Quando o dinheiro não paga...

14.1.21

Há seis anos, bem ao acaso, encontrei uma terapeuta que foi muito além de uma profissão. A Filipa tem abraçado as minhas lutas como se fossem dela e isso é louvável.

Vive os nossos problemas como se fossem dela e festeja as vitórias de uma forma que emociona ao longe. Ainda me lembro das suas primeiras lágrimas por ver o Tomás a corresponder de forma brilhante a um trabalho que demorou meses a ser feito.

O T tem sido o reflexo da sua entrega notável como profissional e pessoa. Não sei em que patamar o Tomás estaria se não tivesse uma Filipa, sempre de mãos dadas com ele, mas sei que lhe devo o seu desenvolvimento

Cresceu com ele e ele com ela. Um Amor par a vida toda, tão bonito, que chega a invejar de tão verdadeiro que é.  

Em seis anos, separou-se apenas seis meses de nós, porque foi viver um sonho e eu teria sido injusta se lhe tivesse cortado as asas, mesmo com um nó na garganta, disse-lhe para ir e que nós aguentaríamos firmes até ao seu regresso. 

Quando aquele avião levantou voo acho que nunca chorei tanto por alguém...

E mesmo a milhares de quilómetros de distância nunca esteve longe, não havia um dia que não falássemos, em que não me ajudasse e me guiasse nesta luta tantas vezes difícil. 

Digo-o e repito-o vezes sem conta, poderia hoje virar milionária, que nunca lhe conseguiria pagar o que ela já fez por nós. Não existe dinheiro no mundo que lhe pague.

Sorte a nossa que conhecemos a (nossa) Filipa!

De sorriso fácil, com um trabalho fora de série e que honra a profissão, do que é ser terapeuta. Comecei pela melhor e isso faz com que seja muito criteriosa com as escolhas das terapeutas que quero que trabalhem com o Tomás. É ela que me ajuda na sua seleção e foi também muito graças a ela que construi a melhor equipa para o Tomás.

O Tomás não é mais que nenhuma criança, apenas é uma criança que trabalha diariamente desde os quatro meses e o seu desenvolvimento apenas é reflexo disso mesmo. 

Aqui não existe sorte mas sim trabalho.

Já eu tive sorte por me ter cruzado com uma terapeuta exímia, que virou família e é a ela que lhe devo parte da nossa felicidade.

Obrigada Filipa por ter movido o mundo pelo Tomás.









Atividades Extra Curriculares

13.1.21
Todos os pais buscam o melhor para os filhos, vivemos em prol da sua educação e formação e muitas vezes essa ânsia pelo melhor torna-nos cegos.

Ambicionamos  que ao cinco anos já toquem piano, joguem futebol, falem duas a três línguas fluentemente, façam ballet, natação e tantas outras atividades que não me lembro.

E em momento algum nos lembramos que no meio de tanta tarefa, devemos de guardar espaço para que brinquem, talvez porque isso não seja mensurável e avaliado. 

O que mais importa é que sejam os melhores, para que possamos exibi-los como troféus. Afinal de contas, nenhuma mãe que gosta de admitir que o filho não é bom a algo.

E é esta pressão que leva tantas vezes as crianças a crescerem no meio de uma competição feroz e aos poucos se tornarem adultos "sem limites, para atingir os seus fins".

Aprendem desde cedo a competir com os outros quando deviam de aprender a competir com eles próprios.

Enchemos as suas agendas de atividades, passamos a viver em prol das suas tarefas e tantas vezes testamos o nosso orçamento só para lhes dar o que achamos ser melhor.

Mas no meio disto tudo esquecemo-nos de perguntar, olhos nos olhos, o mais importante,  "é isto mesmo que te dá prazer?"; "gostas mesmo?"; faz-te feliz?

E é no dia em que deixarmos de ser escravos da perfeição, que seremos surpreendidos com "mãe, o que mais gostava era de ter tempo livre para brincar".

Sou de opinião que as crianças devem escolher os seus tempos livres, nós pais apenas devíamos de orientar, sem dramatismos e sem grandes expectativas.

E se um dia eles tiverem uma tarde livre, que bom, que brinquem, que imaginem e criem pois são crianças.

