Mensagens que nos enchem o coração

22.3.18
Ainda não caí em mim...
O dia de ontem foi intenso e único!

Já li mais de 3000 mensagens e ainda não acabei. Mas entre escrever-vos sobre o lançamento ou responder ás mensagens optei por vos agradecer por todo o vosso carinho.  

Adorei cada palavra vossa e por isso mesmo hoje partilho convosco esta mensagem que me chegou e que encheu tanto o meu coração.

É todo este carinho que me motiva.

Obrigada!!


"Querida Andreia,

Quero desde já começar por lhe desejar os Parabéns de ter uma família tão bonita e encantadora e por ter escrito um livro, que já tive oportunidade de o ler, onde transmite num testemunho forte e intenso a história de vida da sua família.

Quando visitei o blog “Tomás My Special Baby” pela primeira vez, li todos os post’s que tinha perdido, isto porque não descobri o blog desde o início e, desde logo soube que era uma mãe fantástica, dedicada e que movia montanhas para alcançar todos os seus objetivos e aqui o objetivo era integrar o Tomás na sociedade, lutar pela sua igualdade e acima de tudo fazer com que ele seja hoje um bebé feliz e mais tarde um adolescente e um adulto feliz. Ao longo do tempo tenho acompanhado o blog e tenho-me deliciado com os post’s que escreve.

Até que no dia 21 de fevereiro, me deparo com uma foto sua e de uma ardósia que continha a seguinte informação “Falta 1 MÊS J” e comecei desde logo a pensar no que estava para chegar, será que era um livro, uma marca de roupa, uma baby girl a caminho, mas tinha de esperar pelo grande segredo da “Special Family”.

O grande mistério foi revelado no dia 28 de fevereiro, era um livro, um livro escrito com um amor único, um livro escrito por uma mãe que sem a conhecer já gostava dela por ser tão lutadora, guerreira e por ter uma energia tão positiva. Neste post, publicado às 21 horas, a Andreia dizia que o lançamento do mesmo era no dia 21 de março de 2018, Dia Internacional da Trissomia 21, ou seja, no dia do Cromossoma do Amor .

Comecei desde logo a tentar convencer os meus pais a ir ao lançamento do livro que mais quis ler em toda a minha vida, era uma viagem um pouco longa, cerca de 1h30m de caminho (sem apanhar-mos muito transito), durante a semana e após um dia de escola, no meu caso, e após um dia de trabalho no caso dos meus pais. Mas bastou uma semana para os convencer.

Ontem chegou o grande dia! O dia que mais ansiei este mês! O dia em que eu iria conhecer estes pais guerreiros e lutadores, um baby traquina e uma criança doce e, de certa forma super sociável.

Era precisamente 18h30m quando saímos de casa, eu e os meus pais, hora em que começava o lançamento do vosso livro, hora em que eu saí de casa com um nervoso miudinho, não só por vos conhecer, mas com “medo” de não chegar a horas de vos conhecer… Um misto de emoções…

Às 20h cheguei ao Colombo, entrei na FNAC e vi que ainda se encontravam a dar autógrafos, já não cheguei a tempo do lançamento, mas cheguei a tempo de vos conhecer, de agarrar num livro e me colocar na fila que se formara para receber um autógrafo.

Provavelmente, a Andreia já não se lembra de toda a gente que lhe passou pela frente, muito menos de mim, pessoa que nunca viu na vida…

Mas no preciso momento, em que eu lhe entreguei o livro para o autografar recebi um enorme sorriso vindo de si, um sorriso traquina do baby F que veio contra mim, pois não parava de correr de um lado para o outro com um menino; recebi um “Olá” super simpático vindo do Tomás, que me encheu de orgulho e que fez com que eu ficasse aínda mais “babada por ele”. Minutos mais tarde, a Andreia ainda se encontrava a autografar os últimos livros, quando eu me dirigi ao Bernardo e lhe perguntei se poderia ficar com mais uma recordação daquele momento, tiando uma fotografia com o Tomás, ele respondeu logo que sim e eu fiquei super contente. As fotos que tiramos juntos não ficaram perfeitas porque o meu telemóvel não estava a focar, mas o que me intressa é o que dá cor à foto, eramos nós, eu e o Tomás, um doce bebé que mal veio para o meu colo deu-me logo um grande beijinho, beijinho que ADOREEEIIIIII!!! (Fotos em Anexo) À saída despedi-me de si, com um grande beijinho e abraço, que mais uma vez adorei, aí senti mais uma vez a sua força que apoio com todas as minhas forças.

Quando vi as horas, convidei os meus pais a ir jantar e qual é o meu espanto, quando o meu pai diz que a vossa família estava a jantar atrás de nós. Quando olhei para trás, vi o pequeno Francisco a subir para cima da mesa e com um sorriso de orelha a orelha a dar-me um “Adeus” e a rir-se à gargalhada. Na altura de ir embora voltei novamente a olhar para trás para me despedir de vós, e só vos vi já a uma longa distância de nós (provavelmente iriam buscar o jantar), já não me despedindo assim.

