O que os olhos não vêem, coração não sente

29.11.18
Já passaram seis meses desde a última avaliação. Parece que foi ontem que recebemos a  boa notícia que o T tinha atingido os 100% de idade neurológica.

Mas os meses que se seguiram não foram fáceis, as férias grandes estragaram todo o ritmo de trabalho mas em contrapartida deram-lhe um crescimento e uma aprendizagem que jamais se ensinará através de técnicas terapêuticas, de métodos ou de livros.

O T cresceu de uma forma que eu nunca tinha visto até então.

Em Setembro retomámos tudo e o seu recomeço não foi fácil (para todos).

O T voltou à sua terapeuta de sempre a AF e isso só por si foi uma leveza na nossa vida mas embora não falte amor nestes dois, houve um trabalho que teve que ser feito, tiveram de se alinhar as agulhas novamente, foi quase como um reaprender de algumas técnicas que já estavam solidadas.

O seu crescimento intelectual tem feito com que ele resista mais aos exercícios, deixou de ser o bebé que fazia tudo para e tornou-se numa criança com vontade própria.

Não que repreenda a sua atitude pelo contrário mas esta personalidade mais desafiadora faz com que  alteremos as metas e objetivos a que nos tínhamos proposto para o semestre.

Sábado voltamos a fazer mais 300kms por algo que eu acreditei há quatro anos, mas pela primeira vez levo tranquilidade no coração, vou sem medos do que possa ouvir mas mais confiante com o que tenho em mãos.

Sei o quanto a AF se esforçou para voltar ao ritmo (que tinha sido deixado durante 6 meses) e tenho consciência de todas as estratégias que foram utilizadas para que tudo fosse comprido da melhor forma.

Não houve retrocessos mas sim caminhos desalinhados pelo meio, muitas birras pelo meio e acima de tudo muita calma no meio disto.

Tanta que a última frase do T é "Calma Pipa". Mas mais que as palavras é a forma como o diz. É impossível não chorar a rir com a expressão.

O sonho continua cá e sei que já falta pouco para olhar para trás e perceber que este foi o nosso melhor caminho.

Sábado fazemos as malas e arrancamos para uma avaliação que pode ter tanto de tudo como de nada mas tenho como certo que tenho o mais importante e que os meus olhos e coração serão sempre os melhores avaliadores.






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