Ainda não percebi porque é que nós mulheres somos tão más umas para as outras. Na realidade acho que é algo que nasce connosco.
As mulheres de uma forma geral são inimigas umas das outras, somos as primeiras a criticar e a olhar de lado. O mundo das mulheres no trabalho chega a ser um "inferno" e talvez seja por isso que preferimos trabalhar com homens.
Os homens ao contrário das mulheres resolvem tudo na hora, sem dramas e dramatismos, é aquilo e pronto, dizem o que têm a dizer na altura, por vezes resolvem à porrada, é um facto, mas fica ali e pronto.
Agora as mulheres... Uiii... falam e falam nas costas umas das outras e se for preciso ainda metem mais um "pó" só para denegrir mais a imagem da outra pessoa. E jamais esquecem...
Este é o mundo das mulheres e quem nunca o tenha feito que atire a primeira pedra.
E na maternidade não é muito diferente... As mães são as primeiras a julgar, ou porque optou por não dar mama, ou porque dá para lá do "razoável", ou porque dorme com o filho ou porque o deixa adormecer no berço sozinho, ou porque usa saltos altos altos, ou porque nunca mais se preocupou com a imagem.... ou porque... ou porque...
E aqui desculpem-me...
Nós Mães somos as maiores "cabras" umas para as outras! Somos incapazes de valorizar o filho da outra mãe porque isso automaticamente inferioriza o nosso.
Somos incapazes de ficar caladas e de dar um abraço à outra mãe só porque sim.
Estamos focadas em erguer um troféu e para isso cantamos em voz alta que o nosso filho é melhor que todos os outros, ou porque começou a dormir prematuramente uma noite por completo, ou porque manuseia os talheres com uma destreza fora de série, ou porque começou a dar os primeiros passos quando saiu da maternidade ou mesmo porque começou a falar fluentemente com 3 meses, ou porque o filho já voa, ou porque até já tirou o mestrado e ainda só tem 4 anos.
Parece que não vemos mais nada para além do nosso umbigo, só nos interessa erguer a taça do melhor filho do mundo.
Mas um FILHO É SEMPRE O MELHOR DO MUNDO, independentemente se fala com três meses ou com três anos ou se começa a andar com dois anos em vez dos normais 12 "meses".
Por isso MÃES! Chegou a hora de nos unirmos e de acharmos que os nossos filhos são mais que os outros. (na realidade eles são, mas são para nós, para a outra mãe é o dela) Por isso vamos ouvir mais, vamos estar mais atentas ao que outra mãe precisa.
Não precisamos de provar que o nosso filho é melhor deitando uma mãe abaixo. Olhem à volta e se aquela criança não faz algo que a escala desenvolvimento dita é por algum motivo, não é preciso reforçar essa ideia nem tão pouco evidenciar o nosso filho. Aquela mãe tem olhos e sente isso de uma forma natural por isso não a façam sentir-se pequena como "mãe".
E aqui não é preciso só palavras, os olhares indiscretos e expressões incrédulas também contam...