Por vezes parece que não sabemos ou não queremos saber de quanto as nossas atitudes vão refletir o futuro dos nossos filhos.
Três anos depois de ter conhecido a realidade do que é nascer com o cromossoma do amor, de conviver de perto com as suas virtudes e limitações dá-me a certeza que se todos nós nascêssemos com este cromossoma a mais éramos todos muito mais felizes e viveríamos numa sociedade carregada de paz, harmonia e de muito amor.
Em vez disso vivemos numa sociedade egoísta, centrada em nós próprios, onde só os nossos interesses prevalecem, onde se vive para se ser o melhor e onde buscamos a perfeição de uma forma cega.
Uma perfeição camuflada em redes sociais que nos faz acreditar e sonhar numa vida que não existe.
Em famílias perfeitas, em bebés imaculados, em casas super limpas, sem um único brinquedo e sapato espalhados pelo chão, onde só o sucesso vinga e tudo isto para quê? Para nos enganarmos a nós ou a quem nos rodeia?
Todos os dias somos abalroados por alguém que se acha melhor ou mais esperto que nós, é a lei da sobrevivência e aqui ou somos fortes e conseguimos abrir os olhos a tempo ou somos simplesmente esmagados.
Somos pais para erguermos um troféu, que se chama filho, e tudo fazemos para que ele seja sempre o melhor em tudo, nem que para isso lhe roubemos a infância. Cresce obrigado a ter de gatinhar, andar e falar sempre primeiro que os outros. E de uma forma imposta aprende o que é competição da forma mais cruel.
Vivemos obcecados em ter a melhor casa, o melhor carro, mesmo que para isso muitas vezes nos falte comer à mesa, e tudo só para impressionar os nossos vizinhos.
As roupas de marca são invejadas, e quando as vestimos, não as vestimos só pela marca mas sim para nos dar poder, mesmo que para isso nos tenhamos de endividar com o cartão de crédito.
Trocamos casas espaçosas a preços acessíveis, por casas pequenas mas com um código postal que define o nosso status.
Ambicionamos escolher os amigos dos nossos filhos porque apenas queremos que eles escolham pessoas de capa de revista, de "boas" famílias, não lhes dando espaço para liberdade de escolha.
Deixando escapar assim o verdadeiro sentido da amizade.
Deixamos muitas vezes de viver o presente com alma só porque temos a mente virada em projetos e ambições futuras.
É esta a dura realidade em que vivemos e é isto que inconscientemente passamos para os nossos filhos.
Os nossos filhos serão sempre um exemplo do que vêm em casa, e no futuro quando os virmos a transformarem-se em adultos, serão um reflexo do que vivemos no passado.
A responsabilidade é nossa, somos nós pais que construímos o futuro do nosso mundo, somos nós que ditamos as regras e é importante que haja esta consciência.
Quando olho para o Tomás, olho com esperança numa vida mais feliz, vivida com o valor real da vida, onde o mais importante é conviver com todas as pessoas, é rir, é chorar é correr, é viver em plena paz e harmonia em detrimento de uma vida competitiva, de stress, e onde a felicidade plena é camuflada pelos bens materiais.
Talvez Deus nos queira mostrar o real valor da vida quando põe no mundo pessoas com o cromossoma a mais, uma coisa tenho como certa é para equilibrar este mundo que tantas vezes esta desequilibrado.
A Trissomia 21 tem destas coisas e eu tantas vezes a "invejo".
Super Nanny
17.1.18
A definição e a exigência do cumprimento de regras e dos limites torna-se numa questão estrutural no desenvolvimento das crianças. Se nos imaginarmos a conduzir numa estrada sem sinais de trânsito e sem semáforos, provavelmente teremos uma condução pouco segura, em constante estado de alerta e de tensão e a probabilidade de termos acidentes será bem maior. Cada condutor poderá também afirmar que a responsabilidade por aquele acidente que ocorreu não é sua, uma vez que nada indicava que seria ele que teria de parar, exigindo assim os seus direitos.
O mesmo acontece com as crianças cujas regras estão pouco ou mal definidas, ficando a sua conduta pautada pela insegurança, pela tensão e pela exigência da razão.
