7 Meses

27.1.20
7 Meses de um amor inexplicável.

Confesso que começo a ter saudades da Maria Constança mini. Estão a ser sete meses desafiantes mas igualmente maravilhosos.

As gracinhas começaram, já se começa a sentar e à sua maneira já mostra o quer e o que não quer.

O seu temperamento é de "miúda" e eu já prevejo um futuro desafiante mas que tanto gozo me vai dar.

Come lindamente e a adaptação às sopas e papa não podiam estar a correr melhor. As noites...ai essas noites "malditas" estão cada vez mais duras, além de dormir colada a mim, passa a noite a mamar.

Vale-me a experiência do Francisquinho que foi igual. E a certeza que tudo passará.

A ligação com o pai começou, e é incrível ver o brilho no olhar quando o vê. Nunca tinha percebido até então o que era este amor que se falava entre o pai e a filha, (quer dizer mais ou menos porque a relação que tenho com o meu é muito forte) mas ver um bebé tão pequenino a derreter-se com a pai nunca a tinha vivido.

Felizmente não sou ciumenta pois é uma sensação única ver a ligação daqueles dois através de um olhar.

Qualquer dia está a gatinhar, e o meu coração não sabe se está preparado para este crescimento tão rápido.

Parabéns filha por estes sete meses maravilhosos.













Look | Alecrim
Collants | Pés de Cereja
Placa | Caturra 

O perigo vive perto de nós

22.1.20
Segunda-feira saí mais cedo do trabalho para finalmente fazer as compras para começar a dieta de forma a perder todos os kilos acumulados com os excessos da gravidez.

Não podia adiar mais...

Enchi o meu frigorifico de legumes, frutas, queijos magros. Deitei fora tudo o que tinha consciência que me fazia mal.

Jantei pizza para me despedir e prometi a mim própria que a partir de amanhã voltaria a encontrar o meu "eu" que ficou esquecido em tempos.

Acordei uma vez mais com uma agenda repleta de coisas para fazer e cronometradas ao segundo, era apenas um dia normal, julgava eu,  até que decidi meter a água a ferver enquanto preparava os miúdos.

Eles tomaram o pequeno almoço, foram-se vestir com o pai e, a porta tocou no entretanto, era a minha mãe com a minha avó. Passei a baby MC para os braços da minha avó e dirigi-me para a cozinha para deitar a água fervida num jarro de vidro (eu sei...não se deita água quente para um jarro de vidro) mas não pensei, deitei, e enquanto deitava falava com a minha mãe até que o jarro explode!

Vivi momentos de horror, gritava de dores, a minha mãe só me dizia para tirar a roupa, congelei, não reagi, e só gritava! Com a força natural de uma mãe, a minha arrancou-me o pijama do corpo e eu percorri o corredor da minha casa a chorar de dor. Fui para o chuveiro para meter água fria para acalmar a dor mas nem assim. O frio parece que ainda me fazia pior.

Ao fundo ouvia o T perguntar "o que foi mãe, o que foi mãe" só lhe respondia que estava tudo bem enquanto derramava lágrimas de dor.

Deparei-me com a fragilidade humana, e como em segundos a nossa vida pode mudar por completo, ao mesmo tempo agradecia a Deus por eles não estarem naquela cozinha, por não me ter cortado com os vidros e não ter sido queimada no peito e no rosto.

Meti camadas de Biafine mas a dor não acalmava por nada, chorava, gritava! Até que decidi ir ao hospital, vesti um vestido de botões, calcei uns chinelos e fui com o B.

Deixou-me à porta das urgências e entrei pela triagem sem qualquer inscrição, não podia ficar à espera de ser chamada, pedi ajuda e encaminharam-me para a sala de tratamentos. Encontrei uma enfermeira e ainda sem admissão, sem nada, gritei por ajuda e lá consegui entrar na sala dos curativos.
Trataram-me e acalmaram-me, levei soro e quatro horas depois saí toda ligada.

Tenho o corpo todo queimado, com queimaduras de segundo grau.

Nunca pensei viver tamanha dor. Ainda fiquei a admirar mais os bombeiros pois sempre que vão para um fogo correm o risco de passar pela dor de ser-se queimado, e ficou a lição que o colo é bom e deve ser sempre dado mas longe de uma cozinha.
Se isto tivesse acontecido com a baby MC no pano ou com eles perto de mim como tantas vezes estão, podia ter sido a maior desgraça da minha vida.

Deus sabe o que faz e felizmente que mete a mão sempre na altura certa.

Não consigo reviver este episódio sem me encolher, não consigo sequer pensar em água a ferver.

