Felizmente não me posso queixar pois o pai dos meus filhos é um pai presente e preocupado mas conheço outros pais que não estão tão presentes no dia a dia dos seus filhos, muito pelo excesso do trabalho.
Mas o que é certo é que independentemente do pai estar presente ou não há coisas que nem sonham o que é preciso fazer e o que nós fazemos para tornar os dias mais leves.
Tomei essa consciência quando em tempos tomei a decisão que ía de férias para o Algarve só com um dos meus filhos (podem ler
aqui).
Lembro-me de me ter sentado na mesa da sala e ter escrito folhas e folhas com recados e recadinhos, com tarefas e obrigações e foi aí que percebi que o papel de uma mãe é indispensável numa família e que somos nós que fazemos tudo acontecer.
Muitas delas são coisas simples, como uma medicação ou mesmo o material a levar para a escola mas é nessas pequenas coisas que se geram as grandes coisas.
O que é certo é que por mais ajudas que tenhamos dos nossos maridos, há coisas que só o coração de uma mãe sabe, talvez seja o instinto maternal a falar mais alto e que nos mete constantemente na linha da frente. Não sei...
Acredito que o nosso cansaço venha daí e a falta de esquecimento (que o meu marido diz que ficou no bloco de partos há 4 anos) também. Todas estas preocupações sozinhas não representam nada mas juntas fazem a diferença para um bom funcionamento familiar.
Orgulhei-me de mim ao escrever cada tarefa, mas enchi-me de medo ao perceber que há coisas que são tão nossas e que por mais bilhetes que escrevamos nunca serão feitos da mesma forma, não que sejam feitos sem amor mas são feitos de forma diferente.
Mãe é mãe! Uma mãe será sempre uma mãe. É algo que nasce connosco!