A avaliação

18.6.19

Foi talvez dos dias mais difíceis para mim. Sabia que ia custar, mas não estava preparada para que fosse assim tanto.

Embora o T tivesse ido com duas pessoas em quem confio a 200%, era eu que queria estar lá, era eu que queria sentir aquela vitória, era eu que queria ter dado aquele abraço na hora certa mas não fui eu, foi a minha mãe e a terapeuta do T que viveram tudo isto.

São dois dias intensos e de muitas emoções, onde se vive tudo à flor da pele.

Mesmo a 400kms de distância, sem olhar para as horas o meu coração acelerou e aí tive a certeza da grandeza deste grande amor que não se mede mas que se sente.

O T teve um desempenho brilhante, fez uma avaliação para lá de fantástica, esteve sempre com uma ótima postura corporal (o que é muito importante) e correspondeu a tudo.

Mostrou todo o trabalho de seis meses em duas horas. Foi assertivo, disponível e fez os olhos da terapeuta e da minha mãe brilharem.

Não estava lá para ver mas acredito que tenha sido assim. Os meus brilharam e muito com os filmes que fui recebendo.

Fez-me feliz e fez-me pensar que há quatro anos decidi pelo melhor caminho, não o meu mas o dele.

Eu dei-lhe as primeiras pedras, ele construiu o seu próprio castelo.

Foi uma avaliação diferente, sem mim, mas com ótimos resultados e é isso que importa!!

Estou radiante com mais uma etapa ganha!

Venham mais seis meses de trabalho, que pelo que já sei, serão certamente de muito trabalho.

Agora vou mesmo agarrá-lo e adormece-lo nos meu braços. 

Até amanhã











Sente o meu abraço

16.6.19
Assim que descobri que estava grávida percebi que o mês da  MC seria Junho e desde aí soube que pela primeira vez não estaria ao lado do T num dia tão importante para ele, para a sua terapeuta e para nós.

Um método com um trabalho árduo, em que é preciso abdicar de muito mas que acreditamos desde sempre na sua eficácia.

Assim que chegaram as datas para a avaliação, tremi pois batia certo com a semana entre as  39 e 40 semanas. Respirei fundo mas acreditei que nessa altura já a teria nos meu braços e que iríamos todos.
Nunca duvidei, estava convicta mas talvez tenha sido o meu positivismo a falar mais alto.

Foram marcados quartos no hotel com as várias possibilidades até que hoje tomo a mais dura decisão. O T vai com a terapeuta e com a minha mãe e nós ficamos.

Ir era um risco muito grande e sinceramente podia ter um preço demasiado alto ao qual não estava disposta a pagar.

É aqui que entra a dureza de quando somos mães de mais que um filho, há alturas na vida que é preciso escolher, não se trata de amor mas sim de racionalizar o que é bom para todos e desta vez o meu lugar não era ir.

A quatro horas da minha casa e do hospital podia ser prejudicial para o meu bem estar e da MC. O coração teve de ser posto de lado e a cabeça teve de assumir o seu comando.

Não é fácil, sinto que fazia ali falta, sinto que esta luta não é só dele e da terapeuta mas sim muito minha. Queria ser eu a vê-lo uma vez mais a dar tudo o que tem numa avaliação que muitas vezes chega a ser ingrata pois em duas horas são avaliadas o trabalho de seis longos meses. 
Queria ser eu a ter o meu coração a bater mais forte, queria ser eu a olhar para ele e a dar-lhe a maior força e coragem do mundo. Queria ser eu a aplaudi-lo de pé, queria ser eu a festejar mais esta vitória junto dele, queria ser eu a primeira a dar-lhe aquele abraço e os parabéns.

Infelizmente não serei eu a assistir na primeira fila para tamanha grandeza, estarei nos bastidores, atrás de um telefone a contar cada segundo até ter notícias vossas.

Apenas quero que me sintas mesmo a 400kms de distância.

