Licença de maternidade

23.1.17

As Mães deviam ter o direito de ficar com os seus filhos até aos 6 meses de uma forma completamente "gratuita".

Mas infelizmente o estado só apoia até aos 4 meses, deixando ao critério da mãe aumentar a sua licença com a penalização de ver o seu subsídio cortado a 20% ou 23%.

A licença não devia ser vista como um luxo ou um capricho de uma mãe mas sim como algo fundamental entre uma mãe e um filho.

Para quem deu ou dá mama em exclusivo até aos 6 meses é um verdadeiro tormento essa separação, obrigando a mãe a um stress de tirar leite, de um corre corre para que o seu filho não tenha fome na sua ausência.

O filho precisa da mãe, assim como a mãe precisa do filho neste período tão conturbado das suas vidas, são vividos diariamente sentimentos jamais alguma vez vividos até então, todos os dias são feitos de aprendizagens, de um namoro constante, de muitas horas de pé e de um cansaço avassalador.

Desengane-se quem pensa que a licença são férias. Posso garantir que é tudo menos isso. Confesso que antes de ser mãe, estranhava quando ouvia as mães dizerem que não conseguiam fazer nada, ingenuamente achava que era mesmo falta de organização.

Até que vivenciei dessa mesmo desorganização, percebi que não é falta de organização mas sim que os bebés consomem-nos noite e dia, ora querem colo porque sim, ora querem mudar a fralda, ora querem mamar, ora querem chuchar na mama, ora simplesmente querem estar a olhar para nós e no meio de tudo isso, o relógio não para e passam horas sem nos apercebermos, deixamos de ter horas para nos alimentarmos, um simples banho torna-se num verdadeiro luxo.

Lembro-me de chegar ao fim do dia sem forças físicas mas com uma força emocional que só uma mãe consegue.

Roubar todo este nosso tempo aos nossos filhos devia ser considerado crime, eles são tão pequeninos e inofensivos que não percebem porque de repente a mama da mãe passou a um biberão e o seu cheiro foi substituído por outro.

Acredito que nenhuma mãe esteja preparada para esta separação, dói muito, eles precisam de nós mas nós também precisamos muito deles.

E em quatro meses não dá tempo para nos restabelecermos, de meter a mente em dia e muito menos de estarmos preparadas para "abandonar" as nossas crias.









Um dia em cheio

22.1.17

Hoje o dia foi longo e deu para fazer imensas coisas.

Aproveitei o facto de o T ter tido uma aula extra de Natação para rentabilizar o dia. A aula não podia ter sido mais cedo...eram 9h e já lá estávamos na piscina.

Devíamos ser os únicos "loucos" acordados, as ruas estavam completamente vazias.

Acordar cedo têm destas coisas, faz com que aproveitemos todo o silêncio das ruas, sem trânsito, sem confusões.

Se a manhã começou calma, a tarde já foi de confusão pois embora soubesse que hoje o Benfica jogava às 16h, fomos ao Colombo, tínhamos mesmo de ir e como era cedo tentei aproveitar.

O B agradeceu pois ficou logo lá para ver o jogo. Quando chegámos ainda estava tudo calma, pouco ou nada fazia prever um jogo do Benfica mas à medida que as horas iam passando o Colombo ia-se vestindo de encarnado.

Realmente o Benfica move multidões, confesso que fiquei a ansiar pela nossa primeira vez em família a ver um jogo no estádio.

A logística com duas crianças não é nada fácil, e com dois carrinhos ainda pior. Valeu-nos o T que já almoça a nossa comida e portou-se lindamente a almoçar uma sopinha, salmão e legumes.





Já o Baby FM, comeu em casa e teve todo o tempo entretido com os brinquedos.

No meio disto tudo, pela primeira vez enchi-me de coragem e troquei o ovo pela cadeira de passeio, não que ele não coubesse mas porque achei que aquele espaço já não era muito confortável. O Baby estava radiante, aqueles olhinhos não pararam de brilhar um segundo, estava fascinado com todas aquelas luzes e movimento.