Era 23h30m quando cheguei a casa (Alcobaça) mas como estava cheia de curiosidade de ler o vosso livro comecei por ler os perfácios, pensando que iria ficar por aí. Quando dei por mim, já era 01h30m da manhã e eu estava a acabar de ler a página 117 e tive que dizer a mim mesma que ficava por ali e que hoje à tarde terminava.

Hoje, mal cheguei a casa almocei, arrumei as coisas da escola e sentei-me a ler tudo o resto que me faltava, acabei às 16h00. A esta hora acabei de ler o melhor livro que alguma vez li, acabei de ler o livro onde se sente amor a cada palavra escrita, seje pela Andreia, pelo Bernardo ou até mesmo pela trapeuta Ana Filipa.

Termino assim, desejando-lhe as maiores felicidades, a si, ao Bernardo, aos baby boys, à sua família e a todos os terapeutas que vos ajudam a conseguir todas as conquistas. Obrigada por ser assim, obrigada por mudar o mundo, obrigada por ajudar as pessoas a libertarem-se, obrigada por mostrar que Trissomia não é doença, mas sim AMOR!

Adorei conhecer-vos, espero que nos possamos um dia reencontrar! Adorei! Muitos Parabéns! Beijinhos doces para todos!"



As melhores fotos são as imperfeitas

O livro

21.3.18
DIA INTERNACIONAL DA TRISSOMIA 21







HOJE EM TODAS AS LIVRARIAS E SUPERMERCADOS 

Tomás

20.3.18
Amanhã finalmente é o dia em que todas as livrarias de Portugal, incluindo supermercados se enchem  do livro que para mim é muito especial.

Um livro mágico tal e qual o meu filho. Um livro que transmite sentimentos, emoções e uma vida real, escrito na primeira pessoa, de mãe para mãe.

Assim que escrevi o livro, houve a dúvida do título, até que de um momento para o outro o nome Tomás seria o mais adequado, afinal a pessoa central desta história é ele.

Seria ele com o seu sorriso e brilho no olhar que devia dar voz a este livro.

Os dias foram passando até que não havia mais tempo e a capa tinha de ser fotografada, não havia margens de erro, o tempo não estava o desejado, mas entre pingos da chuva e sol à mistura, saímos de casa e numa hora a lente da Centrimagem conseguiu captar a verdadeira essência da nossa família.

No meio de tantas marcas de roupa, a escolhida foi a Be Chic, uma marca que me acompanha desde sempre. Liguei à Ana e lancei-lhe o desafio, ao qual me respondeu prontamente que sim, arrisquei e deixei tudo ao seu critério, quando recebi as roupas fiquei surpresa pois sem lhe ter dado qualquer indicação as cores escolhidas iam de encontro ás cores do livro.

Podem encontrar este look na nova coleção, que está "só" para lá de bonita.

Espero manhã por vocês na Fnac do Colombo ás 18.30h
Boa noite!












Baby's Look 

Mum's Look 

Fotografia 


Tempo para ser Pai

19.3.18

Aproveitando o Dia do Pai decidi ser eu a escrever, surpreendendo assim a Andreia que me pede vezes sem conta para o fazer.

Hoje quando acordei o Baby FM veio em minha direção meio tímido com um coração com a sua mão estampada e ao longe ouvia a voz da A a dizer “vai dar ao papá”.

Uns passos à frente, encontro o T na sala com o seu sorriso, a gritar “Papá, Papá”.

E são estas pequenas coisas que tornam os meus dias tão alegres. Coisas tão simples, que muitas vezes passam despercebidas mas que enchem o meu coração desde o amanhecer até ao anoitecer.

Hoje havia uma festa na escola do T para os pais e como tal fui eu que o levei à escola, para isso tive de acordar muito cedo pois as atividades começavam ás 8.30h mas não havia nada que me impedisse de ir.

Brincámos, corremos, desenhámos e acabei a manhã com um beijinho e um adeus papá!

Na viagem para ao trabalho, foi impossível não ter refletido sobre esta manhã, como estava tão crescido e tão querido. Dei por mim a pensar que as coisas mais pequenas e simbólicas são as que nos completam mais.

Por isso senti necessidade de escrever. Devemos de aproveitar mais estes momentos, eles crescem a uma velocidade veloz e dou por mim a escaparem-me pelos dedos. Não aproveitando o melhor deles, os seus sorrisos, o amor, o mimo. Os meus filhos ainda são uns bebés, não se apercebem que o país está em seca, que estamos em greve, ou que estamos em crise, apenas querem saber se o pai está em casa, se posso brincar ás escondidas, se posso desenhar com eles, se os deixo ver os seus desenhos animados preferidos debaixo da minha asa.

