Óleos essenciais

8.4.19
Rendi-me aos Óleos essenciais.

Sempre ouvi falar muito bem destes óleos e dos seus benefícios mas por um motivo ou por outro ainda não tinha experimentado.

Até que a semana passada reunir todas as condições necessárias para o fazer e rendi-me de imediato.

O Óleo essencial é obtido de uma planta ou partes por destilação ou por processo mecânico apropriado sem aquecimento. Tecnicamente, este produto não é óleo, porque não contém ácidos gordos, mas concentrações elevadas dos componentes das plantas. Este produto é muito usado na área farmacêutica e terapêutica. Ajuda na prevenção e no combate de sintomas de algumas doenças, como dores reumáticas e musculares. Melhora a digestão e o apetite. Estimula o sistema nervoso e a energia.


Óleos | Natural Living

E é um óptimo aliado do sono pois ajuda a potenciar um sonho mais tranquilo. Até ao momento foi o óleo mais usado pois como a nossa cama é constantemente invadida por duas "pulgas" saltitantes quis experimentar, coincidência ou não dormiram a noite toda.

Também já recorri aos óleos para a tosse e até para aliviar o ranho.

Além dos benefícios físicos e emocionais quando utilizados na aromaterapia, os óleos essenciais também possuem aplicações medicinais excepcionais.

Muitos óleos essenciais são antissépticos e estão entre os mais potentes protetores da natureza contra as bactérias e outros organismos infecciosos.

Os óleos essenciais possuem uma ampla gama de propriedades curativas, podendo ser utilizados de forma eficaz para manter a saúde, estimulando a regeneração celular, aliviando dores, equilibrando as disfunções emocionais, e combatendo bactérias, fungos e outras formas de infecções. Além de proporcionar alívio do stress do dia a dia, um aumento de energia e um aumento da concentração mental.
Os óleos essenciais têm uma lista quase interminável de usos terapêuticos. É preciso apenas olhar para eles e ver qual a nossa maior necessidade.

Prateleira | Nitta Kids 


Gosto acima de tudo de duas coisas, o cheiro que fica no quarto (utilizo no quarto deles) e o silêncio do difusor visto que este é utilizado à noite. Outra das vantagens é que o deixamos ligado e passado três horas desliga-se mantendo o cheiro no quarto.

O nosso é da Natural Living. A Sandra é uma querida e está sempre pronta para ajudar-nos na escolha dos melhores óleos.

Natural Living














As primeiras roupinhas

3.4.19
As primeiras roupas dos nossos filhos serão sempre as primeiras roupas.

Vão ter sempre aquele toque e cheiro tão nosso. Vão fazer parte sempre da nossa memória.

Não é fácil comprar roupa para os primeiros meses porque nunca sabemos se o bebé vai nascer grande ou pequeno. É tudo muito incerto e com ideias vagas.

Sinto-me sempre um pouco perdida quando estou a escolher os tamanhos.

O melhor será 0 ou 1 mês? Será que vai ficar grande ou pequeno? São perguntas que me acompanham sempre quando estou a comparar os tamanhos.

Por norma opto mais pelo tamanho 1 (mês) porque na realidade quando o bebé nasce de termo veste muito pouco tempo o tamanho 0.

Mas é sempre um "totoloto". Depois existe o tempo... será que vai estar frio ou calor? E aqui não vacilo muito, compro a roupa adaptada à estação do ano mas sempre com algumas mangas compridas e calcinhas interiores de algodão e casaco para os bebés de verão porque nem sempre o tempo é certo. E é sempre bom para uma noite mais fria.

Mas não sou de comprar roupa para muitos meses porque aí é sempre um risco muito grande porque o tempo nem sempre bate certo com a estação. Compro roupa para os primeiros três meses e depois vou comprando à medida que cresce.

Desafios da Trissomia 21

2.4.19
Diariamente recebo mensagens de pais que enfrentam o diagnóstico pré-natal ou mesmo após o parto com a notícia da Trissomia 21.

