A nossa herança

16.1.20
Chamo-lhe herança porque é isso que penso quando me perguntam como é que tive coragem para ter três filhos.

Não lhe chamo coragem mas sim uma forma diferente de ver as coisas. Talvez devesse ter ponderado, pensado mais nas escolas e na faculdade, nas viagens que podia fazer só com um filho...

Mas depois morremos, e eles? Onde ficam? Agarram-se às viagens que fizemos? Vão passar o Natal no melhor colégio? Ou vão chorar para uma garagem repleta de carros de topo de gama?.

Quero dar-lhes vida! Um conceito de família, de partilha e de um amor que nenhum dinheiro comprará.

É neste princípio que os educo e talvez a união que eles tenham uns com outros é reflexo desta minha máxima.

É em minha casa que encontro o meu ponto de equilibrio, e é no meu irmão que encontro o amparo que preciso, e é este amor que tenho por ele que vai muito mais além de um bem material.

A relação dos três é indescritível de tão forte que é, não existe o que é de um e de outro, mas sim o que é dos três.

Eles, mais parecem gémeos, não existe cumplicidade maior que a deles, acordam e deitam-se a pensar um no outro e em momento algum senti ciúmes.

Vivem um para o outro e é tão bom ver este amor.

A MC embora pequenina, já entrou naquele núcleo,  e os três já se entendem com olhares, e os rapazes tomam conta da mana como ninguém.

O que é mais engraçando é sentir que eles podem fazer-lhe tudo, são beijos fortes, apertos, gritos e ela está sempre a olhar para eles com um sorriso, sem nunca reclamar, já a mãe se lhe dá um abraço mais apertado é choro na certa.

Hoje fazem-lhe tudo, qualquer dia vai ser o contrário e vai ser tão giro de ver.

Posso ter uma conta bancária pequena mas sou a mãe mais rica do mundo!




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