Grata!

2.3.18
Gratidão!


Gratidão!


Gratidão!


É apenas isto que me ocorre escrever!

Desde o dia em que anuncie este meu grande projeto que não paro de receber mensagens.

Mensagens de felicitação, mensagens inspiradoras que vêm de todos os cantos do mundo.

E que bem que é sentir todo o vosso incrível carinho. Um carinho sem igual, um carinho que consegue passar todos os écrans.

Entre ontem e hoje respondi a mais de 2000 mensagens, cheguei ao ponto dos meus olhos arderem de tanto tempo que tive diante de um écran.

Li uma a uma, chorei, ri mas acima de tudo fiquei grata!

Um espaço que há muito que deixou de ser meu, para ser de todos nós!

Hoje finalmente o livro foi para a gráfica, um livro que já li e reli uma quantidade de vezes e que espero que também leiam  como gosto porque acima de tudo ele foi escrito com aquela linguagem que só uma mãe entende.

Um livro que mostra os dois lados da maternidade, onde escrevi com o coração e com muito AMOR.

Ansiosa para um lançamento que promete ser algo inesquecível e de uma grande emoção.

Os nervos começam a chegar mas conhecer cada uma de vocês será sem dúvida um grande privilégio.

MUITO OBRIGADA POR TODO O CARINHO E POR ME FAZEREM TÃO FELIZ!


Look | Trendy Bazaar 







Divertir e Aprender

1.3.18
Cá em casa a palavra de ordem é brincar mas há momentos do dia em que a televisão também é um bom entretenimento para os baby boys e até para nós, porque é uma forma de estarmos todos juntos em família e recordar os desenhos animados que marcaram a nossa infância.



Também porque assim conseguimos que os boys estejam concentrados e quietos por alguns momentos, para nós conseguirmos fazer algumas coisas em casa.

De todos os canais o eleito cá em casa é sem dúvida o Disney Júnior e não fui só eu que o elegi como preferido, foram eles também.

Tanto o T como o Baby FM gostam daquelas cores apelativas e é bom perceber que os desenhos animados evoluíram com o tempo. Todas aquelas cores apelativas e todo o dinamismo das personagens são uma verdadeira animação para toda a família.

Um dos eleitos é o Mickey e os superpilotos, por eles passavam o dia a brincar e a reproduzir o que viam. E na realidade acho mesmo que se inspiram nas personagens para as brincadeiras e para serem as crianças tão divertidas e mexidas que são.
Noto que é um canal que está sempre a evoluir e que está em constante adaptação às necessidades das crianças, sempre com novas histórias e novos personagens adoráveis que potenciam o desenvolvimento de valores das crianças, como por exemplo o Bingo e o Rolly! Uma história sobre dois cachorrinhos irmãos, onde se apresentam as diferenças e semelhanças entre ambos, de uma forma muito divertida. Cada história é uma aventura em que resolvem uma missão diferente e fazem o seu dono Bob feliz.






Como mãe tenho um especial cuidado na escolha dos desenhos animados pois acima do entretenimento, valorizo os conteúdos educacionais que transmitem. E nisso tanto o Mickey e os superpilotos e o Bingo e o Rolly são óptimos pois de uma forma divertida introduzem conteúdos de cultura geral, inclusão, amizade, respeito, entre muitos outros e é giro ver como os boys se divertem e aprendem ao mesmo tempo.

O NOSSO SEGREDO

28.2.18




É com o maior ORGULHO e grande EMOÇÃO que vos desvendo o segredo mais bem guardado.

Não foi fácil confesso mas tinha mesmo de ser...

A seguir aos meus filhos é sem dúvida o meu maior projeto.

Um projeto que nunca ambicionei, mas que chegou até mim de uma forma inesperada. Um convite feito por uma Mulher furacão e de um enorme profissionalismo que foi impossível recusar.

Não foi de todo um projeto fácil, era ousado no seu tempo e era preciso mexer em muitas emoções escondidas no meu coração.

Revivi cada contração, cada lágrima, cada alegria, cada frustração e cada alegria vivida nestes três anos que tem tanto de curto como de forte.

Dei por mim com o meu coração a bater com toda a força em cada palavra escrita num livro como se estivesse a viver tudo outra vez.

Um livro que é tanto meu como dele.

Um livro escrito com AMOR, de mãe para mãe!

O seu lançamento será no dia 21 de Março - Dia Internacional da Trissomia 21 - pelas 18.30h na Fnac do Colombo e conto com a vossa presença, para estarem lado a lado comigo num projeto de vida que se tornou de todo nós.
O Tomás estará de mãos abertas para vos autografar o vosso livro de uma forma mágica.







