Por detrás de uma mulher está sempre um grande Homem

30.1.20
Uma família para resultar, precisa que o homem e a mulher vivam lado a lado.

Não precisam de fazer o mesmo, precisam apenas de se complementar. De serem a força um do outro e assim que um baixa a guarda o outro segura-a na mesma medida.

É preciso sacrifício, entreajuda, respeito, compreensão e muitos "respirares fundo".

É natural que seja a mulher/mãe a assumir grande parte do comando, acho que nos está no sangue, talvez pelos nossos antepassados. Mas cabe ao homem partilhar as responsabilidades na mesma medida.

Não é uma questão de ajudar mas sim de partilhar! É diferente! A família é dos dois.

É importante que os pais se envolvam, que mudem fraldas, que deem a papa, que brinquem, que acalmem, que participem ativamnete na educação. Que estejam presentes.

Cabe a nós puxá-los pois a natureza masculina é diferente da nossa.

Se assim for é mais fácil para todos, nós mulheres vivemos mais tranquilas quando lhes faltamos e eles mais confiantes no seu papel como pai. Mas mais importante que este trabalho em equipa é os ganhos que a criança terá em sentir a mãe e o pai na mesma medida.

Há coisas que nos estão nas veias, tal como a eles e a vida de uma casal torna-se num bailado constante.

É este o meu segredo! Claro que me chateio, que discuto ideias, ele não é perfeito, eu também não mas é necessário que alinhemos pensamentos na mesma direção.

Só assim faz sentido.

O B acaba amanhã a sua licença. Fez as minhas vezes várias vezes para que eu tivesse tempo de me dedicar aos meus projetos profissionais, segurou-me na mão e acabou a ser o meu enfermeiro porque tem sido ele que me tem feito o penso.

Não existem segredos, não lhe chamo perfeição mas sim cumplicidade, união e um amor verdadeiro.

Até velhinhos!





Esta sou eu (pelo menos agora)

29.1.20
Confesso que não sou maníaca do corpo perfeito. Não ambiciono ter abdominais e ter uma pele firme como pedra.

Com isto não quero dizer que não gostava de ter um corpo tonificado, pelo contrário, mas também sei o que isso implica. Além de não gostar de ginásio também não é a minha prioridade.

Tenho celulite e tenho o meu corpo flácido por erros alimentares e oscilações de peso consequência das minhas gravidezes.

Mas apesar de tudo sempre recuperei o meu peso do "antigamente". Contudo nunca me martirizei para o fazer no período após o nascimento dos meus filhos.

Primeiro que tudo dei tempo a mim própria, para aceitar o meu corpo e saborea-lo com tudo o que tinha de bom e de mau e para que a produção de leite nunca fosse posta em causa.

Assim decidi, após sete meses da MC voltar ao meu "eu". À forma física que me gosto de ver.

Limpei a despensa, fui a uma nutricionista - Lillian Barros  para que me pudesse orientar nos primeiros tempos.

Substitui doces, bolachas, batatas, queijos gordos e pizzas, por legumes, queijos magros, sementes, e carnes brancas.

Tenho 15Kg a perder e espero no Verão estar com o peso que me sinto bem e feliz.

Não é fácil, eu sei. É uma questão de foco!

Pelo meio vou fazer tratamentos para o corpo, de forma a minimizar a flacidez, reduzir celulite e modelar o corpo na In Beauty Clinic.

Mas aqui infelizmente ainda vou ter de esperar, porque neste momento no estado como estou não consigo mesmo fazer estes tratamentos que já estavam contemplados.

Este é o meu corpo agora! Esta sou eu!










Corpete | I Am Mom







A perfeição também pode ser nossa inimiga

28.1.20
Embora não recuperada, sinto-me mais animada. Foi duro ver-me naquele estado, sentir que de um momento para o outro não tinha liberdade de movimentos, que não podia tratar dos meus filhos, que tinha deixado de controlar a minha própria vida. Emocionalmente foi duro, muito duro.

Sabia que o que me tinha acontecido não tinha sido um simples acidente mas uma chamada de atenção para acalmar o meu ritmo.

Semana antes de me ter queimado tinha desabafado com a minha mãe, marido e algumas amigas que me sentia esgotada e que sentia que estava a ficar com um esgotamento.

Sou uma pessoa exigente comigo mesmo, perfeccionista e que acha que o dia tem sempre mais uma hora.

