Sugestões de look's de Natal

16.11.20

Embora estejamos a viver um ano atípico aos poucos e poucos começa-se a preparar a noite mais bonita do ano.

A oferta é muita e existe para todos os gostos. O Xadrez continua a marcar presença nos look's. No entanto os veludos e os lisos começam aos poucos a ganhar destaque.

As cores variam entre os verdes, boudeaux e cinzas.

Partilho convosco algumas sugestões de look que fui vendo e que gostei muito.

Todas estas sugestões são de marcas portuguesas. 

1- Baby by Pikis 2. Maria Minorca 3.Match Babies&Kids 4.Pompon Clothing
5. Maria Costura 6. Zippy 7. Puro Mimo 8. Baby by Pikis


Obesidade Infantil

12.11.20

Embora ninguém me tenha dito nada sobre o peso do Francisquinho, o tamanho das suas roupas diziam que alguma coisa não estava bem.

A roupa deixou de servir e os números subiram exponencialmente. E embora cada criança tenha o seu ritmo, ter o meu filho a vestir dois a três números acima da sua idade era sinal que algo não estava bem.

Não o pesei mas as roupas acabam por nos dar também as devidas respostas.

Há um ano que o Francisquinho começou a ser seguido com a Dra. Sandra, mais conhecida como a Papinhas da Xica, e com alguns ajustes na alimentação rapidamente voltou ao peso normal, até que se meteu uma pandemia pelo meio, e o sedentarismo aumentou e a dispensa começou a ser de livre trânsito.

Ele por adorar comer e por ter tanta piada na forma que nos convence a dar-lhe só mais um "bocadinho", fomos fechando os olhos. Até que eu disse basta quando tomei consciência que a sua roupa tinha deixado de servir e que as suas roupas novas passaram a um número inaceitável.

É um facto que ele é uma criança alta e que vai disfarçando. O seu olhar doce com ar de reguila também lhe dá piada e tudo isto muitas vezes nos leva para um caminho mais fácil. Por vezes é mais fácil ignorar o problema.

Até que decidi voltar à consulta de nutrição e confirmou-se o que temia mas que ninguém me ouvia (família e amigos) o Francisquinho não tem só peso a mais, mas sim obesidade infantil e ouvir isso foi como um "murro no estômago".

Como é que eu permiti o meu filho chegar a este ponto? Porque é que não me apercebi mais cedo?

São perguntas que não me saem da cabeça e que me deixam desconfortável.

Mas de nada serve lamentar, o caminho é em frente e com a ajudar da Dra. Sandra delineamos um plano alimentar, que a meu ver não será fácil pela restrição alimentar que implica mas que será um começo para os novos hábitos alimentares.

Obesidade Infantil é uma doença crónica e bastante complexa. É um assunto sério e não pode ser trado de ânimo leve.

Muito provavelmente, uma criança obesa será um adolescente e adulto propenso a desenvolver problemas de saúde graves, como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, asma, apneia do sono, doenças hepáticas e diferentes tipos de cancro.

Além de que Uma criança obesa é facilmente vítima de bullying e de outras formas de discriminação, com consequências ao nível da autoestima e do rendimento escolar.

E como mãe, este assunto preocupa-me e os olhos sérios que a Dra. Sandra olhou para mim mostrou exatamente isso.

Sei que vamos atravessar um caminho com alguma turbulência, vou ter que ser mais forte mas será por uma boa causa.

Alinhei toda a família nesse sentido. Vou pedir também ajuda à escola. E espero na próxima vez que voltarmos termos um número mais amigo na balança.

Sei que é giro ter um filho "gordinho", muitas vezes são os que chamam mais atenção porque são os mais queridos e os que mais dá vontade de agarrar. Mas obesidade é um assunto sério e que merece ser olhado com preocupação.

E é nesta idade que devemos de consciencializar para evitar futuros problemas.




Deixo aqui os contacto se precisarem também de ajuda:

Desenvolve-T
Centro de Terapias Infantil
Nutrição Infantil
Dra. Sandra Santos
91 646 46 16 ou 211 601 028
terapias@desenvolve-t.com




Um mês de escola

11.11.20

Um mês depois, de uma escola diferente, do ensino público, de uma nova realidade, e o balanço até ao momento, não podia ser mais que positivo.

A adaptação correu da melhor forma possível. O Tomás tem este dom de aceitar a mudança de uma forma inigualável. Embora tenha tido uma noite agitada de véspera, entrou sem medos, naquela que seria a sua escola por uns longos anos (pelo menos assim espero).

