O FM sempre foi muito emocional e reguila, aliás a sua cara apresenta-o logo mas o seu ar de traquinas também deixa escapar um lado mais ternurento.
Eu e ele temos uma ligação muito forte, não que não o tenha com o T e com a MC mas a forma como ele nasceu e como se agarrou a mim desde o primeiro segundo de vida, criou em nós um vínculo muito grande.
Dormiu nos meus braços durante seis meses e mais dois anos comigo. Sempre ali! Mamou até aos dois anos e ainda hoje não gosta de se ausentar muito de casa.
Se há criança que gosta de estar com a mãe é ele.
Quando descobri que estava grávida do FM, decidi que tudo iria fazer para que ele não sentisse qualquer peso nas costas por ter um irmão com necessidades especiais. Ele veio ao mundo por amor e não para vir "tomar conta do irmão". Depois sabia de antemão que ele teria um desafio pela frente pois o T tinha muita atenção virada para ele e eu nunca quis que isso interferisse na sua personalidade ou que lhe criasse alguma mágoa.
Talvez estas minhas preocupações, fizeram com que o protegesse mais e lhe desse sempre muito mais atenção porque o T eu sei que brilha por si.
Dos três é o que está mais doente e o que mais me pede colo. Voltou a dormir agarrado a mim como quando era bebé.
Hoje percebi que passem os anos que passarem é em mim que ele encontrará sempre o seu porto seguro.
O meu bebé grande, o meu Francisco Maria!
8 meses de noites (mal) dormidas
27.2.20
8 meses de um amor que cresce todos os dias mais um pouco.
8 meses de gracinhas e de uns olhos que nos enche a alma.
8 meses cheios de noites mal dormidas.
Aí estas noites malditas que mais parecem pesadelos.
Confesso que nunca fui aquela mãe com filhos fofinhos que dormem desde sempre oito horas seguidas. No início ainda pensei que à terceira tinha acertado mas parece que MC só quis dar o ar da sua graça, porque nos últimos meses as noites têm sido tudo menos calminhas.
Aliás posso arriscar e dizer que têm sido mesmo infernais.
A MC nunca foi uma bebé de dormir muito de dia mas à noite adormecia com facilidade e dormia entre quatro a cinco horas seguidas mas entretanto foi crescendo e aprumando a técnica de não dormir.
Acredito muito em energias e até já pensei que o problema deve estar em mim pois acredito que lhes passo alguma energia que os faz não dormirem, dormirem na nossa cama e que mamem a noite toda.
Com a certeza que não é fome mas sim consolo por algo que não sei bem o que é.
E é nestas noites que o B repete consecutivamente que não vamos ter mais filhos.
A privação do sono é das piores coisas, faz-nos descompensar e andar em piloto automático.
Quero acreditar que possa ser só um pico de crescimento ou até mesmo que seja a vontade em estar com a mãe visto que durante o dia estou a trabalhar.
Sei que existem várias técnicas para os obrigar a dormir mas até ao momento ainda não houve nenhuma que me convencesse pois sinto que todas são anti natura.
O que é certo é que o sono, ou a falta dele é que nos debilita fisicamente e emocionalmente, deixa-nos mais irritados e com pouca paciência.
Neste momento é esta a nossa realidade porque isto de ter um bebé não é um mundo cor de rosa como os livros pintam, é duro, mas ainda não perdi a esperança que a noite seguinte melhore e se dê um milagre.
Sinto que tenho uma cama cheia de amor a custo de noites mal dormidas.
Contudo estão a ser oito meses maravilhosos e aos poucos e poucos sinto que a perco como bebé e isso ainda me custa mais assumir que as noites mal dormidas.
8 meses de gracinhas e de uns olhos que nos enche a alma.
8 meses cheios de noites mal dormidas.
Aí estas noites malditas que mais parecem pesadelos.
Confesso que nunca fui aquela mãe com filhos fofinhos que dormem desde sempre oito horas seguidas. No início ainda pensei que à terceira tinha acertado mas parece que MC só quis dar o ar da sua graça, porque nos últimos meses as noites têm sido tudo menos calminhas.