Primeiro que tudo fico feliz que me contactem pois é sinal que o Blog chega a esses pais que tantas vezes se sentem perdidos tal como eu no dia 6 de Agosto de 2014.

É um facto que continua a existir pouca informação sobre o que é isto da Trissomia 21. Os médicos pouco ou nada sabem sobre este cromossoma e é tudo muito vago, baseado em estatísticas, sem certezas de nada.

E naquele momento em que nos vemos confrontados com uma realidade que se desconhece, é como se fossemos engolidas por um buraco escuro sem fim. Não buscamos incertezas mas sim certezas. Queremos que nos digam como vai ser o futuro, como será a nossa vida? Se o nosso filho será feliz e normal. É isto que queremos saber!

São todas estas perguntas e mais algumas que invadem a nossa cabeça e aí não existe ciência que nos explique as coisas com a clareza que precisamos. Só uma mãe ou pai tem o dom da palavra sobre este assunto, porque só quem convive com um filho com trissomia 21 é que sabe responder a todas as dúvidas e de alguma forma nos consegue tranquilizar.

Foi assim comigo e acredito que é com todos os pais.

A Trissomia 21 traz mais alegrias do que tristezas, por mais que no início não vejamos as coisas com esta clareza. Demora-se o seu tempo a aceitar porque nenhuma mãe quer que o filho tenha problemas ou limitações no seu desenvolvimento mas depois são os nossos filhos que nos mostram que são iguais a todos os outros bebés: choram, riem e alimentam-se.

Conhecemos um mundo novo de burocracias referentes à segurança social para termos alguns subsídios que nos ajudarão a suportar as despesas das terapias (subsídio por deficiência e subsídio de assistência à terceira pessoa).

As terapias começam a fazer parte do nosso dia a dia e é um mundo novo que nos é apresentado. Não é mau mas sim diferente, talvez um pouco mais complexo.

É necessário fazer ajustes familiares e económicos. É preciso ler, procurar por terapias que acreditemos e criarmos uma equipa multidisciplinar que nos transmita a segurança que precisamos para o nosso filho.

A maternidade é cheia de desafios, é complexa mas não só para pais com filhos com necessidades especiais, é para todos.

Todos vamos chorar e rir pelos nossos filhos, faz parte de ser mãe!

A trissomia apenas nos dá uma maior responsabilidade e preocupação no desenvolvimento do nosso filho, não podemos vacilar ou descurar, requer um esforço financeiro alto mas em contrapartida conhecemos o amor da forma mais pura que há.

Quando nasce um filho com trissomia 21, nasce também uma nova família com todo um novo arco íris por conhecer.












A indústria que leva os pais a um ataque de nervos

1.4.19
Os meus filhos são fãns da Marsha e Urso e quando vi que em Abril ia haver um espetáculo com as personagens preferidas do T e do FM não hesitei em ir comprar.

Quando estava para comprar, na Fnac, perguntaram-me as idades e eu super entusiasmada disse que eram 2 adultos e duas crianças com 2 e 4 anos, a achar que eles não pagariam como é habitual mas fui surpreendida com que todos pagavam.

Bem, respirei fundo e perguntei os valores dos bilhetes e para os lugares que tinha pensado o preço era de 19.80€, Uiiiii!! Rapidamente meti-me a fazer contas, o que não era muito difícil, e percebi que para nós era a modesta quantia de 80€.

Haviam bilhetes mais económicos mas que eram tão longe que não iam ver nada e para isso preferia não os levar.

Ainda hesitei por momentos em comprar mas depois saberia de antemão que eles iriam adorar por isso perdi o amor ao dinheiro, fechei os olhos e passei o cartão.

Comprei os bilhetes mas de facto é um absurdo estes valores que se praticam, limitando o acesso a outros pais que vivem com o ordenado mínimo. 

