Boas férias

2.8.19
Em contagem decrescente para uns dias a Sul sem grandes expetativas mas cheia de vontade de viver em família, sem horários e o stress do dia-a-dia.

Não será o melhor Verão de sempre pois existe um recém nascido para cuidar e é preciso dar tempo ao tempo, não estou na minha melhor forma mas também á algo que não me tira horas de sono.

Será certamente um verão cheio de tudo, de muita confusão, de muito colo, de muito mimo, de muitos mergulhos na piscina, de muitas gargalhadas e traquinices.

Tudo vivido sem pressas, sem julgamentos ou pressões. O bronze pode esperar, a praia também, as noitadas com os amigos ficarão para outros anos mas o colo esse não pode esperar, se há altura que precisam de nós é esta e eu não vou abdicar deste mimo pegado.

Pelo meio o T fará cinco anos e nós 17 anos de namoro. Motivos para festejar não faltarão.

Será apenas um verão diferente, intenso mas muito feliz!

Desejo-vos umas óptimas férias, que carreguem todas as baterias e que sejam muito felizes!

Acompanhem as nossas férias pelo Instagram.

Até já


A nossa mala para as férias

1.8.19
Com o nascimento da MC confesso que me esqueci das férias e só na semana passada é que percebi que estávamos a dias de ir.

"Férias", não é bem o termo certo porque acredito que vou vir muito mais cansada do que vou. Duas crianças, um bebé, dois cães, sete adultos vai ser a loucura, mas das boas!

Por um lado confesso que estou com pouca vontade de ir, mais pelas malas que vou ter de fazer e por toda a logística que isso implica, por outro estou super feliz porque vou ter oportunidade de estar mais tempo com o T e o FM. Embora esteja com eles todos os dias, tenho consciência que não tenho tido muito tempo de qualidade com eles, só por isso vai valer a pena.

Não faltarão mãos para pegar na MC para que eu possa estar com as minhas livres para os abraçar e encher de beijinhos até eles dizerem "para mãeeee".

Viajar com filhos implica sempre algum planeamento, para que possamos garantir que não faltarão coisas.

Com crianças ir para hotéis não é fácil porque ficamos confinados a um único espaço, o que pode não ajudar com tanta energia acumulada e também porque ter uma cozinha é imprescindível.

Por isso optamos sempre por apartamento mas desta vez com a bebé optámos por alugar uma vivenda para que tenhamos mais espaço e estar com ela sem barulhos e confusões. Simultaneamente também terei mais privacidade para que possa dar mama de uma forma mais tranquila e para que possa ter  umas horinhas de sol enquanto ela dorme.

Não vamos jantar fora logo não vai haver muita roupa para levar, ao contrário de fatos de banho que serão aos "molhos".

Para um bom planeamento das férias devemos:
  • fazer uma lista para que não nos esqueçamos de nada
  • Pensar na mala dias antes para que possamos ir comprar algumas coisas que nos faltem
  • Na semana que antecede às ferias devemos começar a meter a roupa de parte para que a tenhamos lavada e passada a tempo de irmos
São estes os três requisitos básicos que considero importantes para diminuir todo o stress que se sente antes de irmos de férias.

Vou tentar ser o mais prática possível pois com uma família de cinco não posso mesmo complicar.

Deixo-vos a minha lista, para que de alguma forma vos ajude :)

Educar na era Digital

31.7.19

Os jogos “mamã dá licença?”, “1,2,3 macaquinho do chinês”, “STOP”, saltar ao elástico, subir às árvores ou jogar ao berlinde, são jogos que acompanharam a infância de quase todos nós. Jogos que nos fizeram sair de casa com a certeza de que seriam horas a fio de risadas e a sensação de que o tempo era curto para quem queria sempre mais. Entre uma apanhada e outra, entre um golo falhado e uma cabeça partida, as amizades iam nascendo, a importância de aprender a esperar e que é no contacto com o outro que nos tornamos mais pessoas. Foi através do aprender a brincar que descobrimos que o mundo pode ser um local divertido para crescer e viver.

O sorriso era o reflexo de um corpo feliz, que parecia nunca cansar-se e que estava em constante exploração e descoberta.

