A escola nunca me atormentou.
Escolhi-a como qualquer mãe, sem questões pelas necessidades especiais do T. Uma coisa tinha como certa o T tem nome próprio e não seria a sua trissomia que o iria definir, se assim fosse aquela escola não o merecia.
O que é certo é que a escolha da escola foi mais fácil do que previ, senti a escola com o coração e avancei sem medos.
Este é o seu segundo ano na escola e o T já conquistou toda a escola. É uma escola que nos recebeu sempre bem, sem constrangimentos, que tudo fazem para o seu desenvolvimento e onde nunca ouvi um "não".
Para o ano entra para os 5 anos e aqui começam as dúvidas com a mudança de escola ou não. Sou a favor do público mas sentir que eles estão mais desprotegidos assusta-me por isso será sempre uma decisão difícil, em que terei de ponderar, ao mesmo tempo o FM vai para a mesma escola e gostava de os ver juntos...
Vou concorrer ao público e depois logo vejo o que faço. Sempre fui pessoa de me mandar de cabeça e depois resolver em pressão as coisas. Vamos ver o que o futuro nos reserva...
Entretanto embora o T ainda esteja na fase de brincadeira na escola já é avaliado e quando recebo a sua avaliação sinto-me sempre nervosa ao ler cada linha porque nunca sei o que vou encontrar.
O que é certo é que o T surpreende todos os dias e conseguiu ter uma avaliação de excelência. Importa-me acima de tudo nesta fase a sua formação pessoal e social porque isso é o que define enquanto pessoa.
Ler "...O Tomás é uma criança meiga e muito social. Conhece todas as regras dentro e fora da sala. Desenvolve várias brincadeiras estruturadas conseguindo interagir com os seus pares sem entrar em conflito.
No refeitório evidencia uma boa boa postura..."
Enche-me o meu coração!!
Fico feliz pelo seu comportamento e por saber que a nível académico está a evoluir como é esperado, sem grandes dificuldades. E no Inglês conseguiu mesmo atingir a nota máxima.
Mas muito se deve à confiança que a professora depositou nele. É ela a pessoa responsável pela sua auto-estima na escola.
Ele é feliz! E saber que adora a escola enche-me o coração.
Parabéns T!
À terceira foi de vez!
5.2.19
Nunca escondi a minha vontade em ter uma menina.
Embora adore ser mãe de menino tinha uma grande vontade de vivenciar o que é ser mãe de menina.
O mundo cor de rosa, dos laços e das bonecas sempre me fascinou.
Depois havia o outro lado, o companheirismo que sei que as meninas nos darão sempre mais que os meninos.
Os meninos embora sejam muito nossos vão crescendo e aos poucos e poucos começam a interessar-se pelas coisas típicas de homens e aí os nossos maridos ganham uns amigos para a vida, depois vêm as namoradas que acabam por os levarem de alguma forma.
Existem casos onde isso não acontece mas é raro...
As meninas embora sejam muito dos pais, são muito nossas e da família. São as nossas companheiras quando nos sentimos tristes e alinham nos nossos programas.
Todos estes motivos faziam com que eu eu quisesse muito ter uma menina, era quase como um "seguro de família", no sentido prático da coisa.
Sabemos que os nossos filhos crescem e aos poucos e poucos seguem o caminho deles e as meninas são sempre diferentes.
Depois todo o mundo que envolve uma menina é certamente fascinante mas desafiante ao mesmo tempo principalmente quando se fala da adolescência.
Nesta terceira gravidez foquei-me na menina, tentei saber alguns truques que diziam ser infalíveis, uns tentei outros nem tanto. Mas à medida que o tempo passava libertava-me desta minha vontade e sabia que independentemente de tudo havia coisas incontroláveis e esta é uma delas.
Assim que descobri que estava grávida a menina veio-me à cabeça, tentei perceber as contas da ovulação e houve vezes que achava que tinha acertado outras nem tanto.
Cada ecografia que fazia a ansiedade aumentava, sempre que o médico metia o ecografo na minha barriga eu tremia só de pensar que ele me pudesse dizer que era um menino.
Não aceitava quem me disse-se que seria outro menino e chegava a levar isso como uma afronta à minha pessoa. Não gostava! E ficava mesmo magoada e chateada!
Dei por mim a ficar demasiado obcecada com o sexo do meu filho, tanto que tive noção que deixei de racionalizar. Até que tomei consciência que o sexo não era importante e que fosse menina ou menino seria igualmente muito feliz.