Juntar à minha personalidade, que tem tanto de bom como de mau, o facto de ter que cuidar de três filhos, de estar na frente de cada necessidade sua, acumulando funções profissionais exigentes, que envolvem altos objetivos. É esgotante!

Aos poucos fui sendo engolida por tudo isto, as horas de sono úteis chegavam a ser contabilizadas pela minha mão e entrei num lopping sem fim.

Até que me queimei e fui obrigada a ter de parar pelos piores motivos.

Entretanto em conversa com uma grande amiga, formada em coaching, mandou-me uns artigos em que explicava que as queimaduras por vezes acontecem em pessoas que se sentem esgotadas ou cansadas.

Incrível como tudo na vida tem o seu significado porque dias antes tinha exatamente comentado que estava a ficar com um esgotamento.

E por falar em esgotamento, para quem está a passar pelo mesmo, explico-vos o que pode levar a um esgotamento:

"Comprometer-se a fazer mais do que pode esforçar-se demasiado, sem saber onde parar. Perfeccionismo. Resistir a diferentes pontos de vista. Obrigar as coisas a acontecer. Ter dificuldade em dizer não. Pôr as necessidades dos outros à frente das suas. Teimosia; Recusar-se a escutar o seu corpo e a reconhecer o seu valor. Uma atitude de que nada será alguma vez suficiente".

Posso-vos dizer que depois de ler isto, vi o meu nome em todas as entrelinhas.

Chego à conclusão que podia ter-me escutado mais, que podia ter olhado mais para mim e relativizar metade das coisas. Afinal de contas a vida é curta demais.

E para quem tem perguntado, já estou bem melhor. A perna direita ainda requer cuidados. Tratar de queimaduras é um processo longo. Mas ficou a lição.

Grande beijinho para vocês e Obrigada pelo vosso carinho que enche o meu coração.







7 Meses

27.1.20
7 Meses de um amor inexplicável.

Confesso que começo a ter saudades da Maria Constança mini. Estão a ser sete meses desafiantes mas igualmente maravilhosos.

As gracinhas começaram, já se começa a sentar e à sua maneira já mostra o quer e o que não quer.

O seu temperamento é de "miúda" e eu já prevejo um futuro desafiante mas que tanto gozo me vai dar.

Come lindamente e a adaptação às sopas e papa não podiam estar a correr melhor. As noites...ai essas noites "malditas" estão cada vez mais duras, além de dormir colada a mim, passa a noite a mamar.

Vale-me a experiência do Francisquinho que foi igual. E a certeza que tudo passará.

A ligação com o pai começou, e é incrível ver o brilho no olhar quando o vê. Nunca tinha percebido até então o que era este amor que se falava entre o pai e a filha, (quer dizer mais ou menos porque a relação que tenho com o meu é muito forte) mas ver um bebé tão pequenino a derreter-se com a pai nunca a tinha vivido.

Felizmente não sou ciumenta pois é uma sensação única ver a ligação daqueles dois através de um olhar.

Qualquer dia está a gatinhar, e o meu coração não sabe se está preparado para este crescimento tão rápido.

Parabéns filha por estes sete meses maravilhosos.













Look | Alecrim
Collants | Pés de Cereja
Placa | Caturra 

O perigo vive perto de nós

22.1.20
Segunda-feira saí mais cedo do trabalho para finalmente fazer as compras para começar a dieta de forma a perder todos os kilos acumulados com os excessos da gravidez.

Não podia adiar mais...

Enchi o meu frigorifico de legumes, frutas, queijos magros. Deitei fora tudo o que tinha consciência que me fazia mal.

Jantei pizza para me despedir e prometi a mim própria que a partir de amanhã voltaria a encontrar o meu "eu" que ficou esquecido em tempos.

Acordei uma vez mais com uma agenda repleta de coisas para fazer e cronometradas ao segundo, era apenas um dia normal, julgava eu,  até que decidi meter a água a ferver enquanto preparava os miúdos.

Eles tomaram o pequeno almoço, foram-se vestir com o pai e, a porta tocou no entretanto, era a minha mãe com a minha avó. Passei a baby MC para os braços da minha avó e dirigi-me para a cozinha para deitar a água fervida num jarro de vidro (eu sei...não se deita água quente para um jarro de vidro) mas não pensei, deitei, e enquanto deitava falava com a minha mãe até que o jarro explode!

Vivi momentos de horror, gritava de dores, a minha mãe só me dizia para tirar a roupa, congelei, não reagi, e só gritava! Com a força natural de uma mãe, a minha arrancou-me o pijama do corpo e eu percorri o corredor da minha casa a chorar de dor. Fui para o chuveiro para meter água fria para acalmar a dor mas nem assim. O frio parece que ainda me fazia pior.