E é nestas coisas que percebemos que nós pais temos um poder gigante de os fazer tão felizes com tão pouco.

Por isso pergunto, se é tão fácil os fazer rir porque não fazemos mais vezes? Porque estamos demasiado preocupados com a “vida”? Com o trabalho, com as despesas e com os stresses da vida?

Claro que temos de trabalhar e sustentar a nossa família, de ter dinheiro para lhes proporcionar uma vida boa, mas não podemos esquecer que isso não é o que precisam naquele momento.

O que os faz feliz é o nosso sorriso, é a nossa presença.

O dinheiro para nós adultos, infelizmente dita mutas vezes a nossa felicidade pois precisamos dele para lhes proporcionar o melhor. Mas cabe a nós encontrarmos um equilíbrio para os nossos filhos pois o que eles precisam é de um abraço nosso.

Com isto não digo que devemos deixar de trabalhar (era bom). Mas é urgente que tenhamos consciência que é importante parar para olhar nos olhos dos nossos filhos, caso contrário eles crescem e quando olharmos para eles já não vão ser mais os nossos bebés. E o melhor de ser pai é aproveitar cada sorriso deles, cada palavra.

Pessoalmente trabalho muito e quando chego a casa já é muito tarde e pouco tempo sobra para estar com eles mas tento ao máximo equilibrar.

Deixo-vos com algumas dicas que acho necessárias para encontrarmos um equilíbrio:
  • Não levar trabalho para casa! Se tiveres que ficar um bocado mais tarde para acabar alguma coisa fica.. não leves o trabalho para casa porque isso implica não estares a 100% com eles. 
  • Fim-de-semana é fim-de-semana! Aproveita o fim de semana, desliga as notificações do e-mail. Se tiveres que pegar no telemóvel que seja apenas para tirar uma fotografia aos teus filhos. Acredita que não é o fim do mundo não veres o e-mail durante dois dias. 
  • Dia do Pai! Já que existe este dia então aproveita, é o nosso dia. Se a escola convida para ires fazer as atividades com o teu filho vai! Aproveita, é uma hora da tua vida, que para eles significa o mundo. 
  • Deixa o miúdo que tens dentro de ti vir ao de cima.. não ligues aos que as outras pessoas podem pensar. O importante é que os teus filhos riam com as tuas palhaçadas. 
Abraço a todos os pais por aí, estamos juntos!




Não faz mal ser diferente

15.3.18


“Não faz mal ser diferente. Tu és especial e importante por seres quem és” 
 (Todd Parr)

Somos quem somos devido a um conjunto de vários fatores tais como o nosso nome, o país em que nascemos, a etnia, o nosso género, a nossa orientação sexual, a nossa genética que define a nossa altura, a cor dos olhos, a cor do cabelo, a cor da pele, a forma como nos movimentamos. Somos o que somos pelo contexto em que crescemos, o que vestimos, o que comemos, o que gostamos de fazer, os sítios onde gostamos de ir, aquilo que dizemos, sentimos, pensamos e fazemos. Somos quem somos pelas oportunidades e pelas experiências que colecionamos desde o período da gestação. Somos quem somos entre as nossas capacidades e dificuldades.

É na primeira infância (desde o nascimento até aos 6 anos de vida), que a estrutura da personalidade de uma criança é construída com a ajuda dos seus principais cuidadores (pais, familiares próximos e educadores de infância). Até esse momento as crianças observam os adultos que a rodeiam, absorvendo cada detalhe daquilo que dizem e que fazem. É nesta fase, até cerca dos 8 anos que as crianças constroem a sua visão de si próprias, dos outros e do mundo. É também nesta etapa que os alicerces são construídos e que ficarão para a vida. E é principalmente também durante esta fase que as crianças merecem e precisam de ser nutridas de afeto, de segurança e de reconhecimento por aquilo que são, não podendo haver espaço para dúvidas de que são seres únicos e especiais. Todas as crianças o são, sem exceção, independentemente da cor da sua pele, do seu grau de saúde, da roupa que vestem ou do contexto em que estão inseridos. É nesta diversidade de seres que nascem as comparações feitas, inicialmente pelos pais e familiares, e que posteriormente têm impacto na formação da personalidade das crianças e na forma como interagem entre si e consigo próprias.

Desde bebés que as crianças tendem a ser comparadas entre si pela sociedade: os que dormem bem e os que dão noites más, os que começaram a andar antes de completarem um ano e os que aos dois ainda se arrastam no chão, os que já falam e os que parecem não querer dar o ar da sua graça, os que crescem numa família tradicional e os que cujos pais se separaram e que têm agora duas casas, os que comem carne e os que são vegetarianos, os que usam roupa e equipamentos eletrónicos de marca e os que não, os que já sabem as letras e os que só gostam de brincar na escola, os que agem de acordo com o que o adulto espera, e os que fogem das expetativas, os que se portam mal e os que “não dão trabalho nenhum”, os que são “normais” e os “outros”. As crianças crescem, neste vai e vem de informações, integrando a ideia de que uns são bons e os outros são maus, e que uns são mais importantes do que os outros. 