Aliás posso arriscar e dizer que têm sido mesmo infernais.
A MC nunca foi uma bebé de dormir muito de dia mas à noite adormecia com facilidade e dormia entre quatro a cinco horas seguidas mas entretanto foi crescendo e aprumando a técnica de não dormir.
Acredito muito em energias e até já pensei que o problema deve estar em mim pois acredito que lhes passo alguma energia que os faz não dormirem, dormirem na nossa cama e que mamem a noite toda.
Com a certeza que não é fome mas sim consolo por algo que não sei bem o que é.
E é nestas noites que o B repete consecutivamente que não vamos ter mais filhos.
A privação do sono é das piores coisas, faz-nos descompensar e andar em piloto automático.
Quero acreditar que possa ser só um pico de crescimento ou até mesmo que seja a vontade em estar com a mãe visto que durante o dia estou a trabalhar.
Sei que existem várias técnicas para os obrigar a dormir mas até ao momento ainda não houve nenhuma que me convencesse pois sinto que todas são anti natura.
O que é certo é que o sono, ou a falta dele é que nos debilita fisicamente e emocionalmente, deixa-nos mais irritados e com pouca paciência.
Neste momento é esta a nossa realidade porque isto de ter um bebé não é um mundo cor de rosa como os livros pintam, é duro, mas ainda não perdi a esperança que a noite seguinte melhore e se dê um milagre.
Sinto que tenho uma cama cheia de amor a custo de noites mal dormidas.
Contudo estão a ser oito meses maravilhosos e aos poucos e poucos sinto que a perco como bebé e isso ainda me custa mais assumir que as noites mal dormidas.
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| Look | MaryTale |
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| Placa | Caturra |
O nosso Carnaval
21.2.20
Não adoro o Carnaval, aliás não acho mesmo piada. Contudo ganhou graça a partir do momento que fui mãe.
Gosto de ver as crianças mascaradas, de vestirem a pele dos seus heróis e de toda a criatividade que envolve Carnaval..
É giro ver os anos a passarem e eles a vibrar cada vez mais com esta folia.
Não sou aquela mãe criativa, mas gosto de os imaginar com um fato e de preparar tudo de forma a garantir que se divertem ao máximo.
Começa a ser tradição ir à Partyval escolher os fatos de Carnaval, é uma loja que gosto pessoalmente e que tem tudo a pensar nas crianças. Muitos dos fatos são originais como é o caso do Principezinho que escolhi para o FM.
Este Carnaval ainda é mais especial pois já é vivido no meio de duas crianças e uma bebé.
Fomos à Centrimagem registar o momento e não podia ficar com melhor recordação que esta.
Bom Carnaval!!
*
Gosto de ver as crianças mascaradas, de vestirem a pele dos seus heróis e de toda a criatividade que envolve Carnaval..
É giro ver os anos a passarem e eles a vibrar cada vez mais com esta folia.
Não sou aquela mãe criativa, mas gosto de os imaginar com um fato e de preparar tudo de forma a garantir que se divertem ao máximo.
Começa a ser tradição ir à Partyval escolher os fatos de Carnaval, é uma loja que gosto pessoalmente e que tem tudo a pensar nas crianças. Muitos dos fatos são originais como é o caso do Principezinho que escolhi para o FM.
Este Carnaval ainda é mais especial pois já é vivido no meio de duas crianças e uma bebé.
Fomos à Centrimagem registar o momento e não podia ficar com melhor recordação que esta.
Bom Carnaval!!
*
Viver com o preconceito
20.2.20
O preconceito consegue ser a palavra mais dura para uma mãe pois vivemos atormentadas por ela.
Talvez pela consciência do que está por detrás de um olhar indiscreto ou de um comentário menos feliz.
Algo simples e até sem razão de ofender mas que nos magoa da forma mais cruel que existe.
Como mãe de uma criança estereotipada aprendi que o preconceito começa e acaba em nós. Somos nós que temos de enfrentar o "problema" que é tudo menos "problema", cabe a nós erguer a cabeça e olhar em frente de "peito inchado" tal como as galinhas o fazem.
