Uma competição sem fim

22.12.20

Tenho a certeza que se não tivesse o Tomás como filho, não seria a mãe que sou hoje.

Pelo menos acho que não estaria tão sensível a certos temas ou até mesmo atenta a pequenos sinais de alerta que muitas vezes os nossos filhos nos dão.

É certo que uma mãe quer sempre o melhor para o seu filho, quer que tenha as melhores notas, que seja o mais bem educado, o mais bem comportado, o melhor... o melhor. E de forma inconsciente exibimos os nossos filhos como se tratasse das nossas próprias taças. Esquecendo que esse incentivo muitas vezes incute uma competição não saudável nos nossos filhos.

Ainda na última reunião que tive na escola do Tomás a diretora apelou ao pais, mais bom senso e sensibilidade para este assunto. É importante que eles queiram ser os melhores e que tenham ambição mas nunca que seja contra os seus amigos. Deverá ser acima de tudo uma competição com eles próprios e nunca com os demais e nós como adultos sabemos bem o que é viver num mundo competitivo e o quantas coisas negativas isso pode trazer.

No entanto é importante não esquecermos que cada criança é uma criança e que todas elas têm o seu próprio desenvolvimento e que nem todos correspondem às guidelines pré-estabelecidas.

Estas existem apenas para balizar e orientar mas nunca as tendo como bíblia, por exemplo eu tenho três filhos e todos eles tiveram um desenvolvimento diferente. Cada criança é uma criança e os estimulos que têm à sua volta pode potenciar mais ou menos o desenvolvimento. É importante não viver obcecado com as diretrizes mas também não devemos descurar pequenos sinais.

E muitas vezes queremos tanto que eles sejam os melhores que nem vemos os sinais que eles nos enviam. 

E quando somos alertados a tendência é desvalorizar ou mesmo arranjar mil e uma desculpas para o que vemos diante de nós.

Talvez seja o medo do desconhecido que nos faça esquecer o assunto, e tantas vezes a fuga que teima em não aceitar o obvio. 

Esquecendo-nos de que o desenvolvimento nas crianças é algo veloz e que corre entre nós. Não é desvalorizando ou até fingir que não existe, que desaperece pelo contrário.

Na dúvida peçam ajuda a quem sabe, perguntem e esclareçam-se pois o pior cego é aquele que não quer ver.

E o tempo jamais voltará atrás.

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