Muitos são os motivos que levam os pais de hoje em dia a ceder na exigência do cumprimento das regras e a aumentar a margem da tolerância: pouco tempo com os filhos, excesso de trabalho e de cansaço, e consequentemente um sentimento de falha e de necessidade de compensação, maior proximidade na relação com os filhos, a dificuldade dos pais em reconhecer a necessidade da autonomia e da independência dos filhos, com receio de perderem o seu estatuto especial enquanto pais, e muitas vezes por ser o caminho “mais fácil” e mais confortável no imediato. O que é facto é que este “campo aberto” poderá tornar-se num verdadeiro pesadelo na dinâmica familiar, a curto e a longo prazo. As crianças, como especialistas na observação do mundo que as rodeia, percebem e sabem exatamente o que podem fazer com cada pessoa com quem interagem, mediante os sinais que recebem das mesmas. Neste sentido, e salvo casos específicos de algumas patologias psicológicas, as crianças moldam-se àquilo que lhes é exigido, sendo que os alicerces desta relação são lançados pelos adultos, figuras e modelos de referência para as crianças. Não é por acaso que muitas crianças em casa têm um determinado comportamento e na escola têm outro. Se a criança é a mesma, o que será que muda?
É neste contexto que surge o novo programa “supernanny” que tanta polémica tem suscitado entre espetadores e entidades ligadas à prática da psicologia e à proteção das crianças e jovens. Entre posições contra e a favor deste programa, entre os aspetos positivos e negativos que possam existir, será acima de tudo importante refletir sobre os princípios que estão por trás deste programa e em que medida pode ser uma mais valia ou não para a melhoria das práticas parentais ou para o bem estar das crianças.
Em primeiro lugar é necessário ter em conta que um programa de televisão é uma amostra controlada de imagens num determinado período de tempo, não refletindo o todo da situação nem os antecedentes e as consequências do que foi observado. Em segundo é importante referir que cada criança é uma criança e que cada dinâmica familiar é única e particular, sendo desadequado generalizar padrões e técnicas utilizadas a todas as famílias que se poderão identificar com o que é observado no programa.
Há aspetos fundamentais na educação de uma criança que irão contribuir para a estruturação da sua personalidade e para o seu bem estar. As necessidades básicas terão de ser asseguradas pelos adultos e dela fazem parte as necessidades fisiológicas, de segurança, de pertença/sociais, de auto estima e de auto realização.
Enquanto educadores é essencial garantirmos rotinas diárias que assentem nos cuidados básicos de higiene, de alimentação, de vestuário e do sono. Sabemos que muitas vezes as crianças são resistentes a todos estas tarefas, contudo, a experiência revela que com pequenos jogos, brincadeiras, ou com mapas de tarefas estes momentos poderão ser de menor stress para todos. Relativamente aos aspetos de segurança, as crianças precisam de se sentir seguras e protegidas, e este aspeto passa também por sentirem que os adultos que estão à sua volta e que cuidam delas definem bem aquilo que esperam delas, os limites e o funcionamento das coisas, que são firmes, justos e coerentes nas suas decisões, que as exceções existem porque existem as regras. Essa segurança e o saber sempre com o que podem contar, transmite-lhes confiança, serenidade e disponibilidade para crescer.
Fins-de-semana Loucos
16.1.18
Será que sou só eu que começo a semana mais cansada do que quando acabo?
Este fim-de-semana foi um exemplo disso, aliás só hoje estou a recompor-me destes dois dias intensos, onde consegui fazer tanta coisa que só de pensar fico novamente cansada.
Fiz um pouco de tudo trabalhei (muito), limpei a casa vezes sem conta, preparei materias para a terapia do Tomás, fiz compras para a casa e brinquei (bastante) com estes dois baby boy's.
Sábado terminou com uma festinha de anos o que foi perfeito porque nos permitiu sair de casa, estar no meio de outras crianças e gastar toda a energia deles, assim quando chegámos a casa foi só comer, xixi e cama. Perfeito!!
Mas se Sábado foi mais ou menos calmo, Domingo foi imparável...
Eram 9.45h e já estávamos a entrar no Forbrain Snoezelen Room para ver um espetáculo sensorial. O T faz terapia Snoezelen desde bebé e adora. Hoje já conhece os cantos à casa e sempre que assiste aos espetáculos acha que faz parte deles. É impossível retirá-lo do palco de cena.
Quem também adora e fica o tempo todo concentrado é o Baby FM. É bom proporcionar-lhe estes espectáculos que são simplesmente maravilhosos para as crianças.