Braços de Mãe

25.2.18
Foi um fim-de-semana com um sol a convidar a uma ida à praia e a uns bons passeios ao ar livre mas uma febre inesperada fez com que ficássemos por casa a ver o bom tempo pela janela.

Nem sempre conseguimos cumprir os nossos planos pois a maioria das vezes, senão sempre, os filhos trocam-nos as voltas.

Foi um fim-de-semana de puro mimo, cheio de abraços e beijinhos e isso foi o mais importante.

Assim que a febre baixou deixei-o ir um pouco ao jardim respirar ar puro e ele ficou todo feliz, mas rapidamente voltou para os meus braços.

Agora ainda continua no meu aconchego, é quando os vemos doentes que vemos que Mãe é Mãe!

Jardineiras | Maria Joah 





O mundo ingrato da terapias

22.2.18
Um mundo solitário e muito ingrato este das terapias...

Cada mãe dá o que pode e muitas vezes chega a dar o que não pode para dar o melhor ao seu filho.

Existem terapias e mais terapias, todas elas com vários métodos de sucesso, com mais ou menos bons profissionais mas todas elas são importantes e vendem um sonho.

Um sonho de melhorar o desenvolvimento do nosso filho.

Talvez na realidade seja este o lado mais ingrato da trissomia 21 ou de outras patologias que requerem ajuda externa.

O lado em que passamos muitas vezes noites acordadas a pensar em formas de arranjar mais um dinheiro para mais uma terapia que acreditamos que faça a diferença, o lado em que passamos horas do nosso dia a preparar materiais para os exercícios propostos pelas terapeutas, o lado em que tivemos que adaptar uma vida só para acompanhar o nosso filho a cada terapia, o lado em que temos que estar muito atentas a cada palavra dita pela terapeuta, o lado em que chegamos exaustas a casa e ainda temos de "trabalhar" com os nossos filhos para os estimular, o lado em que muitas vezes nos sentimos sós em cada sala de espera, o lado em que corremos a cidade para lhes proporcionar o nosso melhor.

Lados e mais lados, tantos e tão invisíveis.

As terapias deviam ser tão naturais como uma ida à escola até aos 18 anos. Devia haver a possibilidade de optarmos pelo serviço privado ou público. Devia ser algo de fácil acesso para todas as famílias.

E não digo isto pelos pais mas sim pelas crianças, pois todas merecem! As crianças não têm a culpa do pai se "matar" a trabalhar para conseguir só um terço das terapias que o filho precisa.

Eu mesma, para quem não sabe, faço um esforço tremendo para conseguir dar o melhor ao Tomás. Mas só os pais que enfrentam esta dura realidade é que sabem o esforço que se faz diariamente para proporcionar as melhores terapias aos nossos filhos. Muitas vezes o dinheiro nem é dos pais é fruto da ajuda dos avós, que também eles se sacrificam para ver a felicidade dos seus filhos a darem o melhor ao seu neto.

As terapias devem ser pagas e isso é inquestionável, estes profissionais merecem o mundo por todo o empenho e dedicação que têm pelos nossos filhos mas devia ser obrigação do estado ajudar, pois não é com subsídios de 100€ mensais que ajudam uma família. E para quem acha que 100€ é muito posso adiantar que existem terapias que custam 60€ por sessão, a isto se multiplicarmos por 4, dá 240€ e isto é apenas uma terapia das quais é precisa.

São valores muitas vezes incomportáveis pelas famílias...e que deviam ser revistos pelo estado.

E é isto que me deixa revoltada pois TODAS as crianças deviam ter as mesmas oportunidades e não só algumas.








Educar com AMOR

21.2.18
Quantas palavras e gestos cabem na palavra amor? 
Qual a sua importância no desenvolvimento de uma criança? 
Que marcas deixa o afeto ou a falta dele? 
Quando nasce o amor dos pais pelos filhos?

Para muitos pais, nasce no momento em que descobrem que estão “grávidos”, para outros quando veem o bebé pela primeira vez, para outros está longe de ser um amor “à primeira vista”, sendo um sentimento que aparece com o tempo, e para muitos outros, nunca chega… Os filhos, de acordo com as suas características, são um espelho das experiências que vivenciam e que observam, respondendo aos estímulos que recebem dos pais ou dos seus cuidadores. Todas as crianças nascem com capacidade para amar e para viverem as suas relações com base no afeto, são elas que genuinamente nos remetem para a simplicidade da vida e da afetividade, contudo, nem sempre as suas vivências e contextos permitem que os alicerces da sua educação sejam o amor e o afeto. Há crianças que desconhecem a palavra amor, não no que diz respeito à sua ortografia, mas em relação à sua semântica. São braços e olhares tristes, vazios, perdidos e zangados, embora, muitas vezes tenham os quartos e os seus dias bastantes cheios e preenchidos.

