Mãe a tempo inteiro

6.10.17
Não o sou, não por opção mas porque não posso. Gostava imenso de conseguir tratar da minha família a 100% mas por questões financeiras não o consigo fazer.

O tempo está fantástico mas estas oscilações constantes de temperatura fizeram com que o T ficasse com uma larigite e o Baby FM constipado, e embora já tivessem melhores optei ficar em casa para cuidar deles.

O dia foi bastante longo, e ao contrário do que muitas pessoas possam pensar não parei nem por 5 minutos.

O banho foi a saltar de tão rápido que foi. 

Entre camas para fazer, roupas para lavar, aspirar, limpar o pó, fazer almoço, brincar com eles, limpar-lhes o nariz 500 vezes, pouco tempo sobrou.

Ser mãe a tempo inteiro é dos maiores desafios para uma mulher. Chega a testar todos os nossos limites pois uma casa consegue ser um mundo de coisas para fazer e com duas crianças pequenas fica tudo mais difícil.

Houve alturas em que desesperei, não sabia o que fazer mais, cheguei ao ponto de ter de gritar com eles pois assim que arrumava, quando voltava a olhar já estava tudo igual ou pior.
Odeio gritar, mas muitas vezes o desespero é tão grande que sou engolida pela frustração.

Foi duro, muito duro, não é fácil mas não há trabalho nenhum no mundo que dê tanto prazer como este.

Sentirmos que conseguimos tratar da nossa casa e dos nossos filhos consegue ser a melhor coisa do mundo.  

Hoje fui só dos meus filhos e eles meus e foi tão bom!! 

Deito-me exausta mais muito mais feliz :)

Bom noite!
Bom fim de semana



Até as almofadas do sofá foram para lavar pois o menino T fez xixi 

O meu filho mama mas vou ausentar-me e agora??

3.10.17
Tenho recebido imensas mensagens a pedir para partilhar como é que faço quando deixo o Baby FM sem mama.

Como é que o bebé fica?

Como é que nós ficamos?

Pois bem posso dizer-vos que a partir dos 6 meses (esporadicamente) o Baby FM ía dormir à minha mãe para que eu pudesse descansar, e ao contrário do que imaginava as coisas corriam bem.

Nas primeiras tentativas eu ficava no quarto ao lado, umas vezes pouco ou nada se ouvia, outras chorava imenso e acabava por ir ter com ele.

Mas nessas tentativas a minha mãe e ele foram-se adaptando um ao outro. Muitas vezes o que ele precisava era apenas de um abraço forte e de sentir que não estava sozinho.

O Baby FM nunca foi grande adepto do biberon, por isso poucas vezes foi preciso recorrer a ele,  e embora não goste de chucha, depois de várias insistências acabava por aceitar.

Uma coisa é certa quando ele está sem mim, talvez porque não sente o meu cheiro, porta-se muito melhor do que quando está ao meu lado.

Mas é importante referir que atualmente a mama é apenas o seu miminho pois já não é o seu principal alimento. Ele tem 17 meses e já faz todas as refeições adequadas à sua idade. Apenas procura na mama o consolo inerente a qualquer bebé.

Ele nunca reclama pela falta da mama mas assim que me vê é "self-service", quando quer lá vai ele à maminha. Ainda ontem assim que me viu foi logo atracar as maminhas.

Durante a noite mama mais que durante o dia, não que tenha fome mas pela necessidade de me sentir ali ao seu lado.

Há noites que chegam a ser muito difíceis, em que acordo de hora a hora mas a maioria das vezes mama uns minutos e volta a adormecer.

Independentemente do meu cansaço pelas noites mal dormidas não me canso de estar sempre ali para ele. Não tenho vergonha de assumir que ainda dorme comigo e muito menos que ainda mama, não estou a cometer nenhum crime mas sim a amá-lo e a dar-lhe o que ele mais precisa.

Cá em casa não há nem nunca haverá hora e dia marcado para o desmame, vai mamar até ser ele a dizer que não quer mais. Dar mama deve ser um momento especial tanto para a mãe como para o filho e só deve ser válido até que ambos o queiram.

3 dias só Nossos

2.10.17
O relógio marcava 12h quando saímos em busca de um lugar incerto, pelo menos para o B.

Este ano quis ser eu a surpreender, pois por norma é ele que trata destes assuntos.

