Desenvolve-T

26.6.19
Um projeto com o nome TOMÁS!!

Não chegará na melhor altura mas a vida é feita de surpresas e cabe a nós ajustarmos e alinharmos as agulhas para tornar possíveis os nossos sonhos.

Quase com a MC nos braços e ao mesmo tempo com uma porta aberta para abraçar todas as famílias que quererão sonhar connosco.

Sou de sonhos, da paz, da boa energia e é isso que quero para as outras famílias. Vou dar a minha fórmula da felicidade, vou mostrar que é possível, vou lutar convosco, vou também frustrar-me mas juntos festejaremos muitas vitórias.

É este a  minha/nossa missão para convosco.

Desenvolve-T - Um Centro Infantil de Terapias. Um projeto desenhado e planeado por mim e pela terapeuta do T.

Foram precisos quatro anos para tirar este projeto do papel, primeiro teve de ser amadurecido, depois desenhado e por fim ter passado por todas as burocracias inerentes à abertura de um estabelecimento.

Uma equipa multidiscilinar para os nossos filhos, nem sempre é fácil de construir, é preciso disponibilidade de tempo, de recuarmos e avançarmos vezes sem conta.

Foi por todas essas dificuldades que me deparei que criei o Desenvolve-T, um espaço, com todas as valências para que as crianças num só espaço consigam ter uma equipa a trabalhar para ela, onde se debaterá caso a caso, e onde trabalharão exclusivamente no desenvolvimento da criança.

Todo o trabalho será centrado na criança.

Aqui podem encontrar num só espaço, todas as terapias cruciais para o bom desenvolvimento de uma criança:

  • Terapia da Fala
  • Psicomotricidade
  • Terapia Ocupacional
  • Psicologia
  • Fisioterapia
E aliado a todas estas técnicas o Método Glenn Doman. O método que aplico ao Tomás desde os seus 4 meses e que é responsável por grande parte do seu desenvolvimento.

Tudo num só espaço, pensado com o coração, e proporcionar o nosso melhor para as vossas famílias pois só assim faz sentido!

O sonho comanda a vida e nós queremos que os vossos filhos brilhem!

Esperamos por vocês em breve.

Podem saber mais sobre este projeto aqui
Acompanhem todas as novidades através do Facebook e do Instagram 

Até já 





Planeta das chuchas

24.6.19
Foi assim que o meu marido lhe chamou.

Tanto o T e o FM quando eram bebés nunca usaram chucha mas perto de um ano é que mostraram interesse e desde aí nunca mais largaram, neste momento a chucha era utilizada para dormir, para verem televisão, para os consolar, para tudo. O T na escola não usava mas assim que o ia buscar a primeira coisa que me pedia era a chucha.

Evitávamos imenso o seu uso mas nem sempre era fácil retira-las. Não saíamos de casa sem chucha com medo que se lembrassem e depois tínhamos uma birra instalada.

Isto tudo até ao dia em que o meu marido olhou para o FM e disse-lhe que a chucha iria para o planeta das chuchas, junto de outras famílias, achei que não ia resultar mas o que é certo é que nesse dia pouco ou nada pediu a chucha.

Ao T quando saiu da escola dissemos-lhe o mesmo e bem negociado acabou por aceitar.

Entretanto no Sábado fomos entregar as chuchas ao "planeta das chuchas", na Quinta Pedagógica dos Olivais. Era importante que eles visualizassem as chuchas e que percebessem que ficavam no dito "planeta".



Para quem nos acompanha pelo Instagram, viu como foi feita a entrega, um momento assim meio perdido para eles, estavam inseguros e custou-lhes entrega-las, mas lá ficaram e com algum beicinho e umas explicações à mistura acabaram por as deixar.






Na minha opinião, o timing pode não ser o perfeito porque a irmã está quase a nascer e é normal que eles se sintam e que regridam um pouco. Mas foi uma decisão do meu marido e não a quis contrariar, até porque já tínhamos tomado a decisão que as chuchas acabariam neste Verão.
Para o T a chucha não lhe trazia benefícios pelo contrário e o FM também já começava a ter aquela boca de chucha. Por isso queríamos mesmo acabar com as chuchas!

A decisão está tomada! Mas também não estamos irredutíveis sobre a mesma, se houver um dia que sintamos que eles precisam por algum motivo não lhes vamos negar.
Há coisas que devem ser feitas, com calma, sem stress e ao seu ritmo e é isso que queremos.