Agora meu filho, basta de beijinhos e abraços, vai com o teu sorriso e mostra uma vez mais que vieste ao mundo para vencer e para ser muito mais que um cromossoma.

Sente o meu abraço mesmo que longe porque apenas este nosso amor foi separado por uma distância de tempo.

Agora, vai com tudo que a mãe estará aqui à janela a ver-te chegar!

Um abraço da tua mãe



Ansiedade com a chegada do Parto

13.6.19
O terceiro trimestre é de todo o pior, aquele onde nos sentimos já com menos energia e muito mais pesadas.

E o último mês é um verdadeiro desafio, as inseguranças apertam, metemos a nossa vida em causa, duvidamos das nossas capacidades e entregamo-nos a uma incerteza diária.

Começamos a viver um dia de cada vez porque nunca sabemos como vai ser o dia seguinte.

E é este o meu maior desafio na gravidez.

Como sou muito organizada e planeada custa-me imenso viver desta forma, todos os dias a minha agenda é revista várias vezes, sempre com medo de não a conseguir cumprir pois em questão de segundos tudo pode ficar em stand by.

Neste momento confesso que tenho tudo mais que organizado pois estava convencida que a esta hora já tinha a MC nos meu braços.

Nunca pensei chegar às 39 semanas e estar ainda nesta incerteza diária.

Mas aqui é  a vida a mostrar-nos que há coisas que pouco ou nada conseguimos controlar. E sentir a nossa vida nas mãos de um ser tão pequenino chega a ser assustador ou então são as hormonas a falar mais alto. Depois existe toda aquela ansiedade se tudo vai correr bem, se ela nascerá cheia de vida e se nós próprias vamos ficar bem.

Toda este ansiedade é normal mas é preciso segurá-la e não nos deixarmos vencer por estes medos. É preciso desviar pensamentos e entregar o momento a Deus.

De nada nos vale estar muito nervosas, é algo que não nos ajudará certamente por isso temos mesmo que fintar a nossa mente e quando chegar o momento vive-lo da melhor forma possível, mesmo com as dores que possamos sentir.

Na verdade não existem partos ideais porque é algo que não é mensurável, há sim o nosso parto e ele será certamente inesquecível.

E acreditar que tudo dará certo...

Centrimagem 



O mesmo amor mas de forma diferente

12.6.19
No outro dia recebi uma mensagem de uma seguidora sobre como lidava com estes dois amores que sinto, se os tratava de forma igual e como geria todos estes sentimentos.

A resposta acredito que seja comum a todas as mães, o amor por um filho é algo transversal a tudo, não se consegue medir ou apalpar seja ele por um, dois, três ou 10 filhos. O nosso coração aguenta o amor que sentimos por cada filho, todos com um espaço especial no nosso coração.

O amor é igual independentemente do filho em questão.

Não existe o amor A ou B mas sim apenas um amor único!

Já a relação que temos com cada filho é diferente, não é uma questão de amor mas de personalidades de identificações e de identidades.
Os nossos filhos são diferentes e a forma de chegar até eles obrigatoriamente acaba por ser diferente. O que dá para um não funciona para o outro e assim vice versa.

O amor que sinto pelos meus filhos é igual, daria a vida por eles mas tenho consciência que sou uma mãe diferente para cada um.

Tenho um orgulho e uma ligação com o T especial porque com ele aprendi a ser mãe e vivemos coisas tão fortes e já lutámos tanto lado a lado que nos uniu para sempre. Vivo para ele e ele para mim. Contudo sou muito mais exigente com ele.

Já o FM é o meu eterno bebé, aquele filho que me mostrou o lado mais simples da maternidade e o que exige mais atenção porque vive para mim. É o que é mais parecido comigo e um olhar basta para nos compreendermos. E sou muito mais benevolente com ele.

No entanto como mãe tenho noção que o FM precisa mais da minha atenção que o T porque ele só por si brilha sozinho, tem o seu carisma e o palco à sua espera. Já o FM será o irmão do meio, aquele que é preciso cuidar de outra forma, com outro cuidado. Ainda não sei o que é ser mãe de menina mas acredito que serei uma mãe diferente para com ela.