Noutros tempos aproveitávamos o dia do nosso casamento para tirar uma semana e viajar, hoje a realidade é outra e óptámos por desfrutar de uns dias no nosso país que está cheio de coisas bonitas.

E na realidade desde que estejamos juntos, pouco importa se estamos fora ou dentro do país.

Visto querer aproveitar ao máximo os dias e não querer passar grande parte do tempo em viagem, optei por Évora.

Chamo-lhe a cidade encantada, parece que o tempo não passou por ela, as ruas estreitas, as fachadas das casas e todos os monumentos são de cortar a respiração... o seu ar puro faz-nos remeter para outra época.






Uma cidade que nos foi conquistando todos os dias mais um pouco, e por falar em conquistar não posso deixar de falar na gastronomia, essa então é de ir ao Céu. Tanto eu o B adoramos comer, acho que já perceberam pelo menos quem nos acompanhou pelo Instastories.

A barriga só conseguiu ir a três restaurantes mas os olhos ficaram a morrer de amores por outros, nomeadamente o D. Joaquim.

Para estes dias os eleitos foram, o Fialho, o Degust'ar e a Tasquinha do Oliveira. Não consigo eleger o melhor deles, pois todos eles foram fantásticos à sua maneira. Além de uma comida fantástica, todos encantaram-me pela sua identidade própria, um que conseguiu aliar uma cozinha altamente inovadora aos sabores tradicionais, outro de um requinte aliado às raizes da terra, e outro por ser um mimo de restaurante, onde quem faz o nome é o dono do restaurante, uma casa onde só cabem 15 pessoas e nos sentimos verdadeiramente em casa.

Para estes dias havia duas coisas obrigatórias, uma delas era comer bem mas a outra e não menos importante era dormir ainda melhor. Quando andei a pesquisar hotéis em Évora, um que me chamou a atenção pelo seu conceito ecológico, harmoniosidade e jeito acolhedor foi o Ecorkhotel, e posso dizer-vos que embora seja de 4 estrelas, fomos tratados como de 5 se tratassse.

Adorámos!! Ficámos numa suite fantástica, com uma cama XXL e que me permitiu que passasse duas noites maravilhosas. Consegui vingar-me de todas as noites mal passadas que vivo diariamente. Dormi 10 horas no meio daquelas almofadas super fofas, agarradinha ao B como já não fazíamos há muito tempo.






Um quarto que tinha tanto de conforto como de rústico. Deitava-me com as estrelas e com os grilos a cantar e acordava com os passarinhos e rodeada de oliveiras. Ai que bom!!

Durante o dia a piscina foi a minha casa, e que sossego!! Tanto que até me deu comichões... houve alturas que tivemos a piscina praticamente só para nós. Tirando a água um pouco fria (que acho adequado à altura do ano em que estamos) tudo fantástico... ao fundo ouvia as ovelhas e a vista perdia-se na imensidão de campo... entre ler e dormir, pouco fizemos e que bem que soube, pelo menos era essa a ideia.




















Isto de sermos pais faz com que as prioridades mudem. E se antigamente o importante era a diversão noctura e movimento, hoje as noites querem-se no conforto de uma cama e quanto mais silêncio tivermos melhor.

No meio disto dou-vos as 5 razões para virem cá passar uns dias:
1. A cama
2. A Piscina
3. O pequeno almoço
4. A vista
5. Hospitalidade
6. Internet Wi-fi gratuita em todo o hotel.

E uma coisa que talvez seja um pouco ridícula mas dou importância, é a existência de um secador, sim leram bem, secador. Não que não tenha um em casa porque tenho e até o levei comigo mas infelizmente todos os hotéis têm  um secador mas daqueles pequenos, sem potência nenhuma e que fazem com que percamos 1 hora a secar o cabelo, por isso o meu anda sempre comigo. Quando li que o quarto estava equipado com secador desvalorizei por completo pois imaginei aqueles irritantes, pequeníssimos.  Mas não, é mesmo um grande, com uma potência tal como o da nossa casa. Por isso minhas queridas se escolherem este hotel escusam de trazer secador pois vão ficar felizes com o do hotel. :)



Ah e já agora a sangria de champanhe também é perfeita e combina com o terraço do quarto :)



Resumidamente foi tudo fantástico, senti que tudo o que fizemos foi perfeito e aproveitámos ao máximo a companhia um do outro que era o mais importante. Uma coisa tenho a certeza conversámos até cairmos nos braços um do outro e rimos como há muito não ríamos.


