Agenda de lazer #3

26.1.18
Aproxima-se um fim-de-sol de sol. Além dos muitos jardins que existem espalhados por Portugal para as crianças correrem e se sentirem livres, deixo-vos algumas dicas para aproveitarem o tempo em família.

Cinema - Patrulha de Gnomos (M/6)

Teatro Independente de Oeiras - H2ÓÓ (M/6m até aos 3 Anos) 6€

Cordoaria Nacional - Dinossauros Alive (Gratuito para crianças até aos 3 anos) 8€/11€

Sea Life Porto (0+) 9,5€/13,5€

Bom fim-de-semana! :)




Os bebés nascem inseguros

25.1.18
"Os bebés não aprendem a adormecer sozinhos nem a acalmar-se sozinhos. O que aprendem é que não vem ninguém"

E quem o diz é a Dra. Clementina de Almeida, Psicóloga clínica, especializada em bebés.

E eu não poderia esta mais de acordo.

É importante perceber que os bebés não nascem com "manhas", muito menos com a maturidade suficiente para controlarem as suas emoções. Os bebés nascem inseguros e vulneráveis e vêm na mãe o seu porto de abrigo, consumindo muitas vezes toda a sua energia.

Os bebés precisam de nós, do nosso cheiro, do nosso toque, da nossa mama (para quem amamenta), da nossa voz e não de uma chucha, de um berço repleto de peluches, de colchas cheias de folhos e de uma luz de presença que cante.

Para nós mães implica muitas horas de sono, de dias com os nossos filhos no braços e de uma casa virada do avesso.

Mas a casa pode esperar mas o choro do nosso filho não!

O bebé quando chora é porque precisa de nós e não porque é "manhoso".

Quando choram precisam que os embrulhemos nos nossos braços, precisam que falemos com eles, precisam do nosso toque para que se sintam seguros e se reorganizem emocionalmente.

E isso não é mimo a mais! Mimo a mais não existe! O que existe é uma sociedade trocada em valores, em que é mais fácil entreter um filho numa espreguiçadeira com uma chucha repleta de sacarose do que um bebé nos nossos braços na nossa mama.

Os bebés amamentados, não precisam da mama só para se alimentarem, precisam acima de tudo daquele aconchego que só uma mama consegue dar.

É importante reverter a ideia que os bebés devem nascer a comer de 3h em 3horas e a acalmarem-se sozinhos no seu berço. Os bebés nascem a precisar de nós e somos nós os responsáveis por criar crianças felizes e seguras de si próprias.

Ninguém disse que ter um bebé seria fácil, implica que deixemos de ter o nosso tempo, que andemos mais devagar, que troquemos as prioridades, não por muito tempo mas pelo tempo que o nosso filho precise de nós.

Uma coisa é certa tudo passa, e esta fase por mais que nos pareça sem fim, acabará e não deixará tréguas.

Se é cansativo, bastante! Se dói? Muito! Se valerá a pena? Todos os dias.


Cuidados de Higiene

23.1.18

Se há coisa que me preocupo é com a higiene dos meus filhos.

O banho tem hora marcada em casa, é um momento em que aproveito para brincar e para olhar com serenidade para eles.

Preocupo-me em ter sempre a pele hidratada e sempre bem cheirosa e para isso não dispenso os produtos da Mustela.

Vejam todos os cuidados de higiene no Vlog de hoje :)





As 10 coisas que uma mãe não gosta de ouvir!

23.1.18

  • Confesso que não gosto muito do termo especial, talvez porque não me considero uma mãe especial.

Tenho consciência que sou uma mãe igual a todas as outras, todas nós somos lutadoras, guerreiras e isso é o que nos torna especiais. 

Nós mães, de crianças que requerem alguma atenção especial, não queremos que tenham pena de nós, muito menos que nos tratem de forma diferente, apenas queremos ser mães tais como todas as outras.

São várias as coisas que ouvimos de estranhos, familiares ou de amigos. Muitas vezes são feitas sem qualquer intenção de magoar, mas magoam.