Assim comecei a ver uma equipa de futebol com melhores olhos mas nunca deixando de pensar na felicidade que devia ser ter uma menina.
Quando chegou o dia de saber e a médica me deu a notícia, a primeira coisa que perguntei foi se estava a falar a sério. O medo de não ter a menina era tanto que não acreditei quando me disse.
Assim que a médica confirmou que era verdade, explodi de alegria e fiquei super feliz!
Mas assim que saio do gabinete a primeira dúvida que me surge é se saberia ser mãe de menina, que não sabia nada do mundo cor de rosa. Foram muitas as dúvidas e os medos, tanto que quando dei por mim já pensava em ter outro menino.
Vá-se lá entender a cabeça de uma mulher.
Embora adore ser mãe de menino tinha uma grande vontade de vivenciar o que é ser mãe de menina.
O mundo cor de rosa, dos laços e das bonecas sempre me fascinou.
Depois havia o outro lado, o companheirismo que sei que as meninas nos darão sempre mais que os meninos.
Os meninos embora sejam muito nossos vão crescendo e aos poucos e poucos começam a interessar-se pelas coisas típicas de homens e aí os nossos maridos ganham uns amigos para a vida, depois vêm as namoradas que acabam por os levarem de alguma forma.
Existem casos onde isso não acontece mas é raro...
As meninas embora sejam muito dos pais, são muito nossas e da família. São as nossas companheiras quando nos sentimos tristes e alinham nos nossos programas.
Todos estes motivos faziam com que eu eu quisesse muito ter uma menina, era quase como um "seguro de família", no sentido prático da coisa.
Sabemos que os nossos filhos crescem e aos poucos e poucos seguem o caminho deles e as meninas são sempre diferentes.
Depois todo o mundo que envolve uma menina é certamente fascinante mas desafiante ao mesmo tempo principalmente quando se fala da adolescência.
Nesta terceira gravidez foquei-me na menina, tentei saber alguns truques que diziam ser infalíveis, uns tentei outros nem tanto. Mas à medida que o tempo passava libertava-me desta minha vontade e sabia que independentemente de tudo havia coisas incontroláveis e esta é uma delas.
Assim que descobri que estava grávida a menina veio-me à cabeça, tentei perceber as contas da ovulação e houve vezes que achava que tinha acertado outras nem tanto.
Cada ecografia que fazia a ansiedade aumentava, sempre que o médico metia o ecografo na minha barriga eu tremia só de pensar que ele me pudesse dizer que era um menino.
Não aceitava quem me disse-se que seria outro menino e chegava a levar isso como uma afronta à minha pessoa. Não gostava! E ficava mesmo magoada e chateada!
Dei por mim a ficar demasiado obcecada com o sexo do meu filho, tanto que tive noção que deixei de racionalizar. Até que tomei consciência que o sexo não era importante e que fosse menina ou menino seria igualmente muito feliz.
Assim comecei a ver uma equipa de futebol com melhores olhos mas nunca deixando de pensar na felicidade que devia ser ter uma menina.
Quando chegou o dia de saber e a médica me deu a notícia, a primeira coisa que perguntei foi se estava a falar a sério. O medo de não ter a menina era tanto que não acreditei quando me disse.
Assim que a médica confirmou que era verdade, explodi de alegria e fiquei super feliz!
Mas assim que saio do gabinete a primeira dúvida que me surge é se saberia ser mãe de menina, que não sabia nada do mundo cor de rosa. Foram muitas as dúvidas e os medos, tanto que quando dei por mim já pensava em ter outro menino.
Vá-se lá entender a cabeça de uma mulher.
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| Balões | Caramela |
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| Look | Mahrla |
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| Look Boys Calções | Meio Metro de Mimo Camisola | Lanidor Carneiras | Pés de Cereja |
Menino ou Menina?
3.2.19
Mas o sexo do bebé é sempre vivido com emoção.
Seja menino ou menina
E o nosso terceiro filho vai ser...
Seja menino ou menina
E o nosso terceiro filho vai ser...
Edição Vídeo | Centrimagem
Balões | Caramela Parties
Os filhos não salvam casamentos
31.1.19
A decisão da paternidade, quando feita em consciência, é o maior ato de coragem e de amor que alguém pode ter. É também a mais profunda oportunidade da vida para se visitar os lugares mais assustadores e mais bonitos do coração.
