Cada dia que passa tenho mais a certeza que tomei a decisão certa em ter tido dois filhos com idades tão próximas.
No início tive algum receio, não por mim mas mais pelo T porque ainda o achava muito pequenino para que tivesse já de dividir as atenções da mãe.
Mas para o T era muito importante ter um irmão, pois não existe amor como o dos irmãos, precisava que ele tivesse sempre ali um apoio no caso de nós em alguma altura não estarmos tão presentes. E quanto menor fosse a diferença de idades entre eles melhor.
Embora quisesse muito uma menina, quando soube que iria ter outro menino fiquei muito feliz porque sabia que para o T um irmão era o ideal pois os interesses e as brincadeiras seriam as mesmas.
As vantagens prevaleceram sempre às desvantagens e neste momento embora cansadíssima tenho a certeza que tomei a melhor decisão.
Agora já começo a vê-los a interagirem um com outro, e confesso que passo horas a olhar para eles a brincarem um com outro, a ver os seus olhares cúmplices. Fico embevecida com tanta ternura, sinto mesmo que eles adoram-se desde sempre.
Muitas vezes o T gosta de impor o seu papel de mano mais velho, e tira-lhe os brinquedos e até o empurra para que caia no chão. Coisas típicas de mano mais velho, não é verdade?!?
Não é fácil ter dois filhos com diferenças pequenas, considero que até seja pior que ter gémeos, pois as necessidades começam a ser diferentes e nós pais acabamos por parecer umas bolas de ping pong, não existem minutos de descanso, pois quando está um a acabar de comer, está o outro a começar e isto aplica-se em tudo.
Muitas vezes os meus braços estão cheios pois regra geral quando um quer colo o outro também quer.

