Segurança nos nossos filhos

28.6.18
Assim que os nosso filhos começam a gatinhar é preciso adaptar a casa para que nos certifiquemos que não existem perigos.

Aconselha-se inclusive que nos ponhamos de gatas para que tenhamos a perspetiva que os nossos filhos têm e assim perceber onde estão os maiores perigos.

Infelizmente existem algumas situações que não se conseguem evitar mas outras que conseguimos. Cada casa é diferente por isso cabe a nós identificar onde mora o perigo na nossa casa.

Pessoalmente optei por não ter mesa de centro na sala para que tenham maior liberdade de movimento e com o seu devido tempo fui "obrigada" a retirar tudo o que é peças de decoração de fácil acesso, nomeadamente na estante e em mesas de apoio.

Contudo deixo-vos algumas dicas transversais a qualquer casa.

  • Tapar todas as tomadas da casa;
  • Não deixar produtos perigos ao seu alcance (medicamentemos, detergentes);
  • Proteger as esquinas do quarto;
  • Verificar a temperatura de água com termómetro ou com o cotovelo;
  • Verificar a temperaria da comida;
  • Intalar fechos de segurança nas gavetas e portas;
  • Esconder os cabos dos aparelhos tecnologias;
  • Não ter à vista peças pequenos de brinquedos ou moedas;
  • Atenção aos tachos e frigideiras no fogão;
  • Não deixar nas varandas nada que os leve trepar;
  • Fechar bem as janelas;
  • Cuidado com as pilhas soltas em casa.

Espero que vos seja útil!

São pequenas mudanças mas que podem tornar um futuro mais feliz.

Existem também muitas dicas sobre a segurança no mundo digital que podem encontrar aqui: Kaspersky Lab.


O sono visto pela Enfermeira Ângela Baptista

26.6.18

A temática do sono é uma preocupação frequente entre os pais, por vezes, geradora de grande ansiedade. O que mais vos quero transmitir é que tanto nesta questão como em tantas outras (iniciar o caminhar, o falar…) cada bebé tem o seu ritmo próprio, é uma pessoa com caraterísticas únicas.

Então o que podemos fazer para ajudar? (perguntarão vocês) 

Muito, o primeiro passo é respeitar e conhecer o vosso bebé…os seus ritmos e necessidades! Acima de tudo não criem pressões em vós próprios, por comparações com o que vêm ou com o que idealizaram! No entanto, são vocês, os pais, que estarão lá para dar a segurança precisa. Com os estudos que vários autores têm realizado sobre esta matéria conseguimos “apurar” algumas estratégias que podem facilitar a “higiene do sono” respeitando as vossas características pessoais. Deixo-vos com algumas:

  •  Oferecer um ambiente envolvente calmo (baixo ruído, baixa luminosidade, poucos estímulos visuais)
  • Oferecer o “lugar de dormir” exclusivo (berço, cama) ou seja, que seja só para dormir e não esteja associado ao brincar.
  • Criar uma rotina familiar que procede o momento do sono, a partir dos (6M) (massagem, embalo, música, narração de histórias…)
  • Dar a oportunidade da criança adormecer na sua cama, no seu espaço, com um objeto de transição (peluche, fralda de pano…luz de presença) se a criança despertar na cama, sozinha, vai conseguir assim ter recursos seus para voltar a adormecer.
  • Quando a criança despertar… confortá-la com ela na cama…dizendo-lhe palavras securisantes “está tudo bem…a mãe gosta muito de ti…vamos dormir”.
  • Se mesmo assim não resultar … oferecer algum daqueles cuidados que a criança reconhece como parte da rotina do sono.
O toque através da massagem é uma das formas de transmissão de amor e empatia, são inclusivamente libertadas hormonas da “tranquilidade” como a ocitocina! A Mustela dispõe de um bálsamo reconfortante que pelos seus constituintes (pinho, camomila…) confere propriedades relaxantes, melhorando o conforto e estimulando a calma e o sono. A aplicação com massagem do peito, braços…tem muito bons resultados!