Estes tempos distancia-nos da escola e isso para mim tem sido o mais difícil de lidar. Sei que ele está bem, pelo menos a forma carinhosa que fala dos seus amigos e da professora mostra exatamente isso. "Os meus amigos". Sinto que está feliz! E isso para mim é o mais importante.

Como mãe e embora não queira ser tratada de forma diferente, senti-me no dever de falar com todos os pais sobre o Tomás, mostrando quem é o Tomás verdadeiramente e que a sua trissomia não o define. No entanto pedi para que explicassem aos seus filhos com veracidade se os seus filhos questionassem algo. Só podemos construir uma sociedade inclusiva se os nossos filhos forem ensinados a aceitar a diferença. Recebi só boas mensagens e naquele momento tive a certeza que o Tomás está integrado numa turma com crianças cheias de valores. É quase como um "peso que me saiu de cima".

A professora tem tido paciência para me responder aos meus email's, inclusive já reuni com ela para que pudesse falar mais do Tomás e dos seus objetivos para com ele. Mostrei-lhe as suas virtudes e as suas maiores dificuldades.

Expliquei-lhe também que vinha de uma má experiencia e que isso poderia levar-me a estar mais em cima.

E embora a professora tenha respondido sempre aos meus email's e ter acalmado sempre o meu coração, ainda não me habituei a estar mais tempo atrás das grades que na sua sala, que infelizmente só conheço por fotografia. Custa-me todos os dias vê-lo a ir para um desconhecido. A falta do toque custa-me e a falta da comunicação do que foi feito durante o dia também.

A escola perde, nós perdemos e eles também pois parece que a escola passou a ser algo distante e em que não temos acesso.

Com o Covid tem sido muito difícil a escola aceitar as terapeutas do Tomás, a articulação com a equipa também se torna difícil pois a escola também não está recetiva a isso. E isso para mim tem sido muito difícil de aceitar.

Embora o Tomás tenha também uma professora de ensino especial custa-me ver que não existe articulação dos trabalhos entre as terapeutas do Tomás, que o conhecem de A a Z e que conhecem todas as estratégias de trabalho a usar com ele, com a escola. Não existe o querer e quando isso acontece é muito difícil mostrar que aqui quem perde é uma criança. Já tive oportunidade de dizer o que penso, já expus a situação a quem de direito mas continuo com poucas respostas fundamentadas.

Sempre trabalhei em equipa e custa-me ver que o meu filho possa perder ou atrasar competências porque não existe boa vontade e flexibilidade.

Posso não ganhar esta luta mas vou lutar para conseguir. Ao mesmo tempo vou medindo os seus ganhos e percas e ver o que será melhor para ele.

E no fim do ano habilito-me a estar no quadro de honra da mãe mais chata e ansiosa como já tiveram oportunidade também de me dizer.

Mas apesar de tudo, o balanço é positivo!

Ele está feliz e enquanto os seus olhos brilharem ao correr em direção ao portão é porque estamos no caminho certo.

E com vocês como está a ser este início?





Lágrimas destes tempos

9.11.20

Um ano que começa aproximar-se do fim mas que nos continua a deixar sem ar todos os dias mais um pouco.

Um ano difícil, que nos roubou o gosto pela vida.

As pessoas tornaram-se ainda mais egocêntricas, impacientes e com falta de empatia pelo próximo. O outro passou a não importar desde que o nosso esteja assegurado.

Nos olhos das pessoas vê-se medo. E os sorrisos deixaram de existir.

Um ano que assusta só de pensar para onde nos leva. E esta incerteza constante assusta e muito.

É ver negócios e negócios a esticarem até caírem. Famílias inteiras a perderem o seu sustento e o pão na mesa.

E se antes achei que aquela pausa forçada tinha sido a maior oportunidade que a vida tinha dado às famílias, hoje já grito aos céus para isto parar. Já teve "piada" mas basta!!

Já deu para rir, para apreciar a vida com outros olhos mas está na hora de voltarmos a uma normalidade que se dissipou no tempo.  

E a falta desta luz ao "fundo do túnel" atormenta-me.

É um facto que temos uma vida inteira para ir ao cinema, jantar com amigos e até de dançar até os pés nos doerem mas quando esse dia chegar como estaremos todos nós? Como estaremos emocionalmente? Quantos voltarão a ter as suas vidas de volta desde que a pandemia se instalou?

Quem seremos nós? E os nossos filhos?

Os nossos filhos, esta geração que tanto me preocupa e me inquieta no meio disto tudo.

A minha Constança está a crescer sem ver sorrisos no rosto de desconhecidos. Não sabe o que é um colo de alguém que se acabou de conhecer. Não sabe o que é um concerto, nem tão pouco saberá o que é ter medo do Pai Natal, que se encontra em cada esquina no mês mais bonito do ano.