O início

14.3.18
Hoje faz precisamente uma semana para o meu livro estar em todas as livrarias do país.

Um livro que faz bater o meu coração sempre que o vejo.

Há um ano que me foi feito o convite e desde aí foi um turbilhão de emoções, primeiro porque nunca ambicionei escrever um livro, nem tão pouco achava que seria capaz para o fazer, segundo porque sabia tudo o que envolveria. Mas depois de muito conversar com o meu marido e  pensar sobre o assunto decidi abraçar este projeto e entregar-me a ele de alma e coração.

Sabia que teria dias difíceis pela frente, dias de emoções fortes e de uma grande ginástica de tempo. Era algo a acrescentar ao meu dia a dia: trabalho, família, filhos e Blog.

Até iniciar a escrita foram seis longos meses, primeiro que tudo planeámos o objetivo deste livro, a verdadeira essência que jamais poderia desaparecer, contra qualquer cariz mais comercial. Houveram avanços e recuos vezes sem conta, preparei-me psicologicamente para o que iria enfrentar, sabia de antemão que abriria muitas portas que estavam encerradas no meu coração, entretanto meteram-se as férias do verão e tentei ganhar as energias necessárias para iniciar este grande projeto.

Tinha consciência  que teria que entregar toda a escrita no dia 31 de Dezembro de 2017, e no primeiro dia de Setembro dei início ao projeto que teve tanto de fácil como de difícil. Seguramente não foi um livro fácil de escrever porque lida em primeira mão com muitas emoções.

Houve alturas que achei que não conseguia continuar, mas ter ao meu lado uma grande mulher, como a Sara Nabais fez com que nunca vacilasse. Foi ela que nunca desistiu de mim e me fez acreditar sempre que era possível.

Até que no dia 31 de Dezembro lhe entreguei o último capítulo com o sentimento de missão cumprida.

Seguiram-se dias de recolha de imagens, de revisões sem conta, que muitas vezes nos fez acreditar que o livro não estaria nas livrarias a 21 de Março.

E esta data era ponto de honra! O dia Internacional da trissomia 21. O dia de todas os bebés, crianças e adultos com Trissomia 21.

Contudo foi um livro pensado de mãe para mãe, que aborda a maternidade da forma mais crua que há.

Ansiosa pelo dia, curiosa com as vossas críticas e muito feliz pelo dever cumprido!

CONTO COM VOCÊS PARA FAZEREM DESTE LIVRO UM SUCESSO!



E um muito obrigada à Centrimagem por ter conseguido transmitir de uma forma única todo este processo.

Toca-me, fala-me ao ouvido, ama-me!

13.3.18
Um bebé quando nasce, nasce completamente indefeso, com uma necessidade tremenda de segurança.

A única coisa que precisa é da nossa pele, do nosso respirar, dos nossos lábios e do bater do nosso coração.

Não precisa da manta mais bem cheirosa, da roupa mais bonita, nem tão pouco do berço mais querido do mercado. Precisa simplesmente de nós!

E é aqui que nós percebemos que o bem material por mais bonito e melhor que seja jamais substituirá  o amor, o carinho e um olhar.

Naquele dia, não existe mundo, só existe uma mãe e um filho e é assim que deve ser porque a partir daquele momento mais nada importa. É algo natural e de uma intensidade tão grande que só uma mãe entende.

Entretanto os meses vão passando e o cansaço vai aos poucos aponderando-se de nós. Metendo em causa o tempo dos nossos filhos, sem os respeitar, e queremos desesperadamente que não chorem, que nos deixem fazer a nossa vida de antigamente, que durmam a noite toda... quando na realidade o que eles querem é estar connosco, a diferença é que não o conseguem verbalizar. Por isso muitas vezes choram sem nós percebermos os seus motivos. E cada lágrima deles é como se disse-se: Toca-me, fala-me ao ouvido, ama-me!

Nem sempre é fácil nos abstrairmos da vida à nossa volta mas o que é certo é que no dia que decidimos ser mães sabíamos que a nossa vida jamais seria a mesma, o mundo mudaria de perspetiva.

E se antes tínhamos liberdade total, hoje não damos um passo sem pensar num segundo no nosso filho mas sabem que mais??

Ninguém disse que a nossa vida começava com aquele ser tão pequenino nos nossos braços.

Por isso aproveita, cada choro, cada birra sem lógica, cada noite sem dormir (por mais que custe..eu sei!) porque tudo isso deixará saudades!