Pode ser uma proteção ou até uma forma de viver mas é a forma que encontrei para me proteger do preconceito e de viver feliz.
Não perco tempo a olhar para as pessoas com medo do que podem dizer ou pensar. Simplesmente quero que vejam uma mãe normal com o seu filho porque é isso que sinto que sou.
Quero que vejam normalidade quando vêm a minha família. Sendo que vai-se lá saber o que é ser "normal".
Não podemos depositar nos outros a responsabilidade de os tratarem de forma normal, essa é a nossa responsabilidade. O ser humano vive da imitação, reproduz comportamentos e alinha valores. É aqui que se encontra o segredo.
Não podemos exigir a quem nos rodeia que os tratem de forma igual quando nós somos os primeiros a não fazê-lo por medo ou por zelo.
Talvez tenha sido esse o nosso segredo, a partir do momento, que aceitamos e que choramos tudo o que tínhamos de chorar, não olhamos mais para trás. Era esta a nossa realidade por isso o caminho era em frente e sem rodeios.
Este é o nosso filho! O seu nome é Tomas. Tudo o resto são pormenores.
Jamais a sua trissomia veio antes do seu nome, não quero e nunca irei permitir isso, pelo menos enquanto for viva. Não quero que seja sequer assunto pois tenho consciência que se der ênfase à sua trissomia e às suas dificuldades, elas ganham.
No nosso círculo de amigos, familiares e escola, não vejo diferenças. Todas crianças brincam, todas fazem as suas birras, todas comem as suas gomas. Nunca senti que o meu filho fosse mais ou menos que outra criança.
As crianças não vêm diferenças, talvez pela sua sensibilidade, percebam que em algumas coisas o T pode ter uma maior dificuldade mas isso não chega a ter importância necessária para o tratarem de forma diferente.
Em tempos numa conversa com amigos, diziam-me, que era incrível a nossa forma de estar, que tínhamos conseguido que eles não vissem para além de uma criança e nesse dia percebi que tudo depende da nossa atitude.
Por isso mães aceitem, olhem em frente e não tenham medo dos outros. É a nossa forma de estar que vai definir a forma como os outros olham e agem connosco. Não se preocupem com os ignorantes porque esses haverão sempre...
Um beijinho apertado para todas as mães que passam pelo preconceito.
Talvez pela consciência do que está por detrás de um olhar indiscreto ou de um comentário menos feliz.
Algo simples e até sem razão de ofender mas que nos magoa da forma mais cruel que existe.
Como mãe de uma criança estereotipada aprendi que o preconceito começa e acaba em nós. Somos nós que temos de enfrentar o "problema" que é tudo menos "problema", cabe a nós erguer a cabeça e olhar em frente de "peito inchado" tal como as galinhas o fazem.
Pode ser uma proteção ou até uma forma de viver mas é a forma que encontrei para me proteger do preconceito e de viver feliz.
Não perco tempo a olhar para as pessoas com medo do que podem dizer ou pensar. Simplesmente quero que vejam uma mãe normal com o seu filho porque é isso que sinto que sou.
Quero que vejam normalidade quando vêm a minha família. Sendo que vai-se lá saber o que é ser "normal".
Não podemos depositar nos outros a responsabilidade de os tratarem de forma normal, essa é a nossa responsabilidade. O ser humano vive da imitação, reproduz comportamentos e alinha valores. É aqui que se encontra o segredo.
Não podemos exigir a quem nos rodeia que os tratem de forma igual quando nós somos os primeiros a não fazê-lo por medo ou por zelo.
Talvez tenha sido esse o nosso segredo, a partir do momento, que aceitamos e que choramos tudo o que tínhamos de chorar, não olhamos mais para trás. Era esta a nossa realidade por isso o caminho era em frente e sem rodeios.
Este é o nosso filho! O seu nome é Tomas. Tudo o resto são pormenores.
Jamais a sua trissomia veio antes do seu nome, não quero e nunca irei permitir isso, pelo menos enquanto for viva. Não quero que seja sequer assunto pois tenho consciência que se der ênfase à sua trissomia e às suas dificuldades, elas ganham.