O Tomás e o Francisquinhos estão no Inglês por opção deles, primeiro dei-lhes a oportunidade de conhecerem e foram eles que me disseram que queriam muito porque gostavam por isso ainda hoje estão na Helen Doron perto de nossa casa.

Estão também no Futebol, porque o pediram, o Tomás por norma está em campo trinta minutos pois mais que isso aborrece-se, o Francisquinho faz o treino completo sempre de sorriso na cara. No entanto têm dias que não querem ir e eu não obrigo.

As atividades extra curriculares existem para lhes dar prazer e não para os aborrecer.

Independentemente de tudo são crianças e merecem divertir-se e serem felizes.

E vocês como gerem as atividades dos vossos filhos?


Trolley | Nikidomroller.


A reação dos irmãos

8.1.21

Quando soubemos que íamos ter mais um filho não hesitamos por um minuto em dizer aos nossos filhos.

Mesmo sabendo o risco que corríamos, porque o primeiro trimestre é sempre uma verdade incerta, arriscamos. Estávamos confiantes!

Em tempos já lhes tinha perguntado se gostavam de ter mais um bebé em casa e tinham-me prontamente respondido que sim.

Até que a suposição deu lugar a certezas e disse-lhes que a mãe tinha um bebé na barriga. Os olhos brilharam de imediato e agarraram-se à minha barriga.

E desde esse dia que não passam sem perguntar pelo bebé. O Tomás arrisca numa mana e o Francisquinho num mano. 

A Constança, até ao bebé nascer, ainda não tem idade para perceber o que é isto de ter um bebé na barriga por isso continua a ser a bebé da casa.

Sempre que é dia de médico, perguntam-me se correu bem e ficam todos felizes quando o vêem através de fotografias.

Este ano ficarão mais ricos enquanto pessoas. Voltarão a aprender a partilhar a minha atenção.

Vão ser os irmãos velhos, as estrelas guias dos mais novos e embora não lhes queira dar nenhum peso da responsabilidade, a natureza humana vai encarregar-se de lhas dar. 

Sei que estarão à altura, já mostraram isso com a Constança. Vão ser atenciosos para o bebé e também ajudarão os pais de certa forma a cuidar melhor da nossa nova família.

Dei-lhes herança e isso é o mais importante. 

Estamos felizes, muito felizes, todos!!



New Baby

6.1.21

Há quem ache loucura, outros amor louco e há que até considere falta de noção ou mesmo que só podemos ser "ricos".

O que é certo é que ao quarto filho, são poucas as pessoas que não fazem aquela cara de surpresa quando sabem, muitos perdem até a vergonha e ficam tão incrédulos que conseguem que duvidemos do passo que demos.

Ter três filhos é coragem, quatro é loucura. E acho que foi essa loucura que me deu medo no dia em que vi aquele positivo.

Hoje sinto-me confiante mas já senti medo. Medo de não conseguir gerir quatro crianças em fases tão diferentes mas com idades tão próximas.

Medo das mudanças que a nossa vida vai implicar. É inevitável também não pensar na parte financeira. E para quem possa pensar que nos saiu o euromilhões posso adiantar que este saiu-me à seis à quatro anos e à dezoito meses.

Não sou uma pessoa mais rica financeiramente seguramente, ambicionava ter mais do que o que tenho, mas tenho uma riqueza interior incalculável.

No momento surgiram muitas questões, mas que as tentamos simplificar, pois caso contrário elas ganharão importância. 

Foi necessário parar estes pensamentos e focar-nos nas grandes vantagens que este novo filho nos trará.

Um novo bebé, uma nova vida vida e um amor maior.

Estamos felizes e isso é o mais importante! 

Sempre falamos em ter quatro filhos, mas ao longo do tempo o meu marido foi reduzindo, de dois, depois para três mas eu nunca cedi ao meu/nosso sonho. Tinha acabado de ter a Constança e já lhe falava no quarto, ele achava-me louca, eu dizia-lhe que era amor.

E embora a nossa casa seja um reboliço, sentia que não estava completa. Faltava ali algo... não sei explicar. Já tinha ouvido mães dizer que se sentiam completas e que para elas o assunto filhos estava "fechado" mas eu ainda não tinha sentido isso.

Entretanto os meses foram passando e a vontade reduziu. A nossa logística familiar ganhou força, e automatizou-se, a Maria Constança cresceu a um ritmo alucinante, e embora ainda seja a minha bebé, já dá sinais que está mais à frente da sua idade.