Ao fundo ouvia o T perguntar "o que foi mãe, o que foi mãe" só lhe respondia que estava tudo bem enquanto derramava lágrimas de dor.

Deparei-me com a fragilidade humana, e como em segundos a nossa vida pode mudar por completo, ao mesmo tempo agradecia a Deus por eles não estarem naquela cozinha, por não me ter cortado com os vidros e não ter sido queimada no peito e no rosto.

Meti camadas de Biafine mas a dor não acalmava por nada, chorava, gritava! Até que decidi ir ao hospital, vesti um vestido de botões, calcei uns chinelos e fui com o B.

Deixou-me à porta das urgências e entrei pela triagem sem qualquer inscrição, não podia ficar à espera de ser chamada, pedi ajuda e encaminharam-me para a sala de tratamentos. Encontrei uma enfermeira e ainda sem admissão, sem nada, gritei por ajuda e lá consegui entrar na sala dos curativos.
Trataram-me e acalmaram-me, levei soro e quatro horas depois saí toda ligada.

Tenho o corpo todo queimado, com queimaduras de segundo grau.

Nunca pensei viver tamanha dor. Ainda fiquei a admirar mais os bombeiros pois sempre que vão para um fogo correm o risco de passar pela dor de ser-se queimado, e ficou a lição que o colo é bom e deve ser sempre dado mas longe de uma cozinha.
Se isto tivesse acontecido com a baby MC no pano ou com eles perto de mim como tantas vezes estão, podia ter sido a maior desgraça da minha vida.

Deus sabe o que faz e felizmente que mete a mão sempre na altura certa.

Não consigo reviver este episódio sem me encolher, não consigo sequer pensar em água a ferver.

Foi um momento traumático, estou de cama pois a minha mobilidade é reduzida, sinto-me frágil, mas sem dores.

Começou um longo processo e espero não ficar com marcas deste episódio triste.

Mas apesar de tudo não me desfoquei e avancei com a dieta com a consciência que talvez gordinha fosse mais feliz ;)

Peço-vos cuidado! O perigo está tantas vezes ao nosso lado.




Com carreira promissora na moda

17.1.20
Um loiro, o outro moreno,

Um envergonhado, o outro com palco aos seus pés

São estes os homens da minha vida.

Se procuram roupa de festa ou de cerimónia a Cutxi Kids lançou uma coleção de perder a cabeça, super querida, elegante e sem parecerem pequenos adultos.





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A nossa herança

16.1.20
Chamo-lhe herança porque é isso que penso quando me perguntam como é que tive coragem para ter três filhos.

Não lhe chamo coragem mas sim uma forma diferente de ver as coisas. Talvez devesse ter ponderado, pensado mais nas escolas e na faculdade, nas viagens que podia fazer só com um filho...

Mas depois morremos, e eles? Onde ficam? Agarram-se às viagens que fizemos? Vão passar o Natal no melhor colégio? Ou vão chorar para uma garagem repleta de carros de topo de gama?.

Quero dar-lhes vida! Um conceito de família, de partilha e de um amor que nenhum dinheiro comprará.

É neste princípio que os educo e talvez a união que eles tenham uns com outros é reflexo desta minha máxima.

É em minha casa que encontro o meu ponto de equilibrio, e é no meu irmão que encontro o amparo que preciso, e é este amor que tenho por ele que vai muito mais além de um bem material.

A relação dos três é indescritível de tão forte que é, não existe o que é de um e de outro, mas sim o que é dos três.

Eles, mais parecem gémeos, não existe cumplicidade maior que a deles, acordam e deitam-se a pensar um no outro e em momento algum senti ciúmes.

Vivem um para o outro e é tão bom ver este amor.

A MC embora pequenina, já entrou naquele núcleo,  e os três já se entendem com olhares, e os rapazes tomam conta da mana como ninguém.

O que é mais engraçando é sentir que eles podem fazer-lhe tudo, são beijos fortes, apertos, gritos e ela está sempre a olhar para eles com um sorriso, sem nunca reclamar, já a mãe se lhe dá um abraço mais apertado é choro na certa.

Hoje fazem-lhe tudo, qualquer dia vai ser o contrário e vai ser tão giro de ver.

Posso ter uma conta bancária pequena mas sou a mãe mais rica do mundo!