Aproveitámos o estarmos fora de casa e ainda ser umas 11h para irmos tomar o pequeno almoço fora, pelo caminho começou a chuviscar, mas mesmo assim não desistimos e lá fomos passear.
Fomos comer aqueles Croissants divinais do Careca no Restelo e assim que comemos o Baby FM viu os pombos e não parou mais, só a correr atrás deles e o T seguiu-lhe as pisadas...correram, caíram, molharam-se, brincaram, deram gargalhadas e nós ficámos a ver toda aquela felicidade.
Naquele momento percebi que as crianças precisam de tão pouco para serem felizes, talvez passemos muito tempo a preparar atividades para eles, quando na realidade o que eles mais querem é brincarem em liberdade.
O cansaço era tanto que assim que chegaram ao carro não se ouviram mais..
Pela tarde ainda me lembrei de desmontar a árvore, onde tive a ajuda preciosa do Baby FM que teve todo o tempo a arrumar as bolas e a aspirar.
Assim que acabámos fomos fazer um bolo para levarmos a casa de uns amigos e lá fomos para um lanche que se prolongou até às 23h.
Foi sem dúvida um fim-de-semana exaustivo, que me deixou sem ar e sem forças para hoje começar uma nova semana mas valeu tanto a pena vê-los felizes.
Embora seja terça, ainda vou a tempo de vos desejar uma óptima semana!!
Casacos de Inverno
15.1.18
Em Outubro quando fui ao Kids Market, visitei as novidades da 2 Tons e fiquei de olho neste casaco, tanto que não resisti em trazê-lo para casa.
É um casaco muito leve, de cor básica o que permite que se adapte a várias ocasiões.
A manga é a estrela deste casaco e tanto se adapta a look's mais formais como informais, pessoalmente gosto de cortar a formalidade com um look mais descontraído pois procuro estar sempre o mais confortável possível.
Casaco | 2 Tons
Ser Mãe
11.1.18
Ser Mãe é....
.... deixarmos de ser individualistas para viver a vida de outra pessoa como se fosse a nossa
.... é lutarmos todos os dias mesmo quando as forças nos faltam
.... é trocar os filmes preferidos por horas de desenhos animados
.... é chegar a casa e só respirar quando a casa caí no silêncio
... é trocar um eyeliner por um corretor de olheiras
.... é trocar um cabelo brilhante e solto por um rabo de cavalo sem graça
.... é trocarmos um despertador pelo um acordar dos nossos filhos
.... é preferirmos estarmos a brincar horas infinitas com os nossos filhos a estar deitada no sofá a ver a última temporada da nossa série preferida
.... é trocarmos as noites de copos entre amigos, pelas tardes nos parques a correr atrás dos nossos filhos
.... é ter o coração a bater fora do nosso peito vezes sem conta
.... é ser tudo isto e muito mais.
Ser Mãe é a melhor coisa do mundo, é o que nos completa por dentro e por fora, é o que nos dá o verdadeiro brilho no olhar é o que nos faz mover montanhas só para vermos os nossos filhos serem felizes.
.... deixarmos de ser individualistas para viver a vida de outra pessoa como se fosse a nossa
.... é lutarmos todos os dias mesmo quando as forças nos faltam
.... é trocar os filmes preferidos por horas de desenhos animados
.... é chegar a casa e só respirar quando a casa caí no silêncio
... é trocar um eyeliner por um corretor de olheiras
.... é trocar um cabelo brilhante e solto por um rabo de cavalo sem graça
.... é trocarmos um despertador pelo um acordar dos nossos filhos
.... é preferirmos estarmos a brincar horas infinitas com os nossos filhos a estar deitada no sofá a ver a última temporada da nossa série preferida
.... é trocarmos as noites de copos entre amigos, pelas tardes nos parques a correr atrás dos nossos filhos
.... é ter o coração a bater fora do nosso peito vezes sem conta
.... é ser tudo isto e muito mais.
Ser Mãe é a melhor coisa do mundo, é o que nos completa por dentro e por fora, é o que nos dá o verdadeiro brilho no olhar é o que nos faz mover montanhas só para vermos os nossos filhos serem felizes.
Ser Psicólogo: Olhar de dentro para fora
10.1.18
Quando pensa na palavra psicólogo, qual é a primeira ideia que lhe vem à mente? E o que sente relativamente a essa palavra que surge? Encara como positiva ou como negativa? Ou nem uma coisa nem outra?