Almofada | Emília 


Enfermeira Especialista em Saúdeo Infantil e Pediátrica
Ângela Baptista
b_a_badobebe@hotmail.com

Um vestido Multitask

25.6.18
Um vestido Multitask da Trendy Bazaar.

Que tanto dá para usar na praia como numa festa de final de dia ou até mesmo para os dias mais casuais.






Agenda de lazer #4

22.6.18
Parece que o fim‑de‑semana estará bom para desfrutarmos do Verão que acabou de chegar.

Sugestões para terem dois intensos de atividades :)

Lisboa

Teatro Tivoli BBVA- A Origem de Bum 18h (+ 3 anos. Entre 8.5€ a 13€)
Parque Catarina Eufémea - Muita Tralha, pouca tralha (+3 anos. Grátis)
CCB - No fundo Portugal é mar (para todas as idades. Grátis)
CCB - Filho de peixe sabe... pintar
Lisboa Story Centre - A história da cidade de Lisboa (+6 anos. Ente 3€ a 7€
Castelo São Jorge - Morcegos no Castelo

Cascais
Casa da Horta da Quinta da Santa Clara - Semear para depois colher (Dos 3 aos 10 anos. Grátis)

Loures
Biblioteca Municipal José Saramago - As cantadeiras de histórias (todas as idades. Grátis)

Porto 
Fundação Serralves - Quem mora no Jardim (0+. 5€


Passear, passear, passear....ao ar livre!

Bom fim-de-semana!!


As mães também falham!

21.6.18
Isto de ser mãe, é mais que um ciência exata. Não existe o certo ou o errado. Os dias são feitos de instinto, de certezas e de muitas incertezas.

Por vezes achamos que estamos a caminhar na direção certa até que percebemos que o caminho que achávamos ser certo não ser o mais acertado.

A vida é isto mesmo e ninguém disse que educar e cuidar de um filho era tarefa fácil, é muito mais que mudar fraldas e alimentar.

Ser mãe aprende-se todos os dias mais um bocadinho, aprende-se com bons momentos, com  lágrimas e com avanços e recuos.

E hoje tive consciência que falhei redondamente!

Ter um filho com necessidades especiais na escola não é fácil, sei por outros pais que já passaram por esta experiência que o caminho é feito de muita luta e de muitos altos e baixos mas o meu positivismo eleva-me sempre a pensar que tudo vai dar certo.

Este ano foi talvez o mais desafiante para nós, o ano de mudanças, o ano em que o T entrou na escola, onde tive que adaptar vezes sem conta o seu horário, onde tive de estabelecer prioridades e muitas vezes baixar os meus objetivos em prol do seu bem estar.

Tenho um equipa multidisciplinar a trabalhar diariamente com o T, cada terapeuta tem a sua visão, a sua forma de ensinar e não é fácil gerir cada metodologia e unir todas numa só.

Foram feitos vários pontos de situação, ou melhor eu fui fazendo entre elas, o tempo nem sempre abona a nossa favor e não é fácil reunir sete terapeutas numa sala, eu consegui fazer duas (a segunda será amanhã) mas hoje tomei consciência que não foi o suficiente.

Na consulta com a psicóloga de desenvolvimento, percebi que a comunicação devia ter sido mais eficaz entre todas, que faltaram trocas de informações entre elas, que ficaram coisas para trás, que podia ter sido mais diretiva, que podia ter dado mais de mim, e que acima de tudo que devia ter estado mais atenta.

Houve coisas que concordei e outras que nem tanto mas a minha falta de experiência fez-me acreditar e confiar e esse foi o meu problema.

A Escola dos "grandes"

20.6.18

O sistema educativo português oferece um ensino gratuito a partir dos três anos de idade, dando-se início ao ensino pré escolar. Este período sério de aprendizagem através da brincadeira e do desenvolvimento de competências motoras, linguísticas, emocionais e sociais, representa uma fase de muita importância, se não a mais importante, no desenvolvimento socioeducativo de uma criança. É neste período que se lançam as sementes que depois irão florescer ao longo do percurso escolar e educativo das crianças.