No nosso círculo de amigos, familiares e escola, não vejo diferenças. Todas crianças brincam, todas fazem as suas birras, todas comem as suas gomas. Nunca senti que o meu filho fosse mais ou menos que outra criança.
As crianças não vêm diferenças, talvez pela sua sensibilidade, percebam que em algumas coisas o T pode ter uma maior dificuldade mas isso não chega a ter importância necessária para o tratarem de forma diferente.
Em tempos numa conversa com amigos, diziam-me, que era incrível a nossa forma de estar, que tínhamos conseguido que eles não vissem para além de uma criança e nesse dia percebi que tudo depende da nossa atitude.
Por isso mães aceitem, olhem em frente e não tenham medo dos outros. É a nossa forma de estar que vai definir a forma como os outros olham e agem connosco. Não se preocupem com os ignorantes porque esses haverão sempre...
Um beijinho apertado para todas as mães que passam pelo preconceito.
O (vício) bom da mama
19.2.20
Sou a favor da amamentação mas também não condeno quem não o seja.
A escolha de amamentar ou dar leite adaptado tem de ser uma escolha da mãe e não das pessoas que a rodeiam.
É uma escolha como tantas as outras.
O mesmo acontece com o desmame, só faz sentido enquanto a mãe e o bebé quiserem. Não temos que esforçar o momento porque este deve ser natural.
Do T amamentei até aos cinco meses e por alguma pressão da sociedade desmamei precocemente, sem eu sentir essa mesma necessidade. Do FM, já não me deixei levar pela pressão e amamentei até eu e ele querer, foram dois anos de muita maminha. E com a MC já vamos com setes meses de muita maminha.
Não tenho nenhuma meta porque para mim só faz sentido que seja até ambos quererem. É um momento nosso, desgastante por vezes (principalmente à noite) mas igualmente maravilhoso.
Gosto que ela procure a mama para se consolar porque a partir de uma certa altura é esta a função da mama.
Já vi bebés desmamarem com seis meses e com quatro anos e ambos estão certos. Aqui não existem fórmulas mágicas, a amamentação é tudo menos matemático. É variável, depende da mãe e do bebé.
Por isso sou a favor de ser até quando ambos se sentirem felizes! Com a certeza que nenhum filho meu mamará aos dezoito anos.
A amamentação continua a ser o alimento mais completo para os bebés e o que transmite um maior vinculo com o bebé, contudo não é quem dá mama que ama mais. O amor de uma mãe não se mede por leite materno. É apenas uma escolha no meio de tantas outras.
É dos assuntos que gere mais polémica por isso existe uma pressão tão grande para amamentar, também é dos testes mais difíceis de ultrapassar na maternidade pois são as dores, são as dúvidas, são as noites, as gretas e a pressão, tudo num só. É um caminho mas depois de estabelecido é só a melhor coisa do mundo.
É um vicio nosso e do bebé mas dos bons!
A escolha de amamentar ou dar leite adaptado tem de ser uma escolha da mãe e não das pessoas que a rodeiam.
É uma escolha como tantas as outras.
O mesmo acontece com o desmame, só faz sentido enquanto a mãe e o bebé quiserem. Não temos que esforçar o momento porque este deve ser natural.
Do T amamentei até aos cinco meses e por alguma pressão da sociedade desmamei precocemente, sem eu sentir essa mesma necessidade. Do FM, já não me deixei levar pela pressão e amamentei até eu e ele querer, foram dois anos de muita maminha. E com a MC já vamos com setes meses de muita maminha.
Não tenho nenhuma meta porque para mim só faz sentido que seja até ambos quererem. É um momento nosso, desgastante por vezes (principalmente à noite) mas igualmente maravilhoso.
Gosto que ela procure a mama para se consolar porque a partir de uma certa altura é esta a função da mama.
Já vi bebés desmamarem com seis meses e com quatro anos e ambos estão certos. Aqui não existem fórmulas mágicas, a amamentação é tudo menos matemático. É variável, depende da mãe e do bebé.
Por isso sou a favor de ser até quando ambos se sentirem felizes! Com a certeza que nenhum filho meu mamará aos dezoito anos.
