A minha dieta

19.5.20

Quando iniciei a minha dieta partilhei convosco a importância do querer porque acima de tudo temos de querer muito, não pelo outros mas por nós.

Quando decidimos mudar, tem de ser porque nos sentimos preparadas para tal porque se existe dúvidas ou falta de vontade jamais os resultados aparecerão, ou então todo o processo torna-se muito mais difícil.

A nossa mente é muito forte e é ela que nos faz avançar nos dias difíceis. Comecei a minha dieta em Fevereiro, um mês depois começou o isolamento e senão fosse esta minha força de vontade tinha perdido tudo o que já tinha conquistado.

Mas continuei, uns dias mais tentadores que outros mas não desisti.

Primeiro que tudo, o que fiz foi eliminar o que estava na despensa que me fazia mal, e quando digo tudo, é tudo. Assim quando me apetecia algo tentador não tinha e essa vontade acabava por passar.

Substituí tudo o que era processado pelo natural, os açucares refinados pelo mascavado, de coco, tâmaras ou bananas As farinhas de trigo pela aveia integral, de amêndoa entre outras.

Os enlatados pelos frescos.

As margarinas e manteigas pelo azeite ou óleo de coco.

O meu frigorífico ganhou uma nova vida, passou a ser um arco-íris, com tanta variedade de cor. A fruteira encheu-se de frutas boas e da época.

Os leites de vaca deram lugar aos vegetais.

Manti os iogurtes mas apostei nos gregos magros ou nos 0%.

E todos os cereais como o arroz e massas passaram a ser integrais.

Tudo isto são pequenas mudanças mas que fizeram a diferença e me tornaram mais consciente com a alimentação.

Somos o que comemos e disso não tenho dúvidas. Não quero que isto seja visto como uma dieta mas sim como um estilo de vida. 

Todas estas mudanças foram estendidas a toda a família. Todos comemos o mesmo. O marido nem sempre gosta das minhas opções, algumas vezes revira os olhos mas vai comendo e habituando-se.

Com isto não quero que pensem que não como fast food, gelados, cozinhados mais elaborados com doses de calorias extra e até bolos com açúcar. Como sim, mas com moderação. Aprendi a equilibrar, se hoje como pizza, amanhã como uma sopa. E isto faz a diferença, é a lei da compensação. E aquele pequeno estrago acaba por não se sentir na balança.

Por norma, salvo alguma exceção, durante a semana tento manter uma alimentação mais regrada e ao fim-de-semana sem grandes restrições. Se tiver que comer um bolo ou comer algo mais calórico dou primazia a esses dias.

Há fins-de-semana que não me lembro e nem faço disparates, outros que abuso mais um pouco mas depois compenso numas sopas à refeição nos dias seguintes e nada se estraga.

No entanto como tenho uma dispensa limpa de excessos de calorias, gorduras e açucares adicionados, quando faço algo obrigatoriamente é com alimentos saudáveis.

Por exemplo hoje se me apetecer (muito) um bolo faço, como uma ou outra fatia, de consciência tranquila pois sei que não terá gorduras e açucares em excesso.

Posto isto, tudo começa na escolha dos alimentos que temos em casa, é aqui o ponto de partida. Não tem de ser aborrecido pelo contrário, pois se existe cor nos alimentos é quando optamos por alimentos saudáveis.

Não como cozidos porque não gosto e também acho que a comida fica sem graça, opto por grelhados ou cozinhados divertidos que busco em páginas de pessoas que mantêm um estilo de vida saudável.

Ao almoço permito-me comer alguns hidratos, arroz, massa, batata doce, quinoa ou cuscuz (três colheres de sopa aproximadamente, mas não sou "freak" da contabilização de grãos. Uns dias como mais outros menos e outros que nem como, varia muito com o que me apetece. O que nunca pode faltar é salada ou legumes assados que acompanho com peixe, carnes brancas ou ovos.

Quando fico com vontade de um doce (que é quase sempre) como uma tâmara e resolvo a questão.

Ao jantar opto por saladas, e para quem me acompanha no Instagram, vou pondo várias ideias nos destaques. Hoje em dia faço saladas de tudo e até fruta ponho. Os temperos não vão muito além do azeite e vinagre balsâmico, orégãos e sal.

Após o jantar já não como mais nada.

Entre as refeições opto sempre por algo simples e que não implique uma grande logística. Ovos cozidos, frutos secos, fruta, fruta desidratada, cenouras ou três bolachas de arroz que adoro com manteiga de amendoim. Não varia muito além disto.

Confesso que não tenho muita imaginação na cozinha e considero-me super básica.

Nem sempre cumpro os snacks porque tenho uma vida muito acelerada, o que faz com que nem para comer tenha tempo e por mais que isto não seja um bom princípio ajuda no manter o peso desejado.

Outro dos truques que a minha nutricionista me deu foi um jejum intermitente, que basicamente é obrigar o corpo a ir buscar as nossas gorduras para ganhar a energia que precisa para trabalhar, ou seja, basicamente a partir do momento que janto conto 14 a 16 horas para voltar a comer. Como ando sempre a correr facilitou-me imenso a vida pois escusei de me obrigar a tomar o pequeno almoço. Por vezes só almoço. O meu organismo aguenta por isso não vejo motivo de me obrigar a comer.

Mas nem sempre faço, se acordar com fome tenho sempre pão no congelador pronto para ir para a torradeira. Compro pão da Miolo no Celeiro, fatiou e ponho no congelador assim tenho sempre pequeno almoço pronto e acompanho com queijo (-50% de Matéria gorda) ou fiambre de peru.

Gostava de beber mais água, mas como isso implica várias idas à casa de banho e sou preguiçosa, vou-me esquecendo mas sei da sua importância e gostava mesmo de começar a beber mais água.

Não faço exercício físico porque não gosto e como tal nunca arranjo tempo para o fazer mas devia. Vou compensando com ginástica passiva, massagens modeladoras, de gordura localizada e anti celulite.

Basicamente é este o meu segredo para ter perdido os meus 12Kgs. Foram pequenas mudanças que fizeram a diferença na balança.

De forma resumida foram estes os meus principais fundamentos:

1. Vontade e querer muito

2. Criar uma dispensa sem tentações

3. Todos comemos o mesmo (isto permite que não me sinta diferente e proibida de algo)

4. Equilíbrio

5. Procura constante de receitas novas e com graça

6. Jantares leves

7. Jejum intermitente


Não sou nutricionista, nem dona da verdade mas esta foi a forma que encontrei para perder peso e que resultou comigo. Ainda me faltam 5Kgs para o meu principal objetivo.

Acima de tudo é uma questão de nos sentirmos bem connosco próprias porque quando assim é tudo fica mais bonito ao nosso redor. 




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