Até agora contamos com três dias sem chucha e está a correr bem, pouco pedem e quando as pedem nós explicamos que foram para o "planeta das chuchas" e eles acabam por se lembrar e não falam mais do assunto.
Confesso que ao dormir o processo não é tão fácil, não lhes damos as chuchas, mas damos uma chucha mordedor que tem o formato de chucha mas que não lhes dá aquele consolo de uma chucha normal. Eles aceitam-nas e acabam por adormecer (que era algo que não acontecia até então)

Continuamos a ter as chuchas em casa. Só duas é que deixámos na árvore as outras estão escondidas.



Ainda é tudo muito recente, e ainda vem o maior teste de todos, a  chegada da irmã mas estamos tranquilos. O mais importante é sentirmos que existe um equilíbrio com o que nós queremos e com as suas necessidades.

Sem pressas, com respeito, compressão e com algumas explicações pelo meio tudo se faz.

T-shirt Mum | Dudubaz
Look Boy's | Zara 






Olá Fim-de-semana!!

21.6.19
Chegou o Verão e com ele as temperaturas sobem ligeiramente o que nos permite explorar ainda mais o ar livre.

Nós vamos optar por ir à Quinta Pedagógica e entregar as chuchas na famosa árvore, vamos ver como corre. Acompanhem pelo stories.

Deixo-vos com algumas sugestões que me parecem óptimas.

Lisboa

Sábado

Dia dá a mão à floresta - Hello Park - (Gratuito) 10h
Academia de Rock  - Escola Infante D. Henrique (5€) 11h
Atelier Sensorial Montessori - Lisboa - (10€ a 15€)10.30h

Domingo
Fado Miudinho - Oceanário (35€ - 2 adultos e uma criança) 9h
Ateliers Dolce Vista Miraflores (3€) - 11h
O caminho das fadas - Sintra - Quintinha de Monserrate (6.5€) - 10.30h


Porto
Oficinas S. João - (10€) - 14.30h

Bom fim-de-semana!!

Fotografia - Centrimagem Estúdio

Look
Clube do Menino
Pés de Cereja 







40 Semanas

19.6.19
E assim sem esperarmos chegámos às 40 semanas.

No meu caso, o primeiro filho que supostamente devia ser o demorado nasceu voluntariamente às 37 semanas, já o FM e a MC parece que têm de ser arrancados.

Nesta fase confesso que já a gostava de ter nos braços, primeiro porque estas últimas semanas já nos sentimos muito pesadas e sentimos a nossa energia a baixar dia após dia, segundo porque estamos sempre ansiosos para saber se será hoje ou não.

Felizmente não posso induzir porque fiz uma cesariana do FM, o que me dá uma maior margem para esperar que a MC se decida mas não estou de todo livre que o médico se decida fazer a cesariana.

Vamos esperar mais uma semana e ver se de alguma coisa a natureza assume o comando.

O toque foi feito e o útero ainda está fechado mas as contrações já começaram e têm sido bem dolorosas.

Entretanto foi marcada uma ecografia extra e tudo indica que está tudo bem, está apenas bem instalada. Não é grande o que nos permite viver esta semana descansada e sem grandes pressas.

Sei que estão curiosas, pela quantidade de mensagens que tenho recebido mas o que vos posso dizer é que está tudo bem, nós também já estamos ansiosos de a ter connosco mas vamos ter de ter paciência para que ela se decida por ela.

Agora que me sinto cansada é que vou ter de ir correr a maratona e subir escadas...

Fotografia | Centrimagem 

A avaliação

18.6.19

Foi talvez dos dias mais difíceis para mim. Sabia que ia custar, mas não estava preparada para que fosse assim tanto.

Embora o T tivesse ido com duas pessoas em quem confio a 200%, era eu que queria estar lá, era eu que queria sentir aquela vitória, era eu que queria ter dado aquele abraço na hora certa mas não fui eu, foi a minha mãe e a terapeuta do T que viveram tudo isto.

São dois dias intensos e de muitas emoções, onde se vive tudo à flor da pele.

Mesmo a 400kms de distância, sem olhar para as horas o meu coração acelerou e aí tive a certeza da grandeza deste grande amor que não se mede mas que se sente.

O T teve um desempenho brilhante, fez uma avaliação para lá de fantástica, esteve sempre com uma ótima postura corporal (o que é muito importante) e correspondeu a tudo.

Mostrou todo o trabalho de seis meses em duas horas. Foi assertivo, disponível e fez os olhos da terapeuta e da minha mãe brilharem.

Não estava lá para ver mas acredito que tenha sido assim. Os meus brilharam e muito com os filmes que fui recebendo.

Fez-me feliz e fez-me pensar que há quatro anos decidi pelo melhor caminho, não o meu mas o dele.

Eu dei-lhe as primeiras pedras, ele construiu o seu próprio castelo.

Foi uma avaliação diferente, sem mim, mas com ótimos resultados e é isso que importa!!