Recuperei o meu peso ganho na última gravidez, já não me lembro ao certo quantos foram, mas uns vinte cinco kilos seguramente. E pensar em voltar a ganhar tudo fazia-me afastar da ideia de voltar a ser mãe.

Houve alturas em que me senti egoísta e fútil por pensar dessa forma. 

Até que numa conversa bem descontraída com o meu marido voltamos a equacionar o quarto filho, ele dizia que aos 40 já queria estar longe de fraldas e com uma vida mais "fácil" e foi aí que lhe disse que se fosse agora, quando tivesse os 40 já estaria nessa fase pois o bebé teria 3, a Constança 5, o Francisquinho 8 e o Tomás 9. E foi aí que respondeu que tinha razão. 

"Vamos tentar mas se até ao final do ano não conseguires ficamos como estamos." 

Aceitei de imediato mas a achar que seria quase impossível isso acontecer.

Já estávamos em Outubro. E por incrível que pareça foi após essa conversa que tudo aconteceu. O resto vocês já sabem 😉

Mas embora quisesse muito tinha sempre todas as outras questões na cabeça, mas entreguei nas mãos de Deus o quarto filho.

Se ficasse era porque tinha mesmo de acontecer, caso não acontecesse, estava tudo bem nas mesma e ficaríamos assim.

A felicidade ia imperar sempre independentemente do caminho que a minha vida tomasse.

Por isso digo que este filho tinha de vir, a nossa família estava destinada a ser de seis. E não podíamos estar todos mais felizes!

Obrigada por todas as vossas mensagens e carinho. Ainda não consegui ver tudo mas prometo que estou a ler uma a uma. 

Vocês são incríveis!!

Jardineiras | Monkiki


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                



A nossa família vai aumentar

5.1.21


Dois meses sem menstruação...

Dois meses em que achei normal, até me terem feito a pergunta mais temida "está grávida?". E embora a minha resposta tenha sido um não de imediato. Lembrei-me que de facto não tinha menstruação já à dois meses. No entanto achei que seria apenas um atraso porque nem sempre fui regular.

Os dias e as semanas foram passando e o meu marido começou de facto a achar estranho essa ausência. Começou a perguntar-me todos os dias mas eu tentava fugir ao obviou e desculpava-me com "não tenho sintomas" como se fosse uma verde no assunto e não soubesse que todas as minhas gravidezes tinham sido santas.

Eu estava perfeita apenas sem menstruação. Não tinha enjoos, mau estar ou excesso de sono.

No entanto desde que o Bernardo se apercebeu , que já não me largou mais, até que depois de um almoço passou na farmácia e não me deu saída. É hoje! E agora que vais fazer o teste de gravidez.

No meio de um nervosismo miudinho e a pensar que aquilo não me podia estar a acontecer,  disse-lhe que era impossível... e que era só um atraso gigante mas acho que já nem eu acreditava no que estava a dizer.

Já com o teste na mão e já a transpirar de nervos, ainda fui deitar os miúdos antes, precisava de ter tempo para olhar para aquele positivo ou negativo sossegada e sem a euforia dos meus filhos pela casa.

Fiquei ali com eles como faço todas as vezes, a responder às vossas mensagens, até que eles adormeceram e fui pé ente pé, de teste na mão em direcção à casa de banho. Olhei para o teste e pensei, se desse positivo seria a última vez que passaria por aquela sensação. Fi-lo tal como fiz das últimas vezes. 

Entretanto deixei o teste na casa de banho e virei costas.

Fui à sala e disse-lhe que já o tinha feito mas que não tinha coragem de ver o resultado, para ser ele. E assim foi... vejo-o a ir em direcção sem hesitação à nossa casa de banho e o meu coração já palpitava a duzentos à hora. Cruzo-me com ele no corredor dos quartos e ele está nervoso mas a rir e eu já só me apetecia chorar (de nervos). perguntei-lhe, então? Ao qual me respondeu..." mas o que é que tu achas?" Estou grávida? E ele...sim! Não posso!! Deixa ver...

