É o teu dia e o COVID-19 roubou-nos os abraços

15.3.20
Em 35 anos foi a primeira vez que não passei o aniversário com a minha mãe. Um dia que estava bloqueado na minha agenda desde Janeiro para que pudéssemos simplesmente estar.

Não houve almoço confuso, não houve conversas paralelas, nem crianças a roubarem-nos a comida do prato. Não houve flores, abraços, beijinhos e bolo.

Houve um cantar de parabéns através de um écran que nos afastava do toque e nos mostrava o quanto a presença é o nosso maior bem.

Houve perguntas, houve vontades por atender e uma sede imensa de estarmos juntos.

Um dia agridoce, com sol, mas que nos afastou. Um virús que nos roubou a presença, que nos obrigou a refazer prioridades e que nos fez lutar pela vida de todos.

Tanto por dizer sobre este isolamento voluntário, mas ainda com um nó na garganta para tamanha complexidade.

Refugiei-me nas limpezas e assim passei estes últimos dias. Agora não existem mais desculpas, está tudo limpo. É hora de olhar em frente, mesmo que o coração ainda trema com o futuro.

Parabéns Mãe! Que seja um ano muito feliz e que este Covid-19 desapareça tão depressa como apareceu. Prometo quando isto acabar festejamos em grande.

Love You






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