Ainda que estas crenças estejam em gradual transformação, a palavra psicólogo normalmente está associada a “algo que não está bem”, a “problemas” ou “onde vai quem está desequilibrado” e, consequentemente desperta em nós sensações negativas, as quais por norma nos fazem querer algum distanciamento.
E se fizermos a uma criança a mesma pergunta, qual será a resposta? Será a mesma palavra e a mesma sensação que surge nos adultos?
Provavelmente, as respostas das crianças serão qualquer coisa como “é onde faço jogos e converso”, “é muito divertido, posso fazer e falar tudo o que me apetecer…” ou então “é onde vou para conseguir portar-me melhor na escola e em casa”, associando, portanto, a ideia de um psicólogo a sensações positivas, de bem estar e de evolução.
Foquemo-nos nas crianças, todo um mundo simples e complexo ao mesmo tempo, constituído pela dimensão física, social, cognitiva e emocional… De todas estas dimensões, a física é aquela que é mais facilmente observável desde a gestação. Na gravidez, todos os aspetos do desenvolvimento físico do bebé são medidos e avaliados, e assim continua ao longo da vida. É normal ir-se ao pediatra avaliar se o bebé ou a criança está a crescer, se tem o peso certo, se ouve bem, se vê bem, etc., e para isso não é necessário que haja alguma dificuldade ou problema associado. Esse acompanhamento permite aos pais sentirem uma segurança e um conhecimento maior do desenvolvimento dos seus filhos e perceberem se as condições que lhes proporcionam são adequadas ou se é necessário fazer ajustes. O pediatra é encarado como um parceiro na descoberta do desenvolvimento das crianças.
E quanto às restantes dimensões das crianças e jovens? Que cuidado e atenção lhes damos? Como acompanhamos e monitorizamos o seu desenvolvimento? Como sabemos se o mundo interior dos nossos filhos está a crescer saudável e dentro dos “percentis”?
Por norma, essa avaliação é feita empiricamente, pelos próprios pais e família, pelos amigos, pela educadora e professora, que muitas vezes usando a comparação com outras crianças da mesma faixa etária, de várias formas dão feedback sobre como sentem as nossas crianças: “a Maria é uma criança muito sociável e feliz”, “o Francisco faz muitas birras, isso já não é normal na idade dele”, “O Pedro é uma criança muito esperta e perspicaz”, “A Sara não acompanha os colegas nas brincadeiras, isola-se muito”.
Estas avaliações são feitas com base na experiência e servem como indicadores para a pessoa que avalia de que as coisas estão ou não no caminho esperado para determinada faixa etária. Assim como como uma mãe percebe se o seu filho está ou não com febre e quando pela experiência identifica a causa do sintoma, sabe qual o remédio certo para aquela situação.
Contudo, no que diz respeito ao mundo interior das crianças, nem sempre é fácil identificar a causa do sintoma, nem muitas vezes, o sintoma. Quanto ao remédio, esse é por norma o mais difícil de acertar. O que resulta com uma criança, não resulta necessariamente com outra.
É muitas vezes neste processo, que o psicólogo é procurado pelos pais e familiares, na esperança que, com uma varinha mágica, consigam diminuir as intermináveis birras, o desrespeito à autoridade ou a tristeza, a desmotivação e anseios perante a escola.
Tal como o pediatra e outros especialistas, o psicólogo pode ser um parceiro fundamental no desenvolvimento das crianças. E para isso, não quer dizer que algo esteja errado ou que haja um problema. Podemos simplesmente estar a querer ser pais mais conscientes e interessados em entender o processo de crescimento dos nossos filhos, perceber o mundo através dos seus olhos.
E se fizermos a uma criança a mesma pergunta, qual será a resposta? Será a mesma palavra e a mesma sensação que surge nos adultos?
Provavelmente, as respostas das crianças serão qualquer coisa como “é onde faço jogos e converso”, “é muito divertido, posso fazer e falar tudo o que me apetecer…” ou então “é onde vou para conseguir portar-me melhor na escola e em casa”, associando, portanto, a ideia de um psicólogo a sensações positivas, de bem estar e de evolução.
