Ter tempo para estar doente

10.10.19
Voltar a ter uma mastite foi sempre um dos meus maiores medos.

Assim que acordei, senti uma dor forte na cabeça, daquelas que mais parecia que não tinha chegado a ir à cama. Depois senti um caroço no peito, até que ao fazer uma massagem percebi que não era um caroço mas sim algo que ao toque me doía.

Pensei de imediato na mastite mas achei que talvez fosse só o cansaço a falar mais alto, mas à medida que o dia ia passado o peso na cabeça mantinha-se e os calafrios começavam. O frio era tanto que cheguei  a ligar o aquecimento do carro para me aquecer.

Fui piorando e às 19h já sem forças, deitei-me. Valeu-me a minha mãe que me ficou com os boys e o meu marido que está a tomar conta da MC, visto que eu não estou mesmo bem.

O meu médico mesmo estando de férias, foi incansável e passou-me de imediato o antibiótico e agora sinto-me ligeiramente melhor.

Espero amanhã acordar bem pois na realidade eu não tenho tempo para estar doente.

Como recebo muitas mensagens sobre mastites envio os sintomas de alerta para que possamos atuar o mais rapidamente possível:
  • Febre
  • Dores no corpo
  • Calafrios
  • Mama inflamada (avermelhada e com ingurgitamento)
Queria escrever-vos sobre o batizado mas não tive forças para tal. Desculpem!!

Um beijinho 





Estimular a brincar

9.10.19
Acredito que se não fosse mãe do T, não sabia metade sobre estimulação precoce ou desenvolvimento infantil. E isso não me fazia menos mãe por isso. A questão é que se fala de tudo na maternidade, dos cuidados a ter com a roupa, das massagens anti cólicas, da preparação do banho entre muitos outros assuntos. Mas o mais importante esquece-se, o desenvolvimento da criança.

É sabido que a vida obrigou-me a saber mais sobre algo que até então desconhecia.

Hoje sei que sou uma mãe muito mais atenta, preocupada e que olha para os brinquedos com outros olhos. Com os olhos de quem tenta perceber o seu verdadeiro objetivo e em que é que este pode ajudar a potenciar o desenvolvimento.

Há cinco anos havia muito pouca informação e poucos brinquedos adequados às crianças/bebés com necessidades especiais. Simplesmente não havia! Era preciso dar largas à imaginação e criar os próprios brinquedos, longe dos tradicionais e com objetivos muito específicos.

Felizmente que os tempos mudaram e hoje em dia a sociedade está mais atenta a este tipo de brinquedos e o melhor de tudo é que a maioria são marcas Portuguesas!!

Exemplo disso é a LuMa que criou um conjunto de brinquedos sensoriais que visa estimular e desenvolver os cinco sentidos do bebé (visão, cheiro, toque, paladar e audição).






As almofadinhas sensoriais estimulam os quatro sentidos: Visão, pelas diferentes cores apresentadas; o cheiro pelas sementes de alfazema; o toque pelo tipo de tecido e recheio e consequentemente a audição pois cada almofada produz um som diferente.

7 Dicas para ajudar a cuidar do "nariz entupido"

8.10.19

Desta vez fala-vos do vulgarmente denominado “nariz entupido” que se trata na verdade de uma obstrução nasal.

Os recém nascidos têm tendência a ter uma obstrução nasal fisiológica, mais notória no período neonatal, ou seja associada à reduzida dimensão das fossas nasais. Facilmente estes pequenos orifícios ficam preenchidos com as secreções, vulgarmente denominadas “ranhocas” que são produzidas por vezes em maior quantidade. Podem saber mais aqui.

Esta obstrução muitas vezes torna-se uma preocupação porque os bebés têm uma respiração predominantemente nasal, pelo que que se o nariz está entupido…a respiração não é eficaz e pode interferir com o seu bem estar e principalmente com a alimentação! 



O que fazer?
  • Manter o nariz o mais limpo possível principalmente antes das refeições e antes de dormir
  • Limpar com soro fisiológico ou quando secreções mais espessas ou em maior quantidade tem vantagem a utilização do soro hipertónico
  • Limpar alternadamente cada narina, fechando a boca
  • Elevar a cabeceira da cama acima dos 45º, favorecendo a expansão torácica e drenagem das secreções 
  • Fracionar as refeições – menos quantidade de alimento mais vezes ao dia
  • Oferecer (mais) água 
  • Caso a limpeza do nariz não tenha sido eficaz, recorrer ao aspirador nasal, sempre após colocação de soro e principalmente antes do dormir. A utilização do aspirador nasal não deve ser desmedida. 

17 ideias para fazer com as crianças

4.10.19
O T obrigou-me a arranjar forma de o estimular sempre que podia. Não só em contexto de sala mas também num contexto mais lúdico.