E ali estavam duas riscas bem vincadas... Primeiro que tudo fiquei em choque, quatro filhos?!? Como era possível? Eu queria muito era um facto, mas uma coisa é dizer, a outra é ver que o que tanto dissemos ainda em miúdos se tinha concretizado.

Ainda enviei mensagem ao meu médico, ao quarto, já tenho direito a este grau de afinidade. Ele respondeu-me que não havia dúvidas...

4 Filhos! 4 Filhos! 4 Filhos!

E não saímos dali... já sentados os dois com tudo calmo, falámos sem norte, e entre linhas só questionávamos que não era possível. Na minha cabeça só me ocorria o quarto novo que lhes tinha preparado e que tinha de ser reformulado. Em toda a logística que implicava ter quatro filhos. A questão financeira que é impossível não ser equacionada. Metemos tudo na mesa e no meio de um turbilhão de emoções veio o medo... O medo de falharmos, o medo desta loucura (boa). O medo de tudo e de nada. Decidimos não pensar sobre o futuro porque não o controlamos e pensámos que independentemente de tudo, estávamos a construir uma família sólida, feliz e cheia do mais importante: AMOR! 

Percebemos de imediato que a nossa casa seria sempre cheia e que jamais nos sentiríamos sozinhos! Que seria sempre uma confusão (boa). Que teríamos o ingrediente principal para sustentar esta loucura: AMOR! Que juntos seríamos sempre mais fortes e que os nossos filhos seriam eternamente sortudos porque lhes tínhamos dado algo que jamais encontrarão nas prateleiras dos supermercados. 

União, cumplicidade, partilha e amor serão sempre a base da nossa família e este bebé (ainda sem sexo) será o fechar do nosso ciclo da nossa família.









Recomeço

3.1.21

As festas acabaram e com isso começa o recomeço de tudo!

Deixamos para trás 2020 com a esperança que 2021 seja um ano progressivamente melhor pois é importante que não nos iludamos que tudo vai acabar dentro de meses.

Vai acabar sim, pelo menos eu quero acreditar nisso, que iremos terminar o ano com uma vida absolutamente normal.

O medo não vai dissipar-se, a crise financeira agora sim vai começar em força, e este ano será desafiador por só si.

De nada vale projectar muito a longo prazo. Vamos viver apenas no presente, com esperança e com uma boa dose de energia positiva.

Com a certeza que nós somos os únicos responsáveis da nossa felicidade. Vão existir dias menos bons, que pouco ou nada iremos conseguir controlar por isso vamos focar-nos no que depende de nós.

Não tenho muitas resoluções para este ano. Quero acima de tudo que eu e a minha família se escape do Covid.

Quero continuar a ter uma vida de hábitos saudáveis. 

Quero conseguir a rentabilizar ainda mais o meu tempo de trabalho e cada vez mais desfocar-me do trabalho fora de horas.

Acabei e comecei o ano num dos locais que mais paz me transmite. Passei estes últimos quatro dias na minha bolha de amor, Descansei e cansei-me vezes sem conta.

Vivi exclusivamente para a família, e os amigos, mesmo longe, estiveram sempre por perto.

Comi como já não comia à muito e agora o que preciso mesmo é de um detox.

Comecei acima de tudo feliz e acredito que isso é um bom presságio para um bom ano.

E o vosso começo como foi?

O meu casaco quentinho e super fofo é da Trendy Bazaar



Bemvindo 2021

1.1.21

 Finalmente em 2021!

Foi uma passagem de ano diferente do habitual mas igualmente feliz. E ao contrário do que imaginava, mesmo no modo caseiro, os meus filhos foram dormir muito depois das doze badaladas.

Dançamos e rimos bastante! Vivemos em família como vivemos quase todo o ano de 2020.

Para 2021 não vou muito além dos desejos clichê de Amor, Saúde e Esperança! Se houve coisa que aprendemos neste ano que acabou de passar foi que não vale a pena planearmos de mais a vida. Devemos de nos centrar no presente, que o futuro será sempre o resultado das vivências do presente.

Acabei o ano agradecida, não porque foi o melhor ano de sempre mas porque no meio de tanta adversidade sobrevivi.

Que 2021 nos presentei de bons momentos, de jantares longos com amigos, de abraços e que nos nunca nos tire a felicidade.

Que seja um ano em grande para todos!

Bom ANO!!

Look de malha super confortável
Trendy Bazaar