Quando nasce uma criança, nasce consigo uma mãe, um pai, um irmão (quando é o caso), toda uma nova família. O processo repete-se com cada criança que cada família recebe, pois as características das crianças, a experiência dos pais e o momento da vida do nascimento, tornam cada situação única.
Que mulher nasce numa mãe quando sente o seu bebé a crescer dentro de si e a depender de si para viver? O que sente o homem que deixa de ser o centro das atenções da mulher com quem escolheu partilhar a vida? O que acontece a uma relação que soma novos elementos à sua equação a dois?
Porque é que as pessoas têm filhos?
A resposta a esta questão tem sofrido algumas alterações ao longo do tempo, de acordo com a evolução da sociedade, da ciência e da industrialização. Se nas sociedades agrárias, as famílias tinham muitos filhos e a taxa de mortalidade infantil era muito elevada, ter vários filhos aumentava a probabilidade de alguns atingirem a maturidade e ajudarem as suas famílias no trabalho.
No que diz respeito aos tempos atuais, a perspetiva de ter filhos é vista de formas distintas. Nos Estados Unidos, foram estudados 600 casais nos primeiros 6 anos de casamento e a maioria via as crianças como uma necessidade de ter “uma verdadeira vida familiar”, como fonte de amor e afeto e como amortecedores contra a solidão. Contudo, também viam desvantagens na parentalidade: mudanças no estilo de vida, custos financeiros e problemas de carreira para as mulheres. Quase metade destes casais avaliaram outros valores – uma carreira satisfatória, tempo para estar com o cônjuge, dinheiro extra ou uma casa arrumada e ordenada – tão ou mais importantes do que ter filhos (Neal, Grout, & Wicks, 1989). Outro fator determinante é a continuidade da espécie e do código genético de cada indivíduo.
A Mãe e o Pai
De acordo com Papalia, D., Olds, S.W., Feldman, R.D. (2001), a decisão, o momento e as circunstâncias da parentalidade podem ter vastas consequências para uma criança e para o respetivo casal. Se um nascimento foi planeado ou acidental, se a gravidez foi desejada ou não, a idade dos pais, o relacionamento do casal, as expetativas em relação à parentalidade, as condições socioeconómicas, etc.
Tratar de nós
30.1.19
A minha recuperação pós parto do FM (aqui) foi muito boa pois consegui perder todo o peso acumulado na gravidez e até atingi um peso inferior ao que estava.
E melhor que perder foi ter conseguido manter sempre o peso, sem oscilações mesmo quando fazia algumas extravagâncias.
E nesta gravidez quis ter um maior cuidado com o corpo mas sinto que por mais cuidados que tenha não me livro dos kilos a aparecer constantemente na balança.
Confesso que não me sinto obcecada com a balança e se há altura em que podemos pecar mais vezes é esta mas para tentar minimizar a mudança que o nosso corpo sofre optei por recorrer uma vez mais à InBeauty Clinic para fazer o LPG. Já tinha feito na minha recuperação pós parto e tinha tido óptimos resultados.
Questionei o meu médico sobre este tratamento e a resposta foi positiva por isso não perdi tempo em marcar as sessões de LPG para que consiga minimizar os "estragos" causados pela gravidez.
Kilos a mais já tenho mas se conseguir eliminar a gordura localizada, reduzir a celulite e dar firmeza à pele fantástico.
O LPG é feito no corpo todo mas por estar grávida só faço nas pernas e hoje experimentei no rosto que também adorei.
Ficamos com a pele do rosto mais firme, mais luminoso e com rugas menos atenuadas.
Este tratamento é 100% Natural e é uma técnica não invasiva.
Já senti alguma diferença e se tudo correr como o previsto irei fazer até ao dia que tiver o baby.
Aconselho e para que também possam experimentar este maravilhoso tratamento desafiei a responsável da clinica a fazer uma MEGA PROMOÇÃO PARA VOCÊS. Não se esqueçam de usar o código ibc193.
E melhor que perder foi ter conseguido manter sempre o peso, sem oscilações mesmo quando fazia algumas extravagâncias.
E nesta gravidez quis ter um maior cuidado com o corpo mas sinto que por mais cuidados que tenha não me livro dos kilos a aparecer constantemente na balança.
Confesso que não me sinto obcecada com a balança e se há altura em que podemos pecar mais vezes é esta mas para tentar minimizar a mudança que o nosso corpo sofre optei por recorrer uma vez mais à InBeauty Clinic para fazer o LPG. Já tinha feito na minha recuperação pós parto e tinha tido óptimos resultados.
