Batizado - A festa (II Parte)

7.11.19
Um pouco cansada do "stress" matinal optei desta vez em fazer algo mais tardio, substituindo o clássico almoço por um jantar, num ambiente mais intimista, às luzes das velas.

A Quinta do Roseiral é perfeita nisso pelo seu ambiente envolvente, com aqueles castiçais de pé grandes e com mais de 1000 vendas dando ao ambiente uma mistura entre romantismo e sofisticação.

Por ter casado ali sabia que podia confiar, expliquei à Ana as minhas ideias pois sabia de antemão que me ajudaria a meter em prática tudo o que ambicionava.

E em quatro meses consegui organizar tudo, num tempo record muito graças à Ana que me ajudou a idealizar cada pormenor.

Atendendo à mudança da hora o batizado foi maioritariamente à noite e os seus jardins interiores ajudaram com o frio e a chuva.






A entrada na sala foi dos momentos mais bonitos, no cimo vi uma uma sala repleta de velas, num ambiente escuro e que me deixou sem palavras.







Look Maria Constança
Fofo | Be Chic
Sapatos | Pés de Cereja

Se há quinta que prima pelo bom gosto e pela decoração é a do Roseiral.

Senti-me em casa, cada canto trespassava amor e via-se uma fotografia da MC o que nos aproximava.

Ali tudo é feito com amor, com simplicidade com um requinte fora de série.

A mesa do bolo ficou da responsabilidade da AC Festas e Eventos. Não passei qualquer informação à Ana, com três filhos não tive outra forma de o fazer pois os meus dias são uma loucura e tive de estabelecer prioridades porque havia muita coisa a tratar. Por vezes é importante saborear a organização, confiando a quem sabe.

E no dia fui presenteada com um dos cantinhos mais amorosos e bonitos da festa. Cheio de Rosa e branco. Que sonho!!





Conheci através da quinta, a My Cake Store, que foi quem fez o bolo. A Catarina foi todo o tempo incansável e apresentou-me no dia da prova mais de 20 bolos diferentes. O pior foi resumir esses 25 sabores a três.

A seguir às mesas (que é sempre das maiores dores de cabeça) foi das decisões mais difíceis pois de facto eram todos maravilhosos.

Perguntou-me o que tinha em mente, e com o meu jeito simples, disse-lhe que queria apenas um bolo de três pisos completamente liso, com um anjinho e com um grande laço.



O corte do bolo é sempre um "fechar" de um capítulo que acaba de começar e que se torna para a vida Toda! Foi isto que senti quando cortamos o bolo ao som da música Can You Hear The Love Tonight do Elton John.





Entretanto já no dia descobri que quem tinha feito os cupcakes, as bolachinhas e os cake pops tinha sido a Ana Carreira. Que agradável surpresa, foi quem fez o bolo dos cinco anos do T e tinha adorado!





Para a festa tinha presente uma coisa, que queria que esta fosse pensada para as crianças e nos pais das crianças. Queria acima de tudo que ambos se divertissem.

Batizado - O Dia (I Parte)

6.11.19
Feliz! Feliz! Feliz e com alguma nostalgia que vos escrevo.

Feliz...
... porque batizei a minha terceira filha
... porque pela terceira vez vi um filho nosso vestir o nosso vestido de família e que tanto significado tem para nós
... porque senti que naquele dia estava perante as "nossas" pessoas, que de alguma forma nos tocam, que estiveram presentes nos momentos bons e menos bons.
Foi com essa ordem de pensamento que fiz o nosso discurso: "foram já três batizados e sempre com as mesmas pessoas lado a lado, que privilégio!"
... porque voltei onde já fui muito feliz, oito anos depois voltei à Quinta onde casei. Uma quinta única, liderada por uma das pessoas com mais bom gosto que conheço. A Quinta do Roseiral fará sempre parte da nossa vida, da nossa família.
... porque a vida encaminhou-se de me concretizar um desejo que ficou pendente à oito anos, de fazer a cerimónia na igreja de Santo Isidoro.
... porque mesmo através de um écran, vos senti como "minhas".

Foi um dia que nasceu cinzento, com alguma chuva mas que terminou com a melhor cor de todas, a cor de rosa. Uma dia mágico e único!

Não gosto de sentir as festas como minhas porque não as sinto como tal, sinto-as para as minhas pessoas e é com esta máxima que me entrego de corpo e alma para que tudo corra bem.

Acabei o dia com a sensação de dever cumprido, mesmo com três filhos a precisarem de mim, consegui preparar tudo com o maior rigor possível, sendo que a palavra de ordem é e sempre será: Simplicidade. Com uma decoração bonita, cheia de brilho, de magia entre linhas, muitos pormenores à mistura e com os melhores fornecedores, tornou-se um dia único na nossa vida!