No meio disto tudo houve muitas saudades dos baby boys, poucas foram as conversas que não passaram por eles, mas já estou como o B por mais voltas e voltas que dermos vai sempre faltar alguma coisa e isso é uma grande verdadinha. Valeram-me os vídeos e as fotografias que fui recebendo ao longo dos dias para matar as saudades.

Ficou a promessa que voltaríamos mas desta vez a 4 pois uma coisa tenho a certeza quem iria dar uns bons mergulhos naquela piscina era o T e quem gostaria de correr por todo este campo com um sentimento de liberdade seria o Baby FM.

Agora que venha mais um ano carregado de amor e umas noites mal dormidas (ou não)!









A ti, meu Amor!

1.10.17



Querido Bernardo...

Faz hoje 6 anos que juramos fidelidade e amor eterno.

Um dia com um sol brilhante, um dia rodeado de pessoas que nos são queridas, um dia verdadeiramente feliz.

Contigo já vivi os dias mais felizes da minha vida. O nascimento dos nossos filhos e o nosso casamento estão na minha lista de preferências.

Lembro-me com um sorriso no rosto do nosso percurso de vida, começamos a namorar aos 18 anos, trocávamos diariamente cartas de amor, perdiamo-nos no tempo com as nossas conversas e tudo era motivo para uma boa gargalhada.

Os anos foram passando e juntos traçávamos o nosso caminho, desbravando sonhos e eliminando as pedras que encontrávamos no nosso percurso.

Contigo já sofri muito e já amei demais, já sorri e já chorei. Mas sempre que olho para trás sinto que valeu a pena.

És e serás sempre aquele miúdo trapalhão, imaturo mas com uma bondade que consegue ultrapassar todos os limites.

Deste-me os meus maiores tesouros, um deles com um desafio extra. Olhando para esse dia em que a nossa relação foi testada a todos os níveis, fico feliz porque sem termos falado muito, não houve culpados, não houve desilusões mas sim um amor que veio ao de cima de uma forma única.

Não és o principe encantado, muito menos o homem perfeito, eu também não o sou, mas é a nossa imperfeição que nos torna perfeitos um para o outro.

O que um tem mais o outro tem a menos e é assim que nos vamos equilibrando nesta vida que nem sempre é fácil.

Vivo este dia de uma forma emocionante pois é impossível não reviver todas aquelas horas mágicas que nos tornaram marido e mulher.

Contigo sou a mulher mais feliz do mundo, e passado 15 anos o meu coração ainda consegue bater por ti como no nosso primeiro beijo.

Se hoje moresse, morria feliz!







Fotografias by Centrimagem

Só nós

29.9.17
Este fim de semana será diferente do habitual...

Domingo fazemos 6 anos de casados e como sempre gostamos de comemorar esta data a sós.

Não somos aquele tipo de pais que estão sempre ausentes em saídas a dois mas somos do tipo que gostamos uma vez por outra sair e cuidar da nossa relação.

É importante para um casal, respirar fundo, poder acordar sem "despertadores humanos", dormir sem ninguém pelo meio, poder falar sem interrupções, poder sonhar e passear de mãos dadas.

O amor pelos nossos filhos nunca será posto em causa, não passaremos a ser as piores mães por isso pelo contrário vai tornar-nos mães mais fortes e confiantes.

Estas pausas rejuvenescem as relações, dão equilíbrio e mostram muitas vezes o caminho que tantas vezes é posto em causa pela azáfama da semana.

Vai ser um fim de semana carregado de boas memórias, de grandes conversas e de muito amor.

Hoje dormimos 5 na cama mas amanhã seremos só dois e acreditem que embora goste imenso de dormir com os meus filhos, também tenho saudades de dormir com o marido.

Não vos vou revelar já para onde vamos porque isso estragaria a surpresa que quero fazer ao B.

Mas prometo que vos mostro todo o nosso fim de semana no Stories do Instagram.

Uma coisa tenho a certeza teremos imensas saudades dos baby boys mas vai ser tão bom termos um tempo só para nós.

Afinal de contas foi assim que tudo começou.



Sigam-nos no Instagram - @tomas_my_special_baby

Somos 5 na cama e somos felizes!!