Questionei o meu médico sobre este tratamento e a resposta foi positiva por isso não perdi tempo em marcar as sessões de LPG para que consiga minimizar os "estragos" causados pela gravidez.
Kilos a mais já tenho mas se conseguir eliminar a gordura localizada, reduzir a celulite e dar firmeza à pele fantástico.
Ficamos com a pele do rosto mais firme, mais luminoso e com rugas menos atenuadas.
Este tratamento é 100% Natural e é uma técnica não invasiva.
Já senti alguma diferença e se tudo correr como o previsto irei fazer até ao dia que tiver o baby.
Aconselho e para que também possam experimentar este maravilhoso tratamento desafiei a responsável da clinica a fazer uma MEGA PROMOÇÃO PARA VOCÊS. Não se esqueçam de usar o código ibc193.
Uma gravidez é sempre única
29.1.19
Felizmente posso afirmar que todas as minhas gravidezes são Santas.
Daquelas boas que só se vê uma barriga a aumentar porque de resto não tenho nenhum mau estar, complicações, enjoos e afins.
Mas de todas as gravidezes esta está a ser a mais desafiante e mais diferente de todas.
Daquelas boas que só se vê uma barriga a aumentar porque de resto não tenho nenhum mau estar, complicações, enjoos e afins.
Mas de todas as gravidezes esta está a ser a mais desafiante e mais diferente de todas.
- Uma barriga a crescer a olhos vistos.
- Comecei a sentir o bebé às 14 semanas ao contrário das outras que só comecei pelas 20 e 18 semanas.
- Um menor cansaço que as outras, também não tenho hipótese que seja de outra forma.
- Desejos que foi algo que nunca tinha tido e achava mesmo que era mito até ao dia que por volta das 3h da manhã deu-me uma vontade louca por maçãs verdes, ainda pensei em acordar o B mas sabia que era impossível satisfazer o meu pedido, o que é certo é que assim que as 8h da manhã bateram no meu telefone, obriguei-o a ir ao Pingo Doce comprar as tão desejadas maçãs. A minha sorte é que os meus desejos têm passado por maças e saladas e nos piores dias gelados.
- Enjoei coca-cola, o cheiro a tabaco e frango assado. Só de sentir o cheiro ou pensar em frango fico nauseada.
- Pela primeira tenho uma maior sensibilidade no peito.
- E a pior parte são os kilos que já aumentei, não sei precisar quantos porque não me peso todos os dias. Aliás só me peso mesmo nas consultas para não me deprimir tanto.
- Confesso que sempre adorei estar grávida porque é a altura que me sinto mais bonita mas nesta acho mesmo que estou a grávida mais feia do planeta.
Todas as gravidezes tem a sua particularidade e esta está a ser engraçada porque está a ser completamente diferente das outras duas.
Sinto que nós aproveitamos a gravidez e tudo o que a envolve muito mais quando somos mães pela primeira vez, é tudo novidade, seguimos todos os conselhos religiosamente, lemos manuais de grávida como se tratasse da Bíblia e vivemos ao segundo para todos os pontapés. Já nas restantes gravidezes embora estejamos felizes na mesma, já sabemos tudo e vivemos de uma forma mais calma e consciente, além de que o nosso tempo para desfrutar da barriga é muito menor.
Mas apesar de todas as diferenças continuo a adorar estar grávida, é uma sensação única. Adorava viver este momento muito mais vezes mas saber que esta será a minha última deixa-me uma certa nostalgia e um sentimento meio agridoce.
Amanhã completo as 20 semanas e uma terceira gravidez implica que passe ainda mais rápido as 40 semanas.
A primeira noite fora
27.1.19
Foi na 5ªfeira que de uma forma indirecta o T mostrou a vontade de ir para casa da sua terapeuta.
Assim que chegou ao carro (da terapia) começou a chorar e a pedir para ir com a Pipa como carinhosamente lhe chama.
Nunca antes o tinha feito.
O que é certo é que eu e a F conversámos sobre essa vontade e ambas concordámos que no dia seguinte o T iria com ela passar a noite e o Sábado.
De manhã assim que acordou, segredei-lhe ao ouvido e contei-lhe que hoje dormia com a Pipa, aqueles olhos brilharam tanto que chegaram-me a ofuscar tal era o seu brilho.