Os padrinhos da MC foram escolhidos com o coração. Pessoas a quem confiamos, a quem recorremos nos momentos de alegria e de tristeza. Onde a nossa vida se toca e que temos a certeza que na nossa ausência assumem o comando sem olhar para trás. Ser Padrinho e Madrinha é isto! E no dia foram incansáveis e estavam tão felizes como nós.
Se tivesse que escrever um capítulo sobre este dia terminava "rimos até nos caírem as lágrimas e fomos felizes para todo o sempre".

O Padrinho, amigo de infância do B e um dos maiores confidentes da nossa vida. A madrinha  a terapeuta do T, que foi para lá do profissional, que se tornou amiga, sócia, e a a irmã que nunca tive.


Pote das ideias

5.11.19
E quando é preciso ter tempo e ideias para tudo e para todos, planear o dia dos miúdos, ter um plano A, um plano B e muitas vezes um plano C, já para não falar das birras, discussões, tarefas domésticas, e ainda assim, ter que ter um colo sempre disponível para qualquer hora do dia...

O dia a dia das famílias é feito de vários e constantes desafios dignos de uma medalha olímpica para todos os intervenientes em que os principais vencedores, na verdade, são mesmo as crianças.

Por muita que seja a criatividade, a paciência e o amor, por vezes torna-se difícil responder a todos os desafios de forma a que o coração de mãe e de pai se sinta 100% orgulhoso nesta tentativa de bem educar e de fazer um filho feliz. Naturalmente, surgem dúvidas e medos de falhar no seu papel de pais. E nos filhos, seguramente, crescem também inseguranças que nascem de um distanciamento cada vez maior em relação aos seus pais e a outras figuras de referência familiar.

O ritmo do dia a dia quer dos pais quer das crianças, as crenças que construímos sobre a parentalidade e a educação, o excesso de tempo e de energia dedicado ao trabalho e o stress têm levado os pais a esquecerem-se de conjugar verbos importantes para um crescimento saudável das crianças, tais como o esperar, o experimentar, o tentar, o pensar, o resolver, o ser e o sentir. Por falta de tempo, de paciência ou como uma compensação da sua ausência física e muitas vezes, emocional, os pais pensam e agem pelas crianças, comprometendo a sua autonomia, a sua criatividade, a sua capacidade de gerir emoções e a expressão do seu ser. Torna-se mais rápido e mais fácil agir por eles. Será?

Com frequência, nós adultos, tentamos encontrar soluções para os problemas das crianças ou investimos vários esforços para que as situações nem ocorram, passando-lhes indiretamente a mensagem de que há sempre alguém que irá resolver as coisas por eles, ao mesmo tempo que, espelhamos a ideia de que eles não são capazes de fazer o que o mundo lhes pede para fazer. Isto tem impacto na (falta) de autonomia das crianças, assim como na (in)capacidade para refletir e encontrar soluções, de criar empatia, de gerir as suas emoções e entendê-las no outro. Estas questões têm preocupado cada vez mais os especialistas na área da educação e do desenvolvimento da criança e do adolescente. Cada vez mais se observam crianças e jovens com ataques de pânico e de ansiedade, com depressões em idades cada vez mais precoces, dificuldades no relacionamento com os outros, com uma auto estima mascarada de um rei que na verdade se sente sapo. A criatividade e a energia canalizam-se para um aparelho que quando termina a bateria leva qualquer um a um estado de birra.
Vejamos estes exemplos: quando há um conflito em casa entre irmãos, tenta perceber o que originou a discussão? Tenta perceber o que sente cada uma das partes envolvidas e incentiva a que os irmãos conversem e encontrem uma solução por eles? Ou o foco está em encontrar um culpado para aquela situação, uma forma de castigar esse culpado e encontrar um penso rápido para a situação, como um “peçam desculpas um ao outro” ou “vão para o vosso quarto pensar no que aconteceu”. Aos fins de semana o tempo é ocupado sempre da mesma forma, ou as dinâmicas são diversificadas? Todas as pessoas da casa são ouvidas quando é preciso decidir alguma coisa, nem que seja como vai ser aproveitado o sábado? Quando alguém está triste, zangado ou comete um erro, como agem de forma a respeitar e a ajudar quem foi visitado por essas emoções?

Nem sempre é fácil ter soluções para as situações que surgem a toda a hora e viver é aprender a encontrar aquelas que são mais ecológicas e saudáveis para cada um e para cada família. Para isso é importante a tomada de consciência de como estamos e para onde queremos ir.