O melhor dos dois mundos

20.1.17

Nem por um minuto hesitei em ter outro filho. Com o nascimento do T ainda fiquei com mais força de voltar a engravidar, tinha essa necessidade de sentir o que as outras mães sentiam.

Sem medos e dúvidas fiz o que me dizia o coração e engravidei do Baby FM.

Ter dois filhos, além de ser super cansativo, é a melhor experiência do mundo. Cada vez que os vejo a "falarem" um com o outro, cada carícia, cada beijinho, enche-me o coração, mostrando-me que tomei a melhor decisão.

Hoje posso dizer que tenho dois filhos encantadores que me proporcionam todos os dias experiências diferentes.

O T é aquela criança achinesada, com um cromossoma a mais, com uma pureza, com uma alegria e com um dom de cativar quem o rodeia, que só quem priva com ele entende o que digo. Se me pedirem para descrever o T, só tenho uma palavra que o define, o T é mágico.

Quando o T nasceu lembro-me de comentar com o meu marido que não o trocaria por nada mas que trocaria a trissomia 21 por tudo, hoje não a trocaria por nada, pois é a grande causadora para o T ser uma criança única e especial.

Uma criança super independente que me fez ver a vida com outros olhos, fez-me acreditar na vida de outra forma e deu-me as forças necessárias para lutar pelo que sonhamos.

Todos os dias vivo vitórias com ele e algumas frustrações mas isso cria em nós laços que nos marcam diariamente.

O Baby FM, é o sonho de bebé, um bebé com um olhar apaixonante e de uma meiguice extrema, que me fez apaixonar naquele primeiro minuto que o vi.

Mostrou-me o lado mais simples da maternidade, o lado em que a preocupação diária é o "lamber a cria, sem preocupações inerentes ao seu desenvolvimento, mostrando-me que o tempo é o melhor amigo para o crescimento de uma criança.

Um bebé super dependente que me mostra todos os dias que sou o seu mundo. A dependência que sente por mim e pelas minhas maminhas fascina-me e isso basta para derreter o meu coração. Dá os beijinhos mais cheios de baba e melhores do mundo.

Com o Baby FM aprendi que o amor de uma mãe duplica e não têm limites.

Para responder a muitas perguntas que me chegam diariamente, ter um filho com uma condição especial é igual a ter outro que não tenha nenhuma patologia associada. A única diferença que encontro sãos as 1000 terapias, as preocupações inerentes ao seu desenvolvimento e os custos associados, de resto, as birras, as gargalhadas, os sorrisos e o amor são iguais.

Por isto e por tudo tenho o melhor dos dois mundos.








Acompanhem-nos também pelo Instagram: @tomas_my_special_baby

As nossas noites

19.1.17

Já partilhei convosco que as noites cá em casa não não fáceis.

Com o Baby FM percebi o que significa noites mal dormidas e posso-vos dizer que é a coisa mais desgastante que há para uma mãe mas como tudo na vida têm as suas vantagens, também aqui encontrei algumas: nunca mais usei despertador, sejam dias de semana ou fins-de-semana, as manhãs tornaram-se enormes e quando vou para a cama não há como ter insónias.

À medida que o tempo vai passando as noites começam a ser mais calmas mas depois existe um pico em que o baby só quer mama, vale-me ele dormir connosco e assim é só levantar a blusa.

Já não sei o que é dormir sem interrupções e à "vontadinha" pois tenho sempre ao meu lado a minha lapa.

Atualmente é ele que me aquece nestas noites frias visto que o B esta do outro lado da cama.

Com 8 meses já devia de dormir sozinho, eu sei, mas não está fácil, cada vez que tomo a decisão de experimentar, arrependo-me de seguida.

Sinto que o Baby FM precisa daquele quentinho, dos meus braços para o aconchegar. E acabo todos ps dias por ceder à sua vontade e ali ficamos os dois.