Abriu o sorriso e disse-me que queria muito. Assim que me despedi disse-me que ia fazer "óó" à Pipa.
Apertei-o com força, dei-lhe um beijinho e disse-lhe para que se divertisse.
Assim que fechei a porta, o meu coração ficou apertado, não por falta de confiança, pelo contrário, mas porque custa-me sempre deixá-lo ir.
Era algo que queria muito e eu apenas lhe fiz a vontade. Por mais que me custe o T não é propriedade minha, é propriedade sua e merece voar sozinho e estar com pessoas que o façam feliz.
Pelos vídeos e fotografias que a F foi enviado deu para perceber que ele estava verdadeiramente feliz.
Sei que brincaram até à exaustão e que ambos se divertiram muito, foram a sobra um do outro todo o tempo.
Já passava das 23h e o T estava tão excitado de estar em casa da sua Pipa que não queria dormir e de manhã pelas 7h já andava a pé a pedir para ir passear.
O que é certo é que aproveitaram o bom tempo para desfrutar dos jardins, ele a Pipa e a sua cadela.
Estava radiante e o dia foi passado a correr atrás da Cacau (cadela da Pipa) entre várias brincadeiras.
Claro que na hora de sair sentou-se no jardim a chorar porque não queria vir embora.
Chegou a casa feliz mas assim que percebeu que a Pipa ia sair voltou a vestir o casaco e os sapatos e só chamava por ela. Quando percebeu que ela já não estava chorou porque queria ir com ela.
Mas o cansaço era tal que adormeceu ao meu colo, sempre com a Pipa na ponta da lingua.
É incrível a relação destes dois, é das verdadeiras e das que já pouco se fabricam. Uma relação entre uma criança e uma terapeuta que passou o lado profissional para o pessoal de uma forma mágica.
Em que o T tem a perspicácia para perceber que a Pipa amiga é diferente da Pipa terapeuta.
Uma relação à base de confiança e de um amor único a destes dois e que assim seja para toda a vida.
Assim que chegou ao carro (da terapia) começou a chorar e a pedir para ir com a Pipa como carinhosamente lhe chama.
Nunca antes o tinha feito.
O que é certo é que eu e a F conversámos sobre essa vontade e ambas concordámos que no dia seguinte o T iria com ela passar a noite e o Sábado.
De manhã assim que acordou, segredei-lhe ao ouvido e contei-lhe que hoje dormia com a Pipa, aqueles olhos brilharam tanto que chegaram-me a ofuscar tal era o seu brilho.
Abriu o sorriso e disse-me que queria muito. Assim que me despedi disse-me que ia fazer "óó" à Pipa.
Apertei-o com força, dei-lhe um beijinho e disse-lhe para que se divertisse.
Assim que fechei a porta, o meu coração ficou apertado, não por falta de confiança, pelo contrário, mas porque custa-me sempre deixá-lo ir.
Era algo que queria muito e eu apenas lhe fiz a vontade. Por mais que me custe o T não é propriedade minha, é propriedade sua e merece voar sozinho e estar com pessoas que o façam feliz.
Pelos vídeos e fotografias que a F foi enviado deu para perceber que ele estava verdadeiramente feliz.
Sei que brincaram até à exaustão e que ambos se divertiram muito, foram a sobra um do outro todo o tempo.
Já passava das 23h e o T estava tão excitado de estar em casa da sua Pipa que não queria dormir e de manhã pelas 7h já andava a pé a pedir para ir passear.
O que é certo é que aproveitaram o bom tempo para desfrutar dos jardins, ele a Pipa e a sua cadela.
Estava radiante e o dia foi passado a correr atrás da Cacau (cadela da Pipa) entre várias brincadeiras.
Claro que na hora de sair sentou-se no jardim a chorar porque não queria vir embora.
Chegou a casa feliz mas assim que percebeu que a Pipa ia sair voltou a vestir o casaco e os sapatos e só chamava por ela. Quando percebeu que ela já não estava chorou porque queria ir com ela.
Mas o cansaço era tal que adormeceu ao meu colo, sempre com a Pipa na ponta da lingua.
É incrível a relação destes dois, é das verdadeiras e das que já pouco se fabricam. Uma relação entre uma criança e uma terapeuta que passou o lado profissional para o pessoal de uma forma mágica.
Em que o T tem a perspicácia para perceber que a Pipa amiga é diferente da Pipa terapeuta.
Uma relação à base de confiança e de um amor único a destes dois e que assim seja para toda a vida.
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