Mergulhados em todos estas solicitações da vida, os pais perdem muitas vezes o brilho e o foco no papel mais bonito que a vida lhes proporcionou que é o de ajudar um ser a crescer e a tornar-se pessoa e, em poder transformar-se juntamente com ele.

A proposta de hoje tem como objetivo ajudar a desenvolver os aspetos referidos em cima de forma a aproximar os vários elementos da família, diversificar as estratégias e dinâmicas familiares e a retirar o foco da resolução das situações das crianças pelos pais, convidando-as a conseguirem encontrar mais autonomamente estratégias para lidarem com as situações nos seus diferentes contextos. Logicamente que as crianças precisam de ser ensinadas a pensar e a ir buscar os seus recursos internos que, poderão precisar de alguns ajustes. Criar estas oportunidades de partilha e de reflexão conjunta, em que todos contribuem com ideias para a harmonia da casa, é um grande passo para melhorar o desenvolvimento das crianças. E já agora, dos adultos também, afinal aprendemos mais juntos do que sozinhos e as crianças têm muito para ensinar aos adultos. 


Batizado Mood

31.10.19
O "mood" desta semana foi batizado, batizado e batizado.

Não parei um minuto, entre o ritmo alucinante que tem sido a minha vida e os preparativos foi simplesmente caótico.

Senti que fui mãe à distância, que não lhes dei a devida atenção, que me perdi no processo, que parei tantas vezes e avancei outras tantas nas infindáveis tarefas.

Quero que amanhã seja perfeito, que seja um dia especial, com detalhe e onde o mais importante esteja presente, a entrada da MC na vida cristã.

Que seja abençoada e que entre na maior família do mundo, a de Deus!

O nosso terceiro batizado, este mais intimista, mas preparado com o máximo de rigor.

Pelo meio o T ficou doente e ainda não está a 100%. Aquelas "sortes" inexplicáveis da vida...

Por aqui rezamos a todos os santinhos para que manhã acorde bem. Ainda me lembro do dia do seu batizado. Eram 5h quando deu entrada na urgência do hospital com o seu batizado às 11h, por momentos acreditei que este não se ia realizar mas quis Deus que ele acordasse perfeito.

Tudo a postos para um dia inesquecível na nossa família, faça sol ou chuva, o mais importante estará presente.
Vejam tudo pelas stories do Instagram

4 Meses depois, e um quadro feito com a escala 1:1. Como já cresceu...


Quadro | Art for Baby's




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Uma aventura no Porto

29.10.19
Fui desafiada pela Bébe Confort a conhecer as novidades da marca, quando recebi o convite aceitei de imediato, mesmo sabendo que era no Porto!

Não sabia ainda como iria, como ia ser, mas tinha duas certezas: A primeira que ia, a segunda que a MC iria comigo.

Pelo meio ainda ponderei ir de carro mas fazer a viagem sozinha era algo que não me estava a apetecer, sem pensar de como seria toda a logística, preferi ir de comboio.

Decidi, sem olhar para trás! Talvez ser mãe de terceira viagem tenha ajudado a decidir de uma forma prática e sem grandes complicações.

Deixei tudo assegurado com o T e o FM. Eles continuaram na sua rotina e nós as duas fomos, sem medos.

Confiante que seria uma aventura mas com a consciência da logística difícil do momento de meter um carrinho dentro do comboio.

Ainda antes de entrar no comboio, achei por momentos que me tinham roubado o telemóvel pois tinha-o pousado e quando voltei a olhar já não estava lá, naquele momento disse à minha mãe que me tinha levado, que não ia. Sozinha, para o Porto, sem telefone, não fazia sentido. Vi esta aventura por segundos acabar ali mesmo.

Até que perguntei a uma rapariga que tinha estado ao meu lado à espera do comboio, se tinha visto alguma coisa, disse que não, e prontificou-se para me ligar. E lá encontramos o telefone. Mais tarde disse-me que me seguia, e morri de vergonha!

Mas aventura foi entrar no comboio com um carrinho. Dois senhores, tornaram-se os meus anjinhos durante toda a viagem, prontificaram-se a ajudar, é bom sentir que ainda existem pessoas boas, porque o carrinho assim que entrou no comboio não cabia nos corredores, tivemos de o desmontar e o senhor levou a alcofa pelo ar até ao meu lugar.

Já perto do Porto o senhor perguntou-me onde ia ficar e como saíamos no mesmo sítio, ajudaram-me novamente. Só me deixaram quando perceberam que havia elevadores na estação. Uns queridos!!

Acho que lhes serei eternamente agradecida.

Ficámos no Sheraton e a MC aprovou a cama, estava radiante por me ter só para ela e namoramos horas a fio naquele quarto.