Ao fim-de-semana não existem terapias, e todo o tempo é aproveitado ao minuto pois são os únicos dias em que o sinto completamente livre.

Por isso abuso dos estímulos e são raras as vezes que ficamos em casa. Existe um mundo de oportunidades fora das nossas quatro paredes e nós tentamos aproveitar ao máximo.

Umas implicam mais custos que outras mas tentamos ao máximo equilibrar.

Partilho convosco uma lista de atividades para fazermos com os nossos filhos:

  • Concerto para bebés
  • Passeios ao ar livre, com toda a nossa criatividade à mistura: correr, jogar à bola, contar as folhas ou flores, respirar ar puro
  • Piquenique
  • Praia ou piscina quando o tempo o permite
  • Quinta Pedagógica
  • Jardim Zoológico
  • Oceanário
  • Badoca Park
  • Exposições lúdicas para as crianças (Pavilhão do Conhecimento, Maat)
  • Kidzania (Nos dias de chuva é perfeito para as crianças)
  • Teatros Infantis
  • Concertos Infantis
  • Musicais Infantis
  • Parque Infantil
  • Dino Parque 
  • Feiras com animações para crianças
Há tanta coisa para fazer. O mais importante é olhar para o mês e estabelecer um orçamento e a partir daí escolher as atividades mediante a nossa disponibilidade financeira. Sendo que há muita coisa que não é paga como a  Quinta Pedagógica dos Olivais, o parque infantil e os jardins. No entanto o que eles querem verdadeiramente é a nossa atenção e o nosso tempo.

O importante é deixá-los ir, deixar que se sujem sem medos, que corram até caírem, que brinquem à chuva e que potenciem toda a imaginação.

As crianças adoram liberdade. Gostam do que é mais simples e somos nós que tantas vezes complicamos.

É fazer com vivam! que cheirem, que apalpem várias texturas e que vejam todas as cores possíveis.
Quando lhes damos este espaço percebemos que eles nem se lembram do mundo digital e da Televisão.

Bom fim-de-semana!!





O meu maior orgulho

3.10.19
O T ensinou-me a ser mãe, a ver o mundo com outras cores e a viver de outra forma.

Com ele já chorei, tive medo, tremi vezes sem conta mas nunca duvidei, nunca em momento algum pestanejei sobre o seu potencial!

Acreditei! Mesmo quando me disseram que se tivesse que escolher "o meu filho por catálogo, nunca o escolheria".

Ergui-me com força, sorri para ele e desde esse dia que luto diariamente não por ele mas com ele, de mãos dadas, para que ele tenha o melhor desenvolvimento possível.

Sofro vezes sem conta por ver o seu tempo de criança a ser roubado por mais uma terapia,  para que um dia consiga ter a sua voz própria.

Um dos nossos médicos disse que era preciso ter respeito pelas crianças que crescem a lutar, que trabalham diariamente para que um dia consigam fazer o que outra criança acorda a fazer.

Não podia estar mais de acordo! É de uma resiliência envolva em orgulho que vos falo!

Ainda hoje vi o T cansado, com vontade de dizer que não queria mais, mas também o vi a erguer a cabeça e a continuar mesmo quando a força já lhe faltava.

Admirei-o! 

Tal como o admirei ontem, quando foi à consulta de desenvolvimento. Com um comportamento excelente, em que mostrou uma vez mais o seu potencial. "Babei", confesso! Mas mais que "baba" sinto um orgulho neste meu filho pelo que é e pelo que se tornou.

Eu apenas lhe dei as ferramentas e ele aproveitou-as para brilhar!

Nunca duvidei da sua capacidade por um segundo. Sei que é capaz! Já o vi fazer coisas que jamais imaginaria ser possíveis não pela sua trissomia mas pela sua idade.

Se tem um desenvolvimento mais lento, tem. Há coisas que têm de ser trabalhadas primeiro para que depois as consiga meter em prática. 

A isto chama-se cimentar e até hoje nunca vi nenhuma casa cair quando é envolta de cimento firme.

É preciso respeitar o seu tempo, aceitar e esperar com a certeza que chegará o momento certo para andar, correr, ler ou escrever.

E aqui não existem tabelas de desenvolvimento que valham, existe um ser humano que precisa de ser respeitado e olhado como igual porque todos temos o nosso ritmo.

Orgulho! É o que sinto por este meu filho que todos os dia me dá uma lição do que é viver!

Túnica | Sonhos d' Alfazema
Ténis | Pés de Cereja




Gerir uma casa de cinco

2.10.19
Não é fácil gerir uma casa, muito menos quando isso implica gerir três filhos simultaneamente.

Não é impossível, mas não é fácil, é preciso organização, método, e estabelecer prioridades mas para tanta atividade também é preciso abdicar de muitas coisas.