Com o desenvolvimento tecnológico, chegaram as televisões, os computadores, os videojogos e mais tarde os telemóveis Nokia com o famoso jogo da serpente. Jogos estes que entusiasmavam, mas que ainda assim, não substituíam o cheiro da terra e o gosto de uma vitória em equipa. Foi o início de um novo ciclo, de uma nova era que parece não dar tréguas e que tem ganho cada vez mais espaço e impacto no dia a dia de miúdos e graúdos, deixando-os cada vez mais dentro de quatro paredes.

O grande desafio dos pais nesta era digital, é o de promoverem uma educação para a tecnologia junto dos seus filhos, e para isso, é necessário que também eles se reeduquem nesse sentido. Tal como em tudo na vida há vantagens e desvantagens, e o equilíbrio é sempre a forma mais sensata de agir. O que se passa é que hoje em dia tudo acontece dentro dos pequenos ecrãs: trabalha-se, faz-se as compras do mês, comunica-se com pessoas que estão a quilómetros de distância, faz-se novos amigos, obtém-se informação sobre qualquer assunto, ouve-se música, vê-se filmes e pode jogar-se com pessoas que estão na sua casa em qualquer parte do mundo.

Tal como uma peça de roupa, estes instrumentos são acessórios sem os quais já não sabemos viver. Nós e eles. As crianças.

Esta expansão tecnológica tem originado várias reflexões sobre as consequências da utilização das tecnologias no desenvolvimento das crianças e jovens, sendo que apesar de não haver consenso entre os especialistas, tem-se concluído que as novas tecnologias podem ser excelentes aliados no desenvolvimento infantil, desde que o acesso aos aparelhos electrónicos seja mediado de forma consciente pelos pais. Se a criança tiver uma utilização pedagógica e controlada das novas tecnologias, poderá tornar-se membro ativo do seu processo de aprendizagem, podendo aprender sobre o que quiser. Acredita-se que o acesso às novas tecnologias estimula a leitura, aumenta o vocabulário e o conhecimento sobre o mundo. Fala-se também, no desenvolvimento cognitivo, com impacto na inteligência. Todavia, Álvaro Bilbao, neuropsicólogo, autor do livro “o cérebro das crianças explicado aos pais”, incita os adultos a uma reflexão sobre o seu próprio uso das novas tecnologias; "Usamos 'smartphones há alguns anos. Quantos de nós se notam mais inteligentes por isso? E, agora, quantos de nós se sentem menos pacientes?".



No que diz respeito à parte lúdica, o facto de as crianças e jovens poderem repetir os jogos e melhorarem a sua performance, dá-lhes uma sensação de controlo e de domínio, e consequentemente um sentimento aparente de segurança.

Gozar o sol mas com proteção

30.7.19
Não será um Verão cheio de Sol, de pés na areia e de mergulhos até ao anoitecer. Será certamente um verão adaptado a um bebé recém nascido mas desde que não falte a energia e boas gargalhadas tudo o resto se adapta.

E é assim que vai ser o nosso Verão, com muito mais piscina que praia, com uma mãe menos presente mas que estará sempre por de trás de uma portada com um bebé no colo, a ouvir o som da água juntamente com as gargalhadas do T e o FM.

Vai ser diferente, mas igualmente especial!

Estamos quase a ir de férias e o mais importante já temos: os protetores solares!!

Escolhemos uma vez mais cremes protetores da Ambre Solaire pois além de serem testados sob controlo pediátrico, são de fácil acesso pois encontram-se em qualquer supermercado.



Com uma proteção muito alta e avançada contra os raios UVA e UVB deixam-me mais tranquila para uma exposição solar consciente.

São de fácil aplicação e isso para nós mães é fundamental visto que são feitos vários reforços ao longo do dia.

A importância do Pai

29.7.19

É inevitável que os nossos olhos não fiquem vidrados no nosso bebé, que esqueçamos tudo à nossa volta mas é importante que tenhamos a lucidez para perceber que a maternidade não é feita só da mãe, existe um pai, que tantas vezes se sente só neste turbilhão de emoções.

O meu marido tem uma vida profissional muito exigente, cheia de responsabilidades e de preocupações e nem sempre ele gozou a sua licença como manda a "lei" mas com a MC pedi-lhe que a usasse porque eu própria sentia essa necessidade.

O que é certo, com uns telefonemas pelo meio, conseguiu viver comigo nesta bolha que se chama:AMOR! E fez tanta diferença...

