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Como nos sentimos?

26.5.17


No dia que nos tornamos mães, nasce uma nova mulher. E a mulher que éramos dá lugar a uma mulher completamente diferente.

Nascemos sempre com os nossos filhos, tenhamos os filhos que tivermos.

Os primeiros meses não são fáceis. Percebemos que nada sabíamos sobre o que é ser mãe e se antes dizíamos uma coisa, hoje fazemos outra.

Todo aquele romantismo que se vê nos filmes ou nas revistas cor-de-rosa é completamente díspar da realidade.

Ninguém nos preparou para as dores na amamentação, para a privação do sono, para um cansaço extenuante, para decifrar as necessidades do nosso filho, para um trabalho a tempo inteiro.

Quando o nosso filho nasce deixamos de nos lembrar de nós, pois o nosso filho é sempre a nossa prioridade. Os nossos familiares e amigos quando nos visitam só se preocupam com o bebé e nós mães onde ficamos no meio disto tudo? Os primeiros dias são feitos de um abrir e fechar portas, mas sempre que a porta se fecha fica uma mãe com um bebé nos braços para cuidar e mimar.

Por mais cursos que possamos fazer, por mais livros que leiamos ninguém consegue ensinar o que é ser mãe pois é algo que se aprende diariamente na prática com lágrimas, com sono e com muita alegria.


Ser Mãe de Ti

30.3.17



Ser Mãe de Ti...

... é magia
... é orgulho
... é sonhar
... é maravilhoso
... é uma benção
... é viver de uma forma intensa
... é ser "rica"
... é não ter palavras

É algo indescritível, quando me perguntam como é ser mãe do T, não que seja muito diferente do baby FM, mas a força da natureza "obriga" um pouco a isso.

Com ele já vivi coisas que jamais irei viver, já chorei muito mas sorri ainda mais.

Todos os dias é uma luta contra o tempo, todos os dias me surpreende e é inevitável não vibrar de uma forma intensa cada vitória.

O T embora seja igual a outra criança da mesma idade. É preciso incutir os conceitos e estimular competências que na maioria estão intrínsecas numa criança.

No caso em particular do T, ele demora um pouco mais a atingir essas competências inatas mas atinge, e quando as atingi é uma explosão de sentimentos que não se consegue descrever. Por isso todos os dias a nossa casa vive em festa :)

O que sempre me fascinou no T, foi a sua aprendizagem. Uma aprendizagem a uma velocidade veloz, que me deixava e ainda deixa de boca aberta.

E foi aí que percebi que o T cognitivamente era igual a todos nós.

Presentemente o T é uma criança sem limitações, um pouco mais "pequeno" do que as crianças da idade dele, um pouco mais bebézão pois acima de tudo o seu desenvolvimento é sempre mais lento mas uma criança muito feliz e isso é o mais importante para mim.

O tempo é veloz e para mim é super gratificante ter a oportunidade de usufruir da idade do T de uma forma mais intensa, mais minha.

Ter um filho com Trissomia 21 é ter um diamante em bruto e cabe a nós pais o limarmos todos os dias com carinho.

Considero-me um a mãe "rica" e feliz!!






Jardineiras | Maria JOAH
Camisa | Zara 

Jardineiras | Maria JOAH
Blusa | Be Chic


"Donas de casa desesperadas"

1.2.17

Ontem vi-me obrigada a ficar com os baby's pois a minha avó que é quem fica com eles teve que se ausentar.

Quando soube que iria ter de ficar com eles o dia todo, sem ajudas, fiquei super entusiasmada pois nunca é demais o tempo que passamos com eles mas também fiquei a pensar como é que seria lidar com a casa, trabalho e baby's, tudo ao mesmo tempo.

Posso dizer-vos que é um verdadeiro caos!! Confesso que ainda fiquei a admirar mais a minha avó e a sua força dos seus 75 anos.

O dia começou bem cedo com pequenos-almoços e muito mimo matinal. Respirei fundo e agarrei-me ao aspirador pois com a Kiki a casa têm de ser aspirada todos os dias.

Posso adiantar que foi uma comédia pois tinha literalmente o T e o Baby FM atrás de mim o tempo todo. Entretanto chegou a terapeuta do T que me libertou um pouco, pois o T teve três horas em terapia, o que permitiu que conseguisse adiantar muitas outras coisas.

Com o fim de semana tinha alguma roupa para ser lavada e o dia foi passado entre máquinas e mais máquinas. E para ajudar um tempo maravilhoso que se fez sentir....

Enquanto a roupa lavava comecei a preparar as sopas para a semana e o almoço. E tudo isto sempre com o Baby FM ao colo.

Sim...ao colo, o Baby só se sente bem comigo assim, acho que nesse dia ganhei um músculo no braço equivalente a um mês de ginásio.

As horas iam passando e eu continuava sem ter tempo só para mim.

Perto das 11.30h o Baby FM adormeceu, meti-o no berço e aproveitei para olhar para os e-mails...vai de responder a todos os assuntos pendentes, respirar 3 segundos fundo e voilà, Baby a querer mais colo.

Valeu-me a ajuda do marido que veio a casa passear a kiki e dar o almoço ao T enquanto eu continuava a orientar roupas, brinquedos e afins.

Já passava das 14h quando consegui arranjar 5 minutos para tomar um banho, e à medida que a água escorria sobre mim, pensei no que é ser mãe a tempo inteiro. Percebi a grandiosidade deste trabalho que poucas pessoas valorizam. Sem dúvida que é o trabalho mais desafiante que alguma pessoa pode ter, sem margem para pausas e para "bater a porta" quando estamos à beira de um colapso.

Muitas vezes crítica-se de ânimo leve as mães que não têm tempo de se arranjar quando estão com os seus filhos mas é esta a pura das verdades, não há tempo!

O tempo é passado entre colo, fraldas, mudas de roupa, limpar a casa, arrumar brinquedos, fazer almoços, jantares, sopas e muito mais...umas verdadeiras "Dona de casas desesperadas".

Contudo não existe profissão mais nobre, que nos dedicarmos à nossa família a 100%, infelizmente por questões monetárias não o posso fazer mas ainda não perdi a esperança de um dia conseguir ser uma mãe ainda mais atenciosa e presente.

Foi um dia muito desgastante, que não teve hora para "bater a porta" e dizer até amanhã mas em contrapartida um dia em que me consegui deitar com o sentimento de "missão cumprida".

O dia acabou comigo ainda vestida a adormecer o Baby FM e o T. Conclusão adormecemos os três na cama agarradinhos.

E hoje quando acordei senti um vazio pois embora tivesse um dia muito mais calmo, já sentia falta da azáfama do que é ser mãe a tempo inteiro.




















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