Ter um bebé recém nascido é maravilho mas o primeiro mês além de ser vivido numa bolha gigante de amor, é uma logística sem igual e que nos obriga a dar prioridade ao que é verdadeiramente importante.
Aos poucos e poucos a vida volta a reorganizar-se e tudo volta ao normal.
Tenho tanto para vos contar, que nem sei por onde começar!! Mas vou com calma contar-vos tudo pela sua ordem.
Se tivesse que eleger o dia mais feliz da minha vida não conseguia, isto porque não tenho só um dia em que me senti verdadeiramente e genuinamente feliz. Felizmente tenho vários e todos eles passam pela minha família, o dia em que me casei, o dia em que descobri que estava grávida pela primeira vez, o dia em que o T nasceu, o nascimento do FM, o maravilhoso parto da MC e quando os meus filhos conheceram a irmã.
E é este dia que há tanto tempo vos queria escrever.
O dia em que apresentamos um irmão a outro irmão é um dia memorável e muito íntimo pois é em quatro paredes que se dá um amor sem igual. Sou convicta quando digo que a maior herança que podemos dar aos nossos filhos é irmãos pois é um amor feito de preto no branco e de uma intensidade que não se assemelha a outro amor.
Foi isso que senti quando a porta do meu quarto se abriu, senti nervosismo nos meus filhos, senti que embora não soubessem bem o que os esperava confiaram no pai que os foi buscar, senti a sua excitação e acima de tudo senti o quanto aceitaram sem medos a sua nova irmã.
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| Look | Oh Cutxi Kids |
Confesso que estava nervosa, é sempre uma incógnita, sabemos o que queremos mas não sabemos o que esperar.
Embora o amor cresça com uma barriga, nunca sabemos como vão ser as reações.
Antes de me terem rebentado as águas, sem saber que estava a horas que isso acontecesse, fui buscar o T à escola e deixa-lo com a minha avó, onde estava o FM.
Quando os deixei, o FM queria ter ido comigo e sem saber porquê disse-lhe que a mãe tinha de ir ao médico, mal eu sonhava que iria mesmo passado duas horas.
Foi dessa forma que me despedi deles e lembro-me que quando estava a caminho do hospital, ter dito ao B que queria muito voltar e despedir-me deles mas depois achamos por bem não ir porque podiam ficar destabilizados.
O que é certo é que a mãe não voltou do hospital e no dia seguinte foram eles ter comigo.
Vivi meses ansiosa com este momento, com certezas, muitas dúvidas e medos. Nunca sabemos como serão as reações, de como se vão sentir, de como a nossa família vai ficar.