27.9.17

Das memórias que mais tenho presente na minha infância é de dormir no meio dos meus pais, naquele aconchego que só os pais sabem dar.

Tudo era motivo para dormir na sua cama, ou eram pesadelos, ou porque estava doente, ou simplesmente porque sim. Uma coisa tenho como certa sempre que lá dormia, tinha os melhores sonhos.

Hoje como Mãe quero dar isso ao meus filhos, sem medo que fiquem "estragados". Quero que se sintam protegidos, quero que saibam que quando tiverem medo do escuro eu e o pai estaremos ali ao lado com uma cama quentinha para os receber.

O T desde que começou a escola que às 6.30h acorda e vai para a nossa cama e ali fica a dar-me festinhas agarrado a mim.

Já o Baby FM às 2h começa a chamar por mim, vai para a nossa cama e de lá só sai de manhã.

Quando nos deitamos somos só dois mas quando acordamos somos 5 (A Kiki também está nos nossos pés) e sabem que mais?? Adoro, adoro!! Adoro acordar com eles em cima de mim, adoro vê-los a zangarem-se para verem quem fica ao meu lado, adoro sentir o seu cheiro, adoro ouvir os seus corações a bater.

E embora muitos pais olhem para nós de lado, eu não me importo, porque o que importa é que eles se sintam bem, protegidos e felizes.

Não acho que isto os vai prejudicar no seu futuro e que os vai tornar piores pessoas pelo contrário.

Uma coisa eu tenho como certa aos 18 anos não irão querer dormir seguramente connosco e eu terei saudades de os ter ali a aquecerem o meu coração.

Amor a mais nunca fez mal a ninguém, não concordam?









Também é preciso "parar"

26.9.17
Por vezes é preciso redefinir prioridades, é preciso deitar as cartas na mesa e pensar de uma forma estratégica.

O início da escola do T pedia que me sentasse e definisse prioridades, uma coisa tinha a certeza todas as terapias tinham que se adaptar á sua nova realidade.

Como mãe quero muito que ele aprenda e que tenha todas as ferramentas necessárias para que tenha um bom desenvolvimento mas tenho presente que o seu bem estar está acima de qualquer terapia.

Lembro-me muito bem da primeira consulta em que tive com o Dr. MP (Centro Desenvolvimento Infantil) que me disse que as três regras para o sucesso eram: primeiro amá-lo, segundo amá-lo e terceiro amá-lo ainda mais.

E naquele dia tracei que no seu percurso ia haver sempre espaço para brincar, para estar em família, para rir, para ser feliz.

É um facto que o T tem uma agenda ambiciosa, mas quando se quer muito consegue-se. Juntei todas as terapias, e tive que redefinir horários e a suas periodicidades.

Não consegui abdicar de nenhuma terapia pois para mim todas são importantes mas tive de encontrar um ponto de equilíbrio entre todas.

Mas percebi que uma delas tinha de ser mudada. A terapia da fala era em Corroios e se até aqui tinha conseguido contornar com a minha vida profissional e com as horas de trânsito, agora com a escola era muito difícil.

Mexi e remexi no seu horário mas não podia sujeitar o T a enfrentar o trânsito da ponte às 18h.

Quero que ele aprenda mas de uma forma serena. Sabia que não seria viável para ninguém fazer uma terapia às 19.30h e por isso tivemos de mudar.

Custou-me imenso porque se havia terapeuta empenhada em fazer o melhor pelos seus "alunos" era esta terapeuta. Uma terapeuta que conseguiu perceber o que me angustiava e que conseguiu meter o T a comer de uma forma fantástica.

Muito lhe devo, mas infelizmente a vida é feita de encontros e desencontros e chegou a hora de lhe dizer que não conseguíamos continuar a fazer este sacrifício pois algo que podia ser benéfico para o T passaria a ser algo dramático.

A terapia da fala não ficou pelo caminho. Neste momento já estamos com outra terapeuta, que também tenho a certeza que vai fazer muito por ele.

Agora o T têm escola quatro vezes por semana de manhã e terapia em casa à tarde. E na 3ªfeira de manhã faz as restantes terapias que andavam "soltas".

O seu dia de trabalho acaba às 18h e a partir daí o T é apenas uma criança onde não se fala mais de exercícios.


Obrigada Dra. AR por todo o carinho e empenho em ajudar o T.

Imagens que dispensam qualquer legenda.
Obrigada Dra. AR por tudo.