Foquemo-nos nas crianças, todo um mundo simples e complexo ao mesmo tempo, constituído pela dimensão física, social, cognitiva e emocional… De todas estas dimensões, a física é aquela que é mais facilmente observável desde a gestação. Na gravidez, todos os aspetos do desenvolvimento físico do bebé são medidos e avaliados, e assim continua ao longo da vida. É normal ir-se ao pediatra avaliar se o bebé ou a criança está a crescer, se tem o peso certo, se ouve bem, se vê bem, etc., e para isso não é necessário que haja alguma dificuldade ou problema associado. Esse acompanhamento permite aos pais sentirem uma segurança e um conhecimento maior do desenvolvimento dos seus filhos e perceberem se as condições que lhes proporcionam são adequadas ou se é necessário fazer ajustes. O pediatra é encarado como um parceiro na descoberta do desenvolvimento das crianças.
E quanto às restantes dimensões das crianças e jovens? Que cuidado e atenção lhes damos? Como acompanhamos e monitorizamos o seu desenvolvimento? Como sabemos se o mundo interior dos nossos filhos está a crescer saudável e dentro dos “percentis”?
Por norma, essa avaliação é feita empiricamente, pelos próprios pais e família, pelos amigos, pela educadora e professora, que muitas vezes usando a comparação com outras crianças da mesma faixa etária, de várias formas dão feedback sobre como sentem as nossas crianças: “a Maria é uma criança muito sociável e feliz”, “o Francisco faz muitas birras, isso já não é normal na idade dele”, “O Pedro é uma criança muito esperta e perspicaz”, “A Sara não acompanha os colegas nas brincadeiras, isola-se muito”.
Estas avaliações são feitas com base na experiência e servem como indicadores para a pessoa que avalia de que as coisas estão ou não no caminho esperado para determinada faixa etária. Assim como como uma mãe percebe se o seu filho está ou não com febre e quando pela experiência identifica a causa do sintoma, sabe qual o remédio certo para aquela situação.
Contudo, no que diz respeito ao mundo interior das crianças, nem sempre é fácil identificar a causa do sintoma, nem muitas vezes, o sintoma. Quanto ao remédio, esse é por norma o mais difícil de acertar. O que resulta com uma criança, não resulta necessariamente com outra.
É muitas vezes neste processo, que o psicólogo é procurado pelos pais e familiares, na esperança que, com uma varinha mágica, consigam diminuir as intermináveis birras, o desrespeito à autoridade ou a tristeza, a desmotivação e anseios perante a escola.
Tal como o pediatra e outros especialistas, o psicólogo pode ser um parceiro fundamental no desenvolvimento das crianças. E para isso, não quer dizer que algo esteja errado ou que haja um problema. Podemos simplesmente estar a querer ser pais mais conscientes e interessados em entender o processo de crescimento dos nossos filhos, perceber o mundo através dos seus olhos.
Em gabinete costumamos dizer que se os pais procurassem mais vezes e mais cedo um psicólogo, muitas das nossas crianças, jovens e adultos não chegavam sequer a visitar-nos.
Tempo de qualidade com os nossos filhos
9.1.18
Um dos maiores dramas para uma mãe, é o tempo que passa com os seus filhos, vivemos atormentadas para que lhes consigamos dar toda a atenção que precisam.
Há dias em que sinto que tive tempo de qualidade com os meus filhos, mesmo que tenha sido só por uma hora, mas depois existem dias que estou horas com eles e quando me deito penso que não lhes dei nada de mim.
O tempo angústia seja ele de tempo ou de qualidade. Vivemos com medo que os nossos filhos se deitem com falta de uma palavra, de um gesto ou de um abraço na altura certa.
É este o papel mais duro para uma mãe, é conseguir dar aos seus filhos o seu verdadeiro tempo.
Uma mãe por mais experiente e madura que seja, está em constante adaptação, todos os dias são diferentes e exigentes, sem qualquer tolerância. Eles exigem mas nós ainda exigimos mais de nós próprias.
Tenho consciência que todos os dias faço para que nos deitemos todos de coração cheio mas nem sempre consigo.
Há dias que chego a casa cansada, esgotada psicológica e fisicamente, outras com imensas expetativas e de um momento para o outro aparece uma birra inesperada e deita por terra tudo o que ambicionei e por fim há dias que tudo começa bem mas à medida que as horas vão passando, tudo vai acumulando e o que seria fantástico e em passo lento passa a ser um stress, a alta velocidade.
Sei que tenho de desligar mais, tenho noção que tenho de me entregar mais a eles dentro do seu tempo e ritmo e sei que tenho de fechar muito mais os olhos à desarrumação.
Mas não é fácil para quem é tão pragmático como eu mas será certamente uma resolução para 2018.
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