Privação do sono

17.12.19
Sono!!

Ai esta palavra tão pequenina, que nos faz tantas vezes desesperar.

Nunca tive bebés fáceis no que respeita a dormir, acredito que seja a minha energia que lhes transmito que os deixa "colas".

De todos o T foi o mais fácil, talvez porque dos irmãos é o mais independente. O FM foi e ainda é o mais dependente e o mais emocional de todos, dormiu comigo até aos dois anos.

A MC parecia que seria a mais fácil dos irmãos pois nos primeiros meses começou a dormir a noite toda, mas foi mesmo só para dar alguma graça porque rapidamente virou "cola". Hoje dorme comigo coladinha e passa a noite a mamar como se de um "bezerro" se tratasse.

Todas as manhãs acordo com dores de costas mas em contrapartida com o melhor olhar do mundo.

Sei que é algo temporário, que hoje "dói no corpo" mas amanhã vai doer na alma se perder estes momentos que são temporais.

É um desespero! Eu mesmo sinto esse desespero todos os dias mas são bebés e cada bebé é um bebé e cada um tem as suas necessidades.

Não há o bebé certo ou errado! Há apenas o nosso bebé com tudo o que isso implica.

Claro que existem algumas técnicas para potenciar um sono mais eficiente, como um banho quente antes de dormir acompanhado por uma massagem, um colo aconchegante, um ambiente tranquilo, sem ruídos e com pouca luz. Tudo isto são técnicas que podemos tentar, umas resultam num dia outras nem tanto.

Depois existem outras técnicas muito conhecidas como deixar um bebé sozinho até se calar, não dar colo ou mesmo consolo porque temos obrigação de os "ensinar" a dormir e esta não me convence. Primeiro porque não aguento choro de bebé (principalmente quando se trata do meu filho), depois porque somos humanos e não robots e terceiro porque estamos a destruir não sei quantos neurónios ao nosso filho e a passar a informação de abandono e insegurança total.

Esta última técnica para mim tem zero ganhos, ninguém ganha, a curto prazo até ganhamos horas de sono mas a seu tempo vão sair bem caras.

A privação do sono é algo que faz parte do processo da maternidade, custa, e muito, faz-nos desesperar e leva-nos tanta vezes à loucura.

Tira-nos anos de vida e dá-nos olheiras mas quando eles deixam de precisar deste aconchego temos a certeza que estão a crescer seguros de si próprios.

São "investimentos" que se fazem, que são pagos entre as linhas da vida e que um dia vamos querer que o tempo volte para trás.


Centrimagem 







O novo Quarto

16.12.19
O FM dorme no berço de grades, ainda cabe e dorme tranquilamente por isso nunca tive necessidade de o mudar, talvez seja nestas coisas que sinta que sou resistente ao crescimento dos meus filhos.

Mas com a MC, vai finalmente ter uma cama nova pois o berço de grandes que até então foi dos irmãos vai passar para ela. Confesso que gostei muito de um berço que vi na Zara Home mas não faz sentido ir gastar esse dinheiro quando tenho o mesmo berço em perfeito estado.

Mas com esta alteração faz sentido que reformule o quarto de dormir deles e dela. Sim! Vão dormir todos juntos.

Há quem goste de ter um quarto de menina e outro de menino. Eu também gostava (confesso) mas isso implicava mudar de casa e ao preço que estão as casas é melhor deixar-me estar queintinha.

Embora tenhamos três quartos, não quero abdicar do quarto de brincar deles, é ali que todas as brincadeiras e brinquedos estão centradas e o quarto deles é só mesmo para dormir. Quero que sintam tranquilidade e paz quando entram nele.
São estes dois elementos que encontro no quarto deles e tantas vezes recorro a ele para encontrar essa paz de espiríto.

O ponto de partida será mesmo este: Paz e tranquilidade num só ambiente.

Independentemente de tudo isso também acho que a partilha do quarto vai fazer-lhes bem, vai uni-los ainda mais e na altura certa separe-os. Até lá vou vê-los juntos.

Mas decorar um quarto misto não é fácil, existem cores tendeciosas e só por isso têm de ser excluídas.

Quero que os três sintam o quarto como parte deles mas que encontrem a sua individualidade.

É aqui a missão mais difícil de todas!!

Para papel de parede vou optar por cores neutras, como o cinza, bege ou verde água, com um padrão que se adequa às varias idades. E apostarei um pouco mais nas cores nas colchas e almofadas.

Outra dificuldade é o tamanho do quarto pois é "normal"(com muita pena minha). Um beliche seria o mais acertado mas confesso que não estou convencida, continuo a achar que a cama de cima deve ser uma grande "chatice" para a fazer e como sou eu que as faço...

Depois outro senão seria a guerra que já antecipo para escolherem quem fica na cama de baixo ou de cima.

Bem só estes dois pontos fazem com que o tire da cabeça.

