Viver com uma nova realidade

26.3.20
Ainda estamos numa fase muito inicial mas acredito que todos nós ainda nos estejamos a adaptar a esta nova realidade.

Uma realidade diferente ao que estávamos habituado, com outro ritmo, em que as ajudas que contávamos se dissiparam por completo. De um momento para o outro somos apenas nós e a nossa família, sendo que (na maioria) até excluí avós e tios.

É uma aprendizagem constante com várias tentativas de organização familiar.

Gostava muito de vos dizer que aqui em casa já estava tudo sobre rodas mas não. Ainda estamos a limar as arestas e a adaptar-nos a esta vida caseira.

Tenho absorvido as várias dicas que vou vendo e ouvido nos vários canais de comunicação e tentando adaptar à minha realidade. É importante perceber que todas as famílias são diferentes, cada uma com a sua necessidade e dinâmica e o que pode funcionar para uma, pode não funcionar para outra.

E é aqui que se sente a maior dificuldade, é ajustar todo este mundo num só dia.

Comecei sem planear e a viver o dia a dia da melhor forma possível mas tenho sentido que isso frustra-me várias vezes ao longo dia e desfoca-me do tudo e do nada.

Entretanto o T começou as terapias, a escola decidiu (finalmente) dizer um olá e orientar os pais para as suas atividades e isso obrigou-me a ajustar os nossos dias e a programa-los com um maior cuidado.

Entre um pai que trabalha em teletrabalho, uns filhos com idade ainda pequena, uma bebé que ainda precisa muito de colo, de uma casa para gerir, de roupas para lavar e passar, de almoços e jantares para fazer, é quase obrigatório que haja um planeamento diário/semanal que nos ajude a orientar o dia da melhor forma.

É este o caminho para o (meu) bem estar familiar e para um maior aproveitamento dos dias.

E é com essa linha de pensamento que vou estipular horários para as atividades escolares, para as terapias, para os momentos de lazer, para as brincadeiras livres e até para as lides domésticas (que são mais que muitas) e assim tentar que os meus/nossos dias sejam ainda mais produtivos. Depois dou-vos o feedback, se resultou e até vos posso mostrar o meu plano sendo que uma vez mais vos digo que cada família é uma família.

Até ao momento as minhas maiores dificuldades é arranjar atividades para que fujam à televisão e ao tablet. Com ou sem planeamento tento sempre que haja uma a duas atividades que os estimulem mas que também lhe dê liberdade de movimento e de criatividade. Se o mundo nos obrigou a parar e a viver de forma lenta e tranquila é isso que vou fazer. Vou simplesmente aproveitar!

Felizmente já existem algumas marcas que disponibilizam diversas atividades e respectivos materiais para brincarmos com os nossos filhos de uma forma lúdica mas orientada, é o caso da Okapibox (pelo que sei neste momento já está esgotada) e da  Jump in by Tiazana.

Falo dos materiais, que para mim, tem sido dos maiores desafios, pois há muita coisa que tenho mas também há muita coisa que não tenho, já para não falar que já estou a ficar sem plasticinas e tintas.

Contudo na minha opinião é importante percebermos que os pais não são escola e não devemos ter a pretensão de o sermos. Somos apenas pais mas (pelas razões óbvias) estamos com mais tempo para lhes dedicarmos mais atenção, de olharmos nos seus olhos e de vivermos da forma mais divertida e criativa que a nossa cabeça nos permite com os nossos filhos.






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