Aos seis anos em Portugal, sete, noutros países, tal como a Finlândia, as crianças integram o primeiro de quatro ciclos de escolaridade obrigatórios, segundo a lei atual portuguesa: 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básicos e o ensino secundário. Nesta fase, supostamente a criança atinge a maturidade cerebral que a permite avançar nos conhecimentos que se irão tornar cada vez mais complexos e abstratos e também deverá ter uma maturidade emocional para lidar com a resolução de problemas, a gestão da frustração, o autocontrolo e a autonomia que a entrada para a escola exige.

Neste sentido, quer a entrada para o jardim de infância (creche), quer para o primeiro ciclo são momentos vividos com alguma ansiedade e preocupações para os pais que, consequentemente, pode ter impacto nas crianças. São períodos de decisão difíceis, em que é exigidos às crianças e aos pais um corte com uma certa zona de conforto e de controlo relativamente à sua educação e desenvolvimento.

Contudo, a boa notícia é que, por norma, com quanto mais naturalidade estas etapas forem vividas, maior é a probabilidade de as coisas correrem bem. Como é natural, há sempre um período de adaptação para todos (crianças, pais e restante família, educadores e professores, etc) que deve ser respeitado.

Por esta altura, várias são as famílias que estão perante esta tomada de decisão: Os pais das crianças de 2/3 anos que têm tido o privilégio de estar em casa com os avós, amas ou outros familiares que se questionam se estará no momento do seu filho conviver com outras crianças num ambiente de aprendizagem e de estimulação cognitiva, que é sempre diferente daquela que se tem no contexto familiar (a não ser que o cuidador da criança tenha formação pedagógica e desenvolva essas competências, tal como acontece no ensino doméstico, sendo este uma opção cada vez mais procurada por famílias portuguesas), assim como o caso das crianças com 5/6 anos que pela sua idade poderão estar em situação de matrícula no 1º ano de escolaridade. À partida, qualquer criança que faça 6 anos até ao dia 15 de Setembro do ano letivo que inicia, estará em condições de se matricular no 1º ciclo. Os alunos que celebrarem o seu aniversário após essa data, poderão ou não optar pela matrícula no 1º ano, sendo que no caso da inscrição, existe o risco de não conseguirem vaga, uma vez que são alunos condicionais, não sendo considerados como prioritários. Neste caso, será importante realizar a matrícula em mais do que um estabelecimento de ensino, e simultaneamente no jardim de infância, para que possa ter sempre uma vaga garantida no ensino público.

Foquemo-nos na entrada para a segunda “Escola dos Grandes” (1°ano):

Como saber se é o momento certo?
A resposta está inteiramente no seu filho. Cada criança é única e especial, sendo importante conhecê-la nas suas diferentes dimensões e para isso, por vezes é importante recorrer à opinião da educadora, dos médicos e outros técnicos que acompanham a criança, assim como à opinião dos familiares próximos e atentos ao desenvolvimento da criança. A decisão será sempre sua, mas não se esqueça que conhece o seu filho enquanto filho, mas que também é importante ter uma perspetiva da criança noutros papéis sociais, nomeadamente enquanto aluno. A educadora pode ser uma grande aliada nesta tomada de decisão, tendo um conhecimento aprofundado das dimensões cognitivas, sociais e emocionais da criança. Estas três dimensões envolvem competências tais como: a motricidade, a linguagem, o raciocínio, a atenção, a memória, a resistência à frustração, a persistência na tarefa, o conseguir controlar os seus impulsos, a autonomia, a socialização, entre outras.

Como se vê, são precisos vários requisitos para que a entrada para a escola possa ser feita com alguma segurança, no entanto, nem todas as crianças atingem os mesmos patamares na mesma altura nem da mesma forma, sendo, por isso, importante conhecer bem a criança e sobretudo não ter pressa de saltar etapas nem que ela cresça depressa ou devagar demais. Respeitar o ritmo do seu filho pode ser uma importante aprendizagem e, geralmente, é sempre a decisão mais acertada.


O que muda na entrada para a escola?