Foi um momento traumático, estou de cama pois a minha mobilidade é reduzida, sinto-me frágil, mas sem dores.

Começou um longo processo e espero não ficar com marcas deste episódio triste.

Mas apesar de tudo não me desfoquei e avancei com a dieta com a consciência que talvez gordinha fosse mais feliz ;)

Peço-vos cuidado! O perigo está tantas vezes ao nosso lado.




Com carreira promissora na moda

17.1.20
Um loiro, o outro moreno,

Um envergonhado, o outro com palco aos seus pés

São estes os homens da minha vida.

Se procuram roupa de festa ou de cerimónia a Cutxi Kids lançou uma coleção de perder a cabeça, super querida, elegante e sem parecerem pequenos adultos.





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A nossa herança

16.1.20
Chamo-lhe herança porque é isso que penso quando me perguntam como é que tive coragem para ter três filhos.

Não lhe chamo coragem mas sim uma forma diferente de ver as coisas. Talvez devesse ter ponderado, pensado mais nas escolas e na faculdade, nas viagens que podia fazer só com um filho...

Mas depois morremos, e eles? Onde ficam? Agarram-se às viagens que fizemos? Vão passar o Natal no melhor colégio? Ou vão chorar para uma garagem repleta de carros de topo de gama?.

Quero dar-lhes vida! Um conceito de família, de partilha e de um amor que nenhum dinheiro comprará.

É neste princípio que os educo e talvez a união que eles tenham uns com outros é reflexo desta minha máxima.

É em minha casa que encontro o meu ponto de equilibrio, e é no meu irmão que encontro o amparo que preciso, e é este amor que tenho por ele que vai muito mais além de um bem material.

A relação dos três é indescritível de tão forte que é, não existe o que é de um e de outro, mas sim o que é dos três.

Eles, mais parecem gémeos, não existe cumplicidade maior que a deles, acordam e deitam-se a pensar um no outro e em momento algum senti ciúmes.

Vivem um para o outro e é tão bom ver este amor.

A MC embora pequenina, já entrou naquele núcleo,  e os três já se entendem com olhares, e os rapazes tomam conta da mana como ninguém.

O que é mais engraçando é sentir que eles podem fazer-lhe tudo, são beijos fortes, apertos, gritos e ela está sempre a olhar para eles com um sorriso, sem nunca reclamar, já a mãe se lhe dá um abraço mais apertado é choro na certa.

Hoje fazem-lhe tudo, qualquer dia vai ser o contrário e vai ser tão giro de ver.

Posso ter uma conta bancária pequena mas sou a mãe mais rica do mundo!




A primeira Sopa

15.1.20
Três filhos, mas a primeira sopa é sempre motivo de registo. É sinal que cresceram, e que deixaram de depender exclusivamente do leite materno ou adaptado.

No meu caso, é sempre uma "luta" interna com o meu "eu" pois se por um lado fico com mais liberdade de movimento, por outro é sinal que já passou a fase de bebé dependente. 

São os primeiros sinais do seu crescimento a aparecer.

Há quem comece pela papa, nós e em conformidade com a pediatra optamos pela sopa. 

Confesso que gosto mais que a sopa seja introduzida em primeiro lugar porque por vezes quando se começa pela papa, como é doce, é mais difícil depois de introduzir a sopa mas o melhor é verem com a vossa pediatra o melhor para o vosso bebé.

A primeira sopa é aquele momento em que preparamos tudo ao detalhe para que o processo corra o melhor possível. Seguramente não é o meu forte, não é algo que me anime pois sujam tudo e o ritmo que comem faz-me desesperar. 

Mas aqui o pai domina!! E sempre que consigo é ele que dá mas a primeira fiz questão que fosse dada por mim.

Correu lindamente, houve uma maior curiosidade em tocar na sopa do que propriamente comê-la mas faz parte da exploração.

Babete | Gato Gatinho


A introdução alimentar é algo que deve ser feita progressivamente, comecei com três legumes: Abóbora, Cenoura e Batata Doce e de três em três dias tenho introduzindo um novo legume, contudo já retirei a cenoura porque senti que começou a ficar com o intestino preso.

Copos | Avent


Neste momento já experimentámos: cebola roxa, brócolos e alface.

Tenho usado até ao momento legumes biológicos mas confesso que não sou fundamentalista do biológico.

Sempre sem sal (ainda hoje não ponho sal na sopa deles e também não há queixas) e com um fio de azeite em cru.

Também já introduzimos a fruta mas não tem sido um sucesso.