Demorei uns dias a digerir, porque as crianças não podem ir sozinhas pelas razões óbvias, obrigatoriamente os pais precisam de acompanhar e seria uma boa política os preços serem acessíveis para todas as famílias.

Isto não acontece só com a Marsha e Urso mas com tudo o que envolve crianças, é uma indústria que gere muito dinheiro e acabam por aproveitarem-se da ingenuidade das crianças para pedirem valores absurdos.

As crianças adoram, e é uma forma de fugirem aos tablets e da televisão e assim verem as suas personagens preferidas com outros olhos, e terem novas experiências.

São pequenos "luxos" mas que deviam ser mais acessíveis, não por nós adultos mas pela futura geração.

Agora é esperar que seja um espetáculo super divertido e que eles adorem.







Não acredito, já cheguei ao 3ºtrimestre.

28.3.19
Hoje na consulta de rotina o médico perguntou-me "quantas semanas?" E eu 28. "Andreia acabou de entrar no terceiro trimestre.

Quando ouvi isso senti-me a ser engolida pelo tempo, como assim? Terceiro trimestre? Por instantes parecia que era mãe de primeira viagem.

Ainda ontem tinha descoberto que estava grávida...

Estou definitivamente a três meses de deixar esta barriga para sempre...

Confesso que senti uma tristeza a invadir-me o coração, ainda não tinha tomado consciência que só faltavam três meses para ter a nossa filha nos braços e passarmos assim oficialmente a uma família de 5.

Ao terceiro tudo é vivido de outra forma, com outro sabor e tranquilidade que uma primeira gravidez não nos dá mas em contrapartida o tempo acaba por ser ingrato pois passa de uma forma veloz.

Apenas queria congelar na memória cada pontapé e todas as emoções envolvidas nesta fase.

O que mais custa é admitir é que já não haverá mais uma próxima mas este dia alguma tinha de chegar.

Fotografia | Centrimagem 








A dificuldade em Educar

27.3.19
O maior desafio em ser mãe é o educar. Não é fácil e é feito de incertezas...

É assim que me sinto todos os dias com certezas e incertezas ao mesmo tempo. E à medida que vamos tendo mais filhos o grau de dificuldade vai aumentando porque embora passemos os mesmos valores cada filho é um filho e automaticamente as necessidades e comportamentos são diferentes.

As crianças são desafiadoras natas e estão sempre a testar os seus e os nossos limites. É esta uma das principais questões da maternidade.

Considero-me uma mãe flexível, que educa na base do amor, colo e mimo mas para mim o maior desafio é o "Não".

Não sou muito de explicações porque acredito que eles não entendem (quando ainda são muito pequeninos) pois na maioria apenas querem coisas porque sim.

Mas ver aqueles olhos a receber o não custa-me muito. Insistem, esperneiam muitas vezes e até já se atiram para o chão. Eu deixo, tento falar com uma voz calma para que eles sigam o exemplo e não entremos todos em curto circuito. E o que é certo é que se a birra não for valorizada eles acabam por esquecer.

Pelo menos aqui em casa tem resultado dessa forma.

Mas há dias em que essa calma (nossa) tão importante de ser preservada falta, ou porque o dia não nos correu tão bem ou simplesmente porque nos falta a paciência. E acabamos por gritar, por abrir guerras desnecessárias que nos tiram do sério.

Acredito que a tarefa mais difícil de sermos pais, não seja o controlar o comportamento dos nossos filhos, mas sim. controlar o nosso próprio.

É devastador para uma mãe quando sentimos que perdemos o controlo da situação, muitas vezes choram eles e choramos nós porque não queríamos ter gritado ou dado aquela palmada no rabo de fralda por mais insignificante que seja.

Não vejo nos castigos a salvação do problema porque não os considero muito eficazes e se os tivermos que deixá-los a refletir um pouco que não seja superior à sua idade em termos de minutos e nunca no quarto para que não associem o quarto a uma experiência negativa.