A amamentação continua a ser o alimento mais completo para os bebés e o que transmite um maior vinculo com o bebé, contudo não é quem dá mama que ama mais. O amor de uma mãe não se mede por leite materno. É apenas uma escolha no meio de tantas outras.
É dos assuntos que gere mais polémica por isso existe uma pressão tão grande para amamentar, também é dos testes mais difíceis de ultrapassar na maternidade pois são as dores, são as dúvidas, são as noites, as gretas e a pressão, tudo num só. É um caminho mas depois de estabelecido é só a melhor coisa do mundo.
É um vicio nosso e do bebé mas dos bons!
As rotinas do fim do dia
18.2.20
O fim do dia consegue ser o melhor e simultaneamente o pior do meu dia.
É a verdadeira "loucura". E por mais que projecte um fim de dia calmo ele acaba sempre caótico e comigo a adormecer no sofá.
Assim que os vou buscar à escola, desligo do mundo lá fora. Não foi fácil deixar o telefone de parte, levou anos até que eu o conseguisse fazer mas consegui. É um processo que demora o seu tempo a adquirir mas com disciplina consegue-se.
Naquelas poucas horas quero que eles apenas me sintam porque já é tudo tão a correr que se eu ainda tiver ao telefone não lhes consigo dar a atenção que merecem.
Chego a meter o telefone no silêncio e são raras as mensagens, telefonemas ou emails que vejo em tempo real. Assim que adormecem tenho tempo para ver tudo.
O jantar se tiver previamente feito torna a logística muito mais fácil e tranquila. Costumo ir buscá-los por volta das 17h, pelo menos é a hora que gosto. Nem sempre consigo cumprir mas não vou além das 18h porque não quero que eles passem mais que oito horas na escola.
É preciso ter consciência que as escolas não são depósitos de crianças.
Não quero que levem isto como crítica, pelo contrário, tenho muito respeito pelos pais que só conseguem ir buscar os filhos pelas 19h porque estão a trabalhar.
Nunca mais me esquecerei da primeira reunião na escola do T, em que a diretora pedagógica alertou para o assunto, pois haviam crianças a estar na escolha doze horas. É chocante!! Mas é uma realidade cruel dos tempos de hoje.
A culpa não é dos pais mas do sistema que está montado, em que as empresas consideram que sair antes das dezanove é um "luxo" quando é apenas cumprimento de horários.
Em Portugal os bons profissionais medem-se pelas horas de saída e não pela eficácia do seu trabalho. O que é triste porque os valores humanos e familiares perdem-se por completo.
Felizmente posso dar-me ao luxo de gerir os meus horários, de chegar ainda de dia à escola, de ter algum tempo para ir ao parque ou simplesmente ir para casa e "estarmos". Só por isso vale a pena!
Contudo já me alonguei a trabalhar, já os fui buscar para além da minha hora e sempre que isso acontece é uma correria de loucos até irem dormir. A paciência é menor e entro em modo automático para que consiga que eles se deitem às "horas normais".
Confesso que não gosto dessa "lufa lufa" mas há dias que também me acontece.
O fim do dia é um período complicado porque ficamos focadas nas tarefas e deixamos de os ouvir.
É preciso um grande trabalho psicológico para que as tarefas não nos dominem mas nem sempre consigo vencer a exigência dos finais do dia, isto trás frustrações, falta de paciência e até alguma voz mais alta (para não falar em gritos).
Depois adormecem. Olho para eles, e a tristeza e a culpa apodera-se de mim.
E se ao fim-de-semana gosto de viver sem horários, sem rotinas e regras, durante a semana sou exigente com a hora de dormir.
Às 21h estão na cama e ponto final.
Tomam banho assim que chegam em casa, brincam, jantam entre as 19.30h e as 20h, lavam os dentes, leio uma história e rezamos ao menino Jesus e às 21h estão a dormir.
É esta a nossa rotina! Sendo que existem dois segredos para que isto aconteça: ir buscá-los cedo e deixar o jantar previamente preparado.
E aí em casa como é que gerem o vosso final de dia?
É a verdadeira "loucura". E por mais que projecte um fim de dia calmo ele acaba sempre caótico e comigo a adormecer no sofá.