Entretanto como a MC já tem seis meses vou introduzir a carne: aves, borrego, coelho ou vitela (10g a 15g/dose) e aos sete meses começo o peixe.

Neste momento ainda só está a fazer uma refeição sólida mas em breve passará a fazer mais uma (lanche ou jantar).

Ao lanche vou dar-lhe papas (nesta fase já posso introduzir papas com glúten) mas como ainda amamento estas serão feitas com o meu leite ou água. Não faz sentido nesta fase misturar leites.

Além de tudo isto vou continuar a dar-lhe mama sempre que ela pedir.

E vocês já começaram as sopas?














Mãe Cuidadora

14.1.20
Mãe é Amar, cuidar e chega a ser algo complexo, é estar em muitas frentes com um propósito dar o melhor ao seu filho.

Mãe é mãe, não existem as boas ou más. Todas são as melhores para os seus filhos.

Mas ser mãe e cuidadora vai muito mais além do que é ser uma "simples" mãe. Implica todas as responsabilidades inerentes a uma mãe e outras tantas que só uma mãe com um filho com cuidados acrescidos precisa.

É uma vida que se "perde" em prol de outra que se "ganha".

Com isto digo-vos que ser mãe é do caraças!! A mulher que entra naquela sala cheia de luzes e bisturis fica ali e renasce completamente diferente.

A mãe cuidadora é aquela que leva os filhos às terapias enquanto as outras levam os seus filhos ao cinema e à musica.

Que passa grande parte do dia a fazer malabarismos entre a logística "normal" de uma casa, as terapias e as consultas médicas.

Que foge das conversas banais entre mães pois a sua vida é muito mais que banalidades.

Que passa as noites em branco a ler, a pesquisar na internet sobre todas as possibilidades para potenciar mais e mais o desenvolvimento do seu filho.

Que se esquece dela própria porque não existe esse tempo útil para o fazer e quando o faz sente-se egoísta por o fazer.

Que se erga todos os dias com um sorriso mesmo quando se sente a desmoronar por dentro, que luta pelos direitos da igualdade e que quer apenas gritar ao mundo que é uma mãe normal.

Que trata por tu os hospitais e que vive agradecida pela equipa médica e terapêutica que cuida do seu filho da melhor forma possível.

Esta mãe é a que vive no limite e que se sente tantas vezes invisível e engolida por tudo o que lhe aconteceu.
Empurra o mundo para a frente com as suas próprias mãos e a que chora quando as luzes se apagam e que reza para que tudo fique bem.

E por tudo isto merece ser respeitada, e olhada de frente pela sociedade e pelos políticos, sem medos, pois é este trabalho que não se vê que poupa milhões ao nosso estado.

Não são oportunistas, muito menos querem viver à custas dos seus filhos apenas querem dar dignidade e qualidade de vida aos seus filhos e isto chama-se amor no seu expoente máximo.







A (in) tranquilidade de os deixar

9.1.20
Por ser o terceiro filho podia ser tudo muito mais simples, sem ansiedade e muito mais tranquilo mas filhos não são equações matemáticas.

O somatório deles leva-nos a elevar ainda mais a presença e o tempo com eles. Custa deixá-los ir, corta-nos a respiração saber que de um dia para o outro passamos a dois seres independentes.

Eles ainda sem perceberem bem os motivos que levaram esta separação e nós com um nó na garganta com o bater da porta, com a sensação de deixar o nosso bem mais precioso ao cuidado de terceiros.

Custa! Custa muito! E a quantidade de filhos não nos faz descomplicar no momento de ir. Dói e chega a doer bem lá no fundo.

No meu caso foram seis meses juntas, em que a nossa respiração se cruzava ao segundo.

Mas a vida é feita de encontros e de separações, e eu tinha mesmo de abraçar o meu outro bebé - Desenvolve-T, que até então tinha ficado a meio gás sem mim. A MC sei que fica bem pois fica nos braços da bisavó mais querida e atenciosa do mundo.

Mas mesmo assim custa deixá-la. Talvez porque tenha consciência que este primeiro ano é veloz e que nos foge das mãos.

O nosso corpo é obrigado a adaptar-se a esta nova vida pois deixa de estar disponível para o bebé 24h horas por dia. Faz-nos andar com bombas de leite atrás ou então a fazer corridas entre a casa e trabalho. No meu caso, encontro-me na segunda opção, e que bom é abrir a porta vê-la e lambuzá-la de beijos nem que seja por dez minutos. Na minha ausência existe um novo mundo para explorar cheio de texturas, cores e sabores.