Mas para que não haja ilusões senão tivermos disponibilidade de tempo por mais disciplina que tenhamos não se consegue.

Infelizmente ou felizmente o T leva-me grande parte do meu tempo, foi assim desde sempre mas à medida que cresce o desafio vai aumentando. E este ano letivo mostra mesmo isso. Já chorei, já vacilei vezes sem conta, mas o meu querer acaba sempre por ser mais forte e acabo por me erguer e continuar neste caminho que tanto acredito.

No meio disto tudo o FM começou a escola e tenho uma bebé a precisar de mim a 200%. A somar a isto tenho o Desenvolve-T, a Centrimagem (que ainda trabalho na coordenação de casamentos e batizados), o Blog e a casa.

Ao meter tudo isto no papel, ainda me questiono como consigo encaixar tudo isto em vinte e quatro horas, mas com a certeza que se me desafiarem para outra coisa, sou mulher para o aceitar.

Nunca fui mulher de uma só coisa, de um trabalho convencional, nem sei o que é, mas há alturas que invejo quem trabalhe no seu horário estipulado.

Quando me perguntam o que faço, nunca sei o que responder, talvez porque sinta que faço tudo e nada ao mesmo tempo.

É tanta coisa, mas que ao mesmo tempo nos dá um vazio grande, pois passamos o dia de mangueira lançada a apagar fogos e chegamos ao fim do dia sem nada palpável.

A isto junto três filhos, cada um com a sua necessidade, que se torna num desafio constante. Passo o dia entre deixar um na escola e levar o outro à terapia e a dar mama. E quando tenho os três entro na hora caótica mas também melhor do meu dia, das brincadeiras, dos gritos de crianças, dos banhos e do jantar e já só paro às 21h quando os deito. Sendo que o meu parar não é ir para o sofá...isso passou a ser uma miragem para mim. Quando os deito arrumo a casa, para que no dia seguinte quando acorde não tenha nada fora do sítio e consiga começar o dia de forma "equilibrada"e de seguida ponho-me no computador a trabalhar o que não consegui durante o dia.
Quando me deito tenho sempre a consciência que tudo isto é possível porque não trabalho as horas convencionais como tantas outras mães.

São opções que se fazem, aqui não existe o certo ou o errado, mas sim o que conseguimos e queremos perante a realidade que vivemos.

Tenho consciência que com a vida familiar que tenho seria despedida no dia seguinte. Não é sustentável para uma empresa ter uma pessoa que sai de hora a hora, de duas a duas ou até de três em três para ir levar o filho à escola, ao médico, à terapia ou simplesmente para dar mama.

A culpa não é da empresa, nem da família. A vida é isto mesmo! Um desafio constante e cabe a nós escolhermos o melhor para nós e família.

Foi esta a nossa escolha há cinco anos. O marido trabalha no horário "normal" sendo que hoje o horário normal vai muito além do tradicional 9h-18h.

Eu giro um negócio próprio e de família, muitas vezes à distância de um telefone ou email, para que possa acompanhar os meus filhos nas suas atividades que vão para lá do "normal".

Era isto ou contratar uma interna ou um motorista que os levasse a todo o lado, mas aí não estaria presente e isso nunca foi opção na nossa família. E o dinheiro possível que pudesse ganhar seria para pagar a essas mesmas pessoas para tomarem conta dos meus filhos e para mim isso não faz sentido.

Esta foi a forma que encontrámos para gerirmos a nossa vida com qualidade de vida. Mesmo que para isso ficassem adiados muitos sonhos e que me limite profissionalmente a crescer.










8 Anos

1.10.19
8 Anos de um grande e verdadeiro Amor!

Foi há oito anos que percorri o altar para dizer "sim, para sempre" ao meu marido.

Foi e será sempre um dia sentido com palpitações no coração, foi especial e feito à nossa medida.

Éramos uns "miúdos", pouco ou nada sabíamos da vida, ainda com poucas responsabilidades mas com a maior certeza de todas: que seria para sempre!

Vivemos a dois, aproveitámos ao máximo o casamento, namorámos muito, viajámos e juntos construímos a nossa casa.

Pelo meio tivemos dúvidas, fizemos decisões e aí vivemos os primeiros medos a dois.

Aos poucos e poucos fomos construindo uma relação sólida, com respeito, compreensão e com uma cumplicidade única.

Vivemos algumas discussões e "crises" como todos os casais, já demos murros na mesa e viramos costas, mas o amor prevaleceu sempre, não somos diferentes, somos reais.

Talvez a diferença, é que no meio de tantos pontos de vista diferentes, compreendemos e aceitamos o outro.

A vida é mesmo isto!

Oito anos depois olho para trás e sinto que construí o maior império, o meu, o nosso!