As Mães deviam ter o direito de ficar com os seus filhos até aos 6 meses de uma forma completamente "gratuita".
Mas infelizmente o estado só apoia até aos 4 meses, deixando ao critério da mãe aumentar a sua licença com a penalização de ver o seu subsídio cortado a 20% ou 23%.
A licença não devia ser vista como um luxo ou um capricho de uma mãe mas sim como algo fundamental entre uma mãe e um filho.
Para quem deu ou dá mama em exclusivo até aos 6 meses é um verdadeiro tormento essa separação, obrigando a mãe a um stress de tirar leite, de um corre corre para que o seu filho não tenha fome na sua ausência.
O filho precisa da mãe, assim como a mãe precisa do filho neste período tão conturbado das suas vidas, são vividos diariamente sentimentos jamais alguma vez vividos até então, todos os dias são feitos de aprendizagens, de um namoro constante, de muitas horas de pé e de um cansaço avassalador.
Desengane-se quem pensa que a licença são férias. Posso garantir que é tudo menos isso. Confesso que antes de ser mãe, estranhava quando ouvia as mães dizerem que não conseguiam fazer nada, ingenuamente achava que era mesmo falta de organização.
Até que vivenciei dessa mesmo desorganização, percebi que não é falta de organização mas sim que os bebés consomem-nos noite e dia, ora querem colo porque sim, ora querem mudar a fralda, ora querem mamar, ora querem chuchar na mama, ora simplesmente querem estar a olhar para nós e no meio de tudo isso, o relógio não para e passam horas sem nos apercebermos, deixamos de ter horas para nos alimentarmos, um simples banho torna-se num verdadeiro luxo.
Lembro-me de chegar ao fim do dia sem forças físicas mas com uma força emocional que só uma mãe consegue.
Roubar todo este nosso tempo aos nossos filhos devia ser considerado crime, eles são tão pequeninos e inofensivos que não percebem porque de repente a mama da mãe passou a um biberão e o seu cheiro foi substituído por outro.
Acredito que nenhuma mãe esteja preparada para esta separação, dói muito, eles precisam de nós mas nós também precisamos muito deles.
E em quatro meses não dá tempo para nos restabelecermos, de meter a mente em dia e muito menos de estarmos preparadas para "abandonar" as nossas crias.