Ao Tomás e ao Francisco foram-lhe roubadas tantas coisas que já perdi a conta. Perderam as festas de anos com os amigos, os teatros, os musicais, os abraços e os beijos de quem os rodeia.

É isto que todos os dias me leva às lágrimas. É quando me perguntam (todos os dias) se falta muito para o Panda e o Caricas, quando lhes digo que não podem tocar nem abraçar quem não conhecem, que não podem ir à casa dos seus amigos da escola, que não podem entrar no parque infantil, que não podem, que não podem! Estou cansada! Estou seriamente preocupada com esta geração e no impacto que isto vai ter nas suas vidas.

Se me virem por aqui, vão ver uma família normal, com os cuidados necessários mas não vão ver a proibir de abraçar ou a partilhar um brinquedo. São crianças e não dimensionam o problema que estamos a viver. Acima de tudo não quero que vivam no medo e quando isto terminar, não quero que desconheçam palavras tão simples como partilha, empatia e amor. 

Quero e faço todos os dias para que os meus filhos saiam disto com as mínimas sequelas emocionais.

Todo o nosso presente vai tomar proporções no seu futuro e é importante que em momento algum nos esqueçamos disso. 

Que nunca nos esqueçamos que os nossos filhos jamais voltarão a ter 1, 2, 3, 4, 5...10 anos. Para o ano eles já não terão essa idade, os interesses mudarão e o mundo estará diferente.

Que sejamos todos conscientes das nossas atitudes, sem esquecer que temos a responsabilidade de não roubarmos o sorriso e a ingenuidade das nossas crianças pois o amanhã pode nunca mais existir.

Um dia acordaremos e eles estarão a sair de casa e tanta coisa se perdeu no meio de uma pandemia sem fim.

Um Natal que se aproxima pobre, sem a emoção das ruas, sem espetáculos, sem trocas de presentes, sem família e amigos.






A nova aposta do futebol Português

6.11.20
O meu marido é fã do futebol já eu confesso não sou grande apreciadora. No entanto gosto do futebol como desporto e tudo o que envolve: resiliência, companheirismo e toda a componente emocional e física.

Nunca duvidei que os meus filhos fossem para o futebol, com um pai "louco" por futebol não havia forma de isso não acontecer. Já era uma coisa pensada em família. O desporto faz muito bem e desde que não seja visto como algo competitivo tem-se mais a ganhar do que a perder.

Embora os meus filhos não sejam ainda "loucos" pelo futebol, achamos que é um desporto bastante adequado para gastarem energia e aprenderem a importância do trabalho em equipa e do saber perder e ganhar.

Mais uma vez não equacionamos a trissomia 21 mas sim o interesse dos nossos filhos. Tínhamos como certo que iam experimentar e se gostassem  ficavam, caso não quisessem não iriam mais e estava tudo bem com isso.

O interesse será sempre deles e só depois vem o nosso gosto. Em  tempos numa palestra ouvi que "os pais estão mais preocupados em enchê-los de atividades do que saber realmente se eles estão felizes em fazê-las.

E na altura quando ouvi fez todo o sentido. Vivemos numa sociedade em que queremos que os nossos filhos saibam fazer tudo, jogar futebol, tocar piano, falar inglês. Tudo isto para que sejam exibidos como prémios aos amigos.

Em momento algum duvidamos se o Tomás seria ou não capaz deste novo desafio. Ele gosta muito de jogar à bola, mas nem sempre tem a concentração pedida, no entanto nunca sentimos que não fosse aceite na equipa por isso. Ele quando quer joga, quando não quer mais sai. E está tudo bem. É só um desporto e o objetivo principal é que se divirtam. 

O Francisco, está super feliz e dá gosto vê-lo a jogar. Sinto-o que está verdadeiramente feliz e empenhado em aprender e isso para nós é o mais importante.

Todos os dias pergunta se é dia de Futebol e esta pergunta mostra bem o quanto gosta.

Por isso apresento-vos as mais recentes apostas do futebol Português: Francisco e Tomás. 






(Finalmente) o Novo quarto

5.11.20

Já faz um ano a primeira vez que partilhei sobre a mudança do quarto dos meus filhos. Entretanto meteu-se uma pandemia com direito a confinamento no meio e que me fez recuar um pouco, até que em Junho voltei a pegar nos meus rascunhos e dar-lhes forma.

Antes

Foi talvez das mudanças mais difíceis para mim, passei por vários testes de cores e por várias ideias, umas seguiram em frente mas na maioria todas elas acabaram por não passar de uma intenção.