Já ouvi um pouco de tudo, mas sempre tive consciência que foi sem qualquer intenção de me magoar, não respondo com palavras mas sim com um sorriso e isso deixa sempre o outro lado sem palavras.

Apresento-vos as 9 coisas que uma mãe não gosta de ouvir:

1. "Coitadinho" 
O que nós queremos é que os nossos filhos sejam tratados como humanos e com carinho. As "penas" ficam para as galinhas.

2. A "doença" do seu filho 
Não! O meu filho não está doente. Tem uma saúde de ferro, obrigada. Trissomia 21 é uma patologia, que requer apenas necessidades especiais.

3. "Sinto muito"
O meu filho está vivo por isso não sinta. Eu sou uma mãe muito feliz.

4. "Não conseguiria ter a sua coragem"
Acredite que teria, há coisas na vida que só passando por elas. Não vale a pena demonstrar admiração dessa forma porque todas as mães têm a força necessária. 

5. "Ele parece tão normal"
O meu filho é tão normal que os outros. Passam dias e semanas sem me lembrar da sua trissomia, não há necessidade de se falar constantemente do que é ser diferente.
Porque afinal o que é ser normal? É certo que são crianças com características físicas distintas mas isso não as deve limitar nem definir o seu futuro.

6. "Como é que isso aconteceu?"
Cuidado com as perguntas, nem sempre ouvimos o que queremos. Há coisas que acontecem porque sim e não merecem ser justificadas.

7. "Vais querer ter mais filhos?"
Porque não? Trissomia não é doença grave! Não é uma aberração da natureza!
Se já queria ter mais que um filho, agora vou querer ainda ter muito mais. Cada filho é um filho e é isso que torna cada um especial à sua maneira.

8. Não dizer Nada
Todos nós temos alguma coisa a dizer, nem que seja um abraço ou um simples "se precisares de alguma coisa estou aqui". 
O não dizer nada é tratar a situação com indiferença e pode magoar mais que qualquer palavra menos própria.

9. "O seu filho é um deficiente".
Na realidade a Trissomia é uma deficiência intelectual. Mas nenhuma mãe gosta do termo "deficiente" pela sua conotação negativa. 

10. "Não merecias isso"
Não merecia o quê? Um filho? O meu filho é a melhor coisa do mundo por isso merecia-o exatamente da forma que ele é.

Por todas estas razões quando estiver com uma mãe com um um filho com necessidades especiais, sorria,  não sinta pena porque aquela mãe estará certamente feliz.
Olhe de frente e com respeito, não desvie os olhares.
Aja com naturalidade e acredite que aquela mãe e filho são felizes!




  •  

(Louca) por Saldos

22.1.18
Confesso que não sou grande adepta de Saldos. Ver toda aquela roupa amontoada tira-me do sério e cria no meu cérebro um bloqueio que faz com que não consiga escolher nada.

Mas os Saldos Online tem as suas vantagens, não vemos a roupa a "monte", não apanhamos filas intermináveis nas caixas e não gastamos dinheiro só porque são os "saldos".

Já partilhei convosco o quanto gosto da Trendy Bazaar, uma marca com roupa de qualidade, com um estilo muito próprio, com roupa confortável e prática mas com muita pinta.

E o melhor de tudo é que está em SALDOS!!

Não precisam de sair de casa, é só escolher o que gostam mais sem pressas e quando derem por vocês tem a encomenda em vossa casa.

Eu escolhi este vestido e estou fã!










Uma Discoteca em casa

19.1.18
Desde que chego a casa até ao momento de deitar os Baby Boy's pouco tempo tenho para brincar com eles...

As horas passam e quando olho já está na hora de os deitar.

Esta semana numa brincadeira criei o momento da discoteca.  Um momento só nosso, onde brincamos, gastamos energia, rimos, caímos no chão e somos felizes.