Tenho apenas a certeza que os três terão o meu coração, o meu amor, mas não existem relações iguais porque todos nós somos diferentes e faz parte do ser humano adaptar-se a cada personalidade.

Este amor é como o que sentimos pelos nossos pais, os dois são importantes, não conseguimos escolher entre um e outro mas a relação que temos com cada um é diferente. O mesmo amor mas de forma diferente.

O Amor é tão transversal a tudo que nunca se conseguirá medir de tão forte que é.





Sinais de Parto

10.6.19

O trabalho de parto inicia-se idealmente entre as 37 e 42 semanas de gravidez. E quando a hora está quase a chegar importa reconhecer os verdadeiros sinais de parto, ou seja um conjunto de acontecimentos que no seu todo indicam que está na hora de se encaminhar para o hospital, são eles:

  • Contracções com intervalos regulares
  • Intervalos gradualmente menores
  • Aumento da duração e intensidade das dores
  • Ruptura da Bolsa - saída do líquido amniótico, líquido claro e sem cheiro, todo de uma só vez, ou em pequenas quantidades. Registe a hora a que ocorre a ruptura.
  • Perda do Rolhão Mucoso: secreção acastanhada ou avermelhada que indica que o tampão que selou o seu útero durante a gravidez está a sair. É um dos sinais de parto, indicando que o trabalho de parto poderá estar iminente ou ocorrer dentro de poucos dias. Não é quando isolado, um sinal eminente de parto, não exigindo deslocação imediata ao hospital.




Enfª Ângela Baptista

Fomos ao DinoParque

9.6.19
Já era um sítio onde queríamos ir a algum tempo mas só agora conseguimos ir.

O passeio para mim era ambicioso visto já estar de 38 semanas mas mesmo assim arrisquei em ir porque não tenho tido sinais de alerta.

Embora já muito cansada quero dar mais de mim ao T e ao FM nesta fase porque sei que os primeiros meses não vão ser tão fáceis para nós e a minha atenção para com eles vai ser um pouco menor.

Foi um passeio muito divertido, eles adoraram! É um parque pensado nas crianças, com várias paragens ao longo do percurso para descansarmos ou comer e com algumas actividades mais lúdicas para as crianças.

É um passeio para se ir sem tempo e óptimo para fazer um piquenique pois tem todas as condições necessárias para o fazer.

Para quem não o quer fazer tem um restaurante a preços razoáveis para almoçarem.

Outra coisa que gostei foi das casas de banho, sempre limpinhas. Para uma mãe este factor é muito importante, principalmente quando os filhos já não usam fraldas :)

Foi um programa cansativo mas muito giro, eles adoraram e nós também.

Voltaremos certamente quando eles forem mais crescidos.


Look
Jardineira | Zara
Lenços | Head-Ji
Ténis | Pés de Cereja 






Festa de Fim de Ano

7.6.19
E assim terminou mais um ano lectivo...

Como é possível? Ainda "ontem" sentava-me num anfiteatro gigante para ver o meu anjinho a desempenhar o seu papel e hoje já assisti ao fim de mais um ano.

Continuo sem perceber a velocidade deste tempo...

Mais uma emoção envolvida pelo seu sorriso, pelo seu carisma em palco mas acima de tudo por perceber que naquele palco não existem diferenças, existem sim crianças felizes a dar o seu melhor para os seus pais.

Tão pequeninos mas tão grandes ao mesmo tempo.

Foi emocionante ver o T a desempenhar o seu papel na perfeição, ainda mais vê-lo a chamar por nós, por perceber que a sua base estava ali uma vez mais para o aplaudir de pé mas o melhor de tudo e o que mais me emocionou foi ver o FM a chamar por ele, ter gritado, ter aplaudido de pé e ter vivido tudo com os seus olhos a brilhar com o maior orgulho do irmão.

É nestas alturas que penso que o nosso caminho está no melhor caminho...