O regresso ao trabalho obriga-nos sempre a reorganizarmos e eu ainda estou no processo. Está a ser uma semana de loucos, três filhos + 1 não é fácil mas com o apoio do marido tudo se consegue.

Esta semana fico a dever horas à cama, mas sei que a seu tempo, as pagarei, nem que seja quando os meus filhos tiverem 18 anos.

Até lá fico mesmo com sono.

Para todas as mães que vão agora deixar os seus bebés um beijinho grande nos seus corações.

Look | Maria Minorca 
Fotografia | Mu Blog





Beliche Vs Cama

8.1.20
Embora ainda um pouco a mil com a minha "vida nova" estou de volta.

O regresso ao trabalho implica uma nova logística e uma adaptação familiar que me desfocou deste nosso cantinho.

Pelo Instagram partilhei convosco as minhas dúvidas entre optar por beliche ou por camas individuais e uma vez mais vocês foram incansáveis. Obrigada pela vossa opinião, ajudou bastante e graças a ela tomei a minha decisão.

Muitas de vocês também me pediram para partilhar as opiniões que recebi por isso decidi escrever sobre estas inquietudes normais de mães.

Na maioria o que mais recebi foi "não compre beliche" e os motivos predominantes foram:

  • Difícil ou melhor "péssimo" para fazer a cama.
  • A possibilidade de quedas. 
  • Idade desaconselhada para crianças inferiores a 8 anos
Confesso que não me surpreendeu, eram exatamente estes motivos que não me levavam a optar por beliche mas o que me fez tirar a ideia por completo foram as quedas, tive médicas e enfermeiras que me enviaram mensagem que muitas idas às urgências são devido a quedas de beliche e existem quedas que são muito mais que quedas.

Outra das coisas que não me convence é o drama de fazer a cama de cima e pela quantidade de mensagens parece que não estou enganada.
E como quem faz a cama sou eu, sou eu que decido! Perdoem-me se estou a ser egoísta mas tenho de pensar em mim. Tenho esse direito :) 
E para as mães "masoquistas" (just kidding) a cama de cima só resulta mesmo com capa de endredon e lençol de baixo (e daqueles que prende ao colchão) ou com lençóis envelope que são óptimos para o efeito. Tudo o resto é parecido com uma aula de body combat.

Depois sempre que os amiguinhos vão a casa, é um tormento de preocupação.

As crianças gostam muito de beliche pela "aventura" mas assim que deixa de ser novidade muitos já não querem subir foi outra das opiniões que li.

No entanto não tive só más recomendações, na maioria as mães que dormiram em beliche na infância guardam na memória as melhores recordações, pela diversão e pela partilha com os seus irmãos.

As vantagens prendem-se com:
  • Poupança 
  • Ocupa pouco espaço
  • Ideal para quartos pequenos
  • Permite uma maior arrumação no quarto
O beliche com maiores recomendações é o Kura do Ikea. Este por ser baixo é fácil de fazer. Fui ontem ver ao vivo e comprovo. Parece-me super acessível no entanto não morro de amores pelo design.

Umas das sugestões dadas foi a cama com gavetão, mas confesso que já tive em tempos e a hora de dormir era sempre um suplício porque tinha que tirar tudo em volta para conseguir abrir a cama.

Assim vou optar por duas camas e a cama de grandes.

Maria do Mar 








Resoluções para 2020

2.1.20
Os balanços e os recomeços fazem parte da vida.

São eles que nos fazem alinhar, que nos focam para o que queremos. É importante meter num papel o que queremos e lutarmos por estes sonhos, caso contrário caminhamos sem fim.

Mais ou menos concretizáveis é importante que ao longo do ano olhemos para eles, pois são eles que sem darmos por isso nos dão alento para todos os dias fazer algo de diferente por nós.

O segredo não está na quantidade, mas sim na qualidade, podia ter uma lista infindável de "quereres" mas preferi aproveitar este ano redondo para reduzir e trabalhar para objetivos curtos que se traduzirão em grandes no futuro.

Primeiro que tudo quero e preciso voltar a encontrar-me, quero muito continuar a ser esta mãe que sou mas também quero voltar à minha identidade.

Quero levar o meu querido Desenvolve-T a muitas mais famílias, quero que as famílias encontrem em nós esperança e quero sentir que os seus filhos cresçam felizes.

Quero continuar a inspirar famílias, a mostrar os dois lados da maternidade e a crescer por aqui.

Por fim e também muito importante quero sair do nosso Portugal, quero fazer as malas e ir. Quero dar-lhes o mundo, quero viver "livre" com eles, nem que seja por uma semana.

Quero apenas ser feliz!

Camisa | miiw