Sei que existem variadíssimas opiniões sobre os filhos dormirem com os pais, mas eu sou de opinião que o mais importante é manter os nossos filhos seguros, mesmo que para isso tenhamos que ceder aos ideais da sociedade.

Penso que a educação não se mede pelo carinho que damos aos nossos filhos, por isso faço das noites mal dormidas e do co-sleeping a experiência mais enriquecedora da minha vida.

Não tenho dúvidas que daqui a 20 anos sentirei falta daquele bater de coração e da sua respiração tranquila.

Bons Sonhos!


O abraço de um filho

18.1.17

O abraço de um filho...

.... algo indescritível

.... sem comparação

.... demasiado forte

.... sem palavras

É assim que defino os abraços dos meus filhos. Embora o Baby FM ainda seja muito pequeno já o incentivo a dar aqueles abracinhos aconchegantes que nos aquecem o coração.

O T desde cedo que começou a dar abracinhos que enchem qualquer alma, para mim é uma das razões para eu viver, são aqueles abraços que me dão oxigénio para quando as forças começam a faltar.

É o melhor do meu dia. Confesso que aquele abraço chega a durar minutos e por mim demorava horas, é das sensações melhores que já vivenciei.

Não há abraço como o de um filho, é o abraço mais verdadeiro que podemos sentir e com a maior energia do mundo.

Naquele minuto tudo faz sentido, tudo é relativizado. E percebemos que a nossa vida só vale a pena por eles.

São coisas que não se pagam mas que valem fortunas.







Acompanhem-nos também pelo Instagram: @tomas_my_special_baby

Uma mala leve e prática

17.1.17

Desde que me lembro que adoro malas. Quando era uma adolescente chegava a perder-lhes a conta, tantos eram os modelos e cores.

Hoje já não sou assim, começo a preferir a qualidade à quantidade. Confesso que atualmente não tenho muitas, contam-se pelos dedos da mão.

Outra coisa que foi mudando com a idade foram os gostos, há coisas que não gostava há uns anos e que agora adoro.

Com os Baby's senti necessidade de ter uma mala relativamente espaçosa mas que acima de tudo fosse leve para que fosse prática e que me libertasse os movimentos quando os tivesse ao colo.

Embora em tempos não achasse muita graça às malas da Longchamp, à medida que o tempo ia passando começava a ver-lhes uma certa piada.

Até que decidi comprar uma e fiquei fã. Posso garantir que nunca mais a tirei. A mala além de leve cabe tudo lá dentro, chego a sair de casa com fraldas e até com uma segunda roupa dos baby's na mala e mesmo assim a mala contínua leve.

Quem goste deste modelo, recomendo a 100%, optei pelo tamanho maior mas existem tamanhos mais pequenos.

Não é das malas mais baratas, mas também não é das mais caras. A minha custou-me 85€ no El Corte Inglês e voltava a comprar 10 vezes.

Garanto-vos que não estou a ser paga para fazer publicidade. Só acho que quando há coisas boas e que nos ajudem devem ser partilhadas.

Aproveitem os anos para pedirem aos maridos!!

Podem ver todas as cores aqui.

Agora sou uma Mãe com os braços mais leves ;)



Jardineiras | Maria Joah
Camisa | Zara 
Mala | Longchamp


Acompanhem-nos também pelo Instagram: @tomas_my_special_baby

2º Vlog

16.1.17

O Aborto, um assunto controverso, pessoal e que não deve ser julgado.

Agradeço a Deus não ter sido posta à prova com essa decisão. Ainda hoje digo que não sei o que faria, não porque não ame o meu filho mas sim porque existem decisões na vida que só passando por elas.

A todos os Pais que são confrontados com esta dura decisão, apenas desejo que tomem a decisão que vêm dos seus corações tudo o resto não importa.

Não deixem que seja um médico a decidir o vosso futuro.

Se houver o Amor, tudo se faz.








Edição by Inn Soh



Espero que gostem e subscrevam o meu canal.