O espaço normalmente é uma mudança de peso na entrada para a escola. Muitas vezes é dentro do mesmo recinto onde a criança frequentou o jardim de infância, contudo, o edifício muda assim como a própria imagem da sala de aula. A principal diferença, na maioria das escolas, é que de uma disposição de mesas em grupo, passa-se para mesas individuais ou a pares, o famoso tapete e os adorados cantinhos de brincadeira desaparecem para dar lugar a móveis de organização para os livros e cadernos escolares. No ensino tradicional, a sala passa a ser um lugar de trabalho em que os brinquedos ficam apenas a assistir, tendo a brincadeira lugar apenas no recreio, que parece sempre pouco para a energia que há para gastar. Pode ser importante fazer uma visita com o seu filhos, à escola/instalações novas para que o conhecimento prévio do espaço possam trazer maior segurança para todos.

Na maioria das escolas os horários são mais rígidos relativamente ao jardim de infância e as orientações das escolas regem-se pelo estatuto do aluno que prevê aspetos tais como as faltas, a (in)disciplina, a participação do encarregado de educação na vida escolar do aluno, etc. Seja um modelo para o seu filho relativamente ao respeito a ter pela instituição escolar e pelo direito de aprender: respeite os horários, faça um esforço por entender as regras e normas da escola, passando essa mensagem ao seu filho, reforçando sempre a importância da figura do professor.

Os conteúdos pedagógicos alargam-se e aprofundam-se. São solicitadas cada vez mais competências às crianças para que possam acompanhar um currículo que por vezes vai para além do que é possível exigir ao cérebro de uma criança. Todavia, a possibilidade de evolução e a sensação de progresso é das sensações melhores que se poderá dar a uma criança em idade escolar. A partir de agora, poderão ser elas a ensinar os adultos certas coisas que estes há tanto tempo já se esqueceram. Isso traz-lhes uma sensação muito grande de eficácia e de importância. Permita que o seu filho fale consigo e lhe mostre o que aprendeu, reforce o quão importante é cada aprendizagem e faça um elogio por cada vitória alcançada.

Orgulho em ti!

19.6.18
E assim acabou um ano letivo.

Ainda me lembro como se fosse hoje do primeiro dia em que o deixei. Continuo a afirmar que nenhuma mãe está preparada para ver os seus filhos voarem.

Pelo menos eu não estou, e se há pessoa resistente ao seu crescimento sou eu! Tento não ser assim porque crescimento é sinónimo de sabedoria mas só de saber que cada conquista deles é um pulo para a sua autonomia parte-me o coração.

Sou daquelas que durmo agarrada a eles, que os cheiro até ficar sem ar e onde tento congelar cada suspiro seu para sempre.

O balanço do seu primeiro ano letivo foi muito bom. Não há criança, auxiliar ou professora que não conheça o T.

O T tem um carisma que não deixa ninguém indiferente, não o digo por ser meu filho mas porque tenho noção do quanto ele brilha por si.

Nunca em momento algum senti que a sua trissomia se sobrepôs ao seu nome. O que outros meninos faziam ele também fazia mesmo que por vezes fosse a um ritmo diferente.

Andei sempre de mãos dadas com a escola e todas as terapeutas se esforçaram sempre por manterem uma ligação entre si e trabalharmos todos em conjunto para um único objetivo: O melhor desenvolvimento do T.

A festa foi o culminar de todas estas experiências novas.

Foi com um orgulho gigante que o vi subir ao palco vestido com o seu fato de palhaço. E ali não houveram diferenças, não houve trissomia, nem tão pouco limitações, apenas houve crianças felizes.



Estavam todos felizes e isso foi bonito de ver, cada um com o seu papel e com uma vontade enorme de brilharem. Por de trás daquele palco havia toda uma equipa que se esforçou e trabalhou arduamente com os nossos filhos para que eles pudessem desempenhar o seu papel da melhor forma.

No lado de cá estavam famílias inteiras, pais, avós, irmãos, tios para aplaudirem de pé todo o empenho das suas crianças.



O FM teve sempre muito atento ao irmão e assim que o T o viu começou logo a chamá-lo. É um respeito, uma admiração mútua que chega a emocionar.

Foi um final de tarde intenso! Emocionei-me vezes sem conta, vibrei cada palma, cada sorriso cada dança dele, e quase que me caíram as penas tal era o orgulho que senti pelo meu achinesado.