A principal ideia será mesmo três camas, duas camas agora e quando tiver na altura a cama da MC que ligará com as dele.

Vai ser um tetris!!

Ainda estou numa fase muito inspiracional, de recolha de ideias. Tudo muito vago ainda mas com a certeza que vai ser em 2020 que terão um quarto novo.

1. Indy Kids 2. Nitta Kids 3. Indy Kids 4. Maria do Mar 5. Homes&Heaven 6. Swit








O meu bebé cresceu!

13.12.19
Cresceste...

... E eu nem dei por isso!

Tomei consciência quando atrás de uma cortina te senti, e percebi o quanto estavas nervoso. Este ano saíste de baixo das minhas asas, não tem sido um caminho fácil para os dois mas faz parte dos desafios da vida.

A primeira festa é sempre a primeira, é ali, sentados enquanto esperamos que tomamos consciência que aos poucos se tornam crianças autónomas e com voz própria.

E quando aquelas cortinas se abrem os corações das mães e dos pais explodem como vulcões. É um orgulho gigante nos nossos "bebés".

Para eles, diante de tantos olhares acredito que não seja fácil mas é incrível ver cada um à procura da sua referência.

E é ali que o Amor fala mais alto e se percebe o quanto é importante esta estabilidade emocional na vida de uma criança pois quando um filho sobe ao palco, um bocadinho de nós sobe com ele.

Mesmo nervoso, como a sua língua o desvenda esteve fantástico!!

Collants | Pés de Cereja 















Foi e venceu!

12.12.19
Duas mãos cheias desta viagens, destas avaliações, deste tremor no coração.

Incrível como uma viagem pode mexer tanto connosco e meter uma vida em perspectiva.

É certo que a maturidade de hoje não se iguala à das primeiras vezes mas por mais quilómetros que se façam o bater do coração será sempre o mesmo.

A avaliação de Dezembro é seguramente a que mexe mais comigo, talvez porque é no frio, nas luzes de natal que revivo toda esta caminhada.

A primeira vez que fomos o T tinha quatro meses, era um bebé ainda com tudo para provar. Hoje é uma criança de cinco anos com o mundo aos seus pés.

Arrastou a família com ele nesta aventura que se chama trissomia, fez-nos lutar de pé por causas em que acreditamos e fez-nos acima de tudo felizes!

E se antes éramos apenas três, hoje somos cinco e mais unidos que nunca.

Vencemos o frio que gela no rosto por algo não mensurável mas que nos dá alento para uma caminhada sem fim.

E se até agora este caminho foi curto e "fácil", agora acredito que será mais moroso e difícil pois estamos exatamente na recta final. Nunca a palavra "alta" foi tão falada na nossa avaliação como agora.

Não há como fugir, a alta está para breve, e ainda bem porque sonho com ela desde o primeiro dia, mas é agora que este caminho vai complicar, é agora que é preciso cimentar todos os conhecimentos, é agora que é preciso dar provas vivas da sua capacidade futura.

Não duvido que vai conseguir chegar ao topo com distinção mas tenho consciência deste caminho que é tudo menos fácil.

Estamos felizes com mais uma avaliação, o T encantou com o olhar e deu provas vivas da sua capacidade.

Mostrou que deixou de ser o bebé sem voz para se tornar na criança com voz própria, cheia de autonomia e muito desafiante.

Agora venham daí mais seis meses de muito trabalho.




A caminho de mais uma avaliação

9.12.19
Talvez a primeira pergunta que queiram fazer é porque vamos voltar? Porque é que irei novamente ao norte em busca de uma avaliação quando no meu centro tenho técnicas especializadas para o efeito?

É simples porque não quero deixar um programa a meio, simplesmente porque sim, seria egoísta da minha parte, e parvo se na recta final o fizesse. O T tinha quatro meses quando iniciou este método com aquelas terapeutas e faz sentido que o acabe da mesma forma. Que a alta seja dada por elas.

Não é uma questão de confiança, de quem é mais competente ou melhor é uma questão de sensatez.

Escrevo-vos com o coração na boca, acho que nunca me senti tão nervosa para uma avaliação, sinto-me bloqueada, com medo mas também com esperança que o T chegue e arrase.

Este semestre não foi fácil, o T não tem correspondido ao programa como nas vezes anteriores, parece que se cansou, ou então é a sua autonomia a vingar.

Reformulamos já os horários vezes sem conta, a terapeuta do T tem se esforçado para arranjar estratégias que combatam a sua falta de vontade.

É desgastante para ela, para ele e para mim que assisto de bancada a tudo isto.

Acredito no sucesso deste método mas preciso que ele na recta final se empenhe para que o dia da alta chegue de forma consciente.

É só mais um bocadinho, é só mais um esforço é o que lhe peço todos os dias...

Parece as dietas, quando entram na fase da manutenção, em que os últimos quilos demoram uma eternidade a perder.