Assim que os vou buscar à escola, desligo do mundo lá fora. Não foi fácil deixar o telefone de parte, levou anos até que eu o conseguisse fazer mas consegui. É um processo que demora o seu tempo a adquirir mas com disciplina consegue-se.
Naquelas poucas horas quero que eles apenas me sintam porque já é tudo tão a correr que se eu ainda tiver ao telefone não lhes consigo dar a atenção que merecem.
Chego a meter o telefone no silêncio e são raras as mensagens, telefonemas ou emails que vejo em tempo real. Assim que adormecem tenho tempo para ver tudo.
O jantar se tiver previamente feito torna a logística muito mais fácil e tranquila. Costumo ir buscá-los por volta das 17h, pelo menos é a hora que gosto. Nem sempre consigo cumprir mas não vou além das 18h porque não quero que eles passem mais que oito horas na escola.
É preciso ter consciência que as escolas não são depósitos de crianças.
Não quero que levem isto como crítica, pelo contrário, tenho muito respeito pelos pais que só conseguem ir buscar os filhos pelas 19h porque estão a trabalhar.
Nunca mais me esquecerei da primeira reunião na escola do T, em que a diretora pedagógica alertou para o assunto, pois haviam crianças a estar na escolha doze horas. É chocante!! Mas é uma realidade cruel dos tempos de hoje.
A culpa não é dos pais mas do sistema que está montado, em que as empresas consideram que sair antes das dezanove é um "luxo" quando é apenas cumprimento de horários.
Em Portugal os bons profissionais medem-se pelas horas de saída e não pela eficácia do seu trabalho. O que é triste porque os valores humanos e familiares perdem-se por completo.
Felizmente posso dar-me ao luxo de gerir os meus horários, de chegar ainda de dia à escola, de ter algum tempo para ir ao parque ou simplesmente ir para casa e "estarmos". Só por isso vale a pena!
Contudo já me alonguei a trabalhar, já os fui buscar para além da minha hora e sempre que isso acontece é uma correria de loucos até irem dormir. A paciência é menor e entro em modo automático para que consiga que eles se deitem às "horas normais".
Confesso que não gosto dessa "lufa lufa" mas há dias que também me acontece.
O fim do dia é um período complicado porque ficamos focadas nas tarefas e deixamos de os ouvir.
É preciso um grande trabalho psicológico para que as tarefas não nos dominem mas nem sempre consigo vencer a exigência dos finais do dia, isto trás frustrações, falta de paciência e até alguma voz mais alta (para não falar em gritos).
Depois adormecem. Olho para eles, e a tristeza e a culpa apodera-se de mim.
E se ao fim-de-semana gosto de viver sem horários, sem rotinas e regras, durante a semana sou exigente com a hora de dormir.
Às 21h estão na cama e ponto final.
Tomam banho assim que chegam em casa, brincam, jantam entre as 19.30h e as 20h, lavam os dentes, leio uma história e rezamos ao menino Jesus e às 21h estão a dormir.
É esta a nossa rotina! Sendo que existem dois segredos para que isto aconteça: ir buscá-los cedo e deixar o jantar previamente preparado.
E aí em casa como é que gerem o vosso final de dia?
| Casacos | Blue Kids Carneiras | Pés de Cereja |
Gratidão
17.2.20
Que fim-de-semana...
Sábado batizado, ontem os meus anos... foram dois dias de festa! Onde nos divertimos imenso em família. Chegámos Domingo a casa exaustos mas felizes por termos estado acima de tudo em família.
Com muita pena minha, não consegui vir aqui agradecer-vos pelo carinho que fui recebendo ao longo do dia dia mas sintam-no agora.
Entrei ontem em contagem decrescente para os 40, não sei se ria ou se chore. Dizem que os 40 são os novos 20, não é verdade? Vou acreditar nisso, mas a verdade é que me sinto ainda uma "miúda" e não me vejo de todo com a idade que tenho.
Sinto-me livre de espírito e com a mesma energia de outros tempos, a diferença maior é que junto a mim tenho três filhos maravilhosos que me completam.