Quando se começa a construir uma casa, parece evidente que a primeira coisa a fazer é colocar os alicerces e quanto mais fortes e consistentes forem, mais segura será a casa. Cada um de nós representa essa casa, o espaço que iremos habitar durante toda a nossa vida, em que os pais são os primeiros e principais arquitetos e construtores. Não interessa se são casas grandes ou pequenas, com piscina ou com jardim. O que importa é que sejam casas firmes e onde nos sentimos bem. Esse é o papel da educação na vida de uma criança.

Sabe-se que o afeto tem um papel determinante no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, e que influência o seu nível de bem estar ao longo da vida. A demonstração de afeto começa ainda dentro da barriga da mãe, dependendo da forma como esta vivência a sua gravidez e com os sentimentos associados à gestação e à chegada de um filho. Se a mãe experienciar sentimentos de felicidade e de tranquilidade irá produzir serotonina e dopamina ou, se pelo contrário, sentir ansiedade e tristeza o seu ritmo cardíaco e a adrenalina em excesso irão chegar até ao bebé através do cordão umbilical. A voz e o tato são os primeiros sentidos a serem desenvolvidos e através dos quais os pais, familiares e amigos poderão comunicar e manifestar afeto ao bebé. Ainda que os bebés não decifrem as palavras, ou a memória possa não estar completamente desenvolvida, há indícios de que os bebés posteriormente reconhecem as vibrações sonoras de sons que ouviram enquanto estavam dentro da barriga da mãe e aos quais reagem positivamente.

A partir do momento em que o bebé nasce, poderão ser várias as manifestações de amor e de afeto: a satisfação das suas necessidades, o contacto físico através do toque e do colo, a expressão facial (sorrir), a interação com o bebé e a promoção de um ambiente calmo e harmonioso.

A importância do afeto nas primeiras etapas do desenvolvimento foi analisada numa experiência em 1963-1965 por um psicólogo, com macacos rhesus. Na sua experiência, o psicólogo criou duas mães artificiais de macacos rhesus: uma feita de arame e a outra feita igualmente de arame mas forrada com pano macio e felpudo. Harry Harlow observou que os macacos bebés preferiam claramente as “mães” mais confortáveis, revestidas com pano. Esta preferência mantinha-se independentemente de qual a mãe que fornecia o alimento, o que parece indicar que a necessidade afetiva poderá prevalecer relativamente à necessidade alimentar.

Ao longo do seu desenvolvimento, e de acordo com a faixa etária, o amor por um filho poderá traduzir-se em muitas outras palavras, gestos e atitudes dos pais para com os filhos que, posteriormente terão retorno na relação e na dinâmica familiar e no desenvolvimento socio emocional das crianças. Alguns gestos e hábitos da lista que se segue, poderão ser questionados pelos pais, que muitas vezes consideram que, por exemplo, a rigidez no que diz respeito às regras poderá não representar um ato de amor para com os seus filhos, contudo, a exigência do cumprimento das regras poderá dar tanta ou mais segurança a uma criança do que o colo de uma mãe quando o filho se magoou ou está doente.

A educação com base no afeto e no amor têm exatamente um único fim: o de contribuir para que as crianças sejam mais felizes, otimistas, afetivas, confiantes, seguras e capazes de construírem relações positivas e sólidas.


Uma ida à Quinta Pedagógica

20.2.18



Se há coisas que as crianças gostam é de animais. Os meus adoram e por eles viviam numa quinta cheia deles.

Ir ver os animais é sempre uma diversão garantida.

O Baby FM adora andar atrás dos animais e é um aventureiro, tenho de estar sempre com todos os olhos nele, para que não fique sem uma mão.  Assim que viu os patos foi a correr para junto deles e eu já só via aquela mão pequenina a ir em direção ao pato que já só abria a boca, só tive tempo de o puxar pelo casaco.



O T já é mais cauteloso, gosto mais de os ver à distância.



As quintas pedagógicas são uma óptima solução e o melhor de tudo é que são gratuitas. São óptimas para ir naqueles dias de sol e prevejo que passarei grande parte das minhas tardes na Quinta Pedagógica dos Olivais quando começar a Primavera.

Porque uma coisa tenho como certa as crianças gostam de liberdade e tudo é melhor que estarem dentro de 4 paredes.

E existe tanto espaço ao ar livre gratuito para explorar :)