamos o outro.

A vida é mesmo isto!

Oito anos depois olho para trás e sinto que construí o maior império, o meu, o nosso!