Fazer de um quarto de catorze metros quadrados, um espaço onde vão dormir três crianças é uma "aventura" e se juntarmos a isto, um quarto misto ainda mais desafiante se torna.

Foram aqui que se prenderam as minhas dificuldades. Onde meter três cama? E quais as cores predominantes? 

A minha preocupação principal era que todos sentissem que aquele era o seu quarto. Não queria que fosse nem muito de rapaz para que a Constança não sentisse que aquele quarto não era dela, nem queria que eles achassem que perderam o seu espaço em prol da irmã.

Queria um quarto neutro, que transmitisse tranquilidade, sem "ruído" e que todos gostassem. Por saber do desafio que era fazer este quarto pedi ajuda à pessoa que decorou a minha casa e que tanto confio pelo seu gosto para me ajudar.

Foi a Inês que me ajudou a desbloquear algumas ideias e que me deu o empurrão que precisava para sair do papel para a ação.

Foram dois meses de alguns encontros, de testes de cores, de várias peças equacionadas para a decoração até que chegamos ao "é isto". Após termos decidido tudo foi encomendar todos os materiais, mandar fazer as colchas e almofadas e dar início à encomenda.

Não foi uma mudança fácil mas não podia estar mais contente com o resultado final. Ficou tal e qual como imaginei ou ainda melhor.

O tempo que se perde em nós

3.11.20

Quem me conhece sabe que é verdade, sempre fui daquelas mulheres que ambicionava casar e ter filhos. Quase como se fosse mote da minha vida. A carreira nunca foi prioridade. Não condeno quem opte pela carreira, pelo contrário. São opções de vida.

Mas a minha forma de estar na vida nunca privilegiou o trabalho à família. No entanto a minha vida ainda (e penso que nunca acontecerá) passará por estar exclusivamente dedicada à família.

Admiro quem tenha estrutura económica para o fazer e até chego a ter um pouco de inveja (boa) da vida "por casa" mas nem sempre a vida nos dá o que ambicionamos.

Não acho que ser só mãe ou estar só por casa tenha menos valor de quem assume um cargo importante numa empresa. São opções de vida, onde não existe o certo ou o errado. 

Com a quarentena que tivemos, acredito que o papel de mãe a 100% assumiu outra valorização na sociedade, pois quem fica a cuidar dos filhos trabalha tanto ou mais de quem sai todos os dias paro trabalho.

É um trabalho emocional e físico enorme, onde não se para cinco minutos para o "cafézinho". Nunca está tudo feito e há sempre alguém para cuidar ou ir buscar.

Com o confinamento, e porque tive estrutura para o fazer, abdiquei do meu trabalho por alguns meses só para cuidar da minha família e talvez tenha sido a fase em que me senti mais cansada, mais feliz e completa.

Foi muito bom enquanto durou! E todos os dias agradeci a oportunidade que a vida me tinha dado (mesmo que tenha sido pelas piores razões).

Foi bom! Tinha conseguido alcançado a felicidade em pleno e a tão proclamada qualidade de tempo com os meus filhos.

Entretanto voltei ao trabalho e este voltou a assumir destaque na minha vida. Não consigo estar parada por isso tudo o que me pedem digo que sim. Vivo de objetivos e movo montanhas para não falhar com os outros mas também comigo própria.  E isso implica um grande esforço meu, de muitas horas de sono mas também do tempo com os meus filhos.

Combinei comigo mesma sair às 17h do trabalho, tenho dias que consigo, outros que nem tanto e quando não consigo custa-me muito. Já chego a casa cansada, com pouca paciência e consequentemente com poucas horas de qualidade para os meus filhos.

A Constança na semana que passou sentiu a minha ausência, tive muito pouco presente, dei-lhe pouco da minha atenção e ela perdeu-se no vazio.

Por vezes não é preciso que os outros nos digam, também nós percebemos as nossas falhas e sentimos quando os nossos filhos não estão bem.

Senti-a mais impaciente e com "sede" dos meu braços, a prova disso eram as lágrimas que deitava assim que lhe tirava o meu colo.

O trabalho pode dar-nos muito mas ainda nos tira mais.

E quem disser que o papel de mãe e de profissional são compatíveis é porque deseja muito pouco para ambos os papéis porque é impossível estar a 100% nos dois lados.

É normal falharmos, não somos invencíveis do tempo e é preciso percebermos que uma mãe tem várias vidas dentro dela e que nem sempre conseguimos alcançar o equilíbrio em todos os nossos papéis.

Look Mum | Monkiki