Esta avaliação é ingrata porque numa hora metemos em causa seis meses de trabalho, e eu nunca tive tanto medo. Sou sempre eu a ser a optimista, a que leva o barco com força mas desta vez sinto-me a vacilar, com um aperto no coração.

Acredito nas suas competências, sei que muita coisa está solidificada e a sua autonomia e independência é a prova disso mas não quero que a sua falta de vontade meta tudo a perder.

Vamos apreensivos, com o coração a palpitar e com uma vontade enorme de vencer!

Vai com tudo meu filho, porque tu és capaz, só precisas é de querer, e se isso te faltar não há como conseguires.




O Pai Natal veio a nossa casa

5.12.19
Os meus filhos acreditam no Pai Natal e ainda bem. Espero que esta magia se mantenha assim por muitos anos.

Faz parte de ser criança viver no imaginário, numa descoberta constante.

O Pai Natal de nossa casa é o meu pai e por norma é sempre descoberto, é talvez dos momentos mais aguardados da noite. É sempre uma excitação, nós mais que eles, preparamos o Pai Natal e ele entra por nossa casa com o célebre Ho!Ho!Ho!.

No meio de todo um teatro, existem risos que não se conseguem controlar, desvendando sempre a personagem... Eles ficam radiantes com o Pai Natal seja ele o avô ou o "verdadeiro". A magia do Natal é essa mesma, é rir até caírem as lágrimas e ver as crianças felizes.

E embora o nosso Pai Natal ainda esteja a trabalhar nas cartas deles, ontem tive a oportunidade de lhes proporcionar um dos momentos mais felizes, o Pai Natal, veio a nossa casa e superou todas as nossas expetativas.

Assim que o T o viu, perguntou da forma mais ingénua "As minhas prendas", levou-o até à sala e não o largou mais, disse o que pediu e até que se tinha portado bem.

O FM como estava doente, ficou mais envergonhado e não me largou, mas para o fim já só queria o Pai Natal e a MC não tirou os olhos das barbas brancas.




Foram trinta minutos mágicos que os fizeram sonhar. Não se calaram mais com o Pai Natal e ficou a promessa que voltaria na  noite mais aguardada de sempre.

Foi uma noite mágica e com toda intensidade típica que esta quadra pede.

Não houve nada melhor que terem tido o Pai Natal só para eles, na sua casa.

Sou de experiências e é nisto que invisto. Os brinquedos esses estão todos a ganhar pó num quarto de brincar.

Para quem não conhecia esta experiência deixo aqui o nome: Um dia de Magia.










A mãe (im)perfeita

4.12.19
Corajosos para uns loucos para outros. Mas na realidade como é ter três filhos?

É absolutamente fantástico mas de uma exaustão que nos deixa vacilar vezes sem conta.

Todos os dias digo para mim própria que o meu dia vai ser mais rentável, que vou conseguir fazer tudo a que me proponho em horas úteis e todos os dias falho redondamente comigo própria. É difícil gerir falhas, frustrações. É como se fosse uma corrida contra o tempo, contra nós, contra tudo.

A semana começa e quando olho para a agenda estou numa sexta-feira e com tanta coisa por fazer. É como se fosse um ciclo vicioso, que nos atormenta a alma.

Depois caímos numa escuridão que eleva o nosso "eu" e nos faz duvidar das nossas capacidades e é no silêncio da noite, quando percorro cada quarto que os vejo ali a dormir, que me faz avançar e ter a certeza que embora cansativa esta é a fase da minha vida em que me sinto mais estupidamente grata.

Os caminhos fazem-se caminhado, e não basta só ambicionar uma família perfeita, é preciso ter espirito de sacrifício, de nos anularmos vezes sem conta (mesmo que a sociedade "moderna" diga o contrário).

É preciso ter consciência que os filhos não se criam sozinhos, que é a mãe que eles querem ver nas suas vitórias e nas suas quedas e não "empregadas".

E contra isso não existem argumentos possíveis!

A sociedade moderna é exigente e chega a ser cruel porque uma mãe tem que ser super! Super mãe, Super mulher, Super profissional, Super amante, Super dona de casa, Super...Super! Mas lamento informar somos apenas humanas, falhamos redondamente ao longo do dia em busca de uma perfeição que não existe.
A nossa cabeça está a funcionar vinte e quatro horas por dia e somos nós que comandamos uma família inteira com tudo o que isso implica.

Sim, anulei-me, ando a favor do vento deles, da minha família com tudo o que isso tem de bom e de mau.
E sim sinto-me exausta, numa corrida em busca de uma perfeição que não existe mas que a sociedade mostra que sim.

Hoje sou uma mãe completamente perdida numa felicidade imensa. E se este é o preço a pagar por uma família numerosa. Vamos de pés juntos!






























































































Fotografia | Mu 
Baby Look | Maria Minorca