Estou radiante com mais uma etapa ganha!

Venham mais seis meses de trabalho, que pelo que já sei, serão certamente de muito trabalho.

Agora vou mesmo agarrá-lo e adormece-lo nos meu braços. 

Até amanhã











Sente o meu abraço

16.6.19
Assim que descobri que estava grávida percebi que o mês da  MC seria Junho e desde aí soube que pela primeira vez não estaria ao lado do T num dia tão importante para ele, para a sua terapeuta e para nós.

Um método com um trabalho árduo, em que é preciso abdicar de muito mas que acreditamos desde sempre na sua eficácia.

Assim que chegaram as datas para a avaliação, tremi pois batia certo com a semana entre as  39 e 40 semanas. Respirei fundo mas acreditei que nessa altura já a teria nos meu braços e que iríamos todos.
Nunca duvidei, estava convicta mas talvez tenha sido o meu positivismo a falar mais alto.

Foram marcados quartos no hotel com as várias possibilidades até que hoje tomo a mais dura decisão. O T vai com a terapeuta e com a minha mãe e nós ficamos.

Ir era um risco muito grande e sinceramente podia ter um preço demasiado alto ao qual não estava disposta a pagar.

É aqui que entra a dureza de quando somos mães de mais que um filho, há alturas na vida que é preciso escolher, não se trata de amor mas sim de racionalizar o que é bom para todos e desta vez o meu lugar não era ir.

A quatro horas da minha casa e do hospital podia ser prejudicial para o meu bem estar e da MC. O coração teve de ser posto de lado e a cabeça teve de assumir o seu comando.

Não é fácil, sinto que fazia ali falta, sinto que esta luta não é só dele e da terapeuta mas sim muito minha. Queria ser eu a vê-lo uma vez mais a dar tudo o que tem numa avaliação que muitas vezes chega a ser ingrata pois em duas horas são avaliadas o trabalho de seis longos meses. 
Queria ser eu a ter o meu coração a bater mais forte, queria ser eu a olhar para ele e a dar-lhe a maior força e coragem do mundo. Queria ser eu a aplaudi-lo de pé, queria ser eu a festejar mais esta vitória junto dele, queria ser eu a primeira a dar-lhe aquele abraço e os parabéns.

Infelizmente não serei eu a assistir na primeira fila para tamanha grandeza, estarei nos bastidores, atrás de um telefone a contar cada segundo até ter notícias vossas.

Apenas quero que me sintas mesmo a 400kms de distância.

Agora meu filho, basta de beijinhos e abraços, vai com o teu sorriso e mostra uma vez mais que vieste ao mundo para vencer e para ser muito mais que um cromossoma.

Sente o meu abraço mesmo que longe porque apenas este nosso amor foi separado por uma distância de tempo.

Agora, vai com tudo que a mãe estará aqui à janela a ver-te chegar!

Um abraço da tua mãe



Ansiedade com a chegada do Parto

13.6.19
O terceiro trimestre é de todo o pior, aquele onde nos sentimos já com menos energia e muito mais pesadas.

E o último mês é um verdadeiro desafio, as inseguranças apertam, metemos a nossa vida em causa, duvidamos das nossas capacidades e entregamo-nos a uma incerteza diária.

Começamos a viver um dia de cada vez porque nunca sabemos como vai ser o dia seguinte.

E é este o meu maior desafio na gravidez.

Como sou muito organizada e planeada custa-me imenso viver desta forma, todos os dias a minha agenda é revista várias vezes, sempre com medo de não a conseguir cumprir pois em questão de segundos tudo pode ficar em stand by.

Neste momento confesso que tenho tudo mais que organizado pois estava convencida que a esta hora já tinha a MC nos meu braços.

Nunca pensei chegar às 39 semanas e estar ainda nesta incerteza diária.

Mas aqui é  a vida a mostrar-nos que há coisas que pouco ou nada conseguimos controlar. E sentir a nossa vida nas mãos de um ser tão pequenino chega a ser assustador ou então são as hormonas a falar mais alto. Depois existe toda aquela ansiedade se tudo vai correr bem, se ela nascerá cheia de vida e se nós próprias vamos ficar bem.

Toda este ansiedade é normal mas é preciso segurá-la e não nos deixarmos vencer por estes medos. É preciso desviar pensamentos e entregar o momento a Deus.

De nada nos vale estar muito nervosas, é algo que não nos ajudará certamente por isso temos mesmo que fintar a nossa mente e quando chegar o momento vive-lo da melhor forma possível, mesmo com as dores que possamos sentir.

Na verdade não existem partos ideais porque é algo que não é mensurável, há sim o nosso parto e ele será certamente inesquecível.

E acreditar que tudo dará certo...

Centrimagem