São dez a quinze minutos que tenho só com eles, em que deixo a cozinha por limpar e me divirto bastante com eles, o pior é mesmo quando chega a última música. Quando eles percebem que acabou, pedem-me sempre mais uma, e mais uma e mais até que lá me convencem e ponho mais 3 músicas de bónus.

Sei que supostamente o momento de dormir devia ser mais calmo mas foi a forma que encontrei para me divertir com eles e para gastar toda aquela energia (ainda acumulada).

Fica a dica :)

Bom fim-de-semana!!


A sociedade que criamos

18.1.18
Por vezes parece que não sabemos ou não queremos saber de quanto as nossas atitudes vão refletir o futuro dos nossos filhos.

Três anos depois de ter conhecido a realidade do que é nascer com o cromossoma do amor, de conviver de perto com as suas virtudes e limitações dá-me a certeza que se todos nós nascêssemos com este cromossoma a mais éramos todos muito mais felizes e viveríamos numa sociedade carregada de paz, harmonia e de muito amor.

Em vez disso vivemos numa sociedade egoísta, centrada em nós próprios, onde só os nossos interesses prevalecem, onde se vive para se ser o melhor e onde buscamos a perfeição de uma forma cega.

Uma perfeição camuflada em redes sociais que nos faz acreditar e sonhar numa vida que não existe.

Em famílias perfeitas, em bebés imaculados, em casas super limpas, sem um único brinquedo e sapato espalhados pelo chão, onde só o sucesso vinga e tudo isto para quê? Para nos enganarmos a nós ou a quem nos rodeia?

Todos os dias somos abalroados por alguém que se acha melhor ou mais esperto que nós, é a lei da sobrevivência e aqui ou somos fortes e conseguimos abrir os olhos a tempo ou somos simplesmente esmagados.

Somos pais para erguermos um troféu, que se chama filho, e tudo fazemos para que ele seja sempre o melhor em tudo, nem que para isso lhe roubemos a infância. Cresce obrigado a ter de gatinhar, andar e falar sempre primeiro que os outros. E de uma forma imposta aprende o que é competição da forma mais cruel.

Vivemos obcecados em ter a melhor casa, o melhor carro, mesmo que para isso muitas vezes nos falte comer à mesa, e tudo só para impressionar os nossos vizinhos.

As roupas de marca são invejadas, e quando as vestimos, não as vestimos só pela marca mas sim para nos dar poder, mesmo que para isso nos tenhamos de endividar com o cartão de crédito.

Trocamos casas espaçosas a preços acessíveis, por casas pequenas mas com um código postal que define o nosso status.

Ambicionamos escolher os amigos dos nossos filhos porque apenas queremos que eles escolham pessoas de capa de revista, de "boas" famílias, não lhes dando espaço para liberdade de escolha.
Deixando escapar assim o verdadeiro sentido da amizade.

Deixamos muitas vezes de viver o presente com alma só porque temos a mente virada em projetos e  ambições futuras.

É esta a dura realidade em que vivemos e é isto que inconscientemente passamos para os nossos filhos.

Os nossos filhos serão sempre um exemplo do que vêm em casa, e no futuro quando os virmos a transformarem-se em adultos,  serão um reflexo do que vivemos no passado.

A responsabilidade é nossa, somos nós pais que construímos o futuro do nosso mundo, somos nós que ditamos as regras e é importante que haja esta consciência.

Quando olho para o Tomás, olho com esperança numa vida mais feliz, vivida com o valor real da vida, onde o mais importante é conviver com todas as pessoas, é rir, é chorar é correr, é viver em plena paz e harmonia em detrimento de uma vida competitiva, de stress, e onde a felicidade plena é camuflada pelos bens materiais.

Talvez Deus nos queira mostrar o real valor da vida quando põe no mundo pessoas com o cromossoma a mais, uma coisa tenho como certa é para equilibrar este mundo que tantas vezes esta desequilibrado.

A Trissomia 21 tem destas coisas e eu tantas vezes a "invejo".