O bebé que chocou Portugal

8.11.19
Podia ficar no meu canto mas como mãe não consigo ficar indiferente a tamanha barbaridade perante uma situação que para mim não tem qualquer desculpa.

Esta história mexeu comigo, talvez por ser mãe ou porque tenho nos meu braços um bebé tão pequenino indefeso.

Desde que fui mãe, que tudo o que está relacionado com crianças mexe comigo, sofro pelas mães e pelas crianças. Sou capaz de sofrer à distância durante dias sobre um assunto.

E esta notícia que chocou o nosso país fez-me pensar neste bebé 24 horas por dia, ao ponto de ter tido "inveja" da pessoa que o encontrou. Como queria ter sido eu a pegar naquele bebé, a abraça-lo e passar-lhe o calor de uma mãe.

Desculpem-me! Mas não consigo conceber tamanha barbaridade, é cruel demais para "perdoar". Verdade que não sou ninguém para perdoar, mas tenho o direito de mostrar indignação perante tamanha notícia.

Já se descobriu quem foi, e ainda bem, mas perdoem-me mas não consigo fechar os olhos pelo facto de ter simplesmente 22 anos.

Não consigo perceber o que leva uma pessoa a esconder a gravidez durante nove meses.
Não consigo perceber o que leva uma pessoa recusar ajuda quando o tentaram fazer.
Mesmo contra o aborto como meio contraceptivo, não consigo perceber como é que não se arranja forma de abortar. E não me digam que não tinha dinheiro para o fazer, tem uma maternidade pública para o fazer e explicar as suas intenções. Tenho a certeza que a ajudariam.
Não consigo perceber o que leva uma pessoa que não está com efeito de drogas a ser fria ao ponto de deitar para o lixo o seu filho como se de um par de sapatos se tratasse.
Não consigo perceber como é que uma pessoa sem perturbações do foro psicológico vira costas a um filho.
Não consigo perceber como se abandona um filho para que este morra da forma mais cruel que há.

Desculpem mas não percebo!

Havia outras formas de fugir ao "problema", havia prédios e  hospitais para virar costas. Mas um caixote de lixo? Ao relento? Sem uma manta? Não me entra na cabeça.

Foi Deus que deitou as mãos ao bebé e ainda bem.

Só é pena termos de chegar a este ponto para que os políticos percebam as dificuldades em que vive uma parte (escondida) da nossa sociedade.

Desejo para este bebé o que desejo para os meus. Que viva repleto de Amor e que nunca lhe mais lhe falte calor.

Tudo o resto apenas quero que se faça justiça.


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