Parto Normal ou induzido?

6.6.19
O tipo de parto gera grandes opiniões. Há quem queira um parto normal, há quem o queira 100% natural sem qualquer intervenção médica, há quem o queira induzido e há quem o queira simplesmente por cesariana.

Há mães que querem sentir o parto, que querem viver todas as sensações mas há também quem morra de medo do parto e prefere optar por uma cesariana, mas comum a todas as mães é o desejo que os nossos filhos venham cheios de saúde.

Aqui não há o certo e errado, cada mãe tem a sua motivação.

Felizmente ou infelizmente tive duas experiências completamente diferentes e a terceira também não sei como vai ser.

Do T, rebentaram-me as águas enquanto dormia e o processo foi tudo muito natural, seguiram-se as contrações, uma dilatação progressiva, uma epidural que foi a minha melhor amiga e um parto santo, com um período expulsivo que durou cinco minutos.
Já do FM foi tudo ao contrário, as semanas passavam e não havia sinais de nascer, digo em jeito de brincadeira, que senão o tivessem obrigado a sair ainda estaria dentro de mim.
Foi induzido às 40 semanas, com todo um planeamento tenebroso, que nos dá margem para pensar em tudo o que pode correr bem e menos bem. Quando acordamos no dia sabemos para o que vamos e que a nossa casa nunca mais será a mesma, a porta fecha-se e o nosso coração treme.
Percorremos o caminho do hospital com o nosso coração nas mãos e quando chegamos tomamos um comprimido que vai obrigar o nosso filho a contrariar a natureza.
E é aqui que a indução mexe comigo, é forçar, é obrigar o nosso filho a nascer quando este ainda não estava preparado.
Todo o processo é anti natural, são os comprimidos que temos de tomar, são as contrações forçadas e monotorizadas por um CTG, são os toques sem fim para percebermos a evolução e é uma bolsa que é rompida com intenção de expulsar o nosso filho de vez do nosso T0 que tanto ambos gostamos.
É duro, pelo menos para mim foi. A nível emocional arrasa uma mulher por completo, mexe em todos os estadios emocionais.
Terminei numa cesariana porque ao fim do dia percebeu-se que tinha o cordão umbilical à volta do pescoço e que não tinha outra forma de sair.

É esta a minha experiência, enquanto mãe e mulher. Mas deu para perceber a diferença entre dois partos.

A natureza sabe o que faz mas muitas vezes o ser humano prefere sobrepor-se a ela e aí não sei até que ponto está tão cientificamente provado os seus benefícios.

O que é certo é que ainda hoje acho que o FM não estava preparado para nascer pois assim que me foi posto nos braços não saiu mais, nem no berço ficou.

Coincidência ou não foi esta a nossa realidade!

Contudo adoro o meu médico, e é nele em quem confio os meus filhos mas hoje sou uma mãe muito mais informada para saber o que quero e o que não quero.
Tenho a certeza que até às 41 semanas não haverá indução a não ser que seja prejudicial para a MC.

É esperar, é andar ainda mais do que já ando e torcer para que ela se decida a nascer sem pressões...

Até lá continuarei a adormecer sem a certeza de como será o dia de amanhã.

Look | BBme By Joana Teles
Fotografia | Centrimagem 





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