O terceiro filho esteve sempre nos planos e foi sempre um desejo nosso.
Se havia certezas na minha vida era esta. Agora era uma questão apenas de tempo.
Confesso que a decisão do segundo filho foi mais rápida que desta. Engravidei do FM quando o T fez o seu primeiro ano de vida.
Deste baby já esperámos mais pois o FM não foi um bebé nada fácil, foi um bebé de muito colo, de noites mal dormidas e a nossa vida demorou praticamente dois anos a estabilizar.
Foram muitas as horas a embalar este baby pelos corredores da nossa casa durante a noite e a vontade de ter um terceiro filho foi um pouco adiada.
O que é certo é que quanto mais estável ficava a minha vida menos vontade tinha, não sei se seria o meu egoísmo a falar mais alto mas era isto que sentia.
No entretanto o marido que em tempos dizia que não queria, começou a dizer que queria e queria. Acho que insisti tanto que ficou com mais vontade do que eu.
Em Junho decidimos que tirava o Diu e depois era quando fosse. Mas a vontade de ter menina era tão grande que me aventurei em mapas chineses e quase fiz um estudo intensivo às minhas amigas que tinham tido meninas para saber se havia algum segredo...
Cheguei à conclusão que o calendário chinês nem sempre acerta porque supostamente o T seria uma menina, quando percebi que não batia certo, desisti do calendário que já tinha feito.
Loucuras, à parte....
Depois ouvi dizer que se tivéssemos relações antes do dia da ovulação a probabilidade de ser menina era superior isto porque dizem que os meninos são mais rápidos a chegar ao óvulo e as meninas demoram mais um pouco.
Eu lá fui com esta teoria para o médico ao qual se riu e me respondeu que isso são "tretas" e que tudo não passava de probabilidades mas eu sou muito teimosa e levei a minha ideia à vante.
O meu marido achava que era louca, nunca me levou a sério por isso o momento a dois aconteceu sempre porque sim e sem estar planeado mas depois lá lhe dizia que ele estava a ser muito inconsciente porque não estávamos a seguir a minha aplicação que tinha no telefone.
Mas uma parte de mim não queria ter este peso, queria deixar as coisas fluirem com naturalidade, queria engravidar quando tivesse que ser, sem planear o mês do nascimento (que queria tudo menos voltar a ter um bebé de Verão por mais vantagens que tivesse) e o sexo por mais que desejasse uma menina.
Quando tirei o Diu lembro-me que fiquei nervosa, sabia que depois disso voltaria a ser mãe a qualquer momento. E perceber que este filho pode ser o último deixa-me triste, saber que nunca mais irei passar por estas emoções que envolvem ter um filho deixa-me emocionalmente triste.
Depois de ter tirado lembro-me de ter pensado, agora que seja o que Deus quiser, mas que venha a menina por favor que a minha casa não aguenta mais homens.
Entreguei tudo nas mãos de Deus e o controlo na aplicação foi relativo já que o marido estava sempre a boicotar o meu esquema.