Para falar com eles sempre olhos nos olhos, nem que para isso tenha de me ajoelhar mas é importante que descemos ao seu tamanho e não criar aquela visão de autoritarismo.

É importante construirmos em conjunto com os nossos filhos uma relação de transparência, de compreensão, de amizade e de muito amor mesmo que para isso seja preciso muitas vezes repreender e dizer não.

O peso da educação é grande e sabemos que tudo o que fizermos de bom e de mau vai-se refletir no futuro dos nossos filhos por isso cabe a nós tentar moldar-nos, respirar fundo vezes sem fim, contornar as situações com brincadeiras e ouvir o nosso coração. Sem medos de errar porque afinal apenas somos humanos.






O peso do futuro

26.3.19
A Trissomia eleva um grande amor mas em contrapartida traz alguns receios, inseguranças num futuro que tantas vezes parece longínquo.

Não perco tempo em pensar no futuro porque acredito que o futuro só se faz com o presente mas este existe e ainda é meio "confuso".

Não duvido e sou convicta quando digo que o T vai ter a sua vida independente de nós e dos irmãos, vai ter a sua casa, os seus amigos, as suas namoradas e como mãe sonho com o dia em que o deixarei no altar para que seja ele a construir a sua própria família.

Mas no meio disto tudo existem entrelinhas, e é importante que sejam pensadas, questionadas e debatidas por uma sociedade que se diz sábia.

E em jeito contraditório, é engraçado ver pais a lutarem diariamente para que os filhos tenham um bom desenvolvimento, para que estejam aptos a integrar o ensino regular para depois chegarem ao mercado de trabalho e não encontrarem portas abertas. São dados como incapazes quando fazem tanto ou melhor que os demais.

E em jeito de desabafo é isto que me inquieta. Como é que um ser humano tem o direito de acabar com o sonho de alguém só pelo seu preconceito?

É duro mas ainda é a realidade do nosso país e de muitos outros.

E depois além de portas fechadas, há quem as abra mas sem qualquer remuneração como se fosse algo solidário.

E eu aqui fico "louca". Como é possível terem alguém a trabalhar a custo zero só porque tem um cromossoma a mais ou um atraso no desenvolvimento (por mais ligeiro que seja)?

Não precisa de ser CEO de uma empresa, gestor, engenheiro ou economista, mas uma empresa não se faz do Top bem pelo contrário faz-se de baixo para cima, sem os cargos inferiores os cargos superiores por mais inteligentes que sejam não brilham. É preciso uma empregada de limpeza porque sem ela no dia seguinte ninguém consegue estar no meio de tanto lixo, são precisas secretárias para que os compromissos sejam compridos, são precisos estafetas para que as encomendas que o marketing destina sejam entregues a quem de direito.

São todos válidos, todos merecem o respeito de todos e o ordenado no fim do mês. E o ordenado é apenas a troca pelo trabalho prestado durante o mês.

Agora porque é que uma pessoa com Trissomia 21 não recebe pelo seu trabalho? Para mim é simples se a pessoa não for capaz a desempenhar o papel não pode continuar porque as penas só existem nas galinhas. Agora se a pessoa é capaz, traz valor acrescentado à empresa porque não deve ser paga com o valor justo para a função?

Isto é algo que vai contra todos os direitos humanos...mas que ainda existe nas sociedades que se dizem modernas.

É esta exclusão que faz com que as pessoas com Trissomia 21 sejam vistas como pessoas incapazes e que ficam a cargo dos pais para sempre. Um "não" sem fundamento, só mesmo pelo preconceito pode deitar por terra o sonho de uma pessoa e de uma família inteira. Mostrando assim o sabor amargo do que é ser-se diferente.

Cabe a nós fazer deste mundo melhor e aceitar o ser humano tal como ele é. Tudo o resto são teorias.