Sozinhas não somos nada, não somos super mulheres e é importante que tenhamos essa consciência. Um filho não se fez sozinho por isso porque será que a mulher mete este peso nos seus ombros?!?

O pai precisa também de se sentir útil, de tocar, de mudar as fraldas, de dar colo e de fazer tudo o que a mãe naquela fase não consegue fazer. O bebé é nosso e não só da mãe.

É inevitável que eles nesta primeira fase sejam mais nossos, o factor mama influência para que assim seja mas depois existem os banhos, o mudar as fraldas e o embalar que pode ser repartido entre os dois. Pequenas coisas mas que ajudam o pai a sentir-se valorizado e importante.

O B nestes quinze dias foi incansável, foi ele que segurou todas as pontas que se soltavam, foi ele que levou e trouxe o T da escola e o FM da bisavó, foi ele que me ajudou a abrir o Desenvolve-T, estando eu em casa, foi ele que foi às compras, foi ele que fez tudo, o que me deu espaço para viver este novo amor de uma forma mais intensa, sem culpas.
O pouco tempo livre era passado a descansar.
Tenho a certeza que sem ele tudo seria mais difícil e que a MC não teria tido a mãe tão bem emocionalmente.
O pai é sem dúvida a outra parte de puzzle e que nos equilibra todas as hormonas que se desequilibram quando temos um filho nos braços.

Não tenhamos medo de pedir ajuda, de parar para olhar para o nosso marido mesmo que o cansaço se apodere de nós.

Afinal de tudo, somos uma equipa e as equipas trabalham lado a lado, sem julgamentos.

O nosso bebé não é só nosso, é da mãe e do pai por isso cabe a nós não lhes tiramos o sabor da paternidade.

Só assim todos ganhamos e crescemos juntos!

Foram dias fantásticos e por mim ainda o tinha comigo pois de tudo, o voltar a ficar sem ele, foi o que me custou mais.






Um Mês

27.7.19
1 mês desta gorda querida!

Ainda hoje acho que estou a sonhar, há alturas que me belisco só com medo de acordar deste sonho.

Um mês intenso, de um bebé em casa, de muito colo, de muita paciência quando o choro aparece sem motivo aparente, de muitas fraldas, de incertezas mas de muitas certezas.

Um mês de uma bolha gigante que parece não ter fim de tão forte que é.

Um mês de um amor tão grande que chega a doer.

Um mês em que esta casa voltou a cheirar a bebé, de manhãs passadas na cama, de olhares loucos e com um medo pela ingratidão do tempo. Este é veloz e não dá tréguas. É hoje ou nunca!

Por isso não me venham com os moralismos que os bebés querem-se nos berços, que o colo dá-lhes manhas e que os temos de ensinar a dormir.

Eu quero tudo isso mas ao contrário, quero dar-lhe colo até me doerem os braços, quero contemplar cada sorriso, cada expressão, quero transmitir-lhe o meu calor, quero dizer-lhe que estou com ela para todo o sempre, quero transmitir-lhe tranquilidade, quero acima de tudo congelar este tempo que é só nosso.

1 mês de gente!
1 mês só nosso e que seja o primeiro de uma vida repleta de momentos felizes.










Look Baby
Touca | Gama Rústica
Cueiro | Tsuru

Placa
Caturra

Quando nasce um filho, nasce uma mãe

25.7.19
Quando nasce um filho nasce uma mãe, mesmo que essa mãe já tenha dois ou três filhos.

A mulher que entra naquele bloco de partos jamais sairá igual.

Incrível como antes os medos são mais que muitos, são tantas as interrogações.

Sempre tive confiante durante toda a gravidez mas à medida que as semanas se iam aproximando aqueles medos que estavam camuflados vieram todos ao de cima.

O medo maior era se me acontecesse alguma coisa. como é que os meus filhos iam ficar, estaria eu preparada para os deixar? 
Outra das minhas inquietudes era sobre a nossa vida, como é que a nossa vida iria ficar com mais um membro da família? Logo agora que tudo estava tão confortável...

Com a MC não havia dúvidas, tinha a certeza que tudo correria bem por isso os medos maiores eram com os meus filhos.

Dei por mim a achar que não iria ser capaz, que não estava preparada para os deixar sem saber como voltaria. Mas ao mesmo tempo que tinha estes pensamentos obrigava-me a não pensar neles e a desviar estas inseguranças para pensamentos positivos.