Fofo | Wedoble
Collants | Pés de Cereja

Chucha BIBS | Glu Glu
Fita | Cutxi Cutxi


Mais tarde fomos finalmente conhecer as novidades da Bébé Confort no Espaço Mamãs. Já tinha ouvido falar desta loja, mas nunca tinha dimensionado a sua grandeza. Que loja!! Ali existe todo um mundo de coisa úteis para nós mães.
Desde uma sala para amamentar até a uma casa de banho, com muda fraldas havia na loja. Houve alturas que pensei que tivesse em casa de tão confortável que se estava.
Para quem é do norte, recomendo irem porque vale muito a pena.

As nossas cadeiras Auto são da Bébé Confort e adoro. São confortáveis e seguras por isso estava curiosa sobre as novidades.



E para mim a melhor novidade de todas é o novo ovo, que estará à venda a partir de Março. É só a maior invenção do mundo, é um ovo com estrutura mas que se transforma em algo super leve. Dá vontade de voltar a ter outro filho só para ter a oportunidade de ter o nosso filho num ovo leve e muito mais prático.

Os carrinhos Lila e VNC apresentaram também um maior conforto, praticidade aliados a uma imagem muito mais moderna e atual.

Feliz por pertencer a esta família.

Foi uma aventura! Onde me diverti, ri de mim vezes sem conta, conheci pessoas maravilhosas e onde uma vez mais fui super bem recebida!

Se há quem sabe receber, é o Porto!

Fica a promessa de voltar a 5!!









4 Meses teus

27.10.19
Escrevo-vos com ela entrelaçada nos meus braços, aliás tem sido assim desde o dia 27 de Junho.

4 meses intensos, cheios de sonhos concretizados, de partilha de atenções, de uma ligação que vai para lá de qualquer teoria.

A miúda da casa, que nos tira o sono e nos deixa de olhos em bico com o seu sorriso que nos conquistou desde o seu primeiro dia.

Uma bebé tranquila, que nos veio dar noites mal dormidas mas que nos tornou ainda mais felizes.

Já tentei pensar na nossa vida a quatro mas parece que essa vida nunca existiu. Agora só faz sentido a 5 + 1 (com a Kiki).

4 meses cansativos mas cheios de tranquilidade e de uma paz interior que jamais sonhei alcançar.





Fofo | Wedoble
Placa | Caturra 

Ter um filho com Trissomia 21

23.10.19
Ter o T não é muito diferente do que ter o FM ou a MC. Todos dão-nos dores de cabeça, todos fazem-nos rir e chorar e as preocupações, essas são as mesmas.

A diferença é nos estímulos que temos de procurar diariamente para que potencie o seu desenvolvimento. São as terapias, são os investimentos que se fazem, são as brincadeiras um pouco pensadas. É como se fosse uma luta constante por algo invisível mas que aos poucos se torna visível para todos.

É acreditar mais, é viver de uma forma mais intensa e viver o presente sem a sombra do futuro.

E o futuro.... o que é isso do futuro? Saberemos nós o que é na realidade? Será que eu sei o futuro do FM ou da MC? Não, e não vivo atormentada com isso.

Quem me garante que não terei preocupações maiores com eles? A vida é feita do dia a dia, tal como quando construímos uma casa, de tijolo a tijolo.

Ter um filho com necessidades especiais é viver dessa forma, é sonhar e lutar ainda mais. É não deixar que um simples diagnóstico nos rotule e nos trace o destino.


Não seria sincera se vos dissesse que não tenho medo, mas qual é a mãe que não tem medo? Tenho medos e muitos, não sei se as minhas decisões são as mais acertadas ou se não lhe exijo de mais.

Existem dúvidas sobre os caminhos a tomar e sobre a educação.

Se penso no futuro? Pouco, muito pouco. Sei que o futuro é feito do presente e eu estou focada nele e não no dia de amanhã. 

Quero que o meu filho seja autónomo, aceite na sociedade, que possa estudar sem ninguém duvidar, que possa andar livre de olhares indiscretos, que construa a sua própria família mas acima de tudo o que mais quero é que seja feliz!

Há dias que tornamos o impossível, possível, outros que apetece desistir mas depois fechamos os olhos e recusamos o futuro que a sociedade impõe aos nossos filhos.

Os medos existem, as preocupações também mas as vitórias essas são saboreadas até ficarmos sem saliva.

Ter um filho com necessidades especiais é isto, é viver intensamente, cheias de armas e de resiliência e de sonhos que nunca terão fim.

Vivemos uma vida (mais) intensa e no limiar de todas as emoções.

Mas somos muito Felizes!