Assim que a noite caiu, agradeci por estes trinta e seis anos maravilhosos e igualmente desafiantes, pelo carinho que sinto diariamente dos meus amigos e família e por vocês que me acompanham diariamente.
Obrigada!
Já tarde pelo instagram, percebi que estou na posição 283 em 1000 dos influencers portugueses com mais engagement.
Quando comecei a ver, estava longe de imaginar que estaria nesta tabela, muito menos que estava numa posição tão boa. Não ganhei nada é um facto, mas é um reconhecimento de todo um trabalho que tantas vezes não se vê mas que existe.
Quando decidi criar este projeto, não tinha qualquer objetivo de cariz comercial. Como mãe, senti necessidade de mostrar à sociedade que era possível sermos felizes no meio da adversidade.
Na vida existem sempre dois caminhos e cabe a nós escolher qual o nosso. Nós somos os verdadeiros responsáveis pela nossa vida! Antes de tudo temos de ser nós a querer ser felizes tudo o resto acaba por aparecer.
Tratamos os sonhos por tu, e a a Trissomia 21 do Tomás, é só um pormenor na sua vida. Jurei assim que o T nasceu que tudo faria para que ele fosse feliz e aceite na sociedade e foi este o grande propósito para ter criado Tomás - My Special Baby.
Hoje, não sou só mãe do T mas também do FM e da MC, é um blog de maternidade. Onde quero mostrar realidade, uma família que se uniu ainda mais por um cromossoma extra, e que é possível sermos felizes.
É este o meu grande objetivo.
Obrigada a vocês por estarem desse lado comigo. Por rirem e chorarem connosco.
Este reconhecimento não é só meu mas sim de todos vocês!
Sábado batizado, ontem os meus anos... foram dois dias de festa! Onde nos divertimos imenso em família. Chegámos Domingo a casa exaustos mas felizes por termos estado acima de tudo em família.
Com muita pena minha, não consegui vir aqui agradecer-vos pelo carinho que fui recebendo ao longo do dia dia mas sintam-no agora.
Entrei ontem em contagem decrescente para os 40, não sei se ria ou se chore. Dizem que os 40 são os novos 20, não é verdade? Vou acreditar nisso, mas a verdade é que me sinto ainda uma "miúda" e não me vejo de todo com a idade que tenho.
Sinto-me livre de espírito e com a mesma energia de outros tempos, a diferença maior é que junto a mim tenho três filhos maravilhosos que me completam.
Assim que a noite caiu, agradeci por estes trinta e seis anos maravilhosos e igualmente desafiantes, pelo carinho que sinto diariamente dos meus amigos e família e por vocês que me acompanham diariamente.
Obrigada!
Já tarde pelo instagram, percebi que estou na posição 283 em 1000 dos influencers portugueses com mais engagement.
Quando comecei a ver, estava longe de imaginar que estaria nesta tabela, muito menos que estava numa posição tão boa. Não ganhei nada é um facto, mas é um reconhecimento de todo um trabalho que tantas vezes não se vê mas que existe.
Quando decidi criar este projeto, não tinha qualquer objetivo de cariz comercial. Como mãe, senti necessidade de mostrar à sociedade que era possível sermos felizes no meio da adversidade.
Na vida existem sempre dois caminhos e cabe a nós escolher qual o nosso. Nós somos os verdadeiros responsáveis pela nossa vida! Antes de tudo temos de ser nós a querer ser felizes tudo o resto acaba por aparecer.
Tratamos os sonhos por tu, e a a Trissomia 21 do Tomás, é só um pormenor na sua vida. Jurei assim que o T nasceu que tudo faria para que ele fosse feliz e aceite na sociedade e foi este o grande propósito para ter criado Tomás - My Special Baby.
Hoje, não sou só mãe do T mas também do FM e da MC, é um blog de maternidade. Onde quero mostrar realidade, uma família que se uniu ainda mais por um cromossoma extra, e que é possível sermos felizes.
É este o meu grande objetivo.
Obrigada a vocês por estarem desse lado comigo. Por rirem e chorarem connosco.
Este reconhecimento não é só meu mas sim de todos vocês!
| Chilli Baby |
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