Mãe UBER

13.9.19
Voltar às rotinas nunca é fácil.

É sinónimo de voltar aos horários, ao trânsito, às mil e uma obrigações do dia a dia e consequentemente para o stress do dia a dia.

Setembro, o mês de (re)começos, de adaptações aos novos horários da escola e às terapias, no nosso caso.

Chega-nos tudo ao mesmo tempo, fica tudo embrulhado. É olhar para todas as atividades e horários que temos, respirar fundo e começar a montar o puzzle de forma a garantir que tudo caiba em 24 horas.

Que desafio! Chega a ser duro este "tetris".

Existe tanto por fazer e o tempo não estica. É preciso rigor, disciplina e uma grande responsabilidade para que nada falhe!

É isto que senti com a nova dinâmica familiar, entre trabalho, escola, terapias e atividades extra curriculares.

Tenho passado os meus dias na estrada, sinto-me a "mãe Uber". Passo o dia a ir levar e buscar, ora é um que tem natação, ora é outro que tem de terapia. Vou à escola três vezes ao dia, levo-os, vou buscar o T levo-o para casa para dormir e depois para a terapia, mais tarde vou buscar o FM e já no fim do dia volto a ir buscar o T à terapia.

Entre o tempo "livre" não vão mais que cinco horas e não seguidas. Nesse espaço dou mama, cuido da MC, trabalho no computador e ainda vos escrevo.

Houve alturas que me senti sem energia e já sem força de pegar no carro. A semana acaba hoje e eu mais parece que fui atropelada por um camião com este "regresso às aulas".

A logística está organizada, agora é só mesmo arranjar fôlego para esta correria deste ano